A Culpa Nunca Morre - Dramione
28 Capítulo 28
P.O.V Draco Malfoy
dia seguinte
Acordei totalmente sonolento. Minha cabeça latejava e meu corpo dóia muito. Parecia que pequenos movimentos que faziam minha camisa roçar em minha pele já faziam eu sentir uma leve dorzinha no local. Levei a mão até a testa e senti que ela fumegava de tão quente e preocupado decidi levantar-me e buscar a ajuda da Sabe-tudo sangue-ruim. Era humilhante, mas ela lia livros mais do que qualquer um que eu conhecia, talvez ela soubesse uma solução para todos aqueles sintomas que eu sentia.
Fui até o quarto da Granger e entrei em seu quarto sem bater e eu a vi na cama com o cobertor cobrindo apenas uma parte de seu corpo e infelizmente a Granger não trajava nada por baixo, mostrando apenas sua peça íntima, uma calcinha fio-dental. Minha cabeça começou a doer, uma dor estranha como se eu já tivesse visto uma cena daquelas, uma espécie de dejavu. Balancei a cabeça mas de nada resolveu, parecia que minha cabeça estava prestes a explodir. E essa dor não tinha nada a ver com a dor de cabeça que eu tive logo ao acordar.
_Pois não? — disse a Granger que do nada estava em pé na minha frente.
_Granger! — exclamei. — Vista-se.
_Ah, sim . Desculpe-me. Força do hábito. — murmurou a garota pegando rapidamente uma calça como se o que ela acabara de dizer fizesse todo o sentido. -O que faz aqui? — perguntou em seguida ,já vestida, com uma voz estranhamente triste e monotóna ao mesmo tempo.
_Eu estou passando mal. — relatei. — Estou com febre , dor no corpo, minha cabeça está latejando...
_Será que posso pôr a mão em sua testa ou será que estarei sujando você com minhas mãos de sangue-ruim? — disse a Granger com uma expressão totalmente indecifrável. A garota parecia que estava em uma espécie de transe , pois, pareciam que emoções eram coisas que não existiam mais para ela.
_Hora essa Granger. — falei totalmente impaciente. — Se estou pedindo sua ajuda para resolver o caso é lógico que eu deixo você por a mão em minha testa.
E assim a garota o fez , em seguida a mesma ergueu uma sombrancelha e disse-me:
_Você está gripado.
_Não posso estar gripado ! — exclamei. — Isso é doença de sangues-ruins.
_Bom, pena para você . Mas você está gripado e não há nada que eu possa fazer. — disse a garota. — Apenas recomendar bastante repouso. Pena que no mundo bruxo não tem anti-térmico.
_Entendi. — falei indo em direção a porta do quarto. — Obrigado , Granger. — agradeci meio que a contra-gosto.
_Disponha. — respondeu a garota sentando-se na cama parecendo muito abalada. Eu não sabia o que dizer. Na verdade eu não precisava saber dos problemas de uma sangue-ruim, mas estranhamente algo dentro de mim implorava para saber o que se passava. Parecia que haviam dois Dracos e um deles eu ainda não conseguia saber o que pretendia fazer e o que queria.
Voltei para meu quarto e deitei-me na cama pronto para dormir e seguir as intruções que havia recebido.
* * *
_Toma. — disse a voz alta da Granger me acordando.
_Granger! — exclamei sentando-me na cama com meu rosto ficando totalmente vermelho. — Denovo entrando no meu quarto sem permissão?
Minha cabeça voltou a latejar. Uma sombra surgiu na minha mente, um vulto e diversas imagens diferentes no qual o mesmo vulto aparecia só que se movimentando de formas diferentes. Quem era? Quem é você?
P.O.V Hermione Granger
O Draco segurava firmemente a cabeça com as duas mãos e começava a gritar de dor. Não sei se ele percebia o que estava fazendo mas eu estava ficando preocupada. Sacudi-lhe o ombro e desesperada tentava fazer de tudo para ele parar de gritar do jeito que estava gritando, totalmente descontrolado.
_HERMIONE. — gritava ele fazendo eu dar um pulo de quase um palmo para trás. -HERMIONE...
_DRACO? — gritei de volta dando-lhe um abraço enquanto o rapaz ainda berrava meu nome descontradamente.
O rapaz movia o corpo como se tivesse pequenas convulsões, seus olhos estavam totalmente fechados e suas mãos vermelhas de tanta força que o rapaz usava para segurar a cabeça que ainda dóia. De sua testa já escorria um filete de sangue, mostrando que, as unhas do rapaz provavelmente machucavam-lhe o local onde estão pressionadas.
Quando Draco parou de gritar. O mesmo sentou-se na cama e arfava como se tivesse corrido em uma maratona. Seu peito movia-se conforme sua respiração e o filete de sangue que antes estava na sua testa já caminhava em direção a lateral do nariz do garoto.
_Draco...está tudo bem? — perguntei pondo a minha mão em seu ombro.
_Estou, Granger. — disse ele tirando minha mão de seu ombro bruscamente. — Já perguntei antes... desde de quando dei-lhe essa intimidade? Ponha-te daqui para fora. — ordenou o loiro em seguida apontando para a porta.
_Eu vim aqui justamente porque eu queria te trazer waffles. — disse-lhe estendendo o prato que eu havia apoiado no criado-mudo. — Imagino que esteja com fome.
O rapaz olhou para o prato e fez uma careta de dor e levou umas das mãos até a cabeça fazendo eu compreender imediatamente. Parecia que haviam momentos que fazem parte da memória perdida de Draco que faziam a mente dele querer lembrar, mas já que não é capaz, sua cabeça começa a latejar forçando as lembranças aos poucos.
Sorri, totalmente feliz por eu ter percebido o que se passava. Sem pestanejar, larguei o prato em cima do colo de Draco e dei-lhe um beijo ágil. Um beijo que fez o garoto se afastar repentinamente de mim para voltar a segurar a cabeça de tanta dor que parecia sentir. De seus olhos saiam lágrimas e o rapaz voltara a arfar. Por um breve momento, o loiro apenas me olhou com um olhar de quem quer respostas e para minha surpresa o rapaz me beijou. Retribui-lhe o beijo e aguardei para ver o que iria acontecer. Arrisquei abrir meus olhos durante o beijo e vi que mesmo me beijando o garoto tinha uma expressão de quem sentia dor. Afastei-me do rapaz e em seguida olhei para seu braço onde eu havia antes mudado a sua marca negra.
_Diga-me Draco... — sussurrei-lhe. — O que aconteceu com sua Marca Negra?
O loiro olhou para o braço e franziu violentamente a testa. Em seguida, o rapaz olhou para mim com um olhar indagador e perigoso ao mesmo tempo.
_Granger... o que foi que...
Saquei minha varinha e encostei-a na Marca Negra. Os pêlos do braço do rapaz se eriçaram e este pareceu fazer novamente a expressão de dor que eu sempre esperava ver quando eu tentava trazer suas lembranças de volta a tona.
_Como pôde esquecer de nossos momentos juntos?
_Do que você está falan...
_Você sabe muito bem.
_Não sei do que você está falando.
_Você que não quer lembrar.
_Lembrar do que Granger?
_Por acaso não foram momentos tão especiais assim?
_Como ...
_Diga-me.
_Como vou te responder isso se eu não sei que são esses montes de disparates que você insiste em dizer , Granger. — respondeu o loiro.
_Eu vou fazer você se lembrar. — prometi indo em direção a porta. — Me aguarde.
Sai daquele quarto. E de uma coisa eu tinha certeza. De que o plano de trazer as lembranças de Draco de volta a tona estava em ação.
Elizabeth. Posso ter desistido dele por um momento. Me culpo por não tê-lo ajudado antes e nem tê-lo ajudado agora. Minha culpa nunca morreu.
Mas está na hora de concertar tudo. E quem vai cair, com certeza será você.
Notas finais
Bom, beijos sabor Draco Malfoy para as meninas. Se tiver meninos beijos sabor Hermione Granger. ♥
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