Notas iniciais
Pessoal, essa é a minha primeira fic sobre a Culpa é das Estrelas. Não sei muito o que vai acontecer ainda, afinal esse é o meu primeiro capítulo. Espero que gostem da fic e acompanhem se acharem legal. Boa leitura! :)

P.O.V Hazel

Tenho 16 anos, tenho uma casa, tenho uma família. Tenho câncer. Acho que essa é a pior parte de aceitar a sua doença, ter que aceitar a sua doença. Você não pode simplesmente fingir que ela não existe, pois você está vivendo, e provavelmente vai viver com isso pro resto da sua vida. Eu já aceitei, há 3 anos atrás. Fui diagnosticada com câncer no pulmão, e é por isso que ando com o meu melhor amigo sempre na minha canela, meu tanque de oxigênio.Pedi para minha mãe me colocar de volta no colégio, mesmo sendo uma tortura ver todas aquelas meninas de bem com a vida, com cabelos longos e lindos, com namorados incríveis ao seu lado, é claro que eu me sinto mal, mas fazer o quê, preciso dos meus estudos. Fui ao colégio de carona no carro da mãe da minha amiga Kaitlyn. Chegamos, e a mãe de Kaitlyn partiu para o trabalho.

— Amiga, você vai adorar o colégio, é tudo muito legal. Temos esportes, caras super gatinhos, e muitas outras coisas...— ela falou, dando pulinhos de empolgação.

— Esportes?— olhei para o meu tanque de oxigênio e senti que ela ficou um pouco envergonhada— Tudo bem.— ri— Mas o meu tanque não me impede de conhecer os caras super gatinhos...

— Isso é verdade.— rimos— Bom, vamos entrar na classe?

— Mas já? Nem me lembro como é um colégio...— suspirei, segurei meu tanque e entrei para a sala de aula. Era estranho. Todo mundo olhava pra mi, como se eu fosse alguém anormal. Claro que eu sou uma pessoa normal, só estou doente. Então me sentei numa cadeira próxima de Kaitlyn.— Os seus colegas de classe são preconceituosos?— perguntei, esperando o "sim" dela.

— Bom, eu não sei.— ela olhou para baixo— E que é a primeira, aliás, segunda vez que temos um colega de classe com câncer.— ela me pareceu triste à dizer isso pra mim.

— Tudo bem.— falei— Como assim "segunda vez"?

— Nós somos colegas do "famosos" Augustus Waters. Ele tem câncer também, mas sem recaídas há um ano e meio. Ele é um pouco "popular", se é que me entende.

— Aham. Quer dizer que ele ficou popular por que tinha câncer?— perguntei assustada, até porque isso não é uma coisa que acontece todos os dias.

— Não.— Kaitlyn riu— Ele é um dos "caras super gatinhos" que eu tinha falado antes.— mas a chegada do professor interrompeu a nossa conversa sobre o misterioso Augustus Waters. Tivemos duas aulas tediosas de Matemática, e outra de Educação Física, e adivinha quem ficou no banco? Eu! Era de dar desespero ver aquelas meninas paradas no meio da quadra, encarando pra mim, aquela aula não passava, e a cada minuto a mais me deixava irritada. Até que uma delas fingiu não estar se sentindo bem e sentou-se no banco, ao meu lado. E logo me veio uma pergunta:

— Você consegue viver com esse negócio aí na sua perna?— ela indagou para mim, num tom que me pareceu que ela queria me zombar. Respirei fundo (não muito fundo pois simplesmente não conseguia) e disse:

— Claro que eu consigo. Se eu não conseguisse, não estaria neste momento falando com você. Por quê?— perguntei, esperando uma resposta super educada da garota.

— Ah, não sei.— ela riu para uma amiga que estava na quadra.

— Posso saber qual é a graça? Eu tenho uma doença, sou uma granada, posso morrer a qualquer momento e não existe uma cura correta para ela. Me diz, onde isto é engraçado?— perguntei. Ela ficou quieta e se afastou de mim, pareceu envergonhada com o que fez. Mas acho que quem deveria estar envergonhada era eu, com um tanque do tamanho de um botijão de gás do lado da minha perna, com os cabelos muitos curtos para uma garota, com roupas estranhas. Eu não sou bonita, fui até os meus 13 anos de idade, mas já passou, já aconteceu. Graças à Deus aquela aula acabou, mas infelizmente me perdi de Kaitlyn, aquela escola era enorme. Fui até algum canto me sentar para esquecer o que aquela garota havia me falando. Àprocura de um canto, esbarrei num garoto. Alto, moreno, bonito.

— Ahn, desculpa.— falei gaguejando.

— Não foi nada.— ele sorriu de canto— Augustus.— se apresentou.

— Waters?

— É. Como sabe?— ele riu.

— Uma amiga me disse... Sou Hazel, Hazel Grace.

— Então me desculpe, Hazel Grace. Posso me juntar à você neste intervalo?— eu olhei para cima e pensei "estou com um cara super gatinho?", acho que a resposta era um sim.

— Claro.— falei.

Nos sentamos em um canto do colégio e começamos uma conversa.

— Bem...— ele falou, num tom avoado.

—Bem...— repeti, sorrindo.

— Hazel Grace.— ele falou, olhando nos meus olhos. Como era bonito, meu Deus!— Me fale mais sobre você.

— Bom, fui criada em casa, ou até poderia se dizer que no hospital. Fui diagnosticada aos 13 com câncer nos pulmões, desde então parei de frequentar o colégio e comecei a ter aulas em casa. Minha mãe disse que eu tenho depressão e me colocou num grupo de apoio, que é um saco.

— Sei bem como é.— ele revirou os olhos e deu um suspiro. Me encarava cada vez mais, e eu ia ficando vermelha.

— Por que você está me olhando?— olhei para baixo, ficando vermelha.

— Você é bonita.— ele riu.

— Eu não sou bonita...

— É sim, muito bonita.— ele retrucou. Só soube ficar vermelha e rir, não consegui nem agradecer. Olhei em minha volta e não havia ninguém, cheguei à conclusão de que o sinal havia tocado e não tínhamos escutado.

— Augustus.— falei— É impressão minha ou o sinal tocou?

— Tocou?

— Tocou.— rimos.

— Vamos correr pra sala?

— Correr?— falei olhando para meu tanque.

— É... Andar com passos apressados?— dei outra risada. Andamos até a sala e entramos, a professora de química nos encarava, assim como todo o resto da classe. Eu e Augustus entramos na classe e sentamos em nossos respectivos lugares, tentando segurar o riso. A professora perguntou:

— Onde vocês estavam?— com um olhar desconfiado.

— Pode se dizer que não estávamos fazendo nada de errado.— Augustus disse.

— Estávamos conversando e perdemos a noção do tempo.— falei.

— Tem um lugar onde vocês poderão frequentar hoje mais tarde, que não vão ver o tempo passar.— a professora falou.— Detenção para os dois depois da aula.

— Professora, eu não posso.— falei.— Tenho consulta no meu médico, e Augustus vai me acompanhar. Não é, Augustus?— pisquei para ele. Ouvi algumas risadas vindo daquelas garotas de antes, elas me deixavam irritada mas ao mesmo tempo chateada.

— É sim, professora. Hazel não pode faltar nesta consulta.

— Ah, tudo bem. Vou deixar passar DESSA vez. Não cometam mais esse ato. Tudo bem?

— Ok.— falamos em uníssono. Acabaram as duas últimas aulas, que eram duas de química. Não vi Kaitlyn depois das aulas, o que era estranho, pois eu ia embora com a mãe dela naquele dia. Estava saindo para pegar um ônibus e Augustus veio até mim.

— Você vai de ônibus?— perguntou.

— Sim.— respondi. Já estava cansada, fiquei muito tempo em pé hoje, e mamãe já deveria estar preocupada comigo.— Por quê?— indaguei.

— Quer uma carona?— ele respondeu de volta.

— Ah...— fiquei sem reação— Não sei se é certo.

— Eu não sou nenhum assassino, Hazel Grace.— dei uma risada. Como era sensual o jeito que ele me chama pelos meus dois nomes, uau!

— Nunca se sabe...— rimos— Mas aceito sua carona.

Notas finais
E aí, ficou bom? Por favor, me mandem comentários, reviews, enfim, sei lá! Ainda não tem muitas coisas sobre a doença deles, vamos deixar light por enquanto! Não me joguem pedras xkozkxoz Beijos! :*