A Coffee Tale
7 Capítulo 7
Blaine sentiu vontade de socar a parede. Estava, de facto, com raiva de Rachel por ter sido interrompido pela garota, mas ele sabia que ela não tinha culpa. Ele só estava há tempo demais sem sexo e ter que se aliviar no banheiro como um adolescente entrando na puberdade parecia-lhe retrógrado.
Ele estava saindo do banheiro, com uma toalha em mãos, secando o cabelo, e outra cobrindo a sua cintura. Decidiu provocar Kurt mais um pouco e vestiu somente uma bermuda e uma blusa que deixou aberta. Então, desceu até à cozinha onde sabia que ele estaria.
― Você tem algum problema em usar roupas, Blaine? ― ele ouviu. Kurt estava de novo com sua blusa arrumada, mas isso só o lembrou dos momentos anteriores. ― Você está em Inglaterra, credo.
― A casa tem aquecimento. ― Blaine deu de ombros.
― Talvez você poupasse em aquecimento se não andasse seminu pela casa ― Kurt ralhou. Blaine, no entanto, soltou uma gargalhada e respondeu:
― Eu sou uma pessoa prática. Veja pelo lado positivo: assim não há muita roupa para tirar. ― Kurt levou uma mão ao rosto e abanou a cabeça, fingindo incredulidade. Então, Blaine perguntou: ― O que você está fazendo?
Ele viu Kurt voltar-se para o balcão e responder: ― Estou fazendo almoço.
― Às três e meia da tarde? ― Blaine ergueu uma sobrancelha.
― Vai dizer que comeu alguma coisa desde que acordou? ― Kurt desafiou e, em resposta, Blaine riu, negando ― A viagem foi cansativa e a gente dormiu pouco, estamos com os horários trocados mesmo então um almoço-lanche não nos matará. Para além disso, eu calculo que anular reservas dê bastante fome, não? ― ironizou.
Blaine, no entanto, não se deixou abalar, respondendo: ― Sei de coisas que dão bem mais fome. Enfim, o que você está fazendo? E cadê Rachel?
― Lasanha ― Kurt respondeu ― Rachel saiu, disse que ia ficar na casa de uma tal de Mercedes. ― informou, por fim.
Blaine escondeu um sorriso safado, se lembrando que Rachel ficaria na casa de Mercedes por três dias inteiros, ajudando a amiga com os preparativos para seu casamento com Sam Evans. Eles teriam a casa só para si por três dias seguidos. Blaine não conseguiu conter o entusiasmo.
― Você cozinha? Devo ter medo? ― Blaine brincou.
― Eu me mantive vivo por 25 anos, não é mesmo? ― Kurt respondeu à brincadeira. Então, Blaine soltou um grito animado e anunciou:
― RÁ, descobri sua idade! ― Kurt murmurou um “oops”, mas logo respondeu:
― E você tem o quê, 16?
Blaine levantou-se e pressionou Kurt contra a bancada, soltando um muxoxo e murmurando: ― Para sua informação, eu tenho 22 anos.
― Você tem a altura de alguém de 16 anos ― Kurt insistiu. Blaine não gostava que brincassem com sua altura, mas quando Kurt o fez, ele achou graça. Ainda assim, fingiu estar ofendido e aproximou-se mais do escritor, se é que isso era possível. As suas mãos desceram até ao quadril de Kurt e lá, apertaram levemente. Então, Blaine murmurou:
― Eu posso ser baixo, mas te garanto que sempre chego onde preciso chegar ― soltou um sorrisinho, esticando-se para dar um selinho nos lábios de Kurt que, por sua vez, aprofundou o beijo mais do que Blaine esperava. O beijo não foi apressado, ao contrário de seus beijos anteriores. As línguas pareciam querer conhecer cada canto da boca um do outro, enquanto as mãos de Blaine percorriam todo o torso e braços de Kurt, apalpando levemente. As mãos de Kurt, por sua vez, pararam no fundo das costas de Blaine, brincando na barra da bermuda e ameaçando entrar na peça para poder, assim, agarrar a carne naquela zona.
Blaine desceu os seus beijos até ao pescoço de Kurt, beijando e assegurando-se de deixar marcas para que Kurt não esquecesse aqueles momentos por um bom tempo. Kurt subiu as suas mãos pelas costas do outro, levantando a camisa aberta até chegar aos braços, quando a empurrou para baixo, fazendo-a ir de encontro ao chão. As mãos de Blaine buscaram freneticamente a abertura das calças jeans de Kurt, mas foi impedido pelo castanho: ― A lasanha, Blaine. Vai queimar ― Kurt disse, ofegante. Blaine, por sua vez, resmungou:
― Você me paga.
Kurt soltou uma risadinha e preparou-se para tirar a lasanha do forno, pousando-a sobre a mesa que havia na cozinha em ilha. Quando passou por Blaine, ele soltou um sorriso travesso e murmurou: ― Cheira bem.
O escritor não se deixou ficar e respondeu à insinuação do outro: ― O gosto é ainda melhor, quer provar? ― Blaine olhou-o ligeiramente chocado, mas logo se recompôs e seu sorriso safado alargou-se ― A lasanha, é claro.
Blaine rosnou levemente com as provocações de Kurt. Aquele cara estava endoidecendo-o! Ainda assim, Blaine entraria em seu jogo; ele também sabia jogar e não jogava para perder.
Kurt serviu-os e Blaine deu a primeira garfada na lasanha e saboreou, fazendo uma cara prazerosa mais exagerada do que devia. Ainda assim, pareceu o efeito que devia em Kurt, mas Blaine ainda não estava totalmente contente. Para rematar, soltou um pequeno suspiro e, então, disse:
― Hm… Isso está bom demais.
― Eu sou bom no que faço ― Kurt sussurrou. Então, Blaine respondeu, com um olhar provocativo e um sorriso safado que tinha sido característico de sua expressão durante o dia inteiro:
― Só acredito vendo.
Kurt não respondeu. Eles comeram em silêncio e Kurt, quando terminou, soltou um pequeno sorriso travesso e alertou:
― Foi uma noite longa e cansativa, acho que vou recuperar minhas horas de sono. ― Blaine arregalou os olhos e teve até que pensar duas vezes no que ouvira; quando deu por si, Kurt já nem estava na cozinha. Ainda assim, ele não precisou de pensar a terceira vez.
Ele subiu as escadas praticamente correndo atrás de Kurt e não precisou muito para o agarrar e jogar contra a parede, sem, no entanto, fazer muita força, mas provocando um gemido surpreso no outro. O quarto de Blaine era no fim do corredor e Blaine parecia verdadeiramente apressado em levar Kurt para lá.
― Tsc, tsc, tsc. Você é realmente malvado. Você me provoca e depois me deixa nesse estado deplorável. Você acredita que eu tive até que bater uma no banheiro como um adolescente espinhento depois de nossa aventura lá em baixo? Cara, só eu sei o quanto amaldiçoei Rachel. ― Blaine soltou um sorriso safado na direção de Kurt que estava totalmente arrepiado. Ele se surpreendia a cada segundo com Blaine, aquele jeito safado sujo dele era verdadeiramente sensual, isso ele não negaria ― Mas agora… Vamos terminar o que começamos.
Blaine não deu tempo algum a Kurt para raciocinar; juntou os seus lábios e levou as suas mãos até à sua nuca. Kurt, por sua vez, não estava muito no clima de ponderar, levando suas mãos ao peito ainda desnudo do cantor. Ele desceu suas mãos por toda a extensão abdominal do homem, gemendo levemente quando Blaine desce os seus beijos até à zona de seu pescoço, após beijar fortemente seu maxilar.
Blaine dirigiu-os até ao seu quarto e, após chocar com várias coisas, sem no entanto se separarem, eles conseguiram atingir o local. Blaine abria a blusa de Kurt botão por botão, apesar de na verdade querer simplesmente arranca-la. Enquanto isso, Kurt mordiscava e deixava chupões em seu pescoço, sem sequer ter tempo para analisar o local desconhecido.
Quando Blaine finalmente se conseguiu livrar da blusa de Kurt, juntou seus lábios novamente e desceu as suas mãos até à bunda do outro, entrando na calça. Kurt não ficou para trás, deslizou as suas mãos por todo o peito do cantor até chegar à barra da bermuda, mas não parou por aí. Blaine soltou um gemido rouco e apertou mais a bunda de Kurt ao sentir a sua mão parar levemente em seu pau, o provocando quase sem lhe tocar.
Blaine uniu novamente os seus lábios e empurrou Kurt em direção à enorme cama que ficava em seu quarto. Desceu os seus beijos por todo o peito do castanho, provocando pequenos suspiros da parte de Kurt. Deu atenção especial aos mamilos do mesmo, chupando e mordiscando novamente, e foi quando Kurt soltou um gemido alto que Blaine adorou ouvir.
Kurt levou as suas mãos até aos cabelos do outro e deixou a cabeça pender para trás, fechando os olhos e sentindo Blaine abrir o zíper de suas calças e puxando-as para baixo, enquanto Kurt chutava suas vans. As mãos de Blaine desceram até às coxas de Kurt, apertando fortemente ali e provocando mais gemidos da parte do escritor. Blaine, por sua vez, encarou Kurt com um sorriso safado e perguntou:
― Está gostando, bonito? ― a voz de Blaine estava mais rouca que o normal e Kurt sentiu que poderia gozar só de ouvir aquela voz fodidamente sexy. Kurt, no entanto, tentou formular uma resposta irritada:
― Cala a boca e vai logo.
Blaine soltou uma risadinha e subiu as suas mãos até à boxer de Kurt, adentrando levemente e acariciando o pênis do outro, provocando um gemido agudo por parte de Kurt. Blaine parou para observá-lo; o jeito como mordia o lábio e fechava os olhos fortemente, com a cabeça levemente inclinada para trás e seus cabelos bagunçados. Kurt exalava sensualidade sem sequer tentar.
O cantor foi surpreendido quando Kurt os virou, ficando por cima. Blaine apoiou-se em seus cotovelos, observando cada movimento do parceiro; Kurt, por sua vez, desceu as mãos pelo peito do outro até à bermuda, a tirando juntamente com a boxer.
― Está apressado, ein?
Kurt não lhe respondeu; Blaine só processou o que o castanho faria a seguir quando este lhe lançou um sorriso puramente safado que o cantor nunca vira em seu rosto antes e, então, seu pau estava na boca de Kurt. O escritor não se acanhou, levou as mãos até às coxas de Blaine e chupou fortemente, logo depois beijando e repetindo o processo, provocando diversos gemidos e suspiros por parte do cantor. Blaine não conseguiu controlar-se e acabou levando uma de suas mãos até à nuca de Kurt, ditando o ritmo, e foi quando o castanho se afastou e puxou Blaine para um beijo.
Novamente, Blaine virou-os e engatou os seus dedos na boxer de Kurt, retirando-a. Os seus dedos seguraram a base de seu pênis e ele masturbou o mais velho fortemente, enquanto espalhava vários beijos e chupões pelo corpo do homem. Kurt gemeu fortemente, mas Blaine não prolongou o processo por muito mais tempo.
Suas mãos pararam no quadril do castanho e virou-o, ficando ainda por sim. Blaine apertou a bunda de Kurt fortemente, provocando um gemido longo no homem. Então, sem se separar do outro, esticou seu braço para vasculhar no criado-mudo por lubrificante, tirando também um preservativo.
Seus dedos correram pelo gel contido no pote e, de seguida, pela entrada de Kurt, que, por aquela hora, parecia em êxtase. Blaine, no entanto, não poupou nas provocações, correndo seus dedos por toda a zona e preparando-o para o que viria. Kurt gemeu fortemente ao sentir os dedos de Blaine em sua entrada, se movimentando lentamente, o provocando cada vez mais. Blaine adorava provocar.
O mais novo colocou a camisinha e, então, desceu vários beijos pela coluna do mais velho, penetrando-o.
Kurt soltou um gemido alto e agudo, enquanto Blaine resmungava sacanagens no ouvido do castanho, seu tom de voz ligeiramente alterado e rouco. Blaine entrava em Kurt lentamente, deslizando suas mãos por toda a extensão do corpo do garoto. Não foi preciso, no entanto, muito tempo para Kurt se acostumar com a invasão; este virou a cabeça para conseguir beijar Blaine e empinou levemente sua bunda, rebolando e gemendo contra os lábios de Blaine, que entendeu a mensagem, estocando mais fortemente.
― Ah… Blaine ― o cantor só foi estimulado ao ouvir Kurt gemendo seu nome, cada vez mais descontrolado.
― O que você quer, Kurt? ― exigiu muito controle a Blaine para formular aquela frase sem gaguejar ou gemer, mas ele sempre fora um cara que gostava de provocar. Suas mãos pararam nos quadris de Kurt, puxando-o para trás conforme estocava, provocando um gemido em ambos.
― Mais f-forte… Hm ― a fala de Kurt era entrecortada e acompanhada de suspiros. Ele sentia todo o seu corpo em chamas, as mãos de Blaine em seu quadril, seus movimentos e seus gemidos roucos apenas contribuíam para lhe dar mais e mais prazer.
Ele não precisou pedir a segunda vez. Blaine ficou de joelhos sobre Kurt e puxou seu quadril para trás, o ajudando a ficar também sobre seus joelhos e cotovelos, empinando sua bunda. Blaine não parou de investir na entrada de Kurt, cada vez mais rápido e forte.
Kurt gemia seu nome, seguido por algumas súplicas e palavrões que só serviam para aumentar o tesão de Blaine. O cantor desceu uma de suas mãos até ao pau de Kurt, massageando fortemente ali, enquanto sua outra mão ainda estava no quadril do homem, ajudando com os movimentos. Seus gemidos eram roucos e sensuais, o jeito como sussurrava coisas obscenas perto do ouvido de Kurt excitavam o mais velho cada vez mais.
― Caralho, Kurt. V-você é tão apertado ― Kurt gemeu com a fala do parceiro, alucinando com o jeito como Blaine se movimentava dentro de si, ao mesmo tempo que o masturbava suavemente. Ele tinha razão quando supôs que Blaine era bom de cama, ele tinha muita razão.
Kurt sentiu seus braços fraquejarem, mas não cederia. Ao invés disso, empinou mais sua bunda na direção de Blaine e rebolou fortemente, provocando um pequeno grunhido vindo de Blaine e logo sentindo o ritmo aumentando ainda mais, se possível.
Blaine apercebeu-se que Kurt não aguentaria por muito mais e virou-os, deixando Kurt por cima. O escritor não se atreveu a questionar a atitude de Blaine, sorrindo um sorriso que tirou o fôlego do mais novo e começando a se movimentar, lentamente. Ele estava torturando-os.
Suas mãos pararam no peito de Blaine, ajudando com os movimentos, enquanto Blaine levava suas mãos aos quadris e bunda de Kurt, apertando fortemente enquanto dava impulso a Kurt em seus movimentos. O escritor, por sua vez, não perdeu oportunidade para provocar e rebolou várias vezes, não aumentando a rapidez das investidas.
A cabeça de Blaine pendeu para trás enquanto Kurt gemia fortemente, eles estavam em êxtase. Foi quando Blaine gemeu o nome de Kurt que este se apercebeu que não duraria por muito mais, finalmente aumentando os movimentos sobre o pênis do mais novo.
E foi daquele jeito, suados e ferventes, que eles atingiram seu ápice. Kurt gozou primeiro, mas Blaine não demorou muito mais; impulsionou seus quadris contra a entrada de Kurt que ainda se movimentava, gemendo. Então, murmurando o nome de Kurt entre gemidos e palavrões, Blaine chegou a seu clímax também.
Eles estavam ofegantes. Kurt deixou seu corpo cair sobre o de Blaine, mas não por muito tempo. Logo, seu corpo pendeu para o lado esquerdo do colchão, ficando lado a lado com Blaine, que enrolou seus braços no torso do mais velho, após se livrar da camisinha. Ainda tentando recuperar seu fôlego, Kurt afirmou:
― Isso foi… Uau.
Blaine respondeu com um sorriso safado, seus olhos fechados e sua respiração tentando regularizar. Kurt deslizou seus dedos pelo peito definido do parceiro, fazendo desenhos imaginários.
Enquanto isso, o Anderson apercebeu-se em quantos pontos aquela transa tinha sido diferente de qualquer outra que ele tivera: não foi apressado ou, pelo menos, não demais; não foi frio e nem impessoal. E Blaine não saiu no momento em que terminou – o que era novo para ele. Não estava acostumado a carícias pós-sexo, mas ele abriria uma exceção com Kurt. Afinal, com Kurt ele não poderia simplesmente fugir – eles teriam um mês inteiro juntos.
― Acho que a gente devia se arrumar ― Kurt ponderou ― Rachel pode chegar a qualquer momento, certo?
― Na verdade ― Blaine se pronunciou pela primeira vez ― Ela vai ficar três dias na casa de Mercedes, estará ajudando ela com os preparativos para seu casamento.
Kurt resmungou alguma coisa, se permitindo abraçar-se mais a Blaine. Este, por sua vez, soltou uma risadinha, sendo encarado por Kurt que o olhava como se fosse doido. Kurt, então, perguntou: ― Do que você está rindo, criatura?
― É só que isso foi fodidamente perfeito. ― Blaine jogou sua cabeça para trás ― Foi um ótimo jeito de se recuperar de uma seca de quase uma semana inteira.
Kurt revirou os olhos, resmungando: ― Aposto que isso é meio que um recorde para você.
Blaine soltou uma risada, apertando Kurt mais em seus braços. Então, respondeu: ― Ah, me diga: há quanto tempo o senhor certinho não tinha sexo?
Kurt sentiu um calor percorrer toda a sua face e Blaine encarou-o de olhos arregalados, perguntando: ― Você era…?
― Não, credo! ― Kurt exclamou, soltando uma gargalhada ― É só que eu nunca fui um cara de relacionamentos. Eu tive meus tempos doidos de universitário, mas meio que acalmei quando terminei meu curso. O trabalho sempre exigiu muito de mim, e eu meio que não encontrei ninguém e-…
Blaine cortou-o, dizendo: ― Quer dizer que você não teve sexo por quatro anos? ― Kurt revirou os olhos, murmurando:
― Vai se foder.
Blaine soltou um sorriso safado, murmurou: ― Eu achei que nós estivéssemos… Enfim, eu até iria, mas estou cansado demais. ― ele levou seus braços até ao fundo de sua nuca e fechou os olhos, respirou fundo.
― Ah, quer dizer que o anão cansou, foi? ― Kurt provocou. Blaine abriu os olhos lentamente, observando o sorriso tentador de Kurt e, então, provocando um grito surpreso no homem, ele virou-se rapidamente, segurando os seus braços sobre seu peito ainda nu.
― Não me provoca ― Blaine tinha um sorriso safado que Kurt já conhecia e sua voz rouca provocava arrepios no escritor ― Você pode acabar se dando mal.
― Ah, é? E o que vai me fazer? ― Kurt desafiou. Blaine, por sua vez, ergueu a sua sobrancelha, fazendo aquilo que Kurt menos esperava. Ele começou a distribuir cócegas por todo o corpo de Kurt, que, apesar da surpresa, soltava gritinhos e ria descontroladamente.
― Para! Por favor, Blaine, para…!
Blaine acabou obedecendo, não sem antes murmurar um “há mais de onde isso veio”, deitando-se novamente ao lado de Kurt e sentido os braços do mais velho percorrerem todo seu corpo, o abraçando. Eles não demoraram a adormecer e, mesmo Blaine não sabendo, ele adormeceu com um sorriso em seus lábios.
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