A Beautiful Lie
49 Cap. 47 - Conversas e Visitas
Notas iniciais
Espero q gostem ^^
O cap. tah meio parado, mas é uma ponte para o próximo ;)
Estava ficando cada vez mais difícil ter uma noite de sono tranquila e completa. Não era apenas pelos chutes que Alicia dava que eu não conseguia mais dormir, mas sim porque eu sempre perdia o sono. Aquela era uma das noites em que isso acontecia.
Olhando para trás de mim, eu vi Draco dormindo a sono solto. Ele continuava com um braço ao meu redor, mas foi fácil tirá-lo de lá. Ele se remexeu um pouco, mas agarrou meu travesseiro, não dando sinais de que iria acordar tão cedo. Escorreguei cuidadosamente para fora da cama, calçando as pantufas e colocando um robe de seda na cor vinho por cima da camisola. Fechei a porta com o mesmo cuidado que a abri e desci as escadas em silêncio, rumando para a cozinha. Não havia nenhum sinal dos empregados na casa, o que significava que era realmente tarde.
Eu não me sentia com sono, então apenas peguei um copo de leite e me sentei em uma cadeira na cozinha esperando que Alicia se acalmasse e parasse de fazer festa na minha barriga. Quando percebi que ela não se acalmaria tão cedo, resolvi fazer algo para em distrair. Eu olhei para a cozinha brilhante, sabendo que depois teria de deixá-la completamente limpa quando terminasse ali.
Sabia que do segundo andar não daria para escutar o barulho da batedeira ou qualquer outro que eu pudesse causar então não me preocupei pensando que minha mãe ou Draco poderiam acordar enquanto eu fazia o bolo.
Somente quando eu ouvi um ruído percebi que talvez eu não tivesse sido tão silenciosa quanto eu pensei. Virando-me eu vi Draco encostado contra a parede e de braços cruzados.
- O que está fazendo? – ele perguntou curioso, descruzando os braços e aproximando-se.
- Estava sem sono, resolvi descer para me distrair e agora estou fazendo um bolo de chocolate – respondi indo colocar a assadeira no forno.
Draco me encarou de cenho franzido.
- São três horas da madrugada – falou e logo em seguida bocejou.
- Eu sei, — respondi dando de ombros – mas é que eu não estou conseguindo dormir. Alicia está cada vez mais agitada. – falei quando Draco puxou minha mão, me sentando em seu colo e colocando sua mão sobre a minha barriga, no exato ponto que ela mais chutava. Ele parecia estar com os pensamentos longes, embora seus olhos estivessem focados em meu rosto – O que foi?
Ele balançou a cabeça, piscando e focando seus olhos nos meus para então desviar. Havia algo de errado.
- Nada.
- Sério? Você parecia preocupado com alguma coisa – insisti.
Ele deu de ombros.
- Nada com que você deva se preocupar.
Eu o fitei por mais algum tempo esperando que ele me desse uma explicação, mas sabia que seria inútil. Draco não me diria se realmente não quisesse, então, resolvi tocar em um assunto que ainda estava me atormentando.
– Você voltou a falar com Dallas? – perguntei e seus olhos me olharam inquisitivos, mas eu percebi que ele não parecia surpresa por eu tocar naquele assunto.
- Não, por que voltaria? – perguntou em tom indiferente.
- Ele me parecia aterrorizado quando saiu daqui – murmurei e Draco soltou uma risada baixa.
- Mesmo? Isso é realmente bom. – ele parecia realmente feliz com aquilo.
- Bom? Como isso poderia ser bom?
Draco tinha um brilho malicioso nos olhos quando segurou meu rosto pelo queixo, o erguendo levemente e então soltou.
- É bom porque ele não vai cometer o mesmo erro duas vezes – murmurou – Aprenda, Hermione, existem duas formas de alguém te respeitar: A primeira forma é se essa pessoa gostar de você e te respeitar por isso. A outra é ela temer a você e por isso te respeitar. A segunda me soa mais prática – deu de ombros.
Por mais que uma parte de mim discordasse completamente daquela forma de pensar, eu sabia que era a verdade. Dallas realmente não me pareceu o tipo de você com quem você pode ter uma amizade duradoura.
- E como a Parkinson entrou no meio disso?
E novamente Draco não estava surpreso. Na verdade, aquele brilho em seus olhos era quase como se fosse exatamente pelo que ele esperava. Pensei que ele fosse ser novamente evasivo, mas não. Quer dizer, ele falou mais do que da última vez em que tocamos no assunto.
- Pansy se meteu com pessoas que não lhe diziam respeito.
- Dallas? – eu assumi.
Ele assentiu com a cabeça.
- Pansy é persistente, mas não pensei que ela chegaria a se envolver com alguém como ele apenas para chegar onde ela queria. – o nojo em suas palavras deixava claramente o tipo de envolvimento que Pansy teve com aquele homem. E eu também sabia qual era seu objetivo. Ela quase havia conseguido alcançá-lo... – Ela vai permanecer afastada agora. Não é idiota e sabe que não vai conseguir nada.
Eu não tinha tanta certeza quanto ele. Draco podia muito ter convivido durante anos com Pansy, mas ele não sabia o quão ruim ela podia chegar a ser. Ele muito provavelmente pensava que Pansy tentou nos separar apenas por ainda amá-lo e estar rancorosa por não estar em meu lugar, mas eu sabia que ia muito além daquilo. Pansy provavelmente não ficaria tão raivosa se ele tivesse se casado com qualquer outra, mas não comigo. Ela me odiava e isso não tinha nada a ver com Draco.
Senti meu cabelo ser jogado para o lado.
- No que está pensando? – Draco perguntou, brincando com o laço mal-feito do robe que eu trajava.
Eu sorri, espalmando minhas mãos em seu peito e as deslizando por ele.
- Nada demais – respondi, me erguendo um pouco para beijá-lo – Quer sorvete? – perguntei indo em direção ao freezer e pegando o pote de sorvete. Sentei-me novamente sobre suas pernas e quando fui entregar uma das colheres ao Draco ele negou.
- Lembre-se que você tem que passar pela porta do carro mais tarde.
Eu teria lhe acertado com aquela colher se ele não tivesse um olhar divertido.
[...]
- Não há nada de errado com o bebê.
No instante em que aquelas palavras saíram, o aperto firme que Draco mantinha em minha mão se afrouxou e ele soltou um suspiro de alívio. Ele não disse, mas estava mais do que óbvio que ele pensava que eu não havia me cuidado direito durante o tempo em que estive longe.
- Mas eu vou ter de pedir que você faça alguns exames, Hermione – ela prosseguiu, em um tom cauteloso como se não quisesse me assustar – Os desmaios e palpitações que sentiu podem ser resultados por estar sob estresse, mas também pode significar algo mais.
Draco já me olhava como se esperasse por aquilo, mas eu me mantive escutando o que a médica tinha para dizer até o fim. Quando terminou, ela me acompanhou até uma sala para que eu fizesse os exames. Durante todo o tempo ela ficou me dizendo que era apenas para se certificar de que não havia nada de errado. A médica, que parecia ser amiga de Draco pela forma como conversavam, falou mais algum tempo comigo, me perguntando sobre alimentação, as vitaminas que deveria tomar, dúvidas e no final me passou seu telefone, dizendo que eu deveria ligar a qualquer momento, caso algo acontecesse ou eu tivesse qualquer pergunta para fazer.
- Hey – Draco segurou minha mão quando saímos do consultório e a apertou um pouco, como se quisesse dizer que sabia no que eu estava pensando – não pense muito nisso agora, vamos esperar os exames e aí vamos nos sentir culpados juntos – falou, beijando o topo da minha cabeça.
Eu assenti brevemente e entrei no carro, prendendo o cinto de segurança em meu corpo.
- Podemos ir almoçar fora? – perguntei quando Draco ocupou seu lugar no banco do motorista.
Ele me olhou confuso.
- Pensei que tivesse dito a sua mãe que iríamos almoçar com ela hoje – me lembrou.
- Eu sei, mas não quero ir para casa agora. Podemos ligar e avisar que não almoçaremos mais lá.
Draco balançou a cabeça, ainda confuso e pegou o celular que estava no suporte do carro para avisar que não iríamos para casa. Quando terminou a ligação, ficamos em silêncio.
Eu estava pensando no que a médica havia dito, esperando que realmente tivesse sido apenas estresse e aí eu não teria nada para me preocupar. Ir para casa significaria muitas perguntas da minha mãe e eu estava me sentindo exausta para respondê-las e também para ouvir recomendações.
- Deveria ligar para aquela sua amiga – Draco falou, mantendo seus olhos na direção. E eu o olhei surpresa, sabendo a quem ele se referia, mas ainda sim precisando confirmar. Ele havia usado aquele tom de desagrado que ele usava para se referir a apenas uma pessoa.
- Gina?
- É. Eu não gosto dela, mas vai fazer bem se você conversar com ela já que Blaise não está mais aqui – eu quase ri, notando quanta força ele parecia estar fazendo para sugerir aquilo, mas ri mesmo quando entendi o que estava nas entrelinhas.
- Você é minha primeira opção para conversar, Draco. Acho que ninguém me entende tão bem e é ao mesmo tempo sincero – respondi e vi quando o canto de sua boca se curvou em um sorriso – Aliás, você se tornou a minha primeira opção para várias outras coisas.
Logo que eu fechei a minha boca eu notei o duplo sentido das minhas palavras e Draco riu, me olhando enquanto erguia uma sobrancelha.
- Não faça essa cara, você me entendeu – acrescentei.
Draco parou o carro na frente de um restaurante e abriu a porta do mesmo para que eu descesse.
Só percebi que eu estava sem apetite quando os pratos chegaram, mas ainda sim fiz um esforço para comer. Draco parecia estar observando cada movimento meu, provavelmente pensando que eu estava preocupada com o que a médica havia dito. E eu realmente estava.
- Como vão os negócios? – perguntei, dando um pequeno sorriso e tentando mudar o foco dos meus pensamentos.
Draco me analisou minuciosamente antes de responder.
- Muito bem, embora eu saiba que você não se interesse muito por isso – pontuou e eu não neguei. Era a verdade mesmo – Como foi ontem com sua mãe?
Eu também sabia que Draco não queria saber sobre aquilo, mas ainda sim respondi. Eu e minha mãe estávamos passando muito tempo juntas e mesmo que ele negasse, eu sabia que às vezes Draco se irritava com isso, mas logo ele não teria com o que se preocupar já que minha mãe havia decidido que estava nos atrapalhando lá. Eu não queria me afastar dela, não naquele momento, mas eu não poderia impedi-la se ela realmente se fosse. A verdade era que ela estava se sentindo deslocada ali e eu a compreendia, mesmo com minhas tentativas e conversas dizendo que ela não tinha com o quê se preocupar. Eu não a forçaria a ficar ao meu lado, sabendo que ela não se sentia bem ali.
- Escolha um lugar.
A voz de Draco me tirou dos meus pensamentos e eu pisquei, me perguntando se havia perdido mais alguma coisa que ele tivesse dito.
- O quê?
Ele tomou um pouco de vinho antes de me responder.
- Disse para escolher um lugar. Qualquer um que queria conhecer.
Eu parei por um momento para pensar. Eu sempre quis conhecer Paris, mas eu já havia ido lá à minha lua de mel. Também queria conhecer Florença e São Petersburgo, mas havia um em especial que sempre se destacou.
- Grécia.
Draco fez uma pequena careta.
- Grécia? As pessoas de lá não são as mais hospitaleiras, sabia?
Eu estreitei meus olhos para ele.
- Você disse qualquer lugar, lembra?
Ele soltou um suspiro.
- Pensei que diria Bahamas, Honolulu ou qualquer lugar assim, mas podemos ficar alguns dias na Grécia.
Eu parei com o garfo a meio caminho e então o encarei. O que eu havia perdido? Draco, percebendo meu olhar de total confusão, prosseguiu.
- Eu havia feito alguns planos para nossa lua de mel antes de... Antes do que aconteceu. Podemos retomá-los depois que Alicia nascer. E aí sim teremos uma lua de mel – ele piscou sugestivo e eu ri.
Não havíamos tocado no assunto sexo até aquele momento. Algumas vezes eu pensava em tentar alguma coisa, mas eu sempre parecia ser sutil demais já que Draco não parecia notar. Ele chegar tarde da noite em casa não ajudava muito e muito menos eu me sentir cada vez mais cansada. Logicamente ocorriam algumas carícias durante o banho ou quando Draco chegava um pouco mais cedo e eu ainda estava acordada, mas não passava disso.
Nós terminamos nosso almoço e seguimos para a loja de decoração. Draco já havia escolhido praticamente tudo, mas ainda faltavam algumas coisas. A cor que nós escolhemos foi lilás, embora tivéssemos tido uma pequena discussão por que Draco alegou que não gostar muito da cor, mas ele não ficou tão bravo quando entramos em uma loja para bebês e compramos um punhado de roupas para Alicia e algumas para mim.
Eu só fui me lembrar do que a médica havia dito na consulta quando cheguei em casa e minha mãe me perguntou como havia sido, mas não tive muito tempo para pensar naquilo já que a visita de alguém bastante inesperado monopolizou toda a minha atenção.
Notas finais
Apostas para quem seja esse(a) visitante?
Nada a declarar u.u
Bjs pessoas lindas :) Boa noite ^^
P.S.: Me perguntaram porque só atualizo a fic de noite... Não, não é tem nenhum motivo obscuro para isso (what?) é só q é um dos únicos horários que eu acesso a internet pelo pc msm, o resto é pelo celular quando os professores não estão dando matéria '-' Na verdade, eu deveria ter postado hj mais cedo, mas meu word me trollou e eu decidi baixar o BrOffice q é uma merda, mas gosta de mim u.u É, vcs não querem saber sobre meu conflito com a tecnologia, então, deixem pra lá '-'
Bjs ^^
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