A Beautiful Lie

8 Cap. 7 - Passado


Notas iniciais
Oi pessoal, como estão? Eu to bem *-*
Bem, quero agradecer a tds que comentaram no cap. passado, msm, eu fiquei pulando de alegria quando vi hehehe
Leitores novo, sejam bem-vindos!
Bem, espero que gostem desse cap.
Enjoy ^^

\"\"

Aquilo ia completamente contra tudo o que eu fui ensinada acreditar, contra todas as lições que minha mãe me passou. Definitivamente, fazer algo como aquilo me parecia tão... Sujo, errado. Eu venderia meu silencio enquanto ele continuaria andando por aí, de cabeça erguida como se fosse o homem mais digno do mundo. Eu tinha a certeza de que poderia abalar um pouco de seu orgulho se contasse tudo o que ele havia feito, mas mesmo sendo isso o certo e a única verdade, eu devia ser realista comigo mesma. Eu pertencia a uma classe social completamente diferente da de Draco Malfoy. O máximo que eu conseguiria com aquilo seria causar uma pequena fissura em sua reputação e, talvez, se eu tivesse sorte e ainda pudesse provar o que eu diria, ele pegasse algum serviço comunitário. Nem perto de fazê-lo pagar pelo que havia feito. Alguma parte de mim, não a mais emotiva, sabia o que devia fazer. O que aconteceria depois? Os poucos amigos que eu tinha não podiam me ajudar agora. Por mais que fosse humilhante demais, eu tinha que ver a razão: ele estava certo.

Eu ergui a cabeça, fazendo um esforço sobre-humano para não desabar naquele mesmo instante. Draco me encarava parecendo apreensivo. Por um momento nossos olhos se encontraram e eu vi o vislumbre de algo. Algo parecido com um sentimento humano, mas eu não me deixei enganar pelo que encontrei ali. Compaixão não era algo que ele sentiria por uma pessoa.

Com a mão trêmula eu peguei a folha e a caneta. Uma lágrima pingou sobre o papel, tornando minhas vistas embaraçadas. Eu não precisava ler, sabia muito bem o que eu queria.

- Se tem algo no mundo que eu queira mais que a sua morte, senhor Malfoy, — falei, fazendo questão de encará-lo. – é o bem da minha mãe. – eu limpei minha garganta arranhada e prossegui. – Sendo assim, a única coisa que pode vir de você e me agradar, é relacionado à saúde dela. Não me importo com faculdade ou casa... Não quero acordar todos os dias cercada de algo feito por você.

-Srta. Granger, Draco Malfoy se dispôs a pagar todas as suas despesas...

-Eu assino o que quer que seja, mas não por mim. Seu compromisso é apenas com minha mãe e nada mais.

Nesse momento ele se levantou.

-Hermione,...

-Como exigência, — o interrompi não querendo ouvir nada que viesse daquela boca. -eu não quero nunca mais que dirija a palavra a mim ou que se por ventura no futuro eu venha a encontrá-lo, quero que finja que não me conheça e eu farei o mesmo.

Ele abriu a boca para dizer algo, mas seu advogado foi mais rápido e me mostrou onde eu deveria assinar.

-Muito bem, as modificações serão feitas. Temos um acordo senhorita Granger? –me perguntou oferecendo uma mão magra que eu ignorei.

-Chame o médico e acabe logo com esse teatro todo. Quanto mais rápido eu ficar longe disso tudo melhor. –falei virando meu rosto para a janela. Eu ouvi o barulho de passos e logo depois a porta fechar, mas não olhei. Eu sabia que ele continuava ali.

-Não precisava ter sido assim, sabia?- eu ouvi sua voz rouca e não o olhei.

Porque ele simplesmente não ia embora? Ele havia conseguido não é? Acabou comigo duas vezes.

Ele prosseguiu com a conversa, como se realmente estivesse se importando quando queria apenas me ver ainda mais humilhada.

-Poderíamos apenas ter feito um acordo amigável e tudo voltaria a ser como antes. Você e sua mãe realmente foram muito úteis servindo a minha família todo es-

Eu o encarei e no mesmo instante ele se calou.

-Vá para o inferno com seus elogios fingidos! Aliás, que vá você e toda a sua família para o inferno! –falei furiosa. — Vocês não são deuses, Malfoy, — disse praticamente soletrando — e um dia eu vou ter o prazer de ver você cair. E ai, nem o maldito dinheiro da sua família vai poder te erguer novamente.

-Cuidado com as palavras Granger! – ameaçou entre-dentes, mas eu não me deixei abalar por aquilo.

-Cuidado você Malfoy! Antes eu realmente pensava que você fosse diferente de todos na sua família, mas agora percebo que você é pior que eles. Muito pior!

Em longos e rápidos passos ele chegou ao meu lado e segurou meu braço que estava livre de qualquer agulha. Seus dedos frios apertaram meu pulso esquerdo e eu soltei um baixo gemido com a dor.

- Você não me conhece Granger! – murmurou perto do meu ouvido em um tom firme. Eu senti meus pelos se eriçarem. –Então não haja como se soubesse tudo sobre mim.

-Eu não preciso conhecê-lo ainda mais para saber o quão podre você é! –devolvi e ele apertou ainda mais meu pulso. Eu sentia que ele iria quebrá-lo a qualquer instante.

Nossos olhares ficaram interligados por um tempo, um encarando o outro esperando o próximo passo. Malfoy se afastou no mesmo instante em que a porta foi aberta e seu advogado entrou, parecendo feliz enquanto falava com o Dr. Calloway. Ele sorriu assim que me viu e escreveu algo em sua prancheta. Senti meu pulso latejar como se seus dedos ainda estivessem o apertando.

O diálogo foi rápido e simples. Eu estava liberada para ir embora, mas antes o médico me falou das recomendações de segurança. Eu prometi que o procuraria se houvesse alguma tonteira ou algo do tipo, embora eu tivesse a certeza que isso não iria acontecer. Quando perguntei por minhas roupas, Malfoy apontou para uma pequena bolsa preta em cima do sofá que eu nem havia reparado.

Eu agradeci quando eles foram embora. Seu advogado sorriu para mim e eu não retribuí. Malfoy simplesmente saiu pela porta e eu soltei um suspiro de alívio. Tomei um banho no banheiro que estava em meu quarto, tentando tirar com aquele sabão liquido qualquer vestígio que me lembrasse de Malfoy e do que havia acontecido. Tudo em vão, eu pensei quando me despedi do médico — que continuava sorrindo para mim de maneira misteriosa — e encontrei-o lá fora, encostado contra seu brilhante Porsche preto parecendo confortável. A fútil exibição dos Malfoy. Ele se moveu em minha direção assim que me viu e tentou pegar a bolsa das minhas mãos, que eu prontamente coloquei atrás de mim.

- O que você quer? Pensei que tivesse sido clara de que nunca mais queria vê-lo!

-Como pensa que vai embora?

-Com certeza não é com você! –falei caminhando rapidamente para longe dele. Eu ouvi seus pés batendo no concreto enquanto ele caminhava atrás de mim sem precisar se preocupar com a velocidade. Essa era a coisa ruim de muita gente ser mais alta que você.

-Bem, a menos que você tenha dinheiro para pagar um táxi, o que eu tenho certeza que não, você tem somente duas escolhas: entrar no carro comigo, ou ir a pé. Honestamente, a primeira opção é mais agradável.

Eu me virei furiosa para ele, pronta para arrancar aquele maldito sorrisinho cínico que ele sempre usava combinado com aquele tom de voz. Mas, infelizmente, minha virada abrupta fez com que seu corpo se chocasse ao meu. Rapidamente eu dei alguns passos para trás. Bem, eu teria ido mais longe se ele não tivesse me segurado pelos ombros.

-Me solte! – eu falei tentando me soltar. – Se não tirar suas mãos de mim agora eu vou começar a gritar...

No mesmo instante ele me soltou. Seus olhos ficaram presos em algo no meu corpo e eu segui seu olhar para meu pulso esquerdo, onde uma mancha meio arroxeada começava a aparecer.

Eu dei um sorriso amargo.

-Isso é só uma pequena amostra de quem realmente você é.

Eu sai de perto dele, indo para o outro lado do estacionamento onde uma senhora colocava uma bolsa no porta-malas. Eu tentei colocar um sorriso no meu rosto e não parecer amedrontada ou algo do tipo.

Por sorte, ela parecia ir para o mesmo lado que eu e disse que poderia me dar uma carona até perto da mansão. Enquanto ela tagarelava o caminho todo sobre como o mundo realmente andava perigoso, eu encostei minha cabeça ao vidro da janela, sendo educada por fazer um ou outro comentário e tentando me prender a conversa. A verdade era que tudo o que eu mais queria neste exato momento era chegar logo aquele lugar que havia acabado com a minha vida e com a de minha mãe. Não via à hora de tirá-la dali. Em minha cabeça, planos se formavam sobre o que eu faria de agora em diante. Nenhum Malfoy cruzaria meu caminho novamente. Uma lágrima rolou pela minha face e rapidamente eu a sequei. Nenhum deles merecia nada de mim que não fosse meu ódio.

Notas finais
Bem, e ai?? Próximo cap. as coisas vão ficar um pouco... Diferentes hehe E tbm terá uma surpresa q não vai ser exatamente surpresa ahshs
Bem, acho q essa semana sai mais um...
Ahh, eu aceito reviews e recomendações tbm hasuahsashs
Bjs ^^