A Beautiful Lie
10 Capítulo 9 - Reviravoltas - Parte I
Notas iniciais
Prontos para mais um capítulo?
Leitoras novas, sejam muito bem-vindas ^^
Obrigada por tds os comentarios ;)
Bem, espero que gostem.
POV — Draco Malfoy
– Acho que todos estão presentes aqui. – eu ouvi Kevin dizer e então o encarei. Aquilo era óbvio. Quem mais importava naquele momento era eu e mais alguns parentes distantes que nunca fizeram questão alguma de meu pai. Uns estavam ali pela minha mãe, mas nem de longe a conheciam ela. Pelo meu pai, apenas alguns acionistas se encontravam presentes.
Pansy fungou novamente em meu pescoço e fiz um esforço para afastá-la.
–Pansy, está me sufocando e amassando toda a minha camisa. – falei baixo afastando-a pelos ombros.
Seu cabelo estava jogado para frente e então a mesma passou as mãos ao longo do rosto, fingindo secar lágrimas que nem ao menos existiam.
–Desculpe Draco, mas é que eu os amava como se fossem meus pais e...
–Eles estão mortos. Já faz uma semana. – falei ignorando o caroço que se formara em minha garganta. – Aceite isso como eu. – aumentei o tom de voz para que todos no escritório pudessem me ouvir. -Podemos começar logo com isso? Não tenho o dia todo.
Algumas pessoas que nem ao menos eu conhecia me olharam com expressões incrédulas, outras, que eu já havia visto em uma das festas dos meus pais, olharam-me desgostosos. Ainda não sabia o porquê de eles estarem presentes. Eu que era o único herdeiro, apenas eu teria alguma herança para receber.
Claro, eu estava abalado com a perda. Eram meus pais. Mal havia acreditado quando, há uma semana, Suzann veio me dizer que o carro em que eles estavam tinha saído da estrada e caído em um penhasco.
Embora, certamente, minha mãe fosse quem realmente me amava e cuidava de mim, meu pai também me fez muito bem. Afinal, foi ele quem me ensinou quase tudo o que sei, que me mostrou os caminhos da vida. Eu apenas estava seguindo a regra segunda às crenças do meu pai: nunca deixem ver o quão abalado você pode ficar com algo. Eles usarão isso como uma fraqueza e um meio de te fazer cair. Também havia a primeira regra: não se envolva com alguém que não pertence ao nosso círculo. E eu seguia cada regra cegamente, confiava plenamente nelas.
Como que seguindo o que eu dissera, o advogado da família começou a ler o testamento, e como eu previra nada de importante — ou que me atraísse — foi deixado para os que se diziam da família.
Arrumei minha postura na cadeira no momento em que o meu nome foi citado. Igualmente como havia imaginado todas as posses e ações que mais cobiçava se tornaram minhas. Eu senti um sorriso no rosto e Pansy apertou minha mão, mas soltei-a rapidamente.
Ficaria ainda mais difícil me afastar dela agora. No entanto, eu tive que interromper qualquer pensamento a respeito desse assunto quando ouvi algo que me fez paralisar.
–Isso é alguma brincadeira? –perguntei nervoso. Eu não podia ter ouvido aquilo. Meu pai não faria isso e muito menos minha mãe o autorizaria.
O advogado me encarou, como se já esperasse por aquilo.
–Não senhor, as especificações são claras. O senhor não poderá tocar ou assumir a empresa até que isso aconteça.
–Casamento? – eu perguntei não acreditando. – Isso só pode ser uma palhaçada! Meu pai não pode exigir algo assim de mim!
–Podia Draquinho, podia. Estão mortos agora, lembra-se? – Pansy disse melancólica e colocando uma mão em meu ombro, esta que eu fiz questão de tirar.
–Cale essa boca Pansy! – olhei para as poucas pessoas presentes no escritório. – Eu sou o único filho, o único herdeiro! Não tenho que fazer nada disso. Nenhum desses imprestáveis — apontei para os ditos familiares – tiveram que fazer, então por que eu, que sou realmente o único importante, tenho que cumprir essa exigência?
Aquilo era um absurdo! Meu pai não podia estar em juízo perfeito quando assinou este testamento!
–Bem, se o senhor não cumprir o que está no testamento, o que ficará com o senhor é sua parte de direito como filho. O resto irá para uma entidade carente.
Caridade? Desde quando meu pai fazia doações?
–Podemos pensar com calma? – eu ouvi a voz do meu advogado dizer. — Faremos outra reunião assim que decidirmos o que fazer exatamente.
O outro advogado de nariz enrugado concordou, aparentemente de má vontade, e encerrou a reunião. Eu continuei em meu escritório enquanto os outros iam embora. Pansy permaneceu ao meu lado, alegando que eu precisava de apoio. Honestamente, acho que meu caso com ela já tinha ido longe demais.
Kevin se encarregou de levar todos até a porta, e, assim que ficamos sozinhos, Pansy me chamou. Quando ergui a cabeça, vi que ela me estendia um copo, e eu o aceitei. O uísque descendo pela minha garganta não fez esquecer o que meu pai havia feito. Eu poderia esperar qualquer coisa dele, menos aquilo. Era traição! Onde estavam as malditas lições sobre manter o dinheiro em nossa família?
–Draquinho — Pansy disse se sentando ao meu lado no sofá e com o tronco virado para a minha direção. – sei que queríamos adiar um pouco esse casamento, mas eu não me importaria de antecipar em alguns meses. Claro, teria que falar com Madame Marcy sobre o vestido, e também os convites de casamento, mas...
–Pansy, será que você não pode entender de uma vez por todas que não haverá mais casamento?! – perguntei irritado.
Desde que ela perdera o bebê já havíamos conversado sobre adiar o casamento, mas agora, sem bebê e também sem os meus pais para pressionando, de forma alguma eu me casaria com ela! Não conseguiria viver com Pansy daquela forma.
Ela fez um som engasgado, com a cara demonstrando extrema surpresa.
–Mas você disse... Disse que estávamos apenas esperan...
–Sim, eu disse, e agora também estou dizendo que acabou! – eu fechei os olhos, sentindo a minha cabeça latejar. Era tão difícil para ela entender?
– Draco, eu entendo que a morte dos seus pais mexeu com você, mas isso não é motivo para cancelarmos o casamento.
Eu abri meus olhos, vendo-a sorrindo para mim, provavelmente achando que tinha me convencido.
– Você não pode simplesmente ir e me deixar em paz? Já estou cheio de você me dizendo como me sinto e tentando me controlar Pansy Parkinson! – assim que terminei de falar, seu sorriso se desfez e transformou-se em uma careta.
Ela se levantou do sofá, ficando à minha frente e olhando-me irritada.
– Draco Malfoy, eu sempre estive ao seu lado!
–Não por minha vontade! – falei também me levantando, pronto para colocá-la expulsá-la à força se preciso.
– Mesmo? Bem, então se lembre meu querido Draquinho, do que seu pai deixou escrito em seu testamento: não poderá tocar em nada da herança até que tenha um herdeiro legítimo! Corrija-me se estiver errada. Pois, para isso, precisará estar casado, certo? Claro, porque nenhuma mulher engravidaria de você sem um compromisso. E muito menos você teria um filho com alguém sem se casar. – falou com um sorriso de escárnio que eu teria arrancado se ela não tivesse prosseguido logo e, seguida. – Agora me diga. Com quem se casará? Pelo que eu saiba, todas as pessoas de Londres sabem de sua fama e eu fui uma das poucas que sempre esteve ao seu lado.
Ela estava certa nesse ponto. Claro, tive algumas namoradas, mas Pansy foi a única que — para minha infelicidade — se manteve ao meu lado em quase todos os momentos. Pansy era minha única opção se eu quisesse pôr as mãos na herança.
Uma resposta já estava na ponta da língua para calar sua maldita boca, quando eu ouvi a porta do escritório ser aberta e Kevin entrar. Ele olhou para mim e Parkinson por um momento e falou:
– Srta Parkinson, poderia me deixar ter uma conversa com o senhor Malfoy? – Pansy o olhou de cara feia, mas assentiu. – A sós. – falou quando ela não se mexeu.
Pansy me olhou mais uma vez antes de sair batendo o pé.
Cai pesadamente no sofá. Eu teria de dar um jeito nela mais tarde.
– Você vai aceitar o acordo ou não? – ele me perguntou, começando a andar pelo escritório.
– O que você acha? – perguntei irritado. – Que vou deixar todo esse dinheiro para ninguém? É obvio que vou aceitar!
–Então, terá que se casar... – falou pensativamente.
Eu ri, não por achar graça, mas sim pela raiva que estava sentindo.
–E quem você me sugere, hun? A adorável Parkinson, cuja voz anda me dando vontades de esganar? Ou, por acaso, tem alguma outra pessoa em mente que aceite se casar nos próximos meses? Sim, pois não pense que eu pretendo perder mais do que alguns meses com toda essa burocracia!
Ele me olhou, parecendo hesitar. E pelo olhar pude perceber que sim, ele conhecia alguém.
–Não vou me casar com nenhuma prima pobre e assombrosa sua. – avisei, antes que ele me sugerisse algo relacionado.
–Hmm, não exatamente. Sim, eu conheço alguém. Pobre, mas é muito bela. E o senhor também conhece.
Eu fiz uma lista de todas as mulheres pobres que eu conhecia. Não havia nenhuma que fosse bonita ou que eu tivesse encarado por muito tempo para chamar atenção.
–E antes que diga que não quer, devo avisá-lo que o herdeiro nem precisará ser algo com que deva se preocupar. A moça está grávida. – falou como se aquela fosse a coisa mais normal do mundo.
–O quê? – perguntei achando graça. – Você realmente acha que vou assumir um filho que nem ao menos me dei ao trabalho de fazer? Por acaso ficou louco?
Ele soltou uma risadinha, e então ficou vermelho. Vendo meu olhar de raiva ele parou no mesmo instante e foi até a prateleira, mexendo nos livros. Minha paciência já estava se esgotando no momento em que ele falou novamente.
–Na verdade, gostaria de dizer que o filho é sim do senhor.
Realmente, se ele esperava ter, da minha parte, qualquer reação que não fosse um acesso de risos, posso afirmar que se decepcionou bastante.
–Mesmo? – perguntei ainda rindo. – E posso saber como fiz esse filho sem nem me lembrar de ter tido relações com essa mulher? E muito menos com essa que não preenchesse meus pré-requisitos, sendo o principal deles boa família?
– Bem, acho que o senhor se lembra bem de um incidente chamado Hermione Granger.
Meus risos cessaram enquanto eu via lentamente o nome sair de seus lábios. Meu coração parecia estar batendo lentamente. Diabos, até mesmo minha respiração parecia difícil e irregular.
Como aquilo poderia estar acontecendo? Meses atrás juramos, ou melhor, ele jurou para mim, que nunca tocaria nesse assunto. Por que trazer isso à tona agora? E o principal: O que ele quis dizer com aquilo?
–Como? – perguntei com a voz trêmula.
–Srta. Hermione Granger saiu desta casa grávida. Claro, eu soube no hospital, quando o médico estava a caminho do quarto para falar sobre resultados de um exame de sangue. Como eu havia dito que era parente dela, ele me disse que deveríamos começar a nos preparar para a chegada de um bebê. Fiquei surpreso com isso, mas lhe pedi que não dissesse nada e que eu mesmo me encarregaria da notícia.
Eu o encarei durante um tempo, tentando fazer com que suas palavras fizessem o mínimo de sentido para mim. E quando fizeram, eu não gostei nenhum pouco do que ele me disse.
– Eu não acredito que fez isso! – gritei me levantando do sofá. – Como pode esconder isso de mim?
Grávida?! Aquela maldita Granger havia saído daqui grávida! E o pior de tudo: grávida de um Malfoy!
–Desculpe. – gaguejou. – Eu apenas pensei que se ela soubesse, naquele momento, que estava grávida poderia exigir mais.
– Seu idiota, ela estava grávida! De mim! Acha mesmo que não iria querer mantê-la por perto até a criança nascer? Acha que eu quero que meu filho seja criado como se não fosse nada?
–Bem, eu...
– Cale essa maldita boca! – Eu coloquei as mãos na cabeça. Todos os sentimentos de raiva que sentia há três meses estavam voltando agora. Desta vez, tudo tinha um adicional.
– Ela está bem. –falou ignorando o que eu disse. –Ela quase não vai ao médico, mas a gravidez é saudável.
Eu me virei para ele, ainda com raiva, mas a curiosidade falando mais alto.
–Como sabe disso?
Novamente ele enrubesceu.
–Bem, eu estava crente que ela poderia fazer qualquer coisa contra o senhor quando descobrisse, então pus um detetive atrás da mesma. Fiquei surpreso quando ela descobriu e não fez nada. Na verdade, esperava até mesmo um aborto de sua parte. Nesse momento trabalha em uma editora, como secretária...
Milhões de coisas passavam pela minha mente. Todas relacionadas àquela noite. A noite em que eu tinha feito a maior burrada da minha vida e só agora sentia as conseqüências.
–Ouça Draco, se quer realmente pôr a mão na sua herança, é melhor fazer o que eu digo: procure a Granger, se faça de arrependido e então lhe peça em casamento. Ela é uma futura mãe solteira e reservada, não vai poder negar-lhe se fizer uma proposta dessas.
Eu o olhei ainda com raiva por ter escondido aquilo de mim.
–Não vai poder negar? Lembra-se de como ela negou veementemente o acordo? Como pode dizer que a Granger aceitaria algo tão baixo assim?
Ele fez um ar pensativo, mas nós dois sabíamos o que diria a seguir.
–Você também pode forçá-la, já fez isso uma vez. Faça novamente. É isso mesmo, senhor Malfoy. Ou pode dar adeus a todo esse luxo que o rodeia.
(Quem quiser spoiler do próximo capítulo, clique aqui!)
(Notas finais, por favor.)
Notas finais
Ó só, como eu sei que serei fortemente ameaçada, vamos fazer um trato? Eu posto um capítulo amanhã (*O*) se td mundo q acompanha a fic comentar (ou recomendar) bunitinho, nem q seja só um 'to aki' igual ao da Ana Hemsworth (euri)aushasuahsahsa
E então, querem? Ahh, e nada de imperius, crucius e muito menos avada na autora aqui u_u, obrigada
Bem, é isso, espero que tenham gostado e que ngm tenha morrido do coração ;)
Bjs e té a próxima, q será em breve, certo amores?
#Parei.
Bjs
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