A Culpa Nunca Morre - Dramione
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Espera aí , para tudo para tudo UEHEUEEUEHEUE'.
Tan tan (8 músiquinha de impacto.
Queria agradecer, a THAYANE VIEIRA pela belíssima e explêndida recomendação. Obrigada de coração minha linda. *-* E ainda terminou a recomendação com estilo , hein? UEHEUEHEU' Mulheres enlouqueçam com beijos sabor Draco Malfoy. ( Me gusta :3) . OBRIGADA LIMDA, ♥ , com "m" de muito linda *-*.
Beijos sabor Draco Malfoy ! :*
P.O.V Hermione Granger
O que será que aconteceu? O Draco mudou de uma hora para outra como se nunca tivesse dito para mim " Eu te amo." Será que eu disse algo errado? Mas ontem, antes de ele sair da barraca ele estava perfeitamente normal. Era como se, ele tivesse apagado tudo de bom que aconteceu entre a gente. Eu não aguentava mais! Porque toda vez que meu coração conseguia alcançá-lo , sofria novamente? O que será que tinha ocorrido em sua casa para ele mudar de uma hora para outra? E tão repentinamente, e tão drásticamente?
Minhas lágrimas saiam de meus olhos e não paravam. Toda vez que tentava secá-las desciam novas lágrimas que escorriam em minha face. Olhei para a janela e percebi que começara a chover no acampamento, sentia-me tão só. Minhas lágrimas pareciam querer se misturar com a chuva. Tão triste... e tão solitária. Por mais gotas de chuvas que caiam do céu, até elas cairem no chão elas cumprem sua viagem totalmente solitárias. Achava que por mais que Draco desprezasse as pessoas , seu coração chamava por elas. Mas pelo jeito, eu estava enganada.
Mas algo dentro de mim falava: ele foi sincero quando disse que te amava. Acho que por mais cruel que seja, ele nunca te abandonaria de uma hora para outra.
Algo estava errado e eu sabia disso.
_Olá? — perguntou uma voz feminina vinda da porta.
Tentar secar rapidamente as lágrimas do meu rosto e olhei em direção a porta. Uma garota de cabelos negros e olhos verdes extremamente iguais ao Harry estava ali em pé parecendo procurar algo.
_Me desculpe. — disse ela com um sorriso jovial. — Achava que Draco Malfoy se encontrava aqui.
_Ah! Desculpe-me ele fica no outro quarto. — murmurei.
A garota me contemplou por um tempo de cima em baixo. Por um breve instante aquele sorriso se tornou em um sorriso frio e gélido.
_Ah, sim. A companheira de barraca de Draco. — disse ela.
_Conhece-me?
_Não tive esse prazer. — disse a garota sorrindo para mim. Por mais que em seu rosto estivesse estampado um sorriso sua presença se tornou sombria. Em seguida, a garota se retirou deixando-me só e intrigada. Levantei-me da cama e caminhei até a minha porta ouvindo a outra se fechar , caminhei em passos leves em direção a porta de Draco e comecei encostei o ouvido ali com o intuito de conseguir ouvir algo.
P.O.V Draco Malfoy
Elizabeth entrou em meu quarto, sem ao menos bater na porta antes de entrar. Sentei-me rapidamente na cama e puxei meu cobertor até meu pescoço. Já que eu estava completamente nu por baixo daquela coberta. Ao ver Elizabeth, lancei-lhe um olhar cortante e perigoso ao mesmo tempo no qual a garota só retribuiu com um sorriso. Sem ao menos perguntar, a garota sentou-se na beirada de minha cama e começou a por me contemplar como se sua atitude não fosse imprudente.
_Oi, querido. — disse ela sorrindo.
_O que faz aqui? — perguntei com uma espécie de rosnado. — Não te dei permissão, e nem convite para vir aqui.
_Ah, desculpe. — disse ela em um tom de lamento pouco convincente. — Eu havia avisado de última hora a Diretora Mcgonagall que eu precisava fazer uma visita a você. Já que eu era sua futura esposa.
Levantei-me da cama com o cobertor seguro em minhas mãos cobrindo cada parte do meu corpo , meu rosto estava vermelho de raiva e meu corpo tremia compulsivamente.
_QUEM DISSE QUE VOCÊ È MINHA FUTURA ESPOSA?
_Hora essa. Não vai me dizer que você está interessada em outra garota. — disse Elizabeth em um tom perigoso. — Que eu saiba , não tem mais nenhuma garota na sua cola.
_Por mais que não haja nenhuma garota no circuito. — falei. — Você não tem o direito de dizer que é minha futura esposa. Essa escolha cabe mais a mim do que a qualquer outra pessoa. A única pessoa que não aprova essa união no momento , sou eu.
_No momento? Então está pensando no caso. — disse Elizabeth inocentemente.
_Estou. Claro que estou.
_Então o que o impede?
_Digamos que estou confuso.
_Confuso?
_Eu sinto como se faltasse alguma coisa. — comecei forçando minha mente a pensar no que estava se passando em meu coração. — Como se eu não devesse tomar as atitudes que estou querendo tomar.
_Isso é mais mental não?
_Não. Digamos que mentalmente... eu sinto que algo me foi tirado. Passaram-se dias aqui no acampamento e a única coisa que eu me lembro , é de quando eu vim aqui, meus treinos de quadribol. Não me lembro o que aconteceu comigo depois que sofri um acidente com um galho transpassado na lateral de meu pescoço... não me lembro de mais nada. Todos esses dias, e não me lembro de mais nada que eu fiz. Toda vez que meus pensamentos envolvem a Granger... parece que por um momento tudo some.
P.O.V Hermione Granger
Enquanto eu ouvia o que se passava eu não conseguia acreditar. Eu não era burra, uma parte de meu cérebro trabalhava descomunalmente tentando descobrir o que estava acontecendo com o Draco. Pensamentos que me envolviam? Tudo sumindo?
Acho que eu só entendia o que se passava pois isto lembrava...
Meu pais.
Isso tinha cheiro de magia. E de magia muito ruim .
" Não devia pensar nisso." — ouvi Elizabeth dizer. — " Que perda de tempo pensar na garotinha que você acaba de me contar. Ela parece não ter importância alguma para você.
"E não tem." — disse Draco. — "Olha, estou cansado. Vai embora."
P.O.V Draco Malfoy
Mandei-a embora. Nesse momento, Elizabeth fez uma cara de decepção e em seguida levantou-se repentinamente da cama , envolveu seus braços em meu pescoço e me beijou. Por um breve momento, aquilo era muito prazeroso, e bom até. Mas, após um tempo permanecendo desse jeito,retribuindo o beijo... minha cabeça começou a doer , sentia que o que eu estava fazendo era errado. Como assim errado? Beijar uma garota era errado?
Empurrei gentilmente Elizabeth , não sei se foi por falta de força , ou porque eu estava com muita dor de cabeça para ficar irritado naquela hora. Recebi em troca, um sorriso da garota. Em seguida, ela caminhou graciosamente até minha porta e abriu-a e em seguida- fechou-a deixando-me ali, com aquela dor que parecia aumentar cada vez mais?
Quem é você? Quem está me chamando?
Quem está batendo na porta de meu coração?
P.O.V Hermione Granger
Ouvi alguém por a mão na maçaneta prestes a abrir a porta. E somente tive tempo de me afastar e aguardar para ver, quem sairia dela. Era a Elizabeth que tinha um sorriso satisfeito em seu rosto. Com raiva, e com minhas suspeitas pedindo para serem confirmadas. Não liguei se fora cortês ou não, segurei a garota pelo pulso, saquei minha varinha enquanto a mesma se debatia, e pronunciei um feitiço mentalmente... e minha resposta foi mais do que satisfativa.
_O último feitiço, que essa varinha completou... foi o obliviate.– murmurei para Elizabeth soltando-lhe o pulso.
_Você não é tão burrinha... — murmurou Elizabeth esfregando os próprios pulsos. — O que pretende fazer a respeito?
Era uma boa pergunta. Por um lado eu queria impedi-la, mas por outro lado, eu não queria fazer nada... algo me incomodava muito ...
_Um amor que pode ser desfeito com um feitiço. Não é um amor de verdade. — murmurei em resposta baixando os olhos.
Elizabeth deu-me um sorriso satisfeito , em resposta.
_Exatamente.
Fiquei parada enquanto eu ouvia os passos de Elizabeth se distanciarem para fora da barraca. Mais lágrimas correram de minha face. Obliviate era um feitiço permanente, não tinha um contrafeitiço nem nada. Mas se eu descobrisse... como desfaze-lo... eu podia reencontrar meus pais, e tê-los de volta...
Mas, eu era uma covarde. Draco não merecia ter uma namorada como eu que fora tão cruel com ele no sétimo ano em Hogwarts. Naquele momento, até entendia o porque do sentimento do Draco não ser verdadeiro. Como assim? Eu já estava enfiando em minha mente que o amor dele não era verdadeiro só porque ele perdeu a memória?
"Um amor que pode ser desfeito com um feitiço. Não é um amor de verdade."
Corri para fora da barraca em direção a area de atividades. Adentrei na vasta folhagem com as lágrimas escorrendo de meus olhos...
Eu que fiz a escolha de entregá-lo...então nunca diga que eu estou só.
Eu que fiz a escolha de não lutar por ele... então nunca diga que estou triste.
NUNCA.
Essas lágrimas, são apenas a vergonha... de não lutar pelo o que era importante para mim. Estava abandonando ele , quando ele mais precisava de mim. Igual eu fiz, no sétimo ano em Hogwarts.
* * *
Flash back, Hermione Granger.
último ano em Hogwarts, após a guerra.
Lembro-me de uma frieza desconhecida, que havia tomado contade mim. Nem eu me reconhecia. Antes eu era capaz de perdoa-lo... mas naquele ano, satisfazia-me vê-lo largado pelos cantos, sozinho, a chorar. E com suas olheiras profundas de alguém que não dorme e chora o tempo todo. A ausência de felicidade, havia tomado conta dele. Sabe de quem estou falando?
De Draco Malfoy.
_Senhor Malfoy. — disse Mcgonagall entregando o resultado das provas de Transfiguração. — Infelizmente, sua nota foi Trasgo. (pior nota que se pode receber. Abaixo de Deplorável.)
_Tem gente que tirou Trasgo? — perguntei em voz alta em meio a pequena risadinhas. — HÀ!
_Senhorita Granger. — censurou-me a Diretora Mcgonagall.
_Desculpe professora. Sabe, é que tem pessoas que se acham melhores do que outras. — disse-lhe inocentemente.
– — -
_O que faz aqui nos corredores sozinho , Malfoy? — perguntei aproximando-me do rapaz enquanto este estava encolhido em um dos degraus de uma escada.
O loiro não respondeu. Apenas olhou-me com extremo e profundo ódio.
_Cadê sua gangue? — perguntei em meio a risadas. — Ah é. O que você havia dito mesmo? " Algumas famílias são melhores do que outras, você não vai querer ser amigo das pessoas erradas..." , quem virou amigo das pessoas erradas?
Em um movimento rápido o garoto sacou sua varinha, fazendo-me rir ainda mais dele.
_Vai me matar , Malfoy? Você nunca seria capaz. Você é covarde. Vamos lá, use sua varinha. Você já foi Comensal da Morte, mostre que ainda é tal como um.
As mãos do garoto tremia. E o mesmo abaixando a varinha subiu as escadas sem dizer-me uma palavra.
Apenas ouvi um pequeno choro enquanto ele subia as escadas.
Fui muito cruel com ele naquele ano. Acho que não tenho moral alguma de pedir para que o Malfoy volte a preencher meu coração...
Fale com o autor