A Cada Um e a Todos

4 Capítulo 4 - Conrad Ecklie


Notas iniciais
E depois de terminar a faculdade e a pós: eu voltei! Não tenho nem como me desculpar pela demora! Mas estou terminando essa fic, depois que a inspiração bateu aqui. Espero que apreciem!

Grissom estava abatido, com a testa encostada na parede do hospital. Tinham sido dois dias difíceis, mas o pior talvez estivesse por vir. Seu relacionamento com Sara fora revelado à todos do trabalho enquanto ela estava sofrendo nas mãos da Assassina das Miniaturas.

Os amigos também estavam no hospital, mas se mantinham mais afastados. Ele ainda não estava pronto para falar e os demais sabiam disso. Sara estava sendo atendida há um bom tempo, mas não tinham notícias ainda.

Mas aparentemente alguém queria conversar com Grissom mesmo assim, pois passos duros se aproximaram dele.

—-Gil¿ --Conrad o chamou.

O entomologista se endireitou e encarou o chefe.

—-Já sabe como ela está¿

—-A situação é crítica. –Respondeu rouco.

Grissom alongou o pescoço dolorido e Ecklie começou:

—-Cheguei agora de L.A., mas já ouvi algumas coisas um tanto estranhas...

Grissom ergueu os olhos para Ecklie sem dizer nada, então o sub-xerife continuou com seu monólogo:

—-É claro que dado o assunto e de quem se trata, eu estou disposto a concordar que é algo realmente improvável, mas...

—-Estamos juntos. –Grissom o cortou.

Conrad arregalou os olhos não querendo acreditar. Demorou alguns segundos para que retomasse sua fala:

—-Você tem noção do quanto está encrencado?

—-Sim. –Griss disse cansado.

Ecklie bufou.

—-Podemos remediar essa situação como um mal entendido?

Mas Grissom não respondeu, pois sua atenção se desviou para o médico que se aproximava.

—-Quem é o responsável por Sara Sidle¿ --O médico leu o nome no prontuário.

Todos os olhares focaram em Grissom, então este nem mesmo precisou responder. O médico se aproximou dele e os amigos prestavam atenção na conversa:

—-Gilbert Grissom. –Os dois apertaram as mãos. –Sou o responsável por ela.

—-O senhor é familiar? --O doutor perguntou.

—-A mãe dela mora em São Francisco e ela não tem familiares aqui. –Griss engoliu em seco. –Somente eu.

O médico ainda não estava convencido e não poderia dar informações para terceiros sem ter certeza da relação com seus pacientes. Por isso, arqueou uma sobrancelha ao ver o colete sujo de areia que Grissom ainda usava.

—-Não posso falar com o chefe dela. –O doutor se lamentou. –Somente com a família.

—-Nós moramos juntos. Sou a família dela, Doutor.

Conrad girou os olhos para o alto e massageou sua têmpora, irritado. O médico observou o careca e finalmente se convenceu.

—-Como ela está¿ --Gil indagou ansioso.

—-Ela está bem debilitada, desidratada e com uma insolação grave. Já a medicamos e ela está repousando com soro na veia. Ela vai ficar bem.

Grissom respirou aliviado e, como numa segunda voz, seus amigos o imitaram e coro.

—-Podemos vê-la? --Greg perguntou ansioso.

—-De cinco em cinco. O horário de visita é até às nove e meia. Sara tem direito a um acompanhante, então pode passar a noite aqui, Senhor Grissom. Com licença.

O médico saiu da sala de espera deixando os CSIs com sorrisos nos rostos.

—-Se importa se entrarmos junto com você¿ --Catherine perguntou para Grissom.

O entomologista negou com a cabeça e liderou-os até o quarto. O mais velho deu duas batidas na porta e todos entraram juntos, sendo recepcionados por um sorriso de Sara.

—-Hey Sarinha! –Os meninos saudaram felizes.

—-Sara, como está? --Catherine sorriu ternamente.

Mas foi a saudação de Grissom que arrancou o maior sorriso da morena:

—-Oi honey.

Já passava das oito da noite quando os CSIs saíram do quarto de Sara, deixando Grissom e ela sozinhos, mas eles estavam tão cansados que adormeceram logo.

Pouco antes do término do horário de visitas, porém, a porta se abriu novamente. Conrad Ecklie entrou devagar, com alguns papéis na mão. Tinha esperança de esclarecer tudo de uma vez, mas o quadro que encontrou era bem diferente do que imaginava.

Gil cochilava em uma poltrona reclinável e segurava firmemente a mão de sua namorada.

—-Hm, hm. --Pigarreou acordando Grissom.

—-Desculpe, Conrad. Dias intensos. --Ele se espreguiçou e soltou a mão de Sara devagar.

—-Só queria te avisar que você tem a semana que vem livre pra ficar com a Sara. Coloque as coisas em dia e depois faremos o inquérito administrativo. --Ele parecia com dor de dente. --Cuide dela.

—-Ok. Obrigado. --Grissom suspirou.

—-Certo. Nos mantenha informados, Gil. --Ecklie disse baixinho, apontando Sara.

Grissom acenou com a cabeça e observou Conrad sair do quarto. Concluindo que poderia ter sido muito pior, voltou à poltrona e pegou a mão de Sara, que acordou.

—-Gil…

—-Oi, querida. Shii… Descanse. Vai ficar tudo bem.

Ela sorriu e voltou a pegar no sono.