A Culpa Nunca Morre - Dramione
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Enjoy it~
P.O.V Hermione Granger
Abri os olhos e senti que estava dormindo tempo demais, meus olhos estavam pesados meu hálito estava quente e parecia que eu não queria sair daquele jeito de jeito nenhum.Sentei-me na cama e bocejando olhei para meu próprio edredom ainda sonolenta.
Espera... cama?
Me lembrei que eu havia batido com a cabeça na parede do banheiro e depois... não me lembro do que ocorrera depois. Como eu havia saído do banheiro se eu estava desacordada?
"Malfoy!" — pensei entrando em pânico. Levantei meu cobertor e como eu temia , eu estava completamente nua ainda. Eu sabia que ele não faria nada comigo , mas , ele me viu ... sem nenhuma vestimenta e isso fazia com que eu me sentisse totalmente sem jeito.Uma nova sensação apoderou-se do meu corpo...uma espécie de calor do constrangimento com um misto de formigamento imaginando como teria sido o momento em que ele me vira naquele estado deplorável.
Minha cabeça estava quase explodindo e eu ao levar a mão até ela vi que havia um curativo enrolado no local do ferimento. Pelo jeito, o Malfoy havia enfaixado minha cabeça. Um leve cheiro de remédio pairava no ar e eu ao olhar em volta percebi que havia uma caixa cheia de medicamentos. Provavelmente , os medicamentos que a Mcgonagall pedira para a Madame Ponfrey enviar ao acampamento. E logo percebi que meu pé também estava enfaixado.
Levantei-me da cama com dificuldade e depois de vestida fui mancando até a cozinha e para minha surpresa vi o Malfoy cozinhando , e não estava botando fogo no nosso café-da-manhã.
Sentei-me em uma cadeira e fiquei observando o Malfoy cozinhar. Por um breve momento eu percebi que ele não queria olhar para mim e eu somente pigarreei recebendo um silêncio como resposta.
O rapaz me entregou um prato com waffles e caldo de caramelo e estava perfeito. A aparência da comida estava até melhor do que a minha que eu costumava fazer.
_Obrigado. — falei com uma voz inexpressiva.
Ele continuou quieto sem dizer uma palavra e em seguida foi lavar a louça com a ajuda de sua varinha.
O rapaz depois de terminar de lavar a louça saiu da cozinha rapidamente parecendo não querer conversar comigo. Eu torcia por um comportamento diferente , mas como eu já sabia, ele continuava o Draco de sempre.
Comi meu lanche sentindo-me totalmente solitária.
* * *
P.O.V Draco Malfoy
Sai da barraca firme e confiante , na verdade, não queria papo com a Granger. Não estava afim de explicar o que acontecera no dia anterior e eu já me sentia demasiado incomodado com relação ao vê-la daquele jeito... por mais que as garotas me achem bonito eu nunca me preocupei com relacionamentos, aliás, o único relacionamento que eu tive e que foi passageiro foi com a Pansy Parkison. Teve uma época que eu tive que cumprir minha tarefa de trazer Comensais da Morte para a escola de Hogwarts e não tive tempo para relacionamentos ou quaisquer outras coisas...
Parando de enrolar , devo confessar que eu me senti totalmente diferente ao ver a Granger daquela maneira. Parecia que meu estômago havia ido parar em algum lugar que eu não conseguia decifrar onde. Meu corpo inteiro formigava e eu sentia-me demasiado incomodado devido umas reações que eu sentia em locais um pouco incômodos. Eu odiava aquela garota, mas , isso não mudava o fato de eu ter reações tipícas de um homem ao ver uma mulher bonita nua.
Sai de minha barraca a procura de meus amigos : Blásio e Pansy Parkison que provavelmente já estariam rondando pelo acampamento.
Esbarrei-me com alguém e eu ao olhar o rosto do indíviduo reconheci na hora e soltei um bufo bem audível.
_Loirinho! — exclamou Eva. — Você poderia parar de tornar disso um hábito.
Revirei os olhos e continuei caminhando e como eu previa a garota me seguiu. Estávamos lado a lado e eu não me atrevia a encarar aquele rosto dela que sorria de um jeito radiante.
_A diretora Mcgonagall disse o treinamento para algumas profissões já estão disponíveis. — murmurou ela em tom de conversa.
_Ah, é? — perguntei distraído. — Quais?
_Falaram que era para quem quer seguir a carreira como auror, quem quer trabalhar na area de Seção de Controle do Mau Uso dos Artefatosdos Trouxas e quem quer virar professor de escolas estrangeiras. — e depois ela me olhou visivelmente interessada. — Qual a carreira que você quer seguir?
_Inspetor na Seção de Chave de Portais. — respondi achando que aquela garota era totalmente impertinente. — E você? — perguntei tentando fingir interesse com relação a isso.
_Quero ser um dia diretora da escola onde eu estudo. — comentou a garota com um olhar de alguém que está determinado a seguir o que quer. — Hanne disse que eu tenho vocação para isso.
Fiquei quieto ainda caminhando. Percebi que por um breve momento eu havia esquecido por qual motivo eu havia saído do conforto de minha barraca e percebi que o fato daquela garota não se importar com o fato de eu ser ex Comensal da Morte tirava-me o peso que permanecia em meu coração. Não me sentia apaixonado, logicamente. E nem sequer tinha um simpatia por aquela garota , mas, o fato de ela não se importar contava muito com meu estado de espiríto a seguir. Sentia que eu seria capaz de sorrir ao encontrar meus amigos.
_Talvez você consiga. — falei com sinceridade e de um modo firme e objetivo.
_Nossa. -exclamou Eva erguendo uma sombrancelha. — E o Sr.Malfoy poderia me explicar o motivo de tanta firmeza ao dizer isso?
_Vejo o brilho nos teus olhos ao confirmar o que você quer ser futuramente. — falei com simplicidade. — Esse é o mesmo brilho que...
Parei de falar , pois , eu sabia muito bem que aquilo brilho nos olhos, de determinação e confiança era o mesmo que a Granger tinha. Tentei varrer a imagem do brilho que pairava em seus olhos e concentrando-me no diálogo que se seguia.
_Que normalmente... os que sabem o que querem fazem. — terminei mudando minha linha de raciocínio . — E além do mais , você é segura de si e parece não se importar com que os outros pensem.
_Como sabe? — perguntou Eva visivelmente espantada com o diálogo que se seguia.
_Pois você está andando lado-a-lado com um traidor. — falei baixando os olhos e umedecendo os lábios. — E não se importa.
_E não me importo ! — guinchou a garota. — Acho que todos merecem uma segunda chance.
_Isso que faz a diferença. — comentei. — Conheço um homem... -comecei a pensar em Dumbledore naquele dia que não fui capaz de mata-lo . — que pensava assim e ele virou diretor da escola de Hogwarts.
Me retirei deixando a Eva para trás e em seu rosto estava uma expressão de admiração e curiosidade com que lhe fora dito.
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