A Beautiful Lie
54 Cap. 53 – A Beira da Loucura
Notas iniciais
Oiiiiiiiie, saudades de vcs minhas coisas fotuchechas u.u #A palavra existe, acabei de escrever ela u.u #LoveMe
Hey, eu AMEI o capítulo, espero q gostem e q não ligeum para os erros. Meu pc deu pau agora a pouco e formatou tudo errado, subiu frase onde não devia, o epílogo misturou com esse cap. Enfim, uma mistureba ¬¬'
Mas, acho q arrumei tudinho.
Nos vemos lá embaixo ;)
Draco Malfoy
Eu conseguia ouvir ruídos uma conversa ao longe, mas não conseguia entender o que falavam. Tateei o lado da cama e não encontrei nada.
- Hermione? – murmurei, fazendo um esforço para manter meus olhos abertos e a procurando pelo quarto.
- Calma – eu ouvi sua voz soar, um tanto quanto eletrônica com alguns chiados. Olhei para a babá eletrônica. Ela estava não quarto de Alicia. Lembrei-me do que havia dito a ela, sobre eu acordar de madrugada caso precisasse. Hermione provavelmente estaria uma fera com isso. Ao fundo eu ouvia o choro de Alicia. – Por favor, só... Só mantenha a calma.
A sua voz soara cautelosa, como se estivesse com medo. Não era aquele tom que ela usava com Alicia. Com quem ela estava falando? Levantei-me da cama e liguei as luzes do quarto. Pisquei contra a claridade e foi só então que eu ouvi a outra voz.
- Eu estou calma, Granger. Não pode imaginar o quanto!
Eu saí dali, entrando sem aviso prévio no quarto em frente, encontrando Hermione próxima ao berço que agora estava vazio. Ela olhava fixamente para um ponto, com as mãos levemente erguidas, parecendo nem ao menos ter notado minha presença ali. Eu segui seu olhar, experimentando aquela sensação de puro pânico. Meu coração começou a bater mais rápido. Não, não. Não era possível. Um nó subiu em minha garganta e meu estômago se contorceu enquanto eu sentia o medo tomar conta de mim. Eu finalmente foquei meus olhos em Pansy. Seu olhar em cima de mim era frio e maligno, tão perverso que meu coração quase paralisou.
Ouvi o choro a minha filha se misturar a risada desequilibrada de Pansy.
- Pansy, por favor, me entregue a minha filha – eu ouvi a voz de Hermione soar tremida, sendo interrompida por seus soluços.
- Não é sua, é minha! – ela gritou, ensandecida – Você a tirou de mim, só estou pegando de volta.
Eu queria gritar com ela e tomar minha filha de volta a força, mas eu sabia que não adiantaria com Pansy. Não naquele momento.
- Diga a ela, Draco – Pansy disse com um sorriso na boca e olhando para Alicia – Diga a ela que é nossa filhinha.
Hermione me olhou, aterrorizada. Exatamente como eu me sentia.
Eu dei um passo a frente, com cuidado, e então outro. Pansy ergueu a cabeça no mesmo instante.
- Nem pense em se aproximar, está ouvindo? – gritou outra vez. Eu parei, erguendo minhas mãos.
- Vamos conversar, está bem? Entregue-me Alicia e eu juro que vamos conversar.
- Não! Agora eu não quero mais conversar! Eu amo você, Draco. Amo você tanto que não faz ideia, mas você a ama, não é? – gritou, fazendo um gesto com a cabeça para onde Hermione estava – Porque ela te deu uma herdeira e eu não!
Eu balancei a cabeça, negando, mas logo parei. Eu conhecia Pansy. A conhecia tão bem para saber do que ela era capaz.
-Pansy, ela não tem culpa de nada do que aconteceu entre nós. Alicia é só um bebê – ouvi a voz de Hermione. A minha atenção estava toda em Pansy. E no que poderia acontecer caso ela fizesse o que estava pensando.
Foi então que os olhos dela se focaram em mim, afiados. Ela sorriu, como se estivesse vendo algo realmente encantador. Pansy estava doente. Doente de raiva e pronta para fazer tudo o que pudesse para me destruir e me deixar em completa desgraça quando ela deu alguns passos para trás, ficando perigosamente perto da grade de proteção da sacada do quarto.
- Não, Pansy, não! – eu disse, tentando me aproximar quando ela gritou novamente, me mandando ficar parado – Não faça isso!
- E o que você fez comigo? – ela gritou – Você me descartou e me substituiu por outra! E eu te amei! Amei como ninguém nunca vai amar, mas isso não importou para você!
Aquilo não era amor, era obsessão. Duas coisas bem diferentes. E Pansy estava prestes a cometer uma loucura por uma coisa que ela pensava sentir.
-Olha, vamos conversar, está bem? Com calma. Você não quer machucá-la. Olhe para ela, Pansy – eu disse, tentando ser persuasivo.
Ela negou com a cabeça, se sentando na grade e a segurando com uma mão, enquanto com a outra ela segurava Alicia. Meu coração parecia querer sair do peito. Eu sabia que se ela deixasse Alicia cair ali, a queda seria livre, sem nada para segurá-la. Minha visão estava embaçada e turva pelo medo de algo realmente grave ocorrer. Medo por saber que era exatamente aquilo que Pansy queria que acontecesse.
Então, testando o excedente do meu limite emocional, Pansy passou para o outro lado da grade, se segurando apenas com uma mão e se equilibrando no pouco concreto que havia do outro lado. O vento que levantava o seu vestido vermelho e o seu cabelo parecia como um cenário para um filme de terror. Mas ali, naquele momento, o perigo que Alicia corria era o meu maior medo.
Eu dei um passo a frente, notando que ela estava distraída, olhando para baixo, parecendo avaliar a altura. E então dei outro.
- Draquinho, não é assim que se brinca – Pansy disse me olhando de súbito, sussurrando, como se estivesse me repreendendo.
- Pansy, pelo amor de Deus. Faça qualquer coisa comigo, mas não a machuque – eu ouvi a voz de Hermione, mas não pude me virar e olhá-la. O medo de que Pansy pudesse fazer algo se eu me distraísse não me deixou sequer desviar meus olhos dela – Alicia está assustada. Ela não merece isso. Seu problema é comigo, não é? Então resolva comigo, deixe-a fora disso.
Pansy sorriu, como se a ideia de machucar Hermione tivesse soado extremamente atraente para ela. E então, eu pude adivinhar o que ela diria no momento em que vi a proposta passar por seus olhos.
- Então vem aqui. Eu a entrego a você – Pansy disse, com um tom cortante, como uma cobra sibilando para a sua presa.
- Não, Hermion-
- Shh – ela me interrompeu, andando lentamente até Pansy, como se esperasse que ela fizesse algum movimento brusco.
Ela estendeu as duas mãos para Alicia, quando estava praticamente de frente a Pansy.
- Eu estou aqui, Pansy. Agora, me entregue ela – Hermione murmurou.
Então, Pansy olhou para o rosto de Alicia, se soltando da grade de proteção e tocando o rostinho dela. Ou eu agiria naquele momento ou as coisas sairiam do controle.
Tudo o que aconteceu depois disso foi consequência das atitudes impensadas de Pansy.
Hermione viu quando eu me movi para perto de Pansy, e segurou Alicia com força, a tomando dela e a abraçando. Pansy se desequilibrou quando percebeu o que havia acontecido. Eu vi quando seus olhos se arregalaram e ela escorregou no pedaço de concreto que era a única base que ela tinha. Segurei a sua mão antes que ela caísse.
- Draco – ela sussurrou com a voz embargada pelo inicio do choro, olhando fixamente para o meu rosto.
- Dê-me a sua outra mão! – ordenei, quando ela olhou para baixo – Anda, Pansy!
Quando olhou novamente para o meu rosto, as lágrimas ainda estavam ali, mas agora acompanhada de um sorriso no canto dos lábios.
- Deveria ser a nossa família – ela murmurou olhando para o meu lado, onde eu sabia estar Hermione com a nossa filha, segura. Pansy segurou a minha outra mão e eu comecei a puxá-la de volta para cima. Mas eu não esperei que ela fosse fazer aquilo.
Pansy se soltou.
Simples assim. Ela... Soltou as minhas mãos.
Fechei meus olhos, os apertando com força quando vi seu corpo cair em queda livre. O barulho de quando ela atingiu o chão foi alto, pesado.
Meu estômago se revirou. Não era mais por medo, era por um horror que parecia correr por todo o meu corpo.
O que pareceram minutos depois, eu comecei a ouvir gritos de sobressalto vindos de lá de baixo, mas não olhei.
Afastei-me da sacada, puxando Hermione comigo. Ela tremia compulsivamente e apertava Alicia com força.
Susann entrou no quarto, com uma expressão de medo.
- Senhor Malfoy- – ela parou de falar, parecendo ter engasgado com a própria saliva.
Eu saí dali, descendo com rapidez as escadas, e indo para a área externa da mansão.
Algumas pessoas estavam ao redor e gritavam para chamarem uma ambulância. Mas não seria mais necessário. Os olhos de Pansy abertos com uma grossa linha de sangue entre eles eram a evidência de que ela estava morta, assim como seu corpo estendido sobre a grama em um ângulo completamente torcido
- Como isso foi acontecer?
- Eu não sei. Parece que ela caiu de lá de cima.
- E como ela entrou aqui?
Eu virei meu rosto para a figura vestida de negro que estava encostada a parede, de braços cruzados e com os olhos fixos no corpo de Pansy. Bellatrix me olhou, abraçando seu próprio corpo e erguendo a cabeça enquanto caminhava em minha direção.
- O que você fez, Malfoy? – perguntou como se estivesse me culpando. Mas não fui eu. Eu havia tentando ajudá-la, mas Pansy não quis. Matar estava acima do que eu considerava o possível para me livrar de alguém.
Eu sentia meu corpo suando frio, tomado pela adrenalina. Alicia em perigo. Pansy morta... Sentia meu peito apertado, como se alguém o estivesse pressionando com força. Via as lembranças da minha adolescência com Pansy e Blaise passarem em câmera lenta. Lembrei de quando suas implicações com Hermione começaram. Vi Bela ameaçar a minha filha e a minha mulher... Mas nunca esperei que terminasse daquela forma.
O barulho de sirenes preencheu meus ouvidos naquele instante e eu me virei, vendo viaturas e ambulâncias. Pisquei os olhos várias vezes, tentando voltar a realidade, mas aquilo era a realidade.
Hermione Granger
Os últimos dias haviam sido um completo pesadelo. Ninguém conseguia esquecer o que havia ocorrido e eu duvidava de que fosse acontecer tão cedo. Os jornais que fizeram as melhores matérias sobre a família Malfoy agora eram os mesmos que todos os dias acusavam Draco sobre o que havia ocorrido. A história dele e de Pansy havia sido divulgada de maneira errada e eu estava sendo tratada como a mulher que forçou ela a ir para a nossa casa e se suicidar. Ou bem, isso quando eles chegaram à conclusão de que não foi Draco quem a jogou lá de cima.
Sempre que fechava os olhos eu via tudo novamente. Draco foi preso naquela madrugada, acusado de homicídio pela policia e pela imprensa, que criava diferentes versões para o que havia ocorrido. As câmeras da casa foram à única coisa que pode nos ajudar a provar sua inocência. Nem mesmo Bellatrix fez algo para ajudar o sobrinho. Quando ela havia aparecido naquele mesmo dia mais cedo, indo até o quarto de Alicia, eu sabia que havia algo errado. Eu só não esperava que ela estivesse envolvida com Pansy.
- Vem aqui com o padrinho!
Eu fui tirada dos meus devaneios quando ouvi a voz de Blás. Ele estendia as mãos para Alicia, que estava em meus braços e eu a entreguei. Ele ainda me olhava um pouco envergonhado. Eu sabia de sua grande amizade com Pansy e não adiantou dizer que ele não teve nada com aquilo. Blás sempre gastava um bom tempo dizendo que a Pansy que ele conheceu não era aquela. Draco dizia a mesma coisa, mas ao mesmo tempo em que o fazia, assumia entrelinhas culpa pelo que havia ocorrido.
- Minha nossa, ela está a cada dia mais parecida com o Draco! – ele disse brincando com a mãozinha dela e eu sorri. Os olhos dela estavam ficando mais claros, alcançando o tom dos de Draco, assim como os cabelos. Segundo a minha mãe a coisa mais evidente que ela tinha comigo era a calma que nós duas tínhamos. Quer dizer, isso quando ela não estava com fome ou era a hora de eu lhe dar banho.
Foi apenas ouvir o nome de Draco que eu comecei a procurá-lo com os olhos pela igreja. Encontrei-o próximo ao altar, falando com dois homens que eram seus amigos. Ele se virou um pouco, encontrando meu olhar e sorrindo. Eu sorri de volta.
- Não faça isso, vai assustá-la! – ouvi Gina dizer, irritada.
Não precisei olhar para saber que ela falava com Blás. Ele estava fazendo caretas para Alicia e tudo o que ela fazia era olhá-lo séria.
- Não seja chata, Weasley! – ele respondeu de volta.
A igreja não estava muito cheia visto que era apenas um batizado, mas ainda sim era gente o suficiente para me olhar com olhos especulativos. E os fotógrafos que estavam ali não nos assediavam muito, parecendo respeitar um solo sagrado, já que era comum alguém sempre perguntar sobre o que havia acontecido naquela madrugada em que Pansy morreu.
O padre me chamou, avisando que daria início a cerimônia. Draco tomou seu lugar ao meu lado, abraçando minha cintura.
Alicia estava no colo de Gina e Blaise ao seu lado, ostentando sorrisos orgulhosos e olhares bobos para a afilhada.
- Ela não é uma escolha tão ruim assim – Draco sussurrou ao meu ouvido, enquanto ouvíamos o padre dizer qual era o papel dos padrinhos.
Eu sorri, o olhando de lado.
- Admita que gosta dela, Malfoy – falei em um claro tom de brincadeira.
E ele apenas deu um sorriso irônico, balançando a cabeça para os lados e voltou seu olhar para o que estava acontecendo.
Aquele era o primeiro dia de paz depois de tantos turbulentos.
[...]
- Isso é injusto! – eu chiei, vendo Alicia quietinha enquanto Draco dava banho nela sem que soltasse seus característicos resmungos de quando era eu que o fazia.
- Isso é porque ela gosta mais de mim do que de você, não é princesa do papai? – ele brincou com ela e eu estreitei meus olhos para Draco.
Entreguei a toalha a ele, que enrolou Alicia nela e logo percebeu meu olhar.
- É porque ela me vê pouco, Hermione, então eu sou a novidade – ele disse, quando a deitou sobre o trocador.
Soltei um muxoxo. Talvez fosse por aquilo. Eu passava o dia todo com Alicia que talvez ela tivesse se cansado de me ver.
Miriam entrou no quarto, com a mamadeira em mãos. Outra coisa que me deixou contrariada. Alicia havia me trocado pela mamadeira e eu não parecia ser mais tão útil quanto antes. Meu leite não era mais suficiente para ela agora que Alicia estava com quase dois meses. Miriam havia sido uma consequência de quando Draco disse que não ficaria me vendo andar pela casa feito um zumbi. A chegada de uma babá havia me ajudado a ter uma noite serena de sono, mas ainda me chateava um pouco.
Deixei Alicia com Miriam e segui Draco para o escritório, onde ele disse que tinha uma surpresa para mim.
- O que é? – eu perguntei excitada. Admito que eu talvez tenha adquirido um fraco pelas surpresas de Draco, visto que todas elas sempre pareciam ser únicas e realmente especiais.
Ele sorriu, parecendo gostar do meu entusiasmo e então colocou uma pequena caixinha aberta em minhas mãos, mostrando um par de brincos com grandes e brilhantes diamantes rosa. Ênfase nos diamantes. Não gosto de coisas rosa, mas o brilho dos diamantes consumiu toda a minha atenção.
- Uau! – eu disse, tocando com cuidado em uma das pedras.
- Sabia que ia gostar. – ele disse em tom afetado.
- Algum lugar especial que eu deva usar? – perguntei, embora quase sempre que ele me dê jóias não significasse exatamente isso, mas ainda não havia ganhado nenhum diamante rosa. Os presentes haviam aumentado de quantidade depois que Alicia nasceu. Parecia ser uma forma que ele havia de me acalmar ou recompensar pelo esforço que estava fazendo. Eu não reclamaria.
Draco fez uma cara pensativa, mas então tomou a caixinha das minhas mãos, a colocando sobre a mesa atrás de si e pegou alguns papeis que estavam sobre ela, os entendendo em minha direção.
Eu peguei, lendo o que estava escrito nas passagens. Mordi o lábio inferior. Ele não havia se esquecido.
- Então... Grécia?
Ele assentiu, me puxando para mais perto dele pela cintura e firmando suas mãos ali.
- Você disse Grécia, lembra? Depois podemos ficar um final de semana em Honolulu, eu não me importo.
Sorri, me esticando para beijá-lo.
- Parece ótimo para mim.
Notas finais
Agradou eu e a Lays, aquela linda auhsuahsauhas
Gostaram? *-*
.
Bem, sinto em informar, maaaaaas: esse foi o penúltimo, o próximo é o epílogo :(
E... Não quero falar mais nada, fiquei chatiada porque logo logo vamos nos afastar :'(
Então, inté o próximo suas coisas lindas e gostosas como eu.
Bjs ^^
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