A Beautiful Lie
46 Cap.44 - Metade de Um Todo
Notas iniciais
Como estão? Bem, eu espero. Ah, eu to ok, tirando problemas com a minha casa, to bem #Calando antes q comece a desabafar aqui kkk
Sobre o cap: tentei deixar o mais fiel possível as características psicológicas de cada um, sem ficar muito nhenhenhe e acho q ficou na medida certa. Espero q gostem ^^
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Ah, antes que eu me esqueça (meio difícil, mas u.u) O capítulo é SUPER HIPER MEGA DEDICADO a linda da Tay, que fez uma recomendação lindona pra fic *-----------* #me senti amada u.u Obrigada, eu realmente a amei!
E tbm, LINDAMENTE DEDICADO a minha irmã mais velha Miwa, que fez 17 aninhos nesse dia 4 (faça 18 logo, eu preciso de carona u_u) Parabéns princesa^^ - não me faça chorar novamente u.u
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Espero q gostem ^^
Nunca havia sido adulada por muitas pessoas ao mesmo tempo. Ocorria quando eu era pequena e minha mãe tinha algum tempo livre ou quando Susann estava de folga. Raramente isso vinha de alguém de fora e mais raro ainda era eu saber lidar com isso. Então, eu não sabia lidar com toda aquela atenção que estava recebendo. Mesmo que, no primeiro momento, eu tivesse ido para aquele lugar por saber quem era as pessoas que conviviam ali, o sobrenome recentemente adicionado ao meu pareceu ter um efeito completamente oposto ao que eu esperava.
Eu continuava negando a Paul todas as coisas que ele me oferecia e agradecendo aos elogios, tentando fazê-lo entender que tudo o que eu mais queria era apenas ficar sozinha e que estava me sentindo perfeitamente bem para isso, mas, minhas palavras pareciam ter um efeito contrário nele.
– Vamos lá, Margareth vai gostar de ver você comendo um pouco da torta de maça – ele disse, determinado a me convencer – Você prometeu que comeria assim que se sentisse melhor. – ele tocou minha barriga de leve, como se ela estivesse mais sensível agora. O meu desmaio no dia anterior deve ter assustado até mesmo a ele.
Eu balancei a cabeça, quase aceitando por saber que eu realmente havia prometido aquilo, mas a vontade de ficar sozinha, longe de tantos olhares, era maior do que a sensação de uma pequena culpa que me atingiu. Então, eu neguei novamente, desta vez sendo mais séria.
– Quem sabe mais tarde, Paul? – sugeri e sua expressão de felicidade que parecia estar congelada em seu rosto continuou ali.
Ele apenas me olhou por alguns instantes, parecendo tentar assimilar o que eu havia dito e no fim apenas assentiu. Paul tinha autismo, o que explicava bastante do seu comportamento e, como sua própria mãe já havia me orientado, às vezes era melhor usar um tom mais sério para que ele entendesse bem o que eu havia dito. Pareceu funcionar. Ele ainda parecia feliz, mas também pareceu compreender o que eu havia dito.
– Tudo bem, tudo bem. Vejo você depois – ele acenou com a mão e então se afastou, falando outra vez que me veria depois.
Eu esperei mais algum tempo, acreditando que mais alguém chegasse, provavelmente pensando que eu me sentiria mal se ficasse sozinha. Mal sabiam eles que naquele momento eu preferia ao contrário. Minha mãe era a única dali que estava me entendendo naquele momento e consequentemente a única que estava me dando espaço.
Finalmente, eu me permiti suspirar de alívio quando percebi que, exceto pelas outras pessoas alguns metros longe, eu estava sozinha, sem ninguém para me perguntar a todo o momento como eu estava, se precisava de algo ou se oferecendo para me entreter. Olhei para o livro que havia deixado no gramado quando Paul me ajudou a levantar, mas antes que eu pudesse tentar pegá-lo, outra pessoa o fez. Eu apenas vi os sapatos pretos e lustrosos e então a mão alva me estendendo o livro antes de subir os olhos, vendo quem havia o pegado.
A inquietação que eu havia sentido durante tanto tempo pareceu aumentar quando meu coração se agitou, começando a bater rápido e forte quando meus olhos se focaram nos seus. Era como se eu estivesse sonhando e, dentro de mim, eu sentisse a felicidade por vê-lo depois de tanto tempo e, logo em seguida, sentisse toda a incerteza que me levara a me afastar.
Tantas coisas eu senti ali, tantas coisas queimavam dentro de mim, tantos sentimentos que eu queria por pra fora... Tanta saudade que me dominou enquanto eu permanecia estática, o olhando, deixando que apenas as sensações passassem por mim. Ele desviou o olhar para baixo. Cedo demais para mim. Eu ainda queria olhar em seus olhos azuis acinzentados. Eu ainda queria ver se eles tinham o mesmo brilho que costumavam ter. Queria ver se ele ainda era o mesmo.
– Eu já disse que esse tipo de leitura não combina com você.
Eu me senti sufocar, como se algo estivesse preso em minha garganta e eu sabia o que era. Saudade da sua voz. Saudade de como tudo o que ele falava sempre tinha algum peso sobre mim. Eu em lembrava da primeira vez que ele havia dito aquilo. Foi em seu escritório, quando nossa relação era a mais indiferente o possível. Foi no mesmo dia em que tudo começou.
– Não vai falar nada? – ele perguntou, subindo seus olhos para mim novamente. Eu me senti aquecer com aquele olhar, mesmo que fosse duro por que... Era ele quem estava me olhando – Vai continuar calada e me olhando assim? – eu o vi erguer uma sobrancelha, parecendo quase arrogante, mas a próxima coisa que ele disse soou tão derrotada que eu sabia que ele estava apenas tentando esconder como realmente estava se sentindo – Você me deve explicações, Hermione. Não vai ficar me olhando apenas. Eu quero uma explicação do por que você fez isso.
Aquela pergunta podia ser respondida de diversas formas, assim como levantava várias perguntas como consequência, mas eu sentia como se, assim que eu começasse a falar, ele fosse partir, assim como acontecia em todos os sonhos que eu havia tido com ele. Alguns bons, em que ficávamos apenas juntos. Em outros, ruins, Draco estava sempre gritando comigo sobre como havia sido minha culpa desde o princípio. Nesses, Pansy também estava lá, mas ela não falava nada, apenas sorria, em pé no canto e nos observando.
– Você não devia ter vindo – eu disse tão baixo que tive que repetir. Minha voz saiu tremida, denunciando toda a mentira. Era claro que ele deveria ter vindo, eu esperei por isso, dia e noite, mesmo sabendo que o meu futuro seria diferente se eu continuasse agindo como se nunca tivesse o conhecido. Mesmo que doesse estar longe dele, mesmo que eu sentisse sua falta durante todo o tempo, me perguntando o que ele poderia estar fazendo... Perguntando-me se estaria pensando em mim... Mesmo que significasse todas essas coisas, eu não queria arriscar novamente. Não queria arriscar em algo que tinha 90% de dar errado porque tinha começado assim e muitos erros já haviam sido cometidos. Não apenas por Draco, eu também tive minha parcela de erros. Apenas o modo como cada um errou é que diferenciava. – Você deveria ter continuado lá. Continuado com a sua vida e me esquecido.
– Esquecer? – ele deu um passo à frente, deixando que apenas mais dois nos separassem – Me diga como se esquece a mulher que você casa, Hermione. A mulher que está grávida da sua filha. A mulher que eu disse que amava e dias depois me abandona. Pode pelo amor de Deus me dizer como se esquecesse isso? Porque eu realmente quero saber. Se teve uma coisa que eu quis muito foi esquecer você, continuar como se nunca tivesse acontecido nada, como se tudo o que me importasse fosse a chegada da minha herdeira legítima e o resto da minha herança, mas não há como ignorar isso.
Eu engoli a seco, entendo perfeitamente suas palavras. Não havia como se esquecer ou ignorar aquilo, não importa o quanto eu tentasse me lembrar das coisas ruins que aquilo havia me causado, as coisas boas se sobressaiam a elas. Todos os momentos que passamos juntos e em paz ganhavam de qualquer erro que foi cometido. Mas, eu não conseguia esquecer também da mentira que ele havia contado e de como ele havia envolvido as pessoas mais importantes da minha vida no meio dela.
– Você mentiu e isso também não se ignora facilmente, Draco.
– Eu sei, caramba! – ele jogou suas mãos para o alto, mas então as abaixou e abriu a boca, logo a fechando como se não soubesse o que dizer. Alguns segundos de silêncio depois, em que Draco apenas me olhava e eu o observava, tentando gravar cada traço seu para que, mais tarde, quando eu fosse me lembrar dele, eu lembrasse com o máximo de exatidão possível, ele enfiou uma mão no bolso do casaco e buscou por algo, até que achou e então abriu a palma da mão. O brilho dourado chamou a minha atenção quando ele o rodou entre os dedos, deixando o diamante virado para cima – Eu sei o que eu fiz Hermione, mas eu não vou deixar você me devolver isso facilmente. Eu não vou desistir até que eu tenha a certeza de que fiz tudo o que estava ao meu alcance para te ter de volta. – ele afirmou em um tom tão determinado e com uma devoção que encheu meu peito de esperança, acreditando que, talvez, se eu tentasse novamente, pudesse dar certo. Mas era nesse momento que eu me lembrava do que Pansy havia dito. Como confiar em alguém que, mesmo jurando amor, ainda sim mente e engana da pior forma possível?
– Por que está fazendo isso? – questionei, sentindo quando meus olhos se encheram de lágrimas – Por que não me deixa em paz, Draco? Eu já disse que você vai ter o que quer então pare de me fazer crer e ter esperanças em algo que já é impossível para nós dois.
Ele abaixou a mão que segurava a aliança e deixou que o livro que segurava caísse no chão quando segurou a minha mão aberta, com a palma virada para cima. Senti quando a aliança caiu no meio dela e Draco novamente se afastou.
– Impossível não existe no meu vocabulário, Hermione – ele disse calmamente, mas com um sorriso no canto de seus lábios. Seus olhos mostravam o quão sério ele falava.
Eu me sentia confusa com a forma como ele me olhava. Eu me sentia estranha principalmente porque não sabia mais no quê acreditar. Ele já havia dito me amar antes, já havia dito que não me deixaria cair e, no entanto, quando ele disse isso, foi quando ele já estava me empurrando cada vez mais para baixo, escondendo algo grande de mim, me manipulando de acordo com o que queria.
– Você disse que me amava, lembra?
– Eu amava – ele disse, sem nem ao menos piscar, mas eu sentia a mão que segurava a minha tremer – Eu amo, Hermione.
– Ama? – eu perguntei, soltando sua mão – Que tipo de amor faz você mentir e manipular? Que tipo de amor fez você me ver chorar, ver que estava sofrendo e não fazer nada para parar isso quando podia tê-lo feito?
Isso pareceu despertar algo nele. Um sentimento que eu conhecia a tanto tempo que eu conseguia entender apenas pela forma como ele me olhara, se sentindo superior, como se fosse a vez dele de mostrar que estava certo.
– O mesmo tipo que fez você ir embora sem nem ao menos pensar no quê eu faria sem você. Em como eu acordaria todos os dias me sentindo uma nada porque a pessoa que eu mais amava e amo no mundo foi embora sem nem ao menos olhar em meus olhos uma última vez!
– O que você queria? Um abraço e um beijo? Queria que eu pensasse em você depois de tudo?
– Queria! Era o que eu esperava! Eu pensei em você a todo instante, até mesmo antes de saber que gostava de você. A cada dia eu lembrava o que havia feito e achei que com a distância esqueceria. Não funcionou. Quer saber de uma coisa, Hermione Malfoy? – ele falou, frisando meu agora sobrenome e então segurando em meus braços, me mantendo no mesmo lugar quando ele se aproximou, deixando a distancia entre nós menor – Você é covarde. Você era corajosa, mas agora, tudo o que eu vejo é alguém que não luta pelo que quer.
Eu balancei a cabeça, negando e não me importando com as lágrimas que já caíam.
– Não me culpe por desistir de algo impossível, Draco – eu murmurei
– Então também não me culpe por não desistir do que eu quero.
Ele estava mais seguro de suas palavras do que eu. Eu ainda o amava e por isso doía tanto vê-lo dizer algo e não saber se aquilo era real ou mais uma de suas manipulações. Eu já não sabia se devia ou não confiar nele, se devia ou não continuar insistindo naquilo mesmo que, no final das contas, eu me decepcionasse novamente. Ao menos, eu olharia para o resto das pessoas e diria que havia tentado. Diria a minha filha, quando ela perguntasse por que não estávamos juntos, que tinha feito a minha parte ao dar uma segunda chance a ele e ao que eu sentia. Mas, caso funcionasse, caso o que crescesse ali não fosse baseado em nenhum maldito acordo ou em mentiras... Eu jamais me arrependeria por tentar. Eu jamais teria que explicar a minha filha porque estávamos separados porque estaríamos juntos, sem qualquer pesar.
Eu ainda me sentia confusa com tudo aquilo, absorvendo cada detalhe seu quando eu o vi chegar, de maneira tão lenta como se estivesse dizendo que pararia se eu não quisesse. Eu não o parei, mas vi com lentidão como cada vez mais ele se aproximava e eu sentia seu hálito chegar até mim.
Eu teria comparado aquela situação com a de meses atrás. Draco me beijara a força quando havia ido a minha casa, pouco depois de saber que eu estava grávida Mas, não havia quaisquer semelhanças entre elas. Naquele dia a única coisa que eu sentia era raiva do mais puro tipo, misturado ao medo do que ele poderia me causar. Desta vez, eu me deixei levar enquanto sentia sua boca pressionar a minha pouco antes de eu ceder ao beijo. Não tinha raiva dele ali, apenas saudade. Medo? Bem, esse era um que estava muito presente em mim. Medo de tomar a decisão errada. Medo de jogá-lo para fora da minha vida e me arrepender para sempre disso. Assim como tinha medo de ser ludibriada novamente.
O beijo todo foi molhado, salgado pelas lágrimas que corriam pelo meu rosto sem uma causa certa. Eu o amava tanto que às vezes sentia que podia passar por tudo o que havia de errado em nossa relação. Éramos tão parecidos e ao mesmo tempo opostos um do outro.
Corri meus dedos pelos seus cabelos, sentindo a textura familiar e então desci meus dedos pelo seu rosto, sentindo a mesma pele macia. Mas, quando ele me soltou, os olhos foram o que mais me fez perder o chão.
Os olhos dele brilhavam como eu nunca havia visto antes, exceto por uma vez. Ele me olhou daquela mesma forma quando estava subindo ao altar enquanto sua mão suada segurava a minha. Naquele dia, eu não havia entendido aquele olhar. Mas então eu soube o que significava. Soube por que ele me olhara daquela forma. E eu tinha certeza que era da mesma forma que eu olhava para ele, enquanto ainda tinha uma mão em seu rosto e nós continuávamos juntos, com seus braços ao meu redor, olho no olho.
Eu o amava. Draco me fazia sentir completa como eu nunca havia me sentido antes. Éramos como metade de um todo.
Notas finais
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Assoviando...
auhsauhsas
O próximo sai em breve, prometo.
Bem, é só.
AHHHH! E, um beijo e um abraço apertado em quem lê as notas dos cap, vcs merecem até msm palmas e dinheiro por issokkkkk. Eu falo muito e as vzs nem tem sentido O.o Então, obrigada :) #prometo tentar falar menos ;)
Bjs gente linda como eu ^^
P.S.: Gente, desculpa, sério. O cap. deve estar péssimo, mas eu to com tanta dor de cabeça que vcs não tem noção. Escrevi-o há duas semanas ou menos, eu acho, mas só agora fui ler ele. Eu li e gostei (mas com dor de cabeça não sou confiável) entao, pedi para minha irmã ler e ela gostou (mas ela tbm não é confiável porque onde tem beijo ela gosta ¬¬) Eu pediria para alguma leitora da fic ler, mas não quis correr o risco de ser assassinada antes do tempo, grata. Então é isso, prometo q o próximo eu recompenso, juro.
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