A Cada Um e a Todos

3 Capítulo 3 - Sofia Curtis


Notas iniciais
E aaí, pessoal?? Tudo bem com vcs? Estão gostando da fic? Espero que sim! Quero agradecer por todo mundo que esta acompanhando e comentando aqui! Obrigada pelo carinho :) Boa leitura!

Grissom estava sentado em sua sala, lendo alguns relatórios. O turno estava para acabar, fora um dia difícil. Algumas batidas na porta chamaram sua atenção e ele levantou os olhos dos documentos.

—-Pois não¿

—-Oi, Grissom. –Sofia entrou na sala. –Está muito ocupado¿

A detetive estava abatida. Estavam investigando uma miniatura que previra a cena de um crime, e uma policial acabara morrendo sob as vistas de Curtis.

—-Só revendo uns relatórios. Pode entrar.

A loira adentrou naquela sala conhecida e se sentou em uma das cadeiras defronte à mesa dele. Os dois se encararam por alguns segundos, mas Grissom não sabia exatamente o que dizer para confortar a colega.

—-Vocês eram íntimas¿ --Perguntou por fim.

—-Frequentamos a academia juntas há algum tempo, mas não éramos amigas. –Ela respirou fundo. –Mais ainda me faz pensar...

Ele a olhou compreensivo.

—-A culpa não foi sua, Sofia.

Os olhos da mulher se encheram de lágrimas.

—-Eu a deixei morrer... E nem percebi. –Ela reprimiu um soluço. –Isso me fez repensar, sabe... Se estou realmente pronta para trabalhar na rua assim.

—-Claro que está! –Ele a consolou. –Você é completamente capacitada. É uma das melhores profissionais que eu conheço.

Sofia sorriu ternamente para ele, que retribuiu.

Por alguns minutos o silêncio reinou.

—-Grissom... –Ela começou num tom mais doce. –Você quer jantar comigo¿ Eu estava pensando em ir naquele restaurante italiano que fomos uma vez.

Sem graça, ele negou com a cabeça. Griss retirou seus óculos e massageou a têmpora antes de dizer:

—-Eu não posso, sinto muito.

—-Não pode ou não quer¿

Griss ponderou um pouco.

—-Não posso.

—-E se pudesse iria¿ --Indagou astuta, escondendo um sorriso.

Ele fez um bico de lado.

—-Não. –Disse sério. –Estou com outra pessoa, e ela não gostaria que eu saísse com você.

Uma onda de compreensão perpassou pelo rosto da detetive. Ela crispou os lábios, olhou em volta e o encarou fundo nos olhos antes de lançar:

—-Essa pessoa é a Sara, não é¿

Sofia o encarava de maneira séria demais e, mesmo que quisesse, não conseguiria mentir.

O entomologista nada respondeu, consentindo. A loira sorriu de lado, infeliz, e disse numa voz fajuta:

—-Espero que sejam felizes. –Ela engoliu em seco. –De verdade.

Ele agradeceu com a cabeça, pôs seus óculos novamente e voltou sua atenção aos documentos. Sofia viu a deixa para sair da sala, e o fez de maneira silenciosa. Ela andou pelo corredor olhando ao redor, estava infeliz demais naquele laboratório.

Distraída, ela esbarrou em alguém ao virar no corredor. Alguns papéis e evidências voaram longe, então ela logo se apressou em ajudar a recolhê-las.

—-Desculpe-me, estava distraída. –Pediu.

—-Não foi nada. –Sara respondeu irônica.

—-Oh. –A loira a encarou.

Sara estava feliz, radiante até! Mas não perdia uma oportunidade de atacar. Sofia sabia o que era isso... Era puro ciúme.

A CSI e a detetive recolheram tudo e fizeram menção se seguir cada uma para o seu caminho, mas Sofia a segurou pelo antebraço antes que ela pudesse ir.

—-Não se preocupe comigo, não vou mais entrar no seu... Caminho.

E sorriu infeliz, saindo das vistas de Sara.





Notas finais
E aí? Digam-me o que acharam! Até o próximo!