A Cada Um e a Todos
3 Capítulo 3 - Sofia Curtis
Notas iniciais
Grissom estava sentado em sua sala, lendo alguns relatórios. O turno estava para acabar, fora um dia difícil. Algumas batidas na porta chamaram sua atenção e ele levantou os olhos dos documentos.
—-Pois não¿
—-Oi, Grissom. –Sofia entrou na sala. –Está muito ocupado¿
A detetive estava abatida. Estavam investigando uma miniatura que previra a cena de um crime, e uma policial acabara morrendo sob as vistas de Curtis.
—-Só revendo uns relatórios. Pode entrar.
A loira adentrou naquela sala conhecida e se sentou em uma das cadeiras defronte à mesa dele. Os dois se encararam por alguns segundos, mas Grissom não sabia exatamente o que dizer para confortar a colega.
—-Vocês eram íntimas¿ --Perguntou por fim.
—-Frequentamos a academia juntas há algum tempo, mas não éramos amigas. –Ela respirou fundo. –Mais ainda me faz pensar...
Ele a olhou compreensivo.
—-A culpa não foi sua, Sofia.
Os olhos da mulher se encheram de lágrimas.
—-Eu a deixei morrer... E nem percebi. –Ela reprimiu um soluço. –Isso me fez repensar, sabe... Se estou realmente pronta para trabalhar na rua assim.
—-Claro que está! –Ele a consolou. –Você é completamente capacitada. É uma das melhores profissionais que eu conheço.
Sofia sorriu ternamente para ele, que retribuiu.
Por alguns minutos o silêncio reinou.
—-Grissom... –Ela começou num tom mais doce. –Você quer jantar comigo¿ Eu estava pensando em ir naquele restaurante italiano que fomos uma vez.
Sem graça, ele negou com a cabeça. Griss retirou seus óculos e massageou a têmpora antes de dizer:
—-Eu não posso, sinto muito.
—-Não pode ou não quer¿
Griss ponderou um pouco.
—-Não posso.
—-E se pudesse iria¿ --Indagou astuta, escondendo um sorriso.
Ele fez um bico de lado.
—-Não. –Disse sério. –Estou com outra pessoa, e ela não gostaria que eu saísse com você.
Uma onda de compreensão perpassou pelo rosto da detetive. Ela crispou os lábios, olhou em volta e o encarou fundo nos olhos antes de lançar:
—-Essa pessoa é a Sara, não é¿
Sofia o encarava de maneira séria demais e, mesmo que quisesse, não conseguiria mentir.
O entomologista nada respondeu, consentindo. A loira sorriu de lado, infeliz, e disse numa voz fajuta:
—-Espero que sejam felizes. –Ela engoliu em seco. –De verdade.
Ele agradeceu com a cabeça, pôs seus óculos novamente e voltou sua atenção aos documentos. Sofia viu a deixa para sair da sala, e o fez de maneira silenciosa. Ela andou pelo corredor olhando ao redor, estava infeliz demais naquele laboratório.
Distraída, ela esbarrou em alguém ao virar no corredor. Alguns papéis e evidências voaram longe, então ela logo se apressou em ajudar a recolhê-las.
—-Desculpe-me, estava distraída. –Pediu.
—-Não foi nada. –Sara respondeu irônica.
—-Oh. –A loira a encarou.
Sara estava feliz, radiante até! Mas não perdia uma oportunidade de atacar. Sofia sabia o que era isso... Era puro ciúme.
A CSI e a detetive recolheram tudo e fizeram menção se seguir cada uma para o seu caminho, mas Sofia a segurou pelo antebraço antes que ela pudesse ir.
—-Não se preocupe comigo, não vou mais entrar no seu... Caminho.
E sorriu infeliz, saindo das vistas de Sara.
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