A Conspiração Invisível

15 PARTE 14: A escolha


Notas iniciais
Desculpa pela demora para postar esse capitulo, mas ninguém lia ou lê :(.. Se alguém lê a minha história por favor comentem para que eu continue postando os outros capitulo.. obrigado por lerem
Boa leitura

Todos se olham sem entender nada.

Peter se afasta e joga Hector para longe.

— Como assim? Foi você que matou os meus pais?

— Não Peter... Bom de certo modo sim. — E da uma olhada irônica a todos.

— Como assim “de certo modo”?

— Bom eu não os matei, mas mandei que matassem eles. — Ele da uma parada se senta calmamente o que deixa Peter mais furioso do já estava — Alias os Bishops também fui que mandei. Ele era o melhor, mas fez a escolha errada. — Ele para novamente e faz um gesto de desaprovação.

Peter não se agüenta e vai para cima de Hector que saca uma arma do bolso esquerdo do casaco.

— Peter! Não! — Grita Olivia e sai correndo atrás dele.

— Eu não faria isso se fosse você — Comenta calmamente o professor.

Peter para subitamente assim que vê a arma e levanta as mãos, Olivia o alcança e o leva para junto dela de volta.

Henrique se assusta mais que os outros, pois nunca tinha visto uma arma, e o seu professor era tão calmo não dava vestígio de usar armas. Portanto assim que ele vê a arma na mão de Hector logo se abaixa e coloca a mão sobre a cabeça.

Quando Luana percebe, se abaixa para ajudar seu amigo.

— Henrique? Calma já acabou.

— O meu Deus tem até vergonha, você me ajudando, eu que deveria estar te ajudando.

— Não Henrique eu já vi muitas coisas que me fizeram mudar muito. Mas admito estou com medo. Fica tranqüilo não vai lhe acontecer nada.

Henrique começa a se levantar vagarosamente. Assim que se levanta abraça Luana fortemente.

— Eu to com muito medo, me desculpe por isso.

— Não precisa pedir desculpas, eu te entendo.

— Luana você esta com medo?

— Estou sim, mas um pouco.

— Posso até estar com um pouco de medo, mas não vou deixar lhe acontecer nada — Assim que fala isso entra na frente de Luana e completa — Fica atrás de mim que não vai acontecer nada.

Ela fica encantada com a coragem de Henrique, que pareceu adivinhar o que estava pensando.

— A coragem é apenas um medo bem escondido — E da uma olhadela para ela, e pisca.

Ela fica sem ação, apenas agarrou-o e laçou os dedos na frente da barriga dele, e descansou sua cabeça nas costas de Henrique.

— Peter... Peter — E faz outro gesto de desaprovação — Preste bastante atenção Peter, eu fui avisado de sua chegada, e qual o motivo de sua vinda. E me mandaram lhe entregar isso, você deve fazer a escolha sozinho, e executá-la sozinho.

O professor se levanta calmamente e da a volta na mesa no mesmo ritmo, abre a segunda gaveta da mesa fechada com segredo de cinco algoritmos. Após ele abrir a gaveta havia mais uma corrente com um cadeado com dois algoritmos. Ele abre o cadeado retira uma caixa de aço reforçado a coloca sobre a mesa, e novamente uma senha com dez algoritmos.

Todos ficaram pensando por que tanta segurança? O que havia dentro daquela caixa de aço?

Hector tira um pequeno envelope de dentro da caixa.

— Toma Peter, não abra enquanto não estiver em sua casa, do contrário saberei.

— Claro.

Peter se aproxima da mesa e pega o bilhete e o mantém fechado. Ele estava tenso assim como todos na sala menos o professor.

Ele se vira e sai pela porta, desce a grande escadaria e volta ao campus. Todos entram no carro e vão para um hotel, ali perto mesmo.

Assim que chegam todos se aproximam de Peter para ver o que estava escrito.

Assim que Peter abre e que todos lêem todos ficam boquiabertos e assustados:

“ Você quer sair, eu já percebi isso, mas para isso terá que fazer uma escolha, simples, mas não muito simples. Você irá escolher qualquer pessoa na rua, onde você quiser, e terá que MATÁ-LA. Fazendo isso você estará quase fora. Lembrando você deve MATAR qualquer pessoa, que você decidir.

Há. Se você não fizer isso alguém que você gosta MORRE.


CONSPIRAÇÃO”

— Peter você... Não vai. Vai? — Pergunta Olivia ainda surpresa com o conteúdo e assustada.

— Não sei Olivia, acho que não tenho escolha, não quero perder nenhum de vocês.

Ele se levanta e sai do apartamento.

— Peter! Peter! — Grita Olivia desesperada tentando impedir ele de sair.

Peter desce pelas escadas para que ninguém o seguisse. Ele desce até o salão principal, o cruza inteiro e chega ao bar para tentar esquecer o que tinha lido com as bebidas.

Quando ele chega lá encontra uma cara conhecida. Henrique estava a tomar refrigerante, pois ainda era menor de idade.

— Henrique? O que faz aqui?

— Bom Peter eu estou hospedado aqui, e estou tentando digerir o que vi hoje com refrigerante — Ele da um sorrisinho para Peter e levante seu copo — Mas e você o que faz aqui?

— Bom... Também estou hospedado aqui, e também estou tentando esquecer o que acabei de ver, mas com bebidas.

— Você é maior de idade?

— Não, mas tenho cara de mais velho. Não acha?

— É, Verdade, mas você acha que é justo para o seu corpo o que você vai fazer?

— Não, mas...

— Então, por que vai fazer isso?

— É a única forma de se esquecer o que vi.

— Você acha isso?

— Sim, muitas pessoas disseram isso pra mim.

— Bando de mentiroso, Me desculpa, mas é verdade.

— Tudo bem.

— Eu já cometi essa besteira uma vez por causa de uma menina, eu me arrependo disso há dois anos.

— O que aconteceu?

— Isso eu conto outro dia qualquer, mas a questão é: Você quer beber para poder esquecer, mas só vai acabar piorando tudo. Por que a bebida nunca ajuda ninguém apenas à morte. Não faça isso me acompanhe no refrigerante mesmo e me conte, eu te ajudo, por que com ou sem bebida você não vai mais esquecer isso.

— Você tem razão. Irei te acompanhar com refrigerante.

— Isso ai. Garçom, por favor, pode trazer uma garrafa de refrigerante, por favor?

— Sim senhor, já trago.

— E então me conte o que quer esquecer.

— Ta vou começar do começo.

Peter conta toda sua história para Henrique, desde a morte de seus pais verdadeiros quando era bebe até o bilhete que tinha recebido de Hector. Henrique fica assustado e surpreso com tudo o que houve na vida de Peter.

— Nossa, eu sinto por você

— Obrigado.

— Mas você vai mesmo matar mesmo alguém?

— Não sei, eu não quero, mas só de pensar em perder alguém do meu lado, eu entro em pânico.

— Bom você poderia fingir que matou alguém.

— Não daria certo, eles sabem de tudo o que eu faço esta sempre um passo ou dois na minha frente.

— Mas, como eles sabem de tudo?

— Eles sempre têm alguém me vigiando de perto.

— Nossa isso complica bastante.

— Eu sei.

— Olha Peter sua vida, desculpa dizer, mas ela é uma porcaria, me desculpa dizer isso, mas você passa por tudo isso e ainda estar de pé, é por que você é muito homem, eu no seu lugar teria me matado, eu não agüentaria a pressão.

— Desculpas pelo que? Por você falar que eu sou “Muito homem”? Mas eu só estou aqui de pé, por que tenho a todos eles que estão sempre do meu lado, sempre me dando força, por isso se eu perder eles eu não sei o que sou capas de fazer.

— Olha se você, realmente os ama deve fazer de tudo para que eles não morram.

— Até matar?

— Você que tem que ver, se os ama a ponto de matar. Ama?

— Sim... Acho que sim. Mas matar outra pessoa qualquer, sem a mínima um mínimo motivo não é... Certo.

— Não mesmo, mas é certo eles matarem alguém que você ama por nenhum motivo?

— Não você tem razão. Eu acho que vou sim fazer o que eles estão pedindo. Obrigado Henrique, não sei como te agradecer.

— Não foi nada, é um prazer ajudar um amigo. — Henrique abre um sorriso e termina — Bom eu sei como me agradecer.

— Como, diga.

— Pagando a conta.

Os dois caem na gargalhada junto.

— Esta bem pode deixar que eu pago.

Os dois sobem pelo elevador rindo, e descem no mesmo andar. Henrique estava hospedado dois quartos antes de Peter e o resto.

Assim que Peter entra no quarto todos estavam dormindo, ele se surpreende, pois normalmente todos estariam acordados preocupados com ele, mas desta vez não, o que deixou ele mais feliz, pois confiavam nele.

Ele foi de ponta de pé para não acordar ninguém, se deitou ao lado de Olivia e dormiu.

No outro dia ele é acordado com a discussão que se travava na cozinha. Ele ouve um pedaço da discussão:

— Não ele não vai — Grita Olivia furiosa.

— Você prefere que um de nós morra, a um desconhecido? — Responde Luana levantando a voz.

— O Peter não é um assassino, e você acha que eles vão realmente matar alguém de nós? Nós estamos ajudando ele a tanto tempo, não acha que deveríamos estar mortos já?

—Não ele não é, mas sim eu acho que eles vão acabar matando um de nós, por que antes eles nunca fizeram ameaça, agora sim.

— Não ninguém vai morrer — Peter se intromete. — Por que eu vou sim fazer o que eles pediram.

— Mas Peter...

— Desculpa Olivia, mas se eu perder você ou a Luana a minha vida acaba.

Ele já trocado sai pela porta marrom escuro, batendo-a com força atrás dele. Fábio logo sai atrás dele, mas Peter havia corrido e Fábio o perdeu.

— Ele sumiu.

— Vai atrás dele Fábio! Por favor. — Olivia pede a seu irmão se sentando na poltrona atrás dela, e começa a chorar.

— Olivia. Me Desculpe, mas eu achava que essa era a melhor opção, mas agora vejo que não.

— Claro que não Luana! É exatamente isso que a conspiração quer que ele faça, e agora ele vai, ele esta caindo em uma armadilha deles, e esta entrando exatamente no caminho que a conspiração quer, se ele fizer isso ira se tornar um deles mesmo sem querer. — Ela termina a frase e cai aos prantos, inconsolável.

— Calma, o Fábio foi atrás dele, tenho certeza que ele não vai deixar o Peter fazer nenhuma besteira. E além do mais como Peter iria matar alguém?

— Com uma arma ora.

— Mas ele não tem arma.

— Ele tem dinheiro pra comprar uma sem registro.

— Olha pra mim — Luana pega o rosto de Olivia e o levanta, enxuga suas lagrimas e completa olhando nos olhos de Luana — Não, Vai, acontecer, nada. Por que se acontecer eu não me perdoaria. E além do mais eu conheço bem ele, ele não consegue fazer isso.

Peter havia pegado as escadas e decido três andar para poder entrar no elevador, para que Fábio não o seguisse. Ele chega à rua e Fábio não consegue avistá-lo no meio de tantas pessoas. Peter consegue entrar em um taxi que estava parado em frente ao hotel.

Ele chega há alguns minutos a uma loja de arma, ele entra e ouve um sininho chocho tocar ao abrir da porta. Um senhor de aparentemente pelo menos sessenta anos (pelos seus cabelos brancos) o atende.

— Posso ajudá-lo? — Pergunta o senhor com uma voz bem rouca.

— Tomar a que sim. Eu poderia comprar uma arma sem registro?

O senhor pensa por alguns minutos e responde:

— Olha, senhor eu não posso fazer isso, eu poderia perder meu alvará de funcionamento.

— Sim, mas quem vai ficar sabendo que você me vendeu uma arma sem registro?

Ele pensa por mais alguns segundos, coçando seus cabelos grisalhos.

— Esta bem, mas só vou poder te vender uma arma de pequeno porte. Certo?

— Está ótimo.

O senhor segue por de traz do balcão de vidro e entra por uma porta de madeira a direita da loja. Depois de alguns minutos ele volta com uma pistola calibre vinte e dois.

— Aqui está, e aqui a munição — Ele abre um pequeno cadeado que fechava uma pequena porta de baixo do balcão. E retira uma caixa de balas. — Você sabe como usar né?

— Sim, eu sei.

Peter pega a arma em cima do balcão e logo depois a caixa de balas. E sai pela porta de vidro ouvindo novamente o sininho chocho tocar.

Peter olha para todos os lados procurando sua vítima. Mas não consegue encontrar ninguém que poderia matar sem ficar com remorso.

De repente ele começa a ouvir uma mulher gritar:

— Socorro, socorro, eu estou sendo assaltada, socorro.

Peter tenta descobrir de onde vêm os gritos. E consegue perceber que vêm de um beco a sua direita a alguns metros de onde estava. Ele sai correndo esquivando de algumas pessoas, e empurrando outras, para que possa chegar a tempo e acabar com sua divida, e com um assaltante a menos na terra.

Quando ele vira no beco observa um homem puxando a bolsa de uma moça bem afeiçoada, que já estava exausta de gritar e estava desistindo de lutar por sua bolsa.

Peter pega a arma na cintura da calça e aponta para o assaltante. E nesse momento ele começa a ouvir as vozes de Olivia. “Não ele não vai. O Peter não é um assassino, e você acha que eles vão realmente matar alguém de nós? Nós estamos ajudando ele há tanto tempo, não acha que deveríamos estar mortos já?”. E começa a repensar o que fazer.

Mas ele começa a ouvir a voz de Luana: “Você prefere que um de nós morra, a um desconhecido? — Responde Luana levantando a voz. Não ele não é, mas sim eu acho que eles vão acabar matando um de nós, por que antes eles nunca fizeram ameaça, agora sim.”. E Peter volta a segurar firme a arma apontada para a cabeça do bandido, mas não tinha certeza do que fazer.

Depois de um tempo o assaltante se vira e da de cara com Peter armado e apontando pra ele. O assaltante de um súbito movimento saca uma um trinta e dois que estava no bolso do casaco preto, Peter se assusta com ele e segura a arma mais firme do que nunca.


Notas finais
Se alguém leu por favor comente, pois quero continuar postando, mas não tenho muitos motivos para postar.. obrigado aos que leram e comentem por favor, para que a história tenha um fim.
Obrigado e comentem :)