A Coffee Tale

11 Capítulo 11


Blaine desceu as escadas cantarolando e Kurt, sentado no enorme sofá que havia na sala, permitiu-se a observá-lo. Ao contrário do que o escritor pensava, Blaine dirigiu-se até si e sentou-se à sua beira, abraçando-o de lado e depositando um beijo no pescoço de Kurt.

— O livro, Blaine. — Kurt tentou, sentindo um pequeno arrepio correr desde a ponta de seus dedos até percorrer todas as suas costas.

— Você está fugindo de mim, Hummel? — Blaine brincou, segurando Kurt em seus braços como se não o fosse deixar sair (e talvez não fosse). — A gente poderia fazer uma pausa hoje, o que acha? Afinal, eu sei que você já começou o livro…

— Como você sabe? Você viu? — Kurt praticamente guinchou. Blaine soltou uma risadinha e explicou:

— Eu não li nada, mas eu sei que você escreveu — Blaine piscou — Vamos lá, Kurt, me deixa mostrar Londres para você. Afinal, a gente nem saiu de casa desde que chegamos e acho que já tivemos emoções suficientes esses dias, a gente podia mesmo tirar uma pausa agora.

Kurt ponderou. Então, lançando a Blaine um olhar divertido, perguntou: — E aonde você quer me levar, Anderson?

Blaine apenas sorriu, puxando Kurt pela porta, dando-lhe apenas tempo de tentar domar o próprio cabelo e entrando no carro.

As ruas de Londres eram realmente lindas, mas isso não foi o que Kurt mais gostou na viagem. No momento em que Blaine ligara o carro, estava passando uma música sua e Blaine cantarolara a música inteira, enquanto que Kurt o observava, não conseguindo conter o sorriso que se apoderou de seus lábios e não parecia disposto a largá-los.

— Sabe, Kurt, eu quero que você cante comigo. — Blaine pediu.

— Eu não sou um grande cantor — Kurt garantiu.

— Ah, por favor, você acha que eu não vi os vídeos de você com seu coral, no ensino médio? Você ficaria surpreso com as coisas que pode achar no YouTube. — Blaine informou, zombeteiro.

— Ah, essa não. — Kurt levou as mãos ao rosto, envergonhado — Sério que você viu isso?

— Nem vem, a sua performance em ABC foi realmente ótima — Blaine riu. — A loira era Quinn, certo? — Kurt assentiu — Sua irmã é realmente talentosa, que nem você. Agora vai, canta comigo, Kurt.

— Okay, eu canto a próxima música com você. — Kurt cedeu — Agora cala a boca, porque está passando Maroon 5 e Adam Levine é vida.

Blaine riu, mas ambos terminaram de ouvir Maps. E Kurt não pôde evitar levar as mãos ao rosto quando ouviu as primeiras notas da música que começava. Blaine, vendo a reação do castanho, disse: — Prometido é devido, Kurt. Agora vai ter que cantar.

— Eu não prometi nada. — Kurt soltou uma risadinha — Eu não vou cantar essa música com você, desculpe mas eu não vou arruinar Beatles com minha voz.

— Até parece — Blaine ergueu a sobrancelha e, para ressaltar, começou: — I was alone, I took a ride…

Ei! — Kurt exclamou — Essa é minha parte.

— Quem disse? — Blaine deu a língua.

— Eu digo — Kurt respondeu.

— A gente está perdendo a música, Kurt — o cantor brincou e eles acabaram rindo. Então, Blaine continuou: — Uh, then I suddenly see you, uh… Did I tell you I need you every single day of my life?

E, então, eles se pegaram cantando juntos: — Got to get you into my life.

What can I do, what can I be? When I’m with you I wanna stay there. — Blaine cantou — If I’m true, I’ll never leave and if I do I know the way there.

— Uh, than I suddenly see you, uh… Did I tell you I need you every single day, of my life? — cantaram juntos. — Got to get you into my life.

— Got to get you into my life — Kurt se pegou notando que a voz de Blaine realmente linda. Quer dizer, ele já sabia que Blaine era um ótimo cantor, mas ele soava bem demais ao vivo, também. Então, Kurt cantou:

I was alone, I took a ride, I didn’t know what I would find there.

Another road, where maybe I could see another kind of mind there. —Blaine completou.

And I suddenly see you… Did I tell you I need you? Oh, I got to get you into my life! — terminaram, juntos. Quando deram por si, ficaram rindo por quase cinco minutos seguidos, até que Blaine quase perdeu o controle do carro e eles decidiriam que era hora de se acalmarem.

— Você canta realmente bem, Kurt — Blaine disse, sorrindo. — E a gente soa bem juntos.

“Em todos os sentidos”, Kurt quis completar, mas percebeu que sairia bobo demais. Então, respondeu: — De qualquer forma, chega de duetos pelo próximo ano. Onde estamos indo, mesmo?

— Você verá. — Blaine, então, ergueu a sobrancelha para Kurt e soltou um pequeno sorrisinho malicioso, perguntando: — Você pretende ficar comigo até ao próximo ano?

Kurt não respondeu. Ele não sabia o que responder, de qualquer forma, e o silêncio estava gostoso. Não era um silêncio tenso, e isso era um bom começo. Ele não estava acostumado a estar calado na presença de Blaine sem ser por algum motivo constrangedor.

E, quando finalmente Kurt percebeu onde eles estavam indo, não quis acreditar. Blaine sorriu para ele e Kurt só não se agarrou a ele porque o moreno ainda guiava.

— Sério, Blaine?! London Eye? Ai, cara — Kurt praticamente guinchou. — Muito obrigado, Blaine, de verdade. Cara, isso é demais.

Blaine riu da animação de Kurt, contendo-o: — Calma, Kurt, ainda faltam uns bons quinze minutos até a gente chegar.

Várias vezes Kurt teve vontade de perguntar se já estavam chegando, mas ele conseguia ver a roda gigante se aproximando ao longe e sabia que acabaria parecendo um moleque de cinco anos. Então, quando finalmente Blaine parou o carro, ele não conseguiu não pular para fora do veículo.

Blaine saiu, poucos segundos depois, com uns óculos de sol cor-de-rosa que Kurt achou adoráveis. Então, Kurt disse: — Se a sua ideia é passar despercebido com esses óculos, eu acho que você não está fazendo certo, Bee.

O cantor parou e Kurt foi obrigado a olhar para trás para ver o motivo. Então, os seus olhos encontraram a expressão engraçada de Blaine, com uma sobrancelha erguida e um sorriso bobo.

— O que foi?

— Você me chamou Bee — Blaine abraçou Kurt pro trás — Eu gostei.

Kurt sentiu um ligeiro rubor percorrer seu rosto, mas logo esqueceu a provocação de Blaine, lembrando-se do motivo de ambos estarem ali. Então, ele segurou a mão de Blaine eles foram até à roda gigante.

Blaine insistiu para pagar os bilhetes e, enquanto os comprava, Kurt notou um grupinho de garotas que encarava Blaine, soltando risadinhas e se empurrando umas às outras, talvez incentivando-as a ir ter com Blaine. Então, talvez ele devesse dar uma ajudinha às garotas, visto que, do jeito que elas estavam, elas não avançariam nunca e perderiam a oportunidade de conhecer seu ídolo.

Então, aproximou-se de Blaine e estava preparado para dizer algo, quando o homem exclamou: — Kurt! Eu te disse para esperar ali, eu estou tentando fazer uma surpresa aqui. — fingiu estar bravo.

— Está ali um grupinho de fãs suas e eu não acho que elas vão ter coragem de ir até você — Kurt riu. Blaine levantou os olhos e procurou as garotas, até as localizar. Eram cerca de cinco e ele levantou os óculos, acenando e sorrindo para elas. As garotas perceberam, pois soltaram alguns gritinhos e Blaine chamou-as com um dedo.

— Olá — Blaine disse às garotas — Como vão?

— O-oi — uma delas conseguiu dizer. — Cara, isso está acontecendo mesmo? — ela se virou para as outras e os seus braços paravam em volta da cintura de uma loira. — Meu nome é Theresa, e esta é Bonnie, minha namorada — então, ela apontou para as outras três garotas e continuou: — Aquelas são Lauren, Shay e Caitlin. Nós somos grandes fãs — murmurou, olhando para o chão.

— Você é uma grande inspiração para nós, Blaine, de verdade — Bonnie disse, depositando um beijo na bochecha de Theresa.

Blaine tinha um sorriso de orelha a orelha quando disse: — Eu fico realmente feliz de ouvir isso.

— Podemos tirar umas fotos com vocês? — Shay perguntou. Kurt olhou Blaine, ligeiramente boquiaberto e perguntou:

— Comigo também?

— É claro! — Caitlin disse — Vocês ficam realmente fofos juntos, somos grandes shippers também. — Blaine foi obrigado a prender o riso perante a cara pasma de Kurt.

— E que nome vocês deram ao shipp, já agora? — Blaine tinha um sorriso nos lábios.

— Todo mundo está chamando de Klaine, no Twitter e no Tumblr. Há quem chame Blurt, mas eu acho Klaine mais legal. — Lauren disse, timidamente.

— Eu também acho Klaine mais legal — Kurt deixou escapar — Enfim, vamos tirar essas fotografias? — as garotas sorriram.

Cada uma delas tirou uma foto sozinha com Kurt e Blaine, então Theresa e Bonnie tiraram com Kurt e Blaine e, no final, tiraram todos juntos Blaine, então, sorriu, dizendo para as garotas: — É isso, meninas. Kurt e eu vamos continuar o nosso passeio, okay? A gente se vê por aí.

— Espere — Bonnie pediu — Vocês poderiam dar um beijo?

— Nós não somos namorados. — Blaine disse à garota, soltando um leve sorriso constrangido.

— Pois sim — Shay soltou uma risadinha. — A gente viu vocês rindo, de mãos dadas. Vazaram até umas fotos de vocês cantando no carro de Blaine, e nem são as primeiras fotos de vocês que saem — então, ela apontou para o peito de Kurt, rindo — E vocês estão vivendo juntos.

— A gente está trabalhando no livro — Blaine insistiu.

— O chupão no pescoço de Kurt é a prova de que o trabalho está sendo bem produtivo — Theresa deixou escapar, vendo Kurt corar furiosamente e, instintivamente, tentar ajeitar a blusa para cobrir o pescoço.

— A gente está se conhecendo melhor — Kurt murmurou.

— E que. — Lauren riu — Vamos lá, é só um beijinho.

Kurt revirou os olhos e Blaine estava preparado para negar, mas sentiu os seus lábios sendo tomados pelos do escritor. O beijo foi rápido, mas foi o suficiente para deixar ambos sem fôlego e Blaine encarava Kurt ligeiramente assustado.

— AH — as garotas exclamaram, praticamente surtando na frente dos dois — Cara, vocês são fofos demais — Caitlin continuou — Sério. Se casem logo — brincou.

— A gente vai indo agora. Continuem sendo perfeitos — Bonnie se despediu e Kurt e Blaine se entreolharam, não tendo nenhuma opção senão rir enquanto as moças se afastavam.

Então, Blaine pegou a mão de Kurt e eles foram até à roda gigante, entrando. Quando Kurt percebeu que eles entraram numa cápsula privada, arregalou os olhos e disse: — Blaine, você não fez isso.

— Eu fiz. — o cantor respondeu, sorrindo de orelha a orelha. — Seja bem vindo à cápsula do cúpido. — Kurt escondeu o rosto com as mãos, rindo com o seu rosto levemente corado. Ele não poderia deixar que Blaine percebesse que aquilo tocara Kurt mais do que devia.

Demorara meia hora para que a roda desse uma volta completa. Eles tiveram direito a champagne, chocolates e uma pequena experiência de cinema 4D que Kurt simplesmente amou. No geral, foi um passeio que Kurt lembraria para sempre como sendo o melhor da sua vida. Blaine era perfeito e Kurt quis se bater por todas as vezes que pensou o contrário.

Estava quase anoitecendo quando eles chegaram a casa de Blaine. Rachel ainda estava com Mercedes e Kurt sorriu ao perceber que eles ainda tinham o local só para si.

— Esse foi o melhor encontro da minha vida — Kurt confessou, sentindo as palavras escapando da sua boca antes mesmo que ele pudesse as conter. Só então percebeu o que tinha dito, levando a mão à boca e olhando Blaine, arrependido — Desculpe.

— Não — Blaine disse, olhando para o chão por alguns segundos. Ele parecia indeciso e Kurt não disse nada, até que algum dos lados que dividia Blaine ganhou e ele olhou para Kurt, com um sorriso tímido — Não, eu fico feliz. Esse também foi o melhor encontro da minha vida.

Kurt, então, percebeu que tinha sinal verde para avançar e abraçou Blaine, beijando-o como não pudera fazer antes, sentindo um arrepio que não devia sentir percorrer toda a sua espinha.

O beijo era lento e sedutor, não violento e desesperado como a maioria dos que eles tinham trocado até ao momento. Kurt não sabia o que mudara naquele dia. Ele sabia que algo mudara, mas ele não queria arriscar demais para ficar sem chão. Ele estava okay com os passos de bebê se isso significasse que nenhum dos dois sairia magoado.

Mas alguém sairia, e ele sabia disso. Ambos estavam envolvidos demais e se Blaine decidisse que não conseguia assumir algo com Kurt, ele estaria magoando o castanho mais do que ele estava disposto a ser magoado.

Mas, aquela tarde… Aquela tarde mostrara a Kurt que havia chances. Havia uma chance para eles, e não importava que não houvesse esperanças. Que tudo se fodesse. Ele estava definitivamente gostando de Blaine e definitivamente disposto a lhe dar as chances que fossem precisas. Ele só precisava que Blaine estivesse disposto a isso também.

Separaram-se por falta de ar e, então, Kurt disse:

— Foi realmente um ótimo encontro. Foi perfeito. Você foi perfeito — sussurrou no ouvido de Blaine — E, mesmo que não pareça possível, eu talvez saiba de um jeito para o tornar ainda melhor.

— Não sei, Hummel. — Blaine mordeu o lábio — Me convença.

— Ah, eu vou. — Kurt deu ao cantor um sorriso que não deveria estar no seu rosto puro, mas ficava perfeito nele.

O escritor desceu as suas mãos pelo torço de Blaine, desabotoando a blusa lentamente e distribuindo beijos pelo peito e abdómen do cantor, à medida que abria os botões. Blaine pousou os seus braços nos quadris de Kurt, tentando puxá-lo para mais próximo, mas esses não eram os planos de Kurt.

Surpreendendo Blaine, Kurt segurou os pulsos do homem e elevou-os sobre a cabeça dos dois, segurando as mãos do moreno contra a parede com a sua mão esquerda, enquanto continuava tirando a blusa do cantor.

— Esse seu lado é excitante — Blaine riu. Kurt olhou para cima e aquela visão extasiou Blaine. Kurt parecia quente demais, a sua pele estava brilhante daquilo que era o princípio de suor, devido ao calor da casa e do contato entre dos dois. O seu cabelo estava bagunçado e os seus olhos tempestuosos esbanjavam desejo. Se Blaine ainda não estava excitado antes, agora ele com toda a certeza estava duro.

O tesão dos dois era palpável – literalmente. As mãos de Blaine ainda estavam sobre a sua cabeça, mesmo que Kurt já não as estivesse segurando. Em vez disso, Kurt tinha uma das suas mãos sobre a bunda de Blaine e a outra em seus quadris, apertando ambos os sítios enquanto beijava o pescoço do moreno.

Kurt deixou um chupão forte na clavícula de Blaine e ele rapidamente percebeu que aquilo ficaria marcado durante uma semana.

— Pode dizer-se que estamos quites, meu bem — Kurt sussurrou, divertido. Aquilo foi a gota d’água para Blaine, que os virou e Kurt foi obrigado a gemer com a violência do movimento e o contato da parede fria com os seus braços desnudos. Blaine praticamente arrancou a camisola do escritor, que o olhou feio ao ouvir o barulho de algo rasgando. Mas nenhum dos dois dava a mínima.

— A gente vai transar na sala de estar? — Blaine perguntou.

— O sofá parece tão confortável, visto deste ângulo. Por que não confirmamos as minhas suspeitas? — Kurt sussurrou no ouvido de Blaine, que não precisou de ouvir novamente para empurrar Kurt na direção do enorme sofá.

As mãos de Blaine estavam praticamente fervendo enquanto percorriam o torço nu de Kurt. Ele acariciou o peito do mais velho e deixou que a sua boca distribuísse beijos pelo local, dando especial atenção aos seus mamilos, enquanto Kurt parecia estar em outro mundo, já.

Não ficaram naquela posição por muito tempo. Blaine pensou que talvez fosse o champagne na corrente sanguínea deles, mas ele estava adorando. Kurt desabotoou as calças de Blaine e baixou-as até aos seus joelhos, juntamente com a boxer.

Kurt não ficou muito tempo parado. Segurou o pau de Blaine e masturbou lentamente, vendo a reação do homem. Então, decidido a provocar mais um pouco, Kurt segurou a mão de Blaine que estava agarrando o sofá ao lado dos quadris do moreno e disse, do jeito mais sedutor que conseguiu:

Me mostra como você gosta.

Kurt pousou a mão de Blaine sobre a sua cabeça, sentindo o olhar do moreno sobre si. Então, antes que Blaine pudesse dizer alguma coisa, tomou o membro com a sua cabeça.

Blaine controlou os movimentos de Kurt, apesar de parecer ligeiramente receoso de ir longe demais. Kurt percebeu isso e provocou mais um pouco, levando uma das suas mãos às bolas do cantor e o engolindo quase inteiramente. Blaine não conseguiu se controlar, forçando a cabeça de Kurt contra si, mais fortemente.

Kurt deixou as suas mãos agarrarem a bunda de Blaine novamente, deixando os seus dedos percorrerem aquela zona. No entanto, sentiu Blaine ficar ligeiramente tenso sob si e murmurar o nome de Kurt. Ele encarou-o interrogativo mas, não disposto a cortar o clima, tirou as mãos do local e eles continuaram como se nada tivesse acontecido. Kurt perguntaria a Blaine sobre aquilo depois.

Blaine virou-os e ficou deitado sobre Kurt, no sofá. Uma das pernas de Kurt estava pousada no chão, facilitando a Blaine o alcance de sua entrada. Blaine percorreu o criado mudo com as mãos até achar camisinhas e um vidrinho com lubrificante, trazendo-os para perto, sob o olhar interrogativo de Kurt.

— Você mantém essas coisas por toda a casa?

— Nunca se sabe — Blaine brincou — Mentira, eu os coloquei aí na noite que você chegou.

Kurt teria corado, mas estava mais interessado e atento aos dedos de Blaine na sua entrada, espalhando lubrificante por toda a zona e preparando-o. Kurt segurou os ombros de Blaine, arranhando o puxando os cabelos do cantor, enquanto este ainda o acariciava e provocava.

Vai logo. — Kurt praticamente implorou. Vendo o olhar manhoso de Blaine, percebeu a provocação, e virou-os, ficando por cima e tomando o controle, assumindo a posição com que tinha começado a noite — Eu posso te fazer implorar também.

Blaine não respondeu, mas olhou Kurt em desafio. Então, rebolou fortemente sobre o membro duro do homem e, antes que pudesse controlar, um gemido escapou da boca de Blaine, que mordeu o lábio, percebendo o lapso. Kurt encarou-o, ligeiramente divertido, e ergueu a sobrancelha. Então, decidido a prolongar ainda mais a provocação, pegou no pacote da camisinha e abriu-o com os dentes, descendo o preservativo pelo pau de Blaine, lentamente, aproveitando para arranhar levemente e recebendo, em resposta, outro gemido do homem.

Ele permitiu que apenas a cabeça do membro alcançasse a sua entrada, gemendo longamente, juntamente com Blaine.

Você só tem que pedir, Blaine.

— Por favor, Kurt — Blaine mordeu o lábio.

— Por favor o quê, Blaine? — Kurt sussurrou, se controlando para não acabar logo com a tortura dos dois. — O que você quer que eu faça?

Ah, cara, vai logo. Por favor, Kurt. — Blaine praticamente gritou, sentindo Kurt finalmente descer em seu membro, preenchendo-o totalmente.

A partir dali, eles não pararam. Os gemidos dos dois eram descompassados e os seus corações batiam rapidamente, enquanto o único barulho que se ouvia era o choque dos seus corpos e as súplicas de prazer.

Kurt praticamente gritava o nome de Blaine, cavalgando sobre ele e sentindo o membro do cantor o preencher, atingindo pontos que o fazia praticamente ver estrelas. Blaine levantara o seu torço e estava sentado, ainda com Kurt sobre si, acariciando e masturbando o membro do mesmo.

Eles atingiram o orgasmo – Kurt primeiro. Vendo que o castanho estava cansado, Blaine virou-os e deu mais algumas investidas, estocando fortemente e finalmente gozando na camisinha.

Eles se limparam e ficaram ali, abraçados, por um bom tempo. Havia a chance de Rachel ir a casa, para pegar alguma coisa que se esquecera, havia sempre essa chance.

Mas eles não davam a mínima.

— Sabe… — Kurt suspirou, ainda ligeiramente ofegante — Eu tenho uma proposta para você.

— Contando o que aconteceu quando eu lhe fiz uma proposta, eu estou ligeiramente assustado — Blaine brincou. — O que é, bonito?

— Na verdade, é uma contraproposta para a sua. — Kurt esclareceu, sob o olhar interrogativo de Blaine — Eu acho que a gente deveria esperar até ao fim desse mês. Terminar o livro e, depois, talvez, quem sabe, eu vá em turnê com você. O que acha?

Notas finais
Heeeey, como vão? Espero que bem. Enfim, meu povo, o que acharam? Eu espero que tenham gostado e comentem me deixando saber a opinião de vocês. Eu, pessoalmente, gostei bastante do capítulo, apesar de ter ficado meio insegura quanto ao lemon. Eu não queria deixar o capítulo meloso demais, então tentei deixar leve e acho que ficou bem do jeito que queria. A fase nhonho está acabando - logo eles vão ficar juntos, mas as coisas não vão ficar legais por muito tempo. Digam as teorias de vocês! E, a pedido de uma leitora, hoje estarei dando um pastel a quem adivinhar o nome do livro. Vou até dar uma pista: aparece na série e é bem simbólico para Klaine. Gente, é beeeem fácil ASHUEASHUE Então, esse capítulo é dedicado a Yasmin, que recomendeu. Sigam o exemplo dela, minhas lindas. Brincadeirinha (ou não). Enfim, muito obrigada, Yas s2 (estou botando esse coração broxante porque as notas não aceitam os corações de verdade -q). Eu já respondi todos os comentários, sim, gente, é um milagre, eu sei, seu sei... AHUESHUEA Enfim, não deixem de comentar, favoritem e recomendem. Me deixem sabendo as opiniões de vocês e suas teorias, é realmente importante para mim. Até ao próximo, beijos, Angel Black