A Conspiração Invisível

16 PARTE 15: O desaparecimento


Olivia ouve a porta ranger e corre enxugando as lágrimas na esperança de ver Peter.

Quando ela chega à porta da de cara com uma mulher toda ensangüentada no colo de Peter que tinha em suas mãos uma arma toda suja de sangue.

Peter coloca a moça no chão, fazendo com que a poça de sangue que estava em cima de sua barriga escorra para o carpete bege.

— Peter... Não! — Grita Oliva se sentando no chão, desolada — Por que você fez isso, porque matou ela?

Peter após acomodar a moça no chão, joga a arma pra longe e se aproxima de Oliva que se afasta.

— Calma eu não matei ela.

— Não! Então porque essa arma toda suja de sangue?!

— Não essa arma não é minha.

— E de quem então!?

— Do cara que matou atirou nela.

— Por que você a trouxe pra ca junto com essa arma?

— Por que ela tava morrendo e eu não podia deixar ela lá.

— Por que não levou ela para o hospital? Ou ligou para a emergência?

— Por que eu estava com a arma na mão e com as minhas digitais.

— Mas por que você pegou essa porcaria?

— Por que o cara que atirou nela veio pra cima de mim com essa arma e eu estava com uma também...

— O que? Por quê?

— Por que eu ia matar ele, mas eu não consegui, na minha cabeça veio você falando que eu não sou assassino e não consegui.

— Termina — Pede Olivia bem mais calma.

— Então quando ele veio pra cima de mim e eu pra me defender soltei a minha arma e segurei a dele pra ele não poder atirar em mim, então a gente disputou a arma e eu ganhei. Ele correu e pegou a minha, mas não quis me matar e saiu correndo eu peguei a arma dele e me aproximei dela, e senti seus batimentos, como eu sabia que as minhas digitais estavam na arma se a policia chegasse eu iria preso, então a trouxe aqui pra poder esconder a arma, e chamar a ambulância.

— Eu já chamei! — Grita Luana.

— Temos que esconder logo essa arma e inventar uma desculpa. — Peter exclama desesperado.

Peter pega a arma toda ensangüentada e corre para o quarto esconder. Ele levanta um dos colchões e coloca a arma no meio deles, e volta correndo para a entrada onde se ajoelhou ao lado da moça e começou a fazer pergunta pra ela:

— Moça? Moça? Qual é o seu nome?

— Lu... Cia.

— Tudo em. Lucia em que anos nós estamos?

— Dois mil e onze.

— Isso, muito bem. Lucia conversa comigo agora. Você é casada?

— Sim.

— Lucia Você...

— Por favor, Peter eu não quero... Morrer eu tenho dois filhos uma menininha de cinco anos... E um menino de dez, por favor, eu não quero morrer.

— Calma você não vai morrer a ajuda esta chegando. Agüenta. Daqui a pouco eles estão aqui.

Ele mal acaba de falar e ouvem uma batida forte na porta.

— Me segue — Peter fala baixinho para Olivia se levantando para abrir a porta. — Rápido... Rápido ela esta morrendo, por favor, ajude-a.

Os paramédicos entram pela porta correndo assim que avistam a mulher toda ensangüentada no chão.

— O que aconteceu?

— Não sei, ela bateu na minha porta sangrando e caiu eu a trouxe pra dentro e chamei vocês.

— Você não a conhece?

— Eu só sei que ela chama Lucia porque eu perguntei.

Os paramédicos fazem os primeiros socorros e saem carregando Lucia pela porta o mais rápido que conseguem.

— Peter, mas ninguém te viu? — Pergunta Olivia preocupada com a história que Peter tinha inventado.

— Não.

— Como você conseguiu isso?

— Eu entrei pela entrada de incêndio.

— Como você conseguiu carregar ela?

— Como o prédio esta em obra tem um elevador, eu o usei. Por que ia colocar ela no cão e falar que a achei lá.

— Ta tudo muito bem, mas alguém viu o Fábio? — Pergunta Luana preocupada.

— Onde ele foi? — Pergunta Peter perdido.

— Ele saiu atrás de você logo depois que você saiu correndo. — Informa Oliva a ele.

— Nossa, mas eu não encontrei com ele?

— E agora onde será que ele ta? — Pergunta Olivia preocupada.

— Nossa! — Grita Peter com uma cara de horror.

— O que foi Peter? — Pergunta Luana mais horrorizada, mesmo sem saber o que era.

— Aquele assaltante não me matou por que ele é da conspiração, ele foi um teste. Eu não o matei e agora o Fábio desaparece, desculpa, mas não existe coincidência de mais nessa história?

— Não Peter não pode ser verdade. NÃO! — Grita Olivia batendo no peito de Peter e chorando.

— Me desculpa meu amor, mas infelizmente parece que é sim. Eu sinto muito. — Diz Peter tentando consolar Oliva. E enxugando as lágrimas que começava a escorrer pelo seu rosto.

Luana sai do quarto correndo e chorando muito.

— Luana! — Grita Peter tentando trazê-la pra dentro. Mas não consegue.

Luana avança apenas alguns metros para a direita e entra no quarto de Henrique que se assusta com o barulho que a porá fez assim que ela a abriu.

— O que aconteceu meu anjo? — Pergunta muito preocupado com Luana.

— O Fábio?

— O que tem ele?

— A conspiração... Pegou ele.

— O que? Peter não fez o que eles pediram?

— Não e agora Fábio sumiu.

— Meu anjo calma não aconteceu nada com o Fábio você vai ver daqui a pouco ele vai aparecer, não precisar chorar assim. Deita aqui — Henrique se senta em um grande sofá que tinha, deita Luana e coloca sua cabeça sobre as pernas dele.

— Você acha Henrique?

— Eu tenho certeza — Responde passando a mão sobre os cabelos de Luana e preocupado.

Enquanto isso Olivia ainda estava inconsolável e chorando muito. Peter a leva devagar para a cama a deita e se deita junto com ela.

Depois de alguns minutos Peter não agüentava mais ver Olivia chorar se levanta bruscamente, levanta o colchão e retira a arma toda ensangüentada do meio dos dois colchões. Retira a camisa toda suja de sangue para não chamar tanta atenção quando saísse do hotel.

— Peter! Aonde você vai? — Pergunta Olivia tentando parar de chorar. Mas em vão.

— Eu vou matar aquele professor, filho de uma puta que esta fazendo isto com a gente! — Grita assustando Olivia pela altura de sua voz.

— Não! Peter volta aqui! AGORA! — Grita ela mais alto ainda e agora sem mais nenhuma lágrima nos olhos. — Se eu não queria que você matasse antes, você acha que eu vou deixar você ir lá matar aquele professor? — Pergunta Oliva muito nervosa e pegando Peter pelo colarinho da camisa.

Assim que ela o solta, ele volta a esconder a arma entre os colchões. Vai ao banheiro lava sua mão novamente suja de sangue e volta a se deitar ao lado dela, assustado com a rispidez de Olivia, mas entendendo o lado dela.

— Olha pra mim — Pede ela e ele atende — Daqui a pouco nós três vamos lá conversar com ele JUNTOS. Só vamos esperar Luana voltar daí nós vamos, entendeu?

— É verdade Luana! — E começa a se levantar, mas é impedido pela mão de Olivia que o segurou.

— Calma ela ta no apartamento do Henrique, ela esta em boas mãos lá.

— Como você sabe que ela esta lá?

— Ela me disse que esta apaixonada por ele, apesar de fazer poucos tempos que eles se conhecem.

— Hum... — E volta a se acomodar na cama bem mais calmo.

Eles passam muito tempo ali deitados e Olivia pega no sono e Peter se aproxima mais dela abraçando-a acomodando em seus braços, para que ela dormisse melhor.

Luana chega após alguns minutos e bem mais calam e não estava chorando.

— Oliva. Peter.

— Pronto agora já podemos ir à escola conversar com aquele professor. — Termina a frase e começa a acordar Oliva com alguns beijinhos no pescoço e no ombro.

— Sim? — Pergunta Oliva com muito sono e quase não abrindo os olhos.

— A Luana chegou vamos lá conversar com o professor.

— Ta. — Responde se espreguiçado.

Assim que ela se levanta, os três vão em direção a porta. Assim que eles chegam ao salão avistam Astrid bebendo no bar.

— Astrid? — Peter pergunta muito surpreso.

— Sim o que foi?

Eles sentem que ela estava bêbada.

— O que é isso?

— Ora o amor da minha vida se foi, e agora? — Responde com a voz arrastada e com um grande cheiro de álcool.

— Olha aqui ele não morreu! — Grita Luana no fundo.

— Calma Luana. Astrid eu vou te levar para o quarto.

— Não.

Peter a pega no colo, e a leva a força para o quarto a deita na cama que dorme quase que imediatamente. Ele desce novamente e os três entram na limusine, que agora não tinha mais graça nenhuma.

Assim que eles chegam, logo entram no salão e avistam Hector conversando com o rapas todo de preto, eles se aproximam, assim que o homem se vira Peter o reconhece.

— É ele o assaltante. — Comenta para os outros.

— Peter, eu estava esperando vocês, venham tem pessoas que estão esperando você na minha sala. Acompanhem-me.

Todos seguem o professor de perto inclusive o assaltante.

— Podem entrar.

Todos entram e Peter toma apalavra.

— E então que esta querendo me ver?

— Eu — E uma voz ecoa de um lado escondido da sala.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.