A Cruzada

4 Genbu - O homem trunfo da Anarquia


Notas iniciais
Hoje trouxe um cap especial que eu tava planejando para contar como vai a guerra ao redor dos reinos... Alias um aguerra não pode girar só em torno da Erika não é mesmo??? Espero que gostem e planejo lançar mais um, só que dessa vez sobre o Rafael. Bem, boa leitura

— Capitão! Tem um exercito de Orcs lá em baixo! — exclamou Lucy olhando pelo binóculos.

Estávamos em cima de uma montanha, eu peguei o binóculos da Lucy e usei para ver o exercito mais abaixo. Algo em torno de doze mil Orcs e trezentos gigantes estavam marchando para o Oeste. Klaus abriu o mapa e pegou um lapis e começou a marcar possíveis pontos de ataques dos Orcs.

— Genbu, eu acho que eles irão atacar Arucaro no Oeste, é nosso ponto principal de comercio junto com Uruk, se perdemos essa cidade nosso reino entrara em crise — disse Klaus calmo — O que faremos?

— Deixe comigo. Eu cuidarei deles — eu disse e em seguida me levantei. Abri meus braços e elevei minha magia para criar mil pilares de gelo e arremessei no exercito levando consigo um alto numero de tropas. O chão começou a criar varias rachaduras devido ao peso dos grandes pilares de gelo que caiam sobre os Orcs como se fosse chuva. Os gigantes começaram a atirar pedras enormes em nossa direção, então eu parei de criar aqueles grandes pilares e criei uma grande barreira de gelo que parou todas as pedras. — Lucy e Klaus, ataquem por cima do muro!

— Sim! — Eles gritaram juntos. Ambos puxaram seu arco e lançaram duas flechas que explodiu ao encostar no chão. A explosão devastou um grande numero de tropas, porem uma ameaça apareceu. Naquele momento eu senti como se meu corpo estivesse sendo empurrado para o chão, era uma pressão esmagadora.

— Mas que poder é esse? — disse Lucy.

Uma nevoa preta apareceu a nossa frente. Era como se a morte estivesse vindo em nossa direção, eu fiquei paralisado e sem saber o que fazer e um homem saiu de lá.

— Então são vocês os arruaceiros que estão atacando minhas tropas — disse o homem me olhando com suas mãos no bolso. Ele vestia um sobretudo preto que cobria todo seu corpo, por dentro uma camisa toda branca e uma calça. olhos pretos cabelos pretos chegavam até seu ombro e se movia ao vento. Uma enorme aura cobria todo o lugar, era uma magia muito poderosa.

— Olá Ethan, não pensei que fosse encontrar com você por aqui — eu disse a ele e abaixei minha cabeça em forma de respeito a ele.

— Quem é você? — ele disse puxando suas duas espadas e se preparando para atacar. — Não lembro de seu rosto.

— Normal, até porque já faz dez anos.

— Ah, entendo, então lutamos na guerra de mil anos… Você deve ser da divisão de elite, me lembro de você; Genbu.

— Hora hora, vejo que guardou meu nome em sua cabeça.

— Não é qualquer pessoa que tem cabelo branco mesmo sendo tão jovem. E esses atrás de você deve ser o esquadrão que foi surrado por Miguel na ocasião; que patético.

— Capitão, o que devemos fazer? — perguntou Lucy.

— Recuem, ganharei tempo para vocês e irei em seguida — eu disse e materializei uma espada de gelo em minha mão.

— Mas senhor, isso seria covardia! — retrucou Klaus.

— Correr de uma luta contra esse homem não é covardia. O Rei esta próximo dessa região; eu irei em seguida.

— Devemos obedecer Genbu. Venham rápido! — disse Elizabeth indo na frente.

— Droga, é bom você vir também seu idiota! — exclamou Marcos seguindo Elizabeth. Todos os outros também foram me deixando para trás. Eu olhava Ethan sem piscar, pois se eu fizesse isso provavelmente morreria.

— E agora? Pretende me enfrentar sozinho como a dez anos? — ele disse e pegou suas duas espadas para me atacar.

— Diferente de antes, dessa vez eu possa ter chance contra você.

— Veremos.

Ethan como um raio apareceu atrás de mim e me atacou com suas espadas pelas costas, eu criei uma barreira de gelo atrás de mim e consegui conter o ataque. Eu me virei e chutei a barreira de gelo sobre ele, mas eu não conseguia acompanhar a velocidade dele que já estava acima de mim e me atacou com suas duas espadas onde eu peguei a minha de gelo e consegui segurar o impacto. A força dele era tanta que o chão começou a se partir e a montanha em que estávamos começou a desabar sobre nós. Eu usava pilares de gelo para não cair junto a montanha e consegui ficar intacto e novamente Ethan já estava ao meu lado. Ele colocou sua mão sobre meu rosto e me levantou.

— Realmente, você esta mais rápido do que antes, não consigo te acompanhar — eu disse a ele. — Eu achando que se acompanhasse a velocidade de Miguel poderia acompanhar a sua, como fui inocente.

— Miguel? Entendo, como ele está? — ele disse me jogando ao chão. — Faz muito tempo que não vejo ele.

— Bem — eu disse me levantando e me preparando para outra investida. — Inclusive esta noivo da garota mais cobiçada entre os humanos de todos os reinos.

— Entendo, vejo que ele se deu bem — ele falou e novamente em um piscar de olhos estava atrás de mim com sua espada bem próxima de minha cabeça e eu desviei movendo meu pescoço mais ao lado. Ele baixou sua espada e tentou cortar meu ombro onde eu fiz um pilar de gelo que me impulsionou para trás e me esquivou dele. Ethan não me deixava sequer respirar, é de se esperar isso do homem trunfo da Anarquia. Eu criei vários pilares de gelo para poder transitar entre eles e ver o Ethan através do reflexo.

— Acho que eles já se afastaram o suficiente — eu disse. — Bem, me despeço aqui Ethan.

— Pretende correr? — disse ele sorrindo. — É normal alguém correr de mim, mas quero que se lembre que: O único que pode me derrotar sou eu mesmo!

— Correr? Você me alcançaria — eu disse seguido de uma leve risada. Em uma brisa de vento eu desapareci e reapareci na frente de meus companheiros que já estava ao lado do Rei. Eu utilizo uma magia que me permite teleportar para qualquer lugar que exista um circulo magico especial; Lucy havia feito um e eu percebi que poderia ir para lá e foi o que eu fiz… Sim, eu fugi.

— Ufa, parece que você ainda esta vivo — disse Lucy. — Esta ferido?

— Não, mas aquele cara tirou meu folego, eu só preciso respirar — eu disse enquanto me ajoelhava no chão visivelmente cansado.

— Hora Genbu, que bom que estou em sua companhia, seus homens já me explicou sobre a situação atual.

— Qual é a sua ordem? — eu disse a ele ainda cansado e com a respiração bem pesada. Ele pegou sua espada e cortou grande parte de seu cabelo o deixando curto e repartido ao meio. Ele também cortou sua barba e removeu sua roupa de rei assumindo uma armadura brilhante. Ele pareceu mais jovem, pareceu mais forte, nesse momento eu percebi que poderei ver o Rei lutar em cem porcento mais uma vez.

— Irei atacar — ele disse e em seguida levantou seu braço e estalou o dedo onde uma enorme masmorra de Orcs desapareceu como se fosse sugada para outra dimensão, como se nunca tivesse existido. — Vamos, destruímos a primeira masmorra, precisamos destruir as outras.

— Rei, esta sentido essa magia? Ela esta desaparecendo— disse Elizabeth.

— Sim, a magia de Miguel esta desaparecendo, acho que o fim dele chegou — respondeu o Rei e olhou para cima onde avistou uma estrela cadente. — Espero que ele esteja bem, pois a magia dele desapareceu. Normalmente é um mau pressagio. De qualquer forma, não podemos nos preocupar com isso, precisamos terminar nossa missão.

Ele pareceu duro e firme na decisão, mas qualquer pessoa perceberia que ele estava triste e preocupado com sua filha e equipe; pensando se ele fez a escolha certa ao dar essa missão a sua filha, mas ainda sim, ele ergueu sua cabeça e seguiu em frente onde avistamos um vulcão explodindo.

— Vulcão? Pensei que não tivesse vulcão por aqui — disse Genbu olhando para ele.

— Esse vulcão fica no reino dos elfos, eu acho que se chama Irgur, é bem distante. Não precisamos nos preocupar com ele. Vamos adiante! — disse o Rei e seguiu para outra masmorra.

As masmorras dos Orcs estavam espalhadas por todo o planeta. Eram crateras e eles viviam ali, comercio próprio e até mina de ouro eles tinham. Entre o reino de Anya e o Reino Elfico, existem pelo menos quarenta e duas masmorras no entorno, por isso ambos os reinos fizeram um acordo em ligar suas cidades principais através de bosques e florestas magicas para impedir a aproximação dos Orcs; em outras palavras, vivemos escondidos. Dentro do reino de Anya existem doze cidades no total, entre elas Uruk; Sairon; Arucaro; Morcov que podemos chamar de principais e todas são protegidas por muralha, com exceção de Uruk que ficava próximo do mar, e para isso tinha um grande poderio militar.

— Boatos indicam que a Anarquia esta construindo uma torre gigante em Drunger com o objetivo de ressuscitar por completo Unya — disse Klaus. —, mas para isso eles vão precisar de um hospedeiro que tenha o sangue do mesmo… E você matou o ultimo deles na guerra meu senhor, como eles farão isso?

— Não sei meu jovem, isso é um mistério que devemos resolver.

Notas finais
Espero que tenham gostado, esse cap foi algo que eu gostei bastante pelo fato de poder explorar e mostrar a batalha que esta acontecendo enquanto Miguel e companhia esta em uma aventura... Os acontecimentos como devem ter percebido se passam ao mesmo tempo, sendo assim algo que aconteceu em outro cap pode influenciar aqui... por exemplo o vulcão de Irgur que será no próximo cap com Rafael. Espero vocês lá... Só pra lembrar que o capiroto gosta de fantasmas ~~