A Coffee Tale
6 Capítulo 6
Kurt remexeu-se na cama, sentindo a sua cabeça doer fortemente. Qual é? Ele não tinha bebido… Tinha? Bufou e levantou-se, apercebendo-se que aquele não era o seu quarto. Era grande demais para ser seu quarto, de facto.
Piscou fortemente, apercebendo-se que estava no quarto de hóspedes da mansão de Blaine. Lembrava-se vagamente dos acontecimentos da noite passada, estava morto de sono demais para de facto se recordar de todos os detalhes. Mas havia um acontecimento que ele se lembrava de cada segundo, cada respiração e cada momento.
Ele beijara Blaine.
Lembrava-se de sentir a respiração de Blaine contra seus lábios e lembrava-se de que não passava de um selinho. Ah, mas ele queria repetir, queria mesmo. Cada vez mais a atração que sentia por Blaine estava se intensificando e Kurt estava perdendo o controle sob seus sentimentos e pensamentos. Blaine tinha um efeito tóxico em si.
Havia Rachel, também. Claramente ela não gostara dele; certo era que havia, ainda, a doença, mas Kurt convivera o suficiente com Sugar Motta para saber que os aspies podiam ter um temperamento bastante difícil e, quando a sua primeira impressão era negativa, dificilmente eles mudavam de ideias. E isso assustava-o um pouco; como ele poderia pedir para Blaine ficar consigo contra a sua irmã?
Respirou fundo e tomou coragem para se levantar; checou seu celular e quase soltou um grito ao se aperceber que passavam das onze da manhã e, ainda assim, ele não se sentia totalmente revigorado. Jet-lag é uma merda e cada vez mais Kurt tinha a certeza total e absoluta disso.
Sua cabeça ainda parecia explodir e o banho não ajudou. Vestiu as roupas mais confortáveis que achou, dentro do seu círculo de confortável e decente. Arrumou-se o melhor que pôde e decidiu descer as escadas, e fosse o que tivesse que ser.
A casa era, certamente, enorme; de facto, era uma mansão. No caminho até às escadas que levariam ao térreo, ele identificou pelo menos seis portas diferentes, acrescentando a duas portas no fim do corredor que ele não alcançou. O caminho até à cozinha parecia um autêntico labirinto, de facto. Após longos minutos de busca, ele achou. E, para seu azar, Rachel Anderson estava sentada na bancada tomando seu café.
― Bom dia ― Kurt tentou sorrir para Rachel.
― Bom dia ― ela respondeu, no entanto, sem o encarar. ― Blaine não acorda antes das duas da tarde, já avisando. ― ela olhou para Kurt por uns segundos e, então, virou-se rapidamente. ― Quer café?
Kurt não teve como negar e acabou sorrindo, ao responder: ― Bem forte, por favor. ― a garota nem sequer o olhou e começou a preparar a bebida para Kurt, que tentou: ― Quer ajuda?
― Não é preciso. Kurt, certo? ― ele assentiu. ― Me fale sobre você, Kurt.
Ela pousou o pano que antes usava para limpar a bancada e, pela primeira vez, encarou Kurt decentemente. Kurt, no entanto, achou estranha a atitude da morena. Qual era a dos Anderson querendo saber sobre ele, afinal? Talvez fosse mal de família.
― Não há muito que contar ― ele riu ― Eu tenho uma irmã e uma sobrinha que estão em Los Angeles, vivo em Nova Iorque mas nasci em Ohio. Fui modelo e estilista durante alguns anos, mas agora só escrevo. Minha irmã é atriz, minha sobrinha tem nove anos, se chama Beth.
― Sua irmã é Quinn F. Hummel, certo? ― Kurt assentiu levemente ― Eu amei aquela comédia que ela fez com Bradley Cooper, como era o nome mesmo?
― Minha Melhor Amiga Lésbica. Minha irmã descobriu o gosto pela fruta fazendo esse filme ― ele soltou uma risada ― Ela está trabalhando num novo agora, se chama Garota-Problema.
― Eu sei ― a garota murmurou ― Ela está contracenando com nosso irmão, meu e de Blaine, eu digo. Cooper Anderson. Eu ouvi que sua sobrinha fará uma pequena aparição, certo?
Kurt sorriu levemente, aceitando o café que a caçula de Blaine lhe entregava. Então, após bebericar e saborear, murmurou: ― Vou sequestrar você para fazer meu café pelo resto da vida. Isso está ótimo ― Rachel ficou ligeiramente desajeitada, mas riu. Então, perguntou:
― Você gosta de Blaine? ― Kurt quase deixou a caneca cair, engasgando. Ele sentiu todo seu rosto ferver e tossiu levemente, apercebendo-se de que corava monstruosamente rápido. A imagem do selinho voltara a seus pensamentos e Kurt sentiu um frio estranho no peito. Então, Rachel voltou-se para a bancada e escondeu um sorriso, dizendo:
― Não precisa responder, já tive minha resposta mesmo. ― ele ainda tossia levemente, mas logo tentou desculpar-se:
― N-não. E-eu não g-gosto d-de seu i-irmão. ― amaldiçoou-se por gaguejar e, então, respirou fundo. Ele estava fracassando totalmente em convencer Rachel e ainda mais em se convencer. A garota, por sua vez, respondeu:
― Claro que não. Você não gosta tanto de meu irmão tanto quanto eu não sou chata. ― ela soltou uma gargalhada. ― Tudo bem. Sério, você até que é l-leg-… Esquece. Enfim, você e meu irmão ficam fofos juntos. ― ela novamente virou-se para limpar a bancada, continuando: ― E ele parece feliz quando está com você. Ele está feliz com alguém que não eu ou Coop, confiando em alguém no curto de espaço de tempo de… uma semana. Eu não o via assim há bastante tempo ― então, murmurou, não baixo o suficiente para que Kurt não a ouvisse: ― Tipo há uns doze anos.
Kurt não precisou fazer contas. Ele sabia que se haviam passado doze anos desde a morte de Sebastian e não sabia sobre como se sentir acerca daquilo. Sebastian fora um ícone na vida de Blaine, um símbolo de segurança e amizade e Kurt não queria quebrar essa barreira, sabendo que Blaine se revia em si. Teria errado ao beijá-lo?
Ele estava confuso, de facto. Blaine era uma pessoa confusa e problemática, isso não tinha como negar; não poderia negar, tampouco, que ele passara por muito e estava quebrado demais. Kurt não sabia se conseguiria, se teria força suficiente para reunir os cacos de Blaine. Não teria força para suportar o coração quebrado que ver Blaine quebrado lhe daria.
A sua voz, o seu cheiro e seu rosto estavam presos na mente de Kurt. Seu beijo, o toque de sua pele parecia impregnado na pele de Kurt e o escritor conseguia sentir seu coração bater mais forte toda vez que Blaine se aproximava. Ele sentia-se um adolescente bobo perto de Blaine e não sabia até que ponto é que isso era bom.
― Está contando as histórias de guerra para Kurt, Rach? ― Kurt ouviu a voz que o perseguia havia exatamente uma semana, interrompendo seus pensamento. Ele bebericou novamente o café, até que Blaine entrou em seu campo de visão e Kurt quase teve um colapso.
Blaine estava praticamente nu, se não fosse a boxer preta que cobria aquilo que devia cobrir. Kurt viu-o dar um beijo na testa de Rachel e, então, virar-se bruscamente ao ouvir o barulho provocado pela caneca que Kurt deixou cair.
― Oh meu Deus! ― Kurt exclamou, voltando a sua atenção ao café e aos cacos de vidro despejados no chão. Sentiu um rubor subir e marcar toda a sua face, enquanto se voltava para Rachel rapidamente, tentando ignorar a presença de Blaine no local. Rachel, no entanto, só faltava sufocar com suas gargalhadas.
― Há algum problema, Kurt? ― Blaine perguntou, reprimindo ele também um riso.
― Hã? ― Kurt encarou o cantor desconcertado ― P-problema? N-não há p-problema nenhum, B-Blaine. ― ele respirou fundo. Rachel empurrou-o para se sentar na cadeira que havia ali e murmurou um “deixa que eu limpo”. Blaine, então, não totalmente satisfeito com a sua provocação, tentou novamente:
― Mas está tudo bem?
― Er… Está sim ― Kurt não conseguia deixar de notar o abdômen e os braços fortes e definidos do colega e isso estava endoidecendo-o ― Você poderia vestir algo, Blaine?
Blaine, então, não conseguiu controlar mais a gargalhada e Kurt queria poder enfiar a cabeça no chão que nem uma avestruz, ainda que, tecnicamente, as avestruzes não enfiassem mesmo a cabeça no chão – qualquer coisa seria melhor do que ele estava vivenciando no momento.
― Por quê? A visão não está lhe agradando? ― aquela não foi a gota d’água para Kurt, o copo já havia transbordado há bastante tempo… ou a caneca, naquele caso. Aquilo foi, no entanto, a bola demolidora, que só faltava ter Miley Cyrus em cima, que destruiu seu copo com tudo. Ele não aguentou.
― Babaca.
Levantou-se rapidamente, dirigindo-se ao quarto onde dormira. Não esperava, no entanto, ser seguido por Blaine, que chamava por si. E foi, enquanto Kurt arrumava qualquer bagunça que tivesse jeito e dava um jeito em suas malas, bufando de raiva, que Blaine anunciou:
― Kurt, a gente precisa falar.
O escritor não o olhou. Estava para lá de irritado com a babaquice do cantor, com seu ar prepotente e suas oscilações de humor constantes que só faltavam dar dor de cabeça em Kurt. Então, o mais velho fechou o zíper de sua mala com toda a força e perguntou, sua voz carregada de acidez e frieza: ― Tem algo a ver com o livro?
― Não, mas-…
― Sem mas, Blaine. Se não é sobre a única coisa que nós ― apontou com o dedo indicador para ambos, continuando ― temos em comum, ou seja, nosso trabalho, então não há nada que a gente precise falar.
― Você está sendo infantil.
Blaine acabou por concluir. Kurt ficara bravo por uma mera brincadeira sua, como aquilo era sequer possível? O escritor, por sua vez, respondeu: ― Ótimo. Eu vou ser infantil para outro local; te mando um torpedo para combinarmos uma hora para falar sobre o livro.
― Ao menos deixa eu pedir para Nick te levar ― Blaine pediu. Kurt demorou a ponderar, mas acabou por ceder, apesar de ainda estar bravíssimo. Afinal, ele estava sozinho numa cidade que não conhecia, ele não poderia dizer que não.
O caminho foi silencioso, Nick deixou Kurt na entrada do hotel e foi embora. Kurt entrou, atrelado por suas malas, dirigindo-se à recepção. Então, disse, elevando sua voz levemente e tentando diminuir sua raiva:
― Bom dia. Eu tenho uma reserva em nome de Kurt Hummel.
A garota atrás da bancada nem sequer o olhou, logo começou a digitar freneticamente no computador. Então, com uma voz entediada e nasalada demais, ela informou: ― A única reserva que temos nesse nome foi anulada essa manhã, sr. Hummel.
― Como assim? ― Kurt arregalou os olhos, praguejando para si mesmo. Ele mataria Blaine. ― Pode refazer?
― Não temos mais vagas, sr. Hummel. ― Kurt respirou fundo e bufou, assentindo para a garota e afastando-se da bancada. Ele sentia a raiva crescer cada vez mais em seu peito e sentiu uma vontade profunda de socar Blaine. Quem ele pensava que era?
Uma hora ele era fofo, era gentil e doce. Uma hora eles estavam se beijando e outro hora Blaine estava agindo que nem um babaca… É, fazia o tipo. E quem ele pensava que era para cancelar sua reserva? Onde Kurt ficaria, agora? Ele não entendia o que Blaine queria, mas isso não o impediu de digitar em letras capitais, na mensagem destinada ao cantor, as palavras: “Me encontre no Starbucks ao lado do hotel onde eu DEVERIA ficar. Agora. – Kurt.”.
Meia hora depois, Blaine apareceu. Desta vez, vestindo roupa – feliz ou infelizmente. Ele vestia umas skinny jeans discretas e uma blusa estampada com uns quadrinhos quaisquer que Kurt não prestou atenção alguma em. Seus cabelos caíam livremente em sua testa e seus olhos estavam cobertos por uns óculos escuros que Kurt percebeu que serviam para o esconder ligeiramente dos fãs.
Então, ele tirou a carteira do bolso e pegou uma nota, deixando-a na mesa, para, aparentemente, pagar a bebida de Kurt e, por fim, disse: ― Venha, Kurt. Vamos para casa.
― O quê?! ― Kurt exclamou, visivelmente irritado ― Quem você pensa que é?!
Blaine suspirou, mas Kurt pôde vê-lo esconder um sorriso sacana. Então, perguntou: ― Quer mesmo fazer uma cena no meio da rua? Venha para minha casa, você tem lá Rachel e ela realmente parece estar gostando de você, e olha que isso é um avanço. A gente conversa lá e depois, se você quiser, eu te faço uma reserva em outro hotel qualquer. Agora vem. ― ele estendeu a mão em direção a Kurt que passou direto por ele, em direção ao carro. Ouviu Blaine rir e, então, ambos entraram no carro.
― Que fique claro que eu ainda estou puto com você ― Kurt murmurou, cruzando os braços.
― E você fica adorável desse jeito ― o cantor respondeu. Kurt resmungou alguma coisa, mas logo Baine deu partida ao carro e Kurt ficou olhando pela janela.
― Por que fez isso? ― Kurt perguntou, não olhando Blaine ― Você me beija, depois me trata do jeito que me tratou essa manhã e cancela minha reserva, eu não sei… Você acha que eu sou algum dos seus peguetes? ― a sua raiva parecia voltar com tudo. Kurt não entendia a atitude do mais novo.
Blaine soltou um grunhido raivoso. Estava cansado de ver todo mundo falando de seus peguetes. Primeiro, seus peguetes eram tão humanos quanto qualquer um deles ali, então por que sempre usar eles como um exemplo de inferioridade? Para além disso, Blaine não gostava da fama de pegador e Kurt sabia disso, então por que estava usando isso contra ele?
― Primeiro, você me beijou. ― Blaine respondeu, ácido ― Depois, eu não te tratei de maneira alguma essa manhã, não é minha culpa se você não aceita uma brincadeira.
Kurt já deveria esperar. Ele apercebeu-se que Blaine parara o carro já em frente a sua casa e, então, verdadeiramente irritado, respondeu:
― Claro. O facto de ter sido eu a beijar você é tudo o que importa, não é mesmo? Não se preocupe, é um erro que eu não vou cometer a segunda vez.
Ele saiu do carro, bufando fortemente e exalando ira por todos os poros. Blaine realmente conseguia o tirar do sério, era impressionante. Ele entrou na casa e, então, voltou-se para Blaine, dizendo:
― Você queria falar? Fale. Eu tenho uma reserva para fazer.
Kurt não esperava o que veio a seguir. Ele sentiu o corpo de Blaine colidir com o seu e a temperatura dos lábios do moreno em contato com os seus. O beijo não foi calmo e inocente como o primeiro deles, foi urgente e necessitado, carregado de uma certa raiva, até. Kurt foi pego de surpresa pelo ataque de Blaine, mas não conseguiu não retribuir. Sentiu seu corpo chocar contra a parede da sala e as mãos de Blaine desceram até seu quadril, apertando fortemente. As suas línguas pareciam querer explorar cada canto da boca um do outro e suas mãos pareciam querer agarrar cada pedaço de carne que aparecesse na sua frente.
Afim de recuperar o fôlego, Blaine desceu os seus beijos para o pescoço de Kurt, que desceu suas mãos até à nuca do cantor e, ali, puxou levemente os seus cachos.
E foi quando a ficha de Kurt caiu. Ele não poderia ser mais um peguete para Blaine, não podia.
Ele fixou suas mãos os ombros do outro e empurrou-o fortemente e, tentando demonstrar indiferença ao maravilhoso beijo de Blaine, limpou a boca com a manga da camisa. Então, gritou, com sua voz uma ou duas oitavas acima do normal:
― O que você pensa que está fazendo?
Blaine tinha, em seus lábios, o sorriso mais safado que Kurt alguma vez já viu. Seu cabelo estava mais bagunçado que o costume e isso, em parte, era culpa de Kurt, mas seus lábios estavam avermelhados pela pressão feita neles e levemente inchados. Ele esbanjava sensualidade e Kurt não conseguiu não se arrepiar com isso.
O cantor deu um passo em direção de Kurt, que provocou um recuo no escritor. Kurt, quando deu por si, estava encostado à parede, com cada um dos braços de Blaine de cada lado de sua cabeça. Então, Blaine encostou o seu nariz no pescoço de Kurt, sem dificuldade por ser mais baixo, e a respiração quente do mais novo arrepiou Kurt fortemente. Então, Blaine murmurou:
― Kurt, não torne isso difícil. A gente terá que passar um mês inteiro juntos, e brigar por bobices não vai nos ajudar. Fique aquilo, há quartos suficientes para você trocar todo dia durante esse mês sem repetir. Não seja teimoso ― Kurt ponderou ceder. Ainda assim, ele era orgulhoso demais para cair fácil.
― Eu não serei apenas mais um peguete seu, Blaine. ― Kurt repetiu, como se Blaine fosse retardado. Talvez fosse. Então, Blaine soltou um longo beijo no pescoço do Kurt e respondeu, tão baixo que Kurt quase não ouvia:
― Você nunca seria só um peguete ― então, Blaine levantou a cabeça levemente e encarou Kurt, dizendo: ― E sabe por quê? Porque você tem algo que nenhum eles alguma vez vai ter. Você me tem por um mês inteiro.
Kurt ponderou. O que ele tinha a perder, afinal? Ele não estava com ninguém há bastante tempo, e Blaine era realmente gostoso e analisando bem, ele parecia ser ótimo de cama!
O escritor não teve tempo de se amaldiçoar por seus pensamentos; desceu a cabeça até ao ouvido de Blaine e murmurou:
― Azar o deles.
Kurt sentiu suas costas serem mais pressionadas na parede e logo seus lábios foram atacados novamente por Blaine. As mãos de Blaine desceram novamente até ao quadril do escritor, pressionando-o contra si. Kurt, por sua vez, deixou suas mãos correrem por todas as costas e braços do outro. Eles estavam perdendo o fôlego quando Kurt os virou, deixando Blaine contra a parede.
Kurt desceu os seus lábios para o pescoço de Blaine, ficando ligeiramente curvado. Blaine desceu as mãos até à bunda de Kurt, apertando levemente ali e provocando um leve arrepio em Kurt. O mais velho, já descontrolado, começou a puxar a camisa de Blaine até a retirar totalmente. Blaine fez o mesmo com a blusa de Kurt, a jogando longe. Então, Blaine inverteu novamente as posições e desceu os seus beijos até ao peito de Kurt.
O escritor levou as suas mãos até à barra das jeans de Blaine, abrindo o botão e, então, o zíper. Blaine dirigiu seus lábios novamente aos de Kurt, o beijando cada vez mais ferozmente. Kurt desceu as pontas dos seus dedos por todo o peito de Blaine, até chegar às calças, preparando-se para as descer.
Mas foi interrompido por uma tossida feminina. Rachel Anderson estava parada na entrada da sala, com os seus braços cruzados sobre o peito e um sorriso vencedor em seus lábios.
― Peguei vocês ― ela soltou um gritinho, constrangendo Kurt fortemente. Blaine bufou fortemente e fechou as calças, vestindo novamente a blusa ― Blaine, a blusa está do avesso.
Kurt soltou uma gargalhada sonora, vendo Blaine mostrar o dedo do meio para a irmã. Então, Blaine preparou-se para subir até àquilo que Kurt calculou que fosse seu quarto. Não sem antes, porém, sussurrar ao ouvido do escritor: ― Eu estou precisando de um banho gelado. Mas a gente não terminou.
O Hummel, então, mordeu o lábio levemente e respondeu:
― A gente tem um mês inteiro, não é mesmo?
Fale com o autor