A Cruzada
5 Rafael - Arma de fogo
Notas iniciais
Dentro da carruagem, tudo que eu via era aquela linda elfa. Olhos amarelos e cabelos brancos escorridos. Um rosto perfeito e uma orelhinha um tanto sexy, eu admito que babei nela.
— Até quando pretende ficar me olhando? — disse Elonar membro do exercito Elfico que veio junto comigo ao vulcão.
— Por que você veio mesmo Elonar? Digo, acho que não era preciso.
— Você é só um humano Rafael, não poder ler as escritas dos deuses, precisa de mim — ela disse abrindo uma brecha na cortina da carruagem e vendo o vulcão a nossa frente. — Estamos chegando.
— Sim, o vulcão de Irgur…
Descemos da carruagem e começamos a escalar o vulcão. Elunar filha do Rei Elfo parecia estar ciente de onde estávamos indo e ia na frente. Quando chegamos na metade do vulcão pudermos seguir uma trilha onde tinha escritas que eu jamais vi.
— Essas são escritas dos deuses — disse Elonar passando sua mão sobre a escrita. — Aqui diz que essa espada só deve ser usada por alguém digno, somente a espada julga se a pessoa é ou não.
— Digno? Tipo aquelas historinhas do Thor e seu martelo? — eu disse onde ela me olhou com um rosto estranho. — Serio que você não conhece? É a melhor historia dos humanos...
— Não estou habituada a suas historias de humanos. Vamos seguir rápido para o topo do vulcão.
— Que estranho… — eu disse olhei ao redor onde avistei uma montanha desabando. — Aquela montanha, fica próxima de uma masmorra correto?
— Sim, parece que esta acontecendo uma batalha por lá — disse Elonar enquanto chegava ao topo do vulcão.
O Vulcão estava adormecido. A arma estava mais a frente em cima de uma rocha próximo ao centro do vulcão que por estar inativo não tinha lava na parte superior. Eu cheguei próximo da arma que parecia uma espada velha e enferrujada.
— Serio? É só uma arma qualquer e enferrujada por sinal — eu disse passando a mão sobre meus cabelos me mostrando insatisfeito. — Vamos voltar, viagem foi atoa.
— Se eu fosse você não diria isso — disse Elonar sorrindo. — Meu pai me disse que essa espada não gosta de ser insultada.
— É a garota ta certo pirralho enrabado! — disse a espada. — Acha que ta falando com quem seu pirralho? Quando eu fui criado você não tava no saco do seu antepassado ta entendendo?
— Essa espada fala? Legal! — eu disse e fui em direção a ela.
— Se me pegar esse vulcão vai ficar ativo — disse a espada — Tem certeza que vai fazer isso?
— Elonar, saia daqui — eu disse a ela. — Sua missão já acabou, deixe comigo.
— Opa, acho que hoje é meu dia de sorte! — disse um homem com um arco a minha frente.
— Quem é você? Da Anarquia? — eu perguntei.
— Não diria que sou da Anarquia. Na hierarquia eu diria que estamos abaixo deles, como uma segunda divisão — ele disse e puxou uma flecha e a pôs em seu arco e atirou em Elonar que se esquivou sem muitas dificuldades. — Droga, eu não pensei que você fosse rápida.
— Rafael, pegue a espada! o Vulcão vai ficar ativo, mas acredito que não ira atingir nenhuma cidade. Vá logo! — gritou Elonar.
Eu segui a ordem de Elonar e tentei pegar a espada, porem uma flecha passou próximo a meu rosto e abriu um pequeno corte em minha testa.. O sangue escorreu sobre meu olho esquerdo onde eu o mantive fechado. Eu puxei minha espada e saltei na direção daquele homem com o arco onde o mesmo deu um giro e me chutou de volta.
— Não seja impaciente Rafael; não posso deixar que vocês peguem essa arma — ele disse e desceu da rocha em que estava. — Me desculpe, mas suas vidas acabarão.
— Cala a boca! — eu disse seguido de um sorriso. — Você é forte! Eu adoro enfrentar pessoas fortes! — Eu gritei e em seguida saltei novamente da direção dele que usou seu arco para se proteger de meu ataque. Ele inclinou um pouco seu arco e pôs uma flecha bem rapidamente e atirou a queima roupa em minha cabeça onde eu movi minha cabeça para a direita e o chutei. Em seguida eu pulei sobre ele e cortei na diagonal com minha espada fazendo um corte profundo em seu ombro escorrendo bastante sangue.
— Miserável, como ousa me atacar desse jeito? — ele disse removendo sua capa que cobria todo seu corpo mostrando um uniforme de batalha agora rasgado. Uma enorme magia começou a sair de seu corpo em forma espiral. Seu arco se transformou em uma espada e ele me atacou em um piscar de olhos abrindo um corte em meu peito, porem não muito grave. Eu tentei revidar lançando uma enorme bola de fogo na direção dele, porem ele apareceu sobre mim e me impulsionou contra chão com muita força ferindo gravemente minha perna, pois ela recebeu todo aquele peso e eu fiquei incapaz de me mover.
— Elonar! Corra! — eu gritei, porem era tarde demais, ele apareceu a frente dela e pressionou sua espada sobre o peito da mesma. Nesse mesmo momento a magia de Miguel desapareceu, foi o segundo mais demorado de minha vida onde eu soltei um grito de raiva.
— Garoto, ande logo e me pegue! — gritou o arco. — Depois eu explico, mas agora me segure!
Eu fiz um esforço e me levantei. A espada estava próximo de mim, eu vi Elonar sendo jogada no chão como lixo. Aquele homem me viu indo na direção da espada, onde eu a puxei e ele me atacou no mesmo momento e uma enorme explosão aconteceu fazendo o vulcão ficar ativo novamente.
— Droga! — ele gritou. — O Vulcão esta novamente.
Eu me levantei e a lava do vulcão estava sobre meu corpo. Eu estava completamente nu, pois minha roupa tinha sido queimada. A lava escorria por entre meu corpo, mas não me machucava, alias sou um nobre do fogo. A espada estava em minha mão, ela recebeu uma cor linda; sua lamina ficou vermelha com um risco em ondas em preto. Eu usei uma magia para proteger o corpo de Elonar da lava e a deixei protegida, pois ainda estava respirando.
— Você vai pagar seu desgraçado! — eu disse a ele andando sobre a lava do vulcão.
— Sua aberração, tudo bem. Venha!
Eu peguei a espada e com um golpe fiz a espada e o corpo dele evaporar como se não fosse nada. Eu fiquei espantado com o poder da espada, pois evaporou um adversário no primeiro contato.
— Elonar! — eu gritei e fui na direção dela. — Consegue me ouvir?
— Rafael, vejo que conseguiu pegar a arma. Parabéns.
— O que esta dizendo sua idiota, vamos sair daqui! — eu disse e pus sobre meus ombros, porem minhas pernas travaram e eu não consegui carregar ela.
— Não problema, pode me deixar aqui, vá.
— Não seja idiota, até parece que eu deixaria você morrer aqui desse jeito — eu disse enquanto tentava carregar ela, mas eu tombei e ela caiu junto.
— Rafael, esta tudo bem — ela disse passando sua mão sobrem eu rosto. — Obrigado, você foi o primeiro humano que me tratou bem.
— Elonar… — eu disse com minha voz tremula onde a mesma parou de respirar e fechou seus olhos. Eu a abracei forte e em seguida a joguei na lava do vulcão; pois em minha família isso significa renascer em uma vida futura como uma fênix.
Eu fui ao centro do vulcão e usei minha magia para trazer a lava que estava escorrendo sobre o mesmo de volta para o vulcão antes dela atingir a floresta. Eu em seguida fiz um casulo de lava em volta de meu corpo e fiquei ali no centro do vulcão sobre as chamas.
— Você não deveria ir ajudar seus amigos? A magia de seu companheiro desapareceu não é?
— Como sabe sobre ele?
— Sua magia reagiu a dele mesmo que por um breve momento, de qualquer forma você deveria ir ajudar seja lá quem for.
— Não! A magia de Miguel pode ter desaparecido, mas não acho que ele morreria assim tão facilmente… Até porque estamos falando do Miguel.
—Ainda assim acho que seria bom você ir ajudar.
— Iremos nos encontrar em um mês no Oeste em uma cidade importante, vou ficar aqui nesse mês e ficar mais forte.
— Onde eu fui me meter — disse a espada com sua voz meio tremula e claramente frustrado por me ter como seu portador. — Espero que ficar nesse casulo de lava sirva para algo.
— É a segunda vez que eu perco por não ser forte o suficiente a ponto de ganhar sozinho… Dessa vez foi Elonar e na próxima quem vai ser?
Fale com o autor