A Culpa Nunca Morre - Dramione
12 Capítulo 12
Notas iniciais
P.O.V Draco Malfoy
Minha procura por Blásio e Pansy nunca fora tão frustrante, em Hogwarts eu pelo menos poderia ter uma noção de onde ambos estavam e vivíamos no mesmo salão comunal... ainda mais que Hogwarts por ser enorme os lugares tem um número menor de alunos devido a distribuição de lugares onde eles ficam localizados. Aquele acampamento era enorme mas só tinham barracas e mais barracas e a área de atividades e quando os alunos queriam fazer algo diferente eles iam para essa área e assim amontoavam-se pessoas e mais pessoas dificultando minha busca pelos menos amigos. O vento batia em meus cabelos fazendo-os fica rna frente de meus olhos e eu frustrado com a situação que eu já estava tentava rispidamente tira-los da frente de meus olhos.
Uma coisa que eu percebi ao caminhar pelo acampamento é que eu era uma figura humana que chamava bastante a atenção, pois, as pessoas a minha volta não tiravam os olhos de mim e quanto não era para me olharem com desagrado alguns comentavam por exemplo:
_Soube que ele é da família Malfoy? Cara, eles são muito importantes , mas claro... depois da volta de Voldy... — o rapaz que falava isso começou a tremer ao pronunciar o apelido do Lord das Trevas... ou melhor ex Lord.E o mesmo fez seu outro amigo que o acompanhava — eles ficaram famosos de uma maneira bastante obscura.
_Ele é lindo não é? — perguntou uma garota que usava uma blusa azul com um bordado caprichado escrito " Corvinal." — Mas como todos sabemos ele é um ex seguidor de você sabe quem...
Ok , eu era uma figura que chamava a atenção de uma maneira boa e má ao mesmo tempo. Por mais que não me faltassem elogios sempre tinha que haver no meio meu passado com relação a eu ser ex Comensal da Morte.
Olhando a volta avistei um rapaz carrancudo e que conversava com uma certa garota que parecia ser da Lufa-Lufa (alguns amantes de suas casas usavam blusas da mesma cor a que pertencem,)
_Krum? — perguntei em voz alta olhando em sua direção. O rapaz olhou para minha direção e deixou escapar um sorriso cândido e este respondeu de volta.
_Drraco Malfoy! — disse ele. — Sim sou eu. Ah, é muito pom vê-lo aqui .
Corri em sua direção fazendo a garota da Lufa-Lufa erguer as sombrancelhas para mim e esta totalmente me menosprezando virou de costas para mim e se retirou.
_Pom eu não imaginei que você estarria aqui. — murmurou Krum. — Imaginei que você nom virria depois da reputação que se estarbeleceu em pocê.
_Não ligo... -menti mas minha voz permaneceu firme e sincero causando um efeito que qualquer acreditaria no que eu dissesse.
_Ah, pom... mas você deve saberr que eu não pensarr dessa maneirra. As vezes é pom deixar o passado no passado.
_Sim. — falei sem idéia de um bom diálogo. — Então oque você faz aqui? Imagino que você já se formou em Durmstrang.
_De fato eu me forrmei. — disse Krum humildemente. — Mas pensei em virr aqui para ver a Hermion-ni-ni e ajudarr um pouco com as atividades do acampamento... ainda mais quadribol.
_Quadribol? — perguntei sem entender. — Mas, não tem um campo aqui...
–Pom , a Sra.Minerva e a Sra.Hanne pretendem fazer um quadribol diferente ... — disse Krum mordendo os lábios. — Pom... vai serrr uma surrpresa. — e depois este olhou para os lados como se verificasse se não havia ninguém por perto. — Eu acho que você vai querrer participar.
_Creio que sim. — falei em um tom não convincente. — Acho que sim.
_Parrece não ter certeza.
_Eu tenho... eu tenho...
Na verdade eu não estava para clima de quadribol. Meu desânimo pareceu ter voltado. Tinha vezes que algumas situações me faziam ficar um pouco mais animado mas logo meu desânimo chegava a tona com a mesma rapidez com que um pomo pode voar.
Krum me deu um sorriso sincero e pôs as mãos em meus ombros e prosseguiu com seu caminho em busca de Minerva Mcgonagall. E eu continuei caminhando em busca de meus amigos , e como eu imaginava, eles estavam na área de atividades.
_Olá Blásio , ern... olá Pansy. — os cumprimentei mas hesitei ao me dirigir a Pansy. Sinceramente eu me sentia um pouco sem jeito com o fato de quase ter " rolado " algo entre nós na barraca.
_Ah, Draco. — disse Pansy animada. — Sabia que eu vou tentar fazer um treinamento para ser professora em alguma escola estrangeira.
_E qual seria? — perguntei interessado.
_Ah, ainda não sei. Mas , eu sou muito boa com Feitiços e imagino que eu consiga ser uma professora dessa matéria , o difícil será aprender uma outra língua. — e depois esta suspirou fechando os olhos tentando se acalmar. — Acho que vou conseguir !
_Bom, é uma chance não a desperdice. — disse Blásio abraçando-na de lado. Em um breve momento pareceu que ela ficou contente com o ato e retribuiu o abraço do amigo calorosamente.
Fiquei olhando ambos grudados um no outro e fiquei meio acanhado de presenciar a cena , mas continuei ali , com o rosto inexpressivo. Sempre tentei não mostrar timidez, ou qualquer comportamento que mostre que eu não sou capaz de controlar minhas emoções.
Blásio ergueu as sombrancelhas e ergueu o braço com o intuito de fazer um abraço em conjunto.
_E-eu não preciso de um abraço de incentivo. — falei incapaz de não gaguejar. — Estou bem.
_Na verdade precisa de um abraço de consolo. — começou Pansy estreitando os olhos. — Está com uma pessima aparência.
_Como assim?
_Cansado. — disseram meus amigos em uníssono.
_Senhorita Parkison? — disse Mcgonagall vendo uma lista de nomes em sua mão. — Aqui diz que você quer começar o treinamento para ser professora de alguma escola estrangeira...
_Sim , diretora. — respondeu Pansy prontamente.
_Em qual escola você iria querer ensinar?
_Ahn... ainda não sei.
_Eu posso sugerir a minha escola. A escola alemã de Magia e Bruxaria a Hanstschule. — disse Eva ao meu lado. Eu não esperava que ela aparecesse do nada ao meu lado e isso fez com que eu desse um pulo para o lado.
_Quem é você? — perguntou Pansy olhando para Eva espantada com a intervenção da garota.
_Eva , prazer em conhece-la. — disse ela estendendo a mão para Pansy que a apertou hesitante. — Tenho o mesmo desejo que o seu... trabalhar em uma escola. Só que eu pretendo ser diretora , poderíamos ajudar uma a outra.
_Pode ser. — disse Pansy deixando escapar um sorriso de seus lábios.
_Então senhorita Pansy... você começará hoje seu treinamento e você terá de estudar um pouco da lingua alemã... não é tão simples mas com esforço todos vão longe. — disse a Mcgonagall entragando uma folha para Pansy o que deveriam ser os horários e dias dos treinamentos que ela teria.
Eu fiquei pensando com meus botões, seria muito legal eu começar a pensar no que eu deveria fazer quando meus treinamentos começarem. Pasny parecia estar decidida com o que faria no futuro e sinto que até Blásio demonstrou um pouco de animação ao ver que ele poderia escolher o que ser futuramente. Parecia que apenas eu não estava me dedicando com o futuro adiante, minhas lamurias e tristezas e ainda mais meus sentimentos de culpa estavam fazendo de mim , uma pessoa sem reação. Sentia-me um inútil mas ao mesmo tempo eu compreendia a mim mesmo. Tantos e tantos anos e só naquele momento eu parara para pensar que em todos os momentos que eu podia expor meus sentimentos eu os guardava para discutir comigo mesmo. Senti-me fraco , pelo o que eu fiz no passado e por eu não querer tocar para frente a minha vida.
Mais tarde ao voltar para a barraca vi que a Granger estava melhor com relação ao tornozelo, por mais caretas de dor que fizesse isso não a impedia de andar. Os medicamentos estavam surtindo efeito e isso fez com que eu me sentisse aliviado, de um modo egoísta, pois eu não precisaria mais cuidar da Sabe-Tudo.
Fui ao mezanino e começei a anotar quais feitiços eu teria de treinar e lembrei-me do meu primeiro feitiço-mudo senti-me orgulhoso e feliz ao mesmo tempo , eu considerava um desafio a menos.
A noite eu sai da barraca furtivamente deixando a Granger sozinha e esta provavelmente deveria estar em seu quarto dormindo, o Filch ele tinha que percorrer todo o acampamento para fazer a ronda então eu tinha uma leve chance de conseguir sair da barraca sem que ele soubesse. Saí da barreira do acampamento e tomei cuidado para o vigia do acampamento não acordar (o inútil havia pegado no sono.) e quando longe dele comecei a correr em direção a floresta.
Minha intenção não era de fugir e sim de espairecer, pensar, refletir com relação do que eu queria ser no futuro. Como eu poderia mudar minha vida ao sair desse acampamento. Era a primeira vez que eu caminhara pela Floresta de Dean e sem ninguém ao meu lado para me tirar aquela sensação de liberdade. As folhas das árvores balançavam e vento fresco batia em meu rosto causando uma sensação reconfortante , havia cheiro uma mistura de tipos de plantas e flores no qual embriagavam-me. Depois de um tempo caminhando consegui ouvir um som de algo que parecia-me familiar mas eu não reconhecia, não conseguia dizer do que era exatamente.
Segui o som que me atraia levando-me para uma espécie de mini-cachoeira , eu estranhei haver uma mini-cachoeira naquele local mas presumi que poderia ser alguma conjuração. Ou seja, deveria ter algum bruxo por perto.
Fiquei perto de um denso matagal que havia tentando ficar o máximo "invísivel" possível. Mas o que mais me impressionou não foi a mini-cachoeira e sim quem estava nela.
Uma garota de cabelos castanho e volumosos que nem uma juba de leão estava se banhando na água.Só poderia ser a Sabe-Tudo a autora daquela conjuração magnífica. Mas, eu queria sair dali antes que ela percebesse minha presença mais ao mesmo tempo eu não conseguia arredar meu pé dali.
A garota não estava totalmente nua , mas , usava uma blusa sem manga e ela ao ficar de pé dava-se para perceber usava uma calcinha sintética por baixo e ela colava-se igualmente a blusa em seu corpo. A garota parecia treinar feitiços com a água criando formas de animais e usando-a como arma mortal lançando-na nas árvores mais próximas fazendo com que estas ficassem um pouco danificadas.
Espantei-me com minha falta de sorte. Até quando eu queria relaxar eu me deparava com a pessoa que mais me irritava.
Tentei sair despercebidamente , mas , um jato de água atingira minha nuca fazendo-me ficar um pouco ensopado e quando voltei a olhar para trás lá estava a Granger ainda na água encarando-me com os braços cruzados.
_Você por aqui Malfoy? — perguntou ela afundando-se na água para que eu só a visse na parte de cima. — Então você estava me espiando?
_Eu a achei por acaso. — repliquei zangado. — Já estou de saída.
_Ah , não. — disse a garota pegando uma calça jeans a seu alcance e pegando-na. — Eu não vou deixar você me dedurar.
Virei-me de costas para que ela pudesse vestir a calça e enquanto isso tirei minha blusa para secar meus cabelos que agora estavam bagunçados. A Granger caminhou em minha direção e quando bem próxima apontou sua varinha para a mini-cachoeira fazendo-na virar um simples lago.
_Você veio só para me dedurar não é? -perguntou a garota zangada.
_Não , não foi. — falei agressivamente com a minha blusa segura em minha mão.
_Então? — perguntou a Granger pousando os olhos em meu peitoral e depois rapidamente em meus olhos.
_Não é da sua conta.
A garota ergueu uma sombrancelha.
_Digamos que eu... — comecei. — queria pensar um pouco... em um local mais agrádavel.
_Está bem. Viemos fazer a mesma coisa. Bom , a única diferença que eu penso enquanto eu treino , mas ... agora somos cúmplices, eu não conto a ninguém que você saiu da barreira protetora e você não conta a ninguém que me viu fora da barreira protetora também. — disse a Granger estendendo a mão.
A apertei sem vontade e observei ela discretamente. Seu jeans estava um pouco molhado já que ela não se secara ao vesti-lo e a blusa da castanha estava igualmente molhada revelando as curvas de seu corpo e em uma área especial dava-se para ver o contorno de seus seios o que me fez sentir novamente aquele formigamento desagradável e assim rapidamente desviei o olhar.
_Certo. — murmurei.
Mas uma pergunta invadiu minha mente: Sobre que a Granger estaria pensando?
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