A Beautiful Lie
7 Cap. 6 - Desespero - Parte II
Notas iniciais
Bem, ultimamente eu só tenho sossego a noite,então me desculpem pelo horário rsrsrs
Eu odiei esse cap porque... Bem, eu odeio quando faço o Malfoy mal :/
Sei lá, como alguém tão perfeito pode ser mal?
haushauhas
Revisei esse cap super rápido, pke minha afilhada num tah cooperando comigo, mas assim q possivel vou revisá-lo. Então já digo: me perdoem por qualquer erro ;)
Obrigada pelos review, eu realmente estou amando eles *.*
Leitores novos, sejam bem-vindos ;)
Enjoy...
Sempre me perguntei o que acontecia quando alguém morria. Eu não era muito religiosa, e também não acreditava muito naquela história toda de segundo plano. O padre Andrews, um amigo que eu fizera nas poucas vezes em que ia a cidade, sempre me disse que eu deveria ter mais fé em todos. Bem, eu me perguntava o que ele teria de espirituoso para me dizer nesse momento. Quando eu acordei em um lugar todo branco, inicialmente pensei que estava no céu. Mudei de ideia quando meus olhos vagaram ao redor do lugar, procurando por algo que me lembrasse os quadros caros de Michelangelo que eu via desde pequena no salão dos Malfoy.Eu olhei para a porta no exato momento em que uma mulher entrou. Ela parecia ser mais velha que minha mãe, com a pele enrugada e olhos meio azuis. Usava um vestido branco e tinha uma prancheta em suas mãos. Sorriu para mim, enquanto ajeitava os óculos sobre o nariz.
-Vejo que já acordou.-ele veio até mim e arrumou uma agulha que estava em meu braço e eu fiz uma careta com o desconforto. –Você ficou um bom tempo desacordada.
Ela anotou algo em sua prancheta e eu aproveitei para tentar me lembrar do que havia acontecido para eu chegar aqui. Não precisei pensar muito quando o nome veio em minha mente. Eu ouvi algo começar a apitar e uma mão fria gentilmente apertar a minha.
-Melhor se acalmar senhorita Granger. Em sua situação, não é bom alterar muito o estado emocional.
Eu tentei me mexer.
-Tenho que ir pra casa. – falei me dando conta de que eu não estava mais presa em um quarto. – Eu tenho que...
-Se deitar, é isso o que tem que fazer. Deus, vocês jovens acham que podem cair por ai a vontade e depois saírem andando como se nada tivesse acontecido. Eu vou chamar o Dr. Calloway, espere um minuto. E trate de não se mexer! – disse naquele tom que eu odiava de ordens.
Eu quase perguntei aonde eu iria com aquele tanto de fio preso a mim. De qualquer forma, eu retirei a agulha que estava presa a minha mão. Eu já havia acordado, não precisava mais de cuidados. Eu só tinha que sair daqui e contar tudo o que havia acontecido para alguém. Eu ouvi uma leve batida na porta e sem esperar resposta um homem entrou. Ele vestia um jaleco branco e era alto, realmente alto. Olhos verdes e um cabelo em tom de areia. Ele tinha uma pasta em baixo do braço. O reconheci como sendo o tal Dr. Calloway.
-Acordou mais rápido do que esperávamos. — ele disse, caminhando até minha cama e checando alguns aparelhos que estavam do meu lado. –Sente alguma dor, Senhorita Granger? –ele perguntou começando a me examinar. Eu neguei. – Isso é bom, estranho, mas bom. Os raios-X não mostraram nenhuma fratura ou algo do tipo, o que deve ser considerado uma grande sorte. Você tem apenas alguns cortes na região da boca, mas nada muito sério. –ele sorriu, mostrando uma fileira de dentes brancos e perfeitos.
Eu assenti, com a maioria de suas palavras passando confusas por mim. Eu ainda não tinha entendido o que elas significavam. Era bem compreensível, pois eu ainda não sabia o que fazia ali.
Tinha tanto medo de perguntar a ele o que havia acontecido e tudo começar a desmoronar, como num sonho. E então, eu acordaria de volta naquele lugar horrível, sendo presa por Draco Malfoy, o homem mais frio e calculista do mundo.
-Como se sente? Pronta para ir para casa? –sua voz me tirou dos meus devaneios.
Casa... Eu ainda não sabia onde ela era. Havia passado a maior parte da minha vida com pessoas que mal conhecia, mas, que mesmo assim, pareciam nutrir um enorme ódio por mim.
-Sim. –falei com a garganta arranhada.
Ele riu ainda mais e eu me perguntei se ele era sempre tão feliz.
-Você irá, eu só tenho que te manter em mais 24 horas de observação, e se até lá seu quadro continuar estável, você será liberada. –ele piscou para mim.
-Desculpe, — eu falei chamando sua atenção quando ele começou a se virar para ir embora. – mas o que houve? Eu não me lembro de muita coisa...
E eu realmente não me lembrava de muita coisa, o que fez o médico franzir a testa.
-Bem, isso deve ser uma consequência da queda.
-Queda? – minha vez de ficar confusa.
-Sim, claro. –ele concordou. –O Dr. Kevin nos informou o estado em que a senhorita se encontrava quando ele chegou à mansão. O Senhor Malfoy realmente deveria ver urgentemente uma solução para aquela escada. –ele balançou a cabeça negativamente. –Há algumas semanas foi sua noiva quem sofreu um grave acidente na mesma, e desta vez, a senhorita... –Ele chegou mais perto e olhou nervosamente para a porta. –Honestamente, a senhorita deveria pensar seriamente em processar seu patrão. Acidentes domésticos assim não deveriam acontecer.
-Acidentes domésticos? –tudo parecia ter dado um nó em minha cabeça, enquanto eu tentava assimilar o que ele havia me dito.
-Sim, -ele disse confiante, e então uma lampejo de duvida passou por seus olhos meio pálidos. Um vinco se formou em sua testa. –A senhorita caiu das escadas, não foi?
Não! Eu não havia caído das escadas! Eu podia não me lembrar de muita coisa afinal, os fatos ainda estavam confusos. Mas eu tinha certeza de uma coisa: eu não havia caído da escada. Draco Malfoy havia sim me machucado, mas não daquele jeito.
-Não! –eu falei minha voz estridente. Eu me mexi na cama, e senti uma fincada em minhas costas, mas a ignorei. – Eu não cai das escadas! Draco, ele...
Minha voz sumiu assim que ele entrou pela porta. Seus cabelos estavam perfeitamente penteado para trás, e ele usava um longo casaco carvão, como se tentasse mostrar quem ele era apenas pelas roupas. Ele me lançou um sorriso arrogante.
-Que bom que acordou Hermione. – ele se virou para o médico, que ainda me encarava. –Pode nos deixar um instante a sós doutor?
Ele me fitou, parecendo um pouco duvidoso com isso, mas concordou assentindo. Porque a minha voz tinha que desaparecer justo agora?
Quando a porta se fechou, eu quis levantar da cama ou ao menos ter podido me levantar para me defender. Eu não era fraca, não podia ficar com medo dele. Eu engoli tudo o que estava preso em minha garganta e o encarei, tentando me mostrar confiante enquanto ele andava cada vez mais para perto de mim. Eu notei quando ele se encostou aos pés da cama, como se estivesse confortável e nós fossemos velhos amigos.
-Você me deu um belo susto quando caiu da escada Hermione. –ele disse como se falasse sobre o tempo lá fora.
-Eu não cai coisa nenhuma! Você sabe o que foi que você fez Draco, e acredite, eu vou fazer você pagar por isso!
-Olha só, a sabe-tudo agora também é metida a vingadora. –ele riu, notavelmente forçando isso. –Sabe Granger, eu realmente pensei que pudéssemos continuar como era antes.
-Como você ainda tem a coragem de vir aqui? Como você tem coragem de falar comigo depois do que você fez, seu monstro?
Ele ficou rígido, eu, que acompanhava cada mínimo movimento seu, tive a impressão que até mesmo sua respiração parou. Mas então, eu vi seu corpo relaxar, e aquele sorrisinho maldito voltou.
-Bem, acho que a queda realmente afetou ...
-E não cai seu filho da mãe! –praticamente gritei, querendo logo que ele saísse de perto de mim. Querendo que ele morresse e me deixasse em paz.
Isso não aconteceu. Ele me ignorou.
-Como eu dizia, a queda deve ter afetado sua memória. Principalmente o fato de quem mantém sua querida mãe viva.
Meu coração acelerou e a máquina que marcava meus batimentos cardíacos também. Ele não podia...
-O que quer dizer com...
-Eu quero lhe propor um acordo. –eu fiz menção de novamente o interromper e xingá-lo de tudo quanto fosse possível. – Antes de me negar, eu tenho de esclarecer que isso pode salvar a vida da sua mãe e você nunca mais me verá.
-Eu não cedo a chantagem de nenhum Malfoy! –falei seca.
Porque ele não podia simplesmente me deixar em paz? Tudo o que ele havia feito não havia sido o suficiente?
Como se Ele tivesse ouvido meus pensamentos, Draco caminhou até a porta e abriu. Mas ele não foi embora. Outro homem entrou. Ele vestia um terno preto que aparentava ser realmente caro e tinha uma pasta preta em sua mão esquerda.
-Como vamos? –ele perguntou se dirigindo ao Draco.
- A senhorita Granger parece relutante quanto a minha proposta. – respondeu, se sentando em um sofá branco de dois lugares que estava encostado contra a parede. Ele inclinou a cabeça para trás e cruzou os braços sobre o peito.
Por mais que eu tentasse desviar o olhar, eu não conseguia. Talvez por medo de que ele se aproveitasse de qualquer fraqueza minha para me machucar...
-Senhorita Granger, sou Kevin Dallas, advogado pessoal da família Malfoy. –ele falou, chamando minha atenção. -Meu cliente oferece à senhorita uma pensão, juntamente como todo o suporte médico que sua mãe venha a precisar. – enquanto ele falava, colocou a pasta preta sobre a cama perto dos meus pés e a abriu, retirando de lá alguns papeis. -A senhorita terá um emprego em Montana, no qual não terá que se preocupar com nada. Além disso, assim que estiver se sentindo bem, poderá ingressar em qualquer uma dessas faculdades de sua escolha. – me entregou uma folha com uma lista de faculdades. O nome Oxford foi o que mais me chamou a atenção.
Empurrei a folha para longe e encarei o advogado a minha frente.
-Melhor o senhor Malfoy guardar suas habilidades para a polícia. Agora Saim!
Isso não o fez desistir.
-Vamos lá garota. Você tem o que? 19 anos? Bem, trabalha para a família Malfoy, a mãe de Draco cuidou de você sempre já que quando você tinha apenas 14 anos ela precisou se ausentar pela saúde debilitada. Você odeia a atual noiva de Draco, Pansy, e foi acusada de empurrá-la de uma escada, o que é qualificado como tentativa de homicídio. Se você fizer algo contra meu cliente, o máximo que conseguirá será a mídia em cima de você e as pessoas lhe chamando de aproveitadora. Provavelmente uma apaixonada pelo patrão ressentida.
-Você não podem....
-Sim, podemos! Meu cliente não quer ser prejudicado por um erro. Errar é humano, senhorita Granger.
-Humano é a única coisa que ele não é! –eu falei sentido as lágrimas transbordarem dos meus olhos.
Eu tentei secá-las, mas isso só fez com que meu rosto ardesse.
Malfoy nem ao menos olhou para mim. Era como se não falássemos absolutamente sobre nada.
Eu ouvi um clique e olhei de volta para o advogado. Como as pessoas podiam ser tão frias e agirem como se não tivessem sentimentos? Ele me estendia uma caneta e uma folha.
- Sabe o que fazer, senhorita Granger. –ele falou, balançando a caneta em minha direção. –Pense em sua mãe. Pense no que fará sem um emprego. Faça a melhor escolha...
~*~
No próximo capítulo...
Notas finais
Tah, eu provavelmente cortaria as bolas dele, mas é o Draco rsrsrs
kkkk' (Tah, ignorem, to com sono e tem um bb q não dorme do meu lado :/)
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Ahh Comentários e recomendações me fazem feliz hehehe (nacaradepaumsm) ahsauhuahsas
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AHHHH, antes q eu me esqueça, a respeito do cap. passado... Quem leu antes do meio-dia de terça-feira, eu já corrigi o erro, e ainda não entendi pke aconteceu aquilo, se tiveram alguma duvida a respeito dele, é só voltarem ;)
Bem, é isso.
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Bjs e té a próxima
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