Rin estava sentada no banco do jardim em frente à universidade onde andava Kagome, Inuyasha e Miroku, porque não podia esperar por eles lá dentro.

O porteiro era um homem idoso (devem achar que eu tenho um fetiche por velhos ñ_ñ\') e não deixava entrar ninguém, a não ser que levasse cartão.

Como Rin e Kagome eram quase da mesma altura e tinham cabelo da mesma cor passavam despercebidas mas Rin esquecia-se sempre de pedir a Kagome o seu cartão suplente (a escola dava dois cartões caso um se perdesse).

Finalmente, o toque de saída tinha tocado e muitos estudantes estavam a sair.

- Eh... — pensou ela em voz alta — Nunca tinha reparado que aqui havia tantos rapazes bonitos!

De repente sente alguma coisa a tocar-lhe no rabo e, virando-se, fica escandalizada quando vê o...

- MIROKU, tire essa mão do rabo da Rin. SEU TARADO!! — gritou Kagome. Mal a ouviu, Miroku assustou-se e retesou-se.

- Eu só estava dando-lhe as boas vindas O.o — respondeu ele. — Ela estava com um ar tão triste.

- Deixa-o em paz, Kagome. Não vês como é que a Rin-chan está?! — disse Inuyasha, que tinha acabado de se juntar ao grupo.

- Err.. Não se preocupem comigo não >.< Eu sobrevivo.

- Desculpa, Rin-chan. O que é que aconteceu?

- Bem... — disse ela, olhando em volta. — E que tal se falássemos noutro sítio?

- Ano...

- Muito bem -disse Miroku — Nós percebemos a mensagem.

- Percebemos? — perguntou Inuyasha, confuso — O que é que percebemos?

- Não interessa, Inuyasha. Vem comigo.

- Mas porquê?

- A Sango está a lavar o chão novamente, não quer ir lá gozar com ela?

- Oh, boa. Vamos lá :P

Inuyasha começou a correr muito rápido, mas Miroku ainda ficou para trás, acariciando de novo o rabo de Rin.

- Se precisares de mim, sabes onde me encontrar, não é? — Rin corou. — E já agora, não queres ter um filho meu?

- Ela é comprometida, Miroku. Baza daqui. — puxou-o por uma orelha e levou-o até à Araghte, uma rapariga aborrecida que estava apaixonada por ele, mas era das únicas que Miroku não queria meter conversa! Mas voltemos lá à conversa de Rin e Kagome...

- Quem é a Sango? Porque é que eles gozam tanto com ela?

- A Sango é uma menina pobre que veio para esta universidade por meio de uma bolsa de estudo e ela é muito boa aluna e faz trabalhos extra na escola para sustentar a família. Eles gozam com ela porque tira grandes notas mas isso é só dor de cotovelo. Além disso, o carácter da Sango e do Miroku choca muitas vezes e eles não se dão bem. Eu já disse à Sango para ela ter calma e para juntar-se mais ao nosso grupo, mas ela aprendeu a manter as distâncias desde pequena, quando a sua mãe faleceu.

- Que pena, coitada. Tu disseste ao Miroku uma coisa que eu não percebi... Sou comprometida, Kagome?

- És.

- Com quem?

- Com o Sesshoumaru, Rin. Com quem é que haveria de ser?

- O Sesshoumaru é um fracasso da minha curta vida — disse Rin, brincando com os seus dedos. — Ele nem sequer gosta de mim.

- Claro que gosta, Rin. É como se fosses...

- Uma irmã... Achas que eu quero ser apenas uma irmã para ele?!

- Claro que não, mas tu sabes que ele gosta de ti, Rin. Mesmo a sério, só que ainda não se apercebeu. Tu conheces o Inuyasha e ele também é assim, para começarmos a namorar foi preciso que a Kikyo me tentasse atropelar para ele me salvar a vida e beijar-me.

- Não estás a perceber, Kagome. Tu não viste o que eu vi ainda há bocado. Não sentiste que todo o mundo desabava aos teus pés.

- Rin... fala. O que se passa? — disse Kagome, abraçando-a. — O que é que o Sesshoumaru fez?

- Eu es...estava muito contente com a no... nota de matemá..tica...e fui ter com ele para lha mostrar e foi quando o vi.. quando o vi com uma mu...mu...mulher no quarto e eles tinham acabado de fazer...de fazer AQUILO. Como é...como é que dizes que ele go...go...gosta de mim? — soluçou ela.

- Que rapaz mais insensível. Eu não fazia ideia, Rin. Desculpa. Queres que eu vá falar com ele?

- Não, eu quero esquecê-lo de vez. — disse ela, já calma.

- E a vossa amizade?

- Manter-se-á sempre mas nunca mais será como dantes. Disso pode ele ter a certeza. Mas podemos mudar de assunto?

- Claro... Tens aí o teu teste de matemática?

- ...

- Rin?

- Esqueci-me dele e da minha mochila no escritório do Sesshoumaru!

- E agora?

- Ainda por cima está lá a carta que eu lhe escrevi... Espero que ele não a tenha lido, senão, nunca irei conseguir olhar-lhe nos olhos.

- Achas que ele ia abrir a tua mochila de propósito? Ó Rin, tu às vezes dizes cada coisa.

- Mas e agora? Não quero voltar lá... Não podes ir lá tu, Kagome?

- Posso te fazer companhia, se quiseres. ~_~

- Sim, por favor. O que é que eu hei-de fazer?

No outro lado da cidade, Sesshoumaru estava a atender uma senhora muito importante.

Chamava-se Tomoyo Izmailov e era dona de uma empresa imobiliária muito conhecida. Era filha de pais ricos e ela tinha o seu luxozinho, numa vivenda à beira-mar com três criados, um mordomo, duas cozinheiras e um gato branco.

Ela tinha cabelo também preto, mas que lhe dava pela cintura e olhos castanhos. A sua paixão era a fotografia e tinha-o contactado não para ser sua secretária, mas para saber se podia comprar a empresa, para fazer um atelier com as suas fotografias e a de vários fotógrafos famosos.

Ela já tinha tudo pensado e estava a contar a Sesshoumaru como é que ficaria tudo e que mudanças seriam feitas.

Ele não sabia bem o que é que haveria de fazer. Sabia perfeitamente que ela não tinha problemas com o preço, mas mesmo assim era difícil de imaginar o escritório que era dele durante tantos anos como um atelier, e ele nem gostava muito de arte.

- O que lhe parece? — perguntou Tomoyo, com um ar muito profissional e com uma malinha de pérolas ao ombro. — Aceita a minha proposta?

- Eu tenho de pensar bem. Não me quero separar dessa loja, mas o preço que me quer dar iria compensar todas as perdas! Se eu não encontrasse uma boa secretária, isso seria muito bom para mim...

- E quanto tempo demora a pensar?

-Quando eu decidir-me, eu digo-lhe alguma coisa, está bem?

- Sim, tudo bem. Por enquanto, vou continuar à procura, este projecto fica em stand-by.

- Ok. Muito obrigado por ter vindo. Um bom dia. — disse Sesshoumaru, despedindo-se.

- Adeus, um bom dia para si também. ^.^

Saíram os dois e depois Sesshoumaru foi falar com Inuyasha, que lhe tinha deixado uma mensagem no telemóvel a querer falar com ele.

\"O que é que ele quer desta vez? Só espero é que não venha pedir dinheiro\", pensou ele aborrecido.

Quando ia a meio de caminho do café onde estava Inuyasha, Sesshoumaru viu Rin e Kagome a atravessarem a rua. O que é que ele deveria fazer? Deveria ir falar com Rin, ou deveria dar-lhe um tempo?

Como homem que era, escolheu logo (sem pestanejar) a primeira hipótese.

- Rin! Rin! — chamou-o ele. Ela gelou ao ouvir a sua voz, mas não se virou. Queria estar sozinha para avaliar os seus sentimentos por Sesshoumaru-sama e ia correr dali para fora, se não fosse a mão de Kagome, que a puxou para ao pé dela e lhe encorajou a ir falar-lhe.

Sabendo que não adiantaria de nada fugir, virou-se e enfrentou Sesshoumaru. Ele notou que o seu pequeno e frágil rosto estava gasto de tanto chorar e notava-se as fortes olheiras que ela tinha, por não descansar.

- O que foi? Porque me chamaste? — disse ela friamente, enfrentando-o olhos nos olhos. Os seus olhos estavam gelados e os dele pareciam o de um cachorro inofensivo.

- Bem... Eu queria pedir-te desculpas por aquilo de hoje... Sabes...

- Como é que poderia não saber? Vi-o com os meus próprios olhos que não conseguem mentir.

- Mas isso que tu viste não foi o certo. Aquilo que aconteceu foi um erro e eu nunca o quis.

- Um erro!?

- Sim, um erro. Ela é que se atirou a mim.

- E tu não resististe... Ou... Não me digas, ela também te drogou? — ironizou.

- Rin, pára! Não percebes? Foi tudo um erro, ela atirou-se para cima de mim e eu simplesmente não consegui parar. Mas eu não gosto dela, eu gosto é de ti!

- Como irmã, já me disseste. Mas eu não sei se quero continuar a ser tua amiga neste momento, Sesshoumaru.

- Uma amizade de tantos anos não se acaba assim, Rin! E eu gosto de ti a sério... Por amor...

- ...

- O que foi? Não dizes nada?

- Tu amas-me mais do que uma irmã? Amas-me como uma mulher normal?

- Como se fosses o maior tesouro da minha vida. Estou apaixonado por ti, Rin.

- Mas... Sesshoumaru, tu magoaste-me muito. Eu não sei o que te hei-de dizer.

- Mas eu sei que tu também estás apaixonada por mim.

- Como...

- Eu li a carta que estava na tua mochila.

- Tu ABRISTE a minha mochila? Com que direito? São coisas privadas, não tinhas o direito de...

- Não fui eu que abri, Rin — retorquiu Sesshoumaru, vendo que já tinha pisado a pata na possa — Foi ela, a Kagura. Ela despejou os teus pertences no chão e eu tive de os arrumar.

- Kagura... Kagura... Esse nome não me é estranho — pensou Kagome em voz alta, e os dois olharam para ela. — Continuem, continuem ~.~\'

- E viste uma carta e pensaste: oh, uau, aquela carta é tão bonita e se tiver o euromilhões? — disse ela e depois arrependeu-se da falta de lógica que a frase tinha.

- Rin, não te expliquei que tu és única para mim? Eu amo-te somente a ti, não a mais ninguém.

- E como é que eu posso ter a certeza?

- Vem ter comigo amanhã, ao Sulco\'s Place. E já te tentarei convencer.

- Eu vou, Sesshoumaru. Estou disposta a dar-te uma segunda oportunidade mas tudo dependerá do encontro de amanhã.

Sesshoumaru sorriu. A sua amiga Rin era o máximo. Como ele a amava... A única coisa que tinha pena era de nunca ter percebido há mais tempo.

Lá foi ele ter com o Inuyasha e viu-o escondido atrás dos arbustos. Sorrateiramente, decidiu ir lá assustá-lo. Pé ante pé, chegou-se atrás dele e tocou-lhe levemente no ombro, apenas com um dedo. A resposta ao gesto de Sesshoumaru veio logo a seguir:

- AAAAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIIII!

- Bem, Inuyasha. Não sabia que te assustavas tanto.

- Não fui eu, foi aquele miúdo ali ¬¬ — disse Inyuasha e tinha razão. À sua frente, estava um miúdo a ser espancado. Apesar de muito pequeno tinha estado a vender drogas e não tinha mais e os seus consumidores exigiam-na.

- Então, estavas a espreitá-lo?

- Não, por quem me tomas? :S

- Não vais fazer nada, ó cara de cachorro? Acho que o miúdo precisa da tua ajuda!

- Porque é que não vais lá tu?

- Então, porque o miúdo não é irmão da minha namorada e porque ninguém me pediu para tomar conta dele.

- Kami-sama — suspirou Inuyasha. — Como é que descobriste?

- Eu sou inteligente, coisa que tu não és. — provocou o irmão mais velho. — E agora vai lá salvar o rapaz.

- Não o posso deixar espancar um bocadinho mais? O rapazinho, o Souta, é um chato.

- Pode, mas é só se quiser ouvir da Kagome.

- Ui, não. Isso não! — disse Inuyasha, levantando-se. — Prefiro mil vezes a forca!

Inuyasha saltou dos arbustos e, dando dois ou três socos e um pontapés nos rapazes que estavam lá, tirou Souta dali e levou-o para casa de Sesshoumaru, a fim de tratar das feridas antes que Kagome chegasse a sua casa e não os visse lá.

- Vais-me ficar a dever muito por isto, cara de cachorro.

- NÃO ME CHAME ISSO! Ahou...

- Não abuses da sorte. — depois de muitas trocas de insultos, trataram de Souta e disseram-lhe que ele não podia dizer nada a Kagome, senão eles também lhe falariam do seu pequeno segredo.

Notas finais
Quero dar-vos um pequeno esclarecimento sobre o nome da candidata: Tomoyo foi inspirada no anime Card Captor Sakura e Izmailov foi inspirado num jogador português, do Sporting Clube de Portugal.

O nome é muito engraçado porque reparem : Izmailov (is my love).

O nome é russo e eu amo a Rússia (algumas palavras de lá), porque li um livro "os últimos dias dos Romanov" e que me fez interessar-me por tudo isto, e no final da página tinha um vocabulário.

Dorogaia mia = minha filha, boje moi= meu Deus!

Amo o russo, mas nunca seria capaz de me inscrever num curso porque eu só quero saber algumas palavras, não frases completas.

Desculpem se vos estou a aborrecer. É meu costume divagar e mudo de assunto constantemente.

Espero que estejam a gostar da fic. Sugestões serão bem aceites!

Bjinhos

femy_2

Pequeno vocabulário:

ahou = imbecil