A Beautiful Lie
50 Cap. 48 - É Fogo Que Arde Sem Se Ver...
Notas iniciais
O nome do capítulo não tem ligação com um poema de Camoes à toa '-'
Nos vemos nas notas finais ^^
Hermione congelou a minha frente e eu a olhei sem entender já que segundos antes ela estava falando com a mãe e não tinha aquela expressão assustada.
Foi só então que eu a vi, de pé, olhando para um dos quadros abstratos pendurados na parede, parecendo realmente interessada. E quando ela finalmente me olhou, foi fácil conseguir conter a surpresa. Ou bem, eu não estava tão surpreso assim. Sabia que ela iria me procurar, só não sabia que seria tão cedo assim e em minha casa.
- Draco!
Senti os dedos de Hermione apertar minha mão com força no segundo em que Pansy abriu a boca.
- Bom ver você outra vez – falei, sorrindo para ela que me encarou parecendo pronta para me matar no mesmo instante – Seu advogado foi mais rápido do que eu pensei.
Vi Hermione ao meu lado nos fitar confusa e irritada e eu pensei em uma maneira de tirá-la de perto dali, sabendo que a qualquer momento a fúria de Pansy iria se virar para ela e eu não a queria mais exposta do que já estava.
- Por que você e sua mãe não vão para o jardim, Hermione? Susann, pode acomp-
- Não vou sair daqui até que Pansy vá embora desta casa! – Hermione me interrompeu, livrando sua mão da minha.
- Não precisa mostrar suas garras! – Pansy rebateu, olhando para Hermione de uma forma tão sutil que eu soube que havia algo errado.
- Hermione – eu murmurei, puxando seu braço para trás.
Jane, que estava um pouco à frente, pareceu entender que eu não nutria o melhor dos sentimentos por Pansy agora e chamou a atenção da filha, sugerindo que seria melhor que ela nos deixasse conversar. Teríamos realmente uma conversa, mas uma conversa baseada em gritos, por parte de Pansy, é claro.
Mas os planos de Pansy eram diferentes dos meus. Ela não queria uma conversa privada e nem ao menos deixou que Hermione cogitasse a ideia de me responder.
- Por que ela não fica? Não é ela sua esposa? Hermione já sabe quem você é!
- Você também sabia – falei, agora realmente sabendo que Pansy não estava nada bem. Ela pegou um conjunto de papéis que estava sobre a mesinha de centro e que só então eu notei. Eu não precisava que ela me dissesse o que havia ali – Surpresa? – perguntei e ela me olhou, dando um pequeno sorriso, parecendo como aquelas pessoas loucas que ainda veem sentido em algo.
- Você disse que eu deveria me manter afastada, mas teve que mexer seus pauzinhos para ter certeza de que isso aconteceria, não é? – ela murmurou em um tom brando o suficiente para me deixar em um alerta maior ainda. Eu conhecia aqueles olhos e aquela voz e sabia que não tardaria o momento em que ela atacaria.
- Desculpe, Pansy – eu disse e por um lado realmente sentindo – As coisas não são como antigamente e nós dois sabemos que você não me obedeceria por livre vontade.
- Mas isso é demais! – ela jogou os papéis para o ar, fazendo as folhas irem a todas as direções – Você faz ideia do que fez?! – ela gritou histérica e eu sabia que estava demorando muito para aquilo ocorrer.
- Nada demais, apenas lhe dei algo para se preocupar com a sua vida e deixar a minha e a de Hermione em paz. Aliás, o que eu fiz foi o mesmo que você, apenas não usou os mesmos truques, certo?
Ela levantou um dedo e abriu a boca, mas logo a fechou, como se não conseguisse argumentar com aquilo. Jogou as mãos para o alto e então caiu no sofá, arruinada.
- Você arrasou com a minha reputação, sabia? – perguntou, me olhando entre os fios do seu cabelo que estavam caindo em seu rosto – Com a de toda a minha família.
- Não era isso o que você pretendia? Eu apenas fiz antes que você arrumasse coragem, Pansy.
Eu tinha noção de Hermione relutar com sua mãe que tentava tirá-la dali a todo o custo, mas não seria mais preciso. Pansy já havia destinado sua raiva a mim e seguiria até o fim. Mas então, em um ato inesperado, ela se inclinou no sofá, o suficiente para focar seus olhos em Hermione já que eu ainda segurava seu braço, colocando-a um pouco atrás de mim.
- Torça para que ele nunca desista de você como fez comigo – murmurou, baixinho – Torça para que ele não a odeie e queira acabar com você da mesma forma que acabou comigo.
- Isso nunca vai acontecer – Hermione respondeu, não parecendo ter sido abalada pela ameaça de que eu poderia fazer aquilo com ela. Ela realmente não devia. Pansy não fez comigo o que Hermione havia feito. Aliás, deveria ser sacrilégio compará-las pelo mínimo que fosse. Hermione tinha uma parte de mim que eu não havia me dado conta de que sentia falta até perceber que eu a amava. Até saber que eu poderia perdê-la pelos meus próprios erros – Draco não acabou com você, Pansy. Você própria está fazendo isso agora.
As palavras de Hermione não teriam valido de nada se elas não tivessem tanta compaixão contida nelas, e foi isso que fez Pansy se levantar do sofá, nunca parecendo tão acabada. Ela pegou sua bolsa e uma folha que havia caído no tapete e a olhou.
Eu sabia qual era aquela sensação. A sensação de sentir seu mundo ruir aos poucos, bem diante dos seus olhos e procurar uma saída para aquilo não acontecer. Eu havia visto aquilo acontecer quando Hermione me deixou. Havia desistido dela e estava cansado de sentir falta dela. Havia cansado de toda vez que fechava os olhos lembrar-me dela, de lembrar o sorriso dela e havia desistido de pensar nela durante todo o meu dia. Pansy havia ajudado para que meu mundo ruísse. Eu apenas estava me assegurando de que ela não interferiria no meio das coisas de novo. Lá estava a diferença mais dura entre nós: O mundo de Pansy era feito pela reputação dela. O meu também se baseava em renome e em status, mas Hermione estava participando quase todo o mundo agora.
Ela deixou que a folha caísse no chão novamente e caminhou para a porta. Eu me afastei do caminho, puxando Hermione e Jane comigo. Pansy não olhou nenhuma vez para trás. Eu sabia que ela não ficaria na cidade por muito mais tempo. Pansy era esperta e sabia que havia cavado aquilo com as próprias mãos.
Amanhã, no jornal das principais cidades como matéria principal e em sites do mundo todo o nome da família dela estaria estampado e não seria da forma mais gloriosa. As falcatruas que a tanto tempo passaram despercebidas iriam a tona e Pansy não podia fazer mais nada contra aquilo. Eu sempre disse a ela que não deveria confiar em alguém fácil de ser manipulado. Kevin Dallas foi esse alguém.
Hermione me fitava parecendo estar decidindo algo e então seus olhos foram até uma folha que a mãe dela segurava, parecendo não entender nada enquanto lia. Mas Hermione entendia. Anos de convivência naquela casa e ela era provavelmente sabia mais do que estava escrito naquele dossiê.
- Ela vai ser presa? – perguntou, parecendo sentir pena.
- Não. Nesse momento já deve ter um jatinho particular esperando por ela e pela família.
- E você?
Hermione não era burra. Ela sabia que meus pais não gostavam de Pansy simplesmente por gostar. Havia mais interesses entre nossas famílias do que as pessoas desconfiavam. Sua mãe se retirou naquele momento e eu me sentei ao sofá. Hermione também se sentou e manteve seus olhos presos nos meus, esperando pela resposta.
- Provavelmente alguém vai querer saber como eu reagi com isso, mas nada que respingue em nosso nome. Será mais por eu ter namorado com ela do que se estou ou não envolvido nisso – respondi.
Ela mordeu o lábio inferior, lançando um olhar para as folhas espalhadas pelo tapete que uma empregada começava a recolher e enfiar em um saco plástico azul.
- Era isso o que você estava fazendo? – ela perguntou, me encarando diretamente.
- Eu prometi que ela não iria mais nos incomodar, não prometi?
Eu podia ver a desaprovação em seus olhos, mas não disse nada. Hermione havia sido criada para crer que era errado se pagar mal com mal, mas ela sabia que Pansy não pararia tão cedo.
- Você a odeia? – Hermione perguntou, parecendo estar confusa com algo – Você não parece odiá-la.
Eu parei para pensar naquilo. Amor e ódio eram dois extremos e no momento eu não sentia nenhum dos dois por ela. Pansy havia sido minha amiga e havia me ajudado quando eu precisei, mas nós dois havíamos mudado com o tempo. Eu havia deixado de sentir qualquer afeição por ela no instante em que ela ameaçou ferir a pessoa que eu mais amava e isso eu não deixaria acontecer, não importa o que ela tenha feito de bom para mim. Pansy também não me amava, embora afirmasse aquilo. Prova disso foi a rapidez com que ela foi embora e a forma como ela me olhou.
- Às vezes eu me vejo como ela – Hermione murmurou, juntando seu corpo mais ao meu no sofá e eu passei meus braços ao seu redor, sem entender o que ela dizia – Às vezes eu penso que se não tivéssemos voltado ficaria tão rancorosa quanto ela e te odiaria se você me esquecesse para ficar com outra.
- Eu nunca faria isso com você – prometi, me afastando para olhá-la – Eu não seria estúpido de me afastar de você Hermione. E muito menos deixá-la se afastar. Esqueça Pansy, ela provavelmente está fazendo isso nesse exato momento.
Eu selei nossos lábios, sabendo que aquilo não a faria esquecer, mas daria o assunto por encerrado.
[...]
— Estou cansada – Hermione murmurou em meu ouvido enquanto me abraçava. Eu passei meus braços ao seu redor e olhei a nossa volta, vendo que ainda não era à hora de nos retirarmos.
- Espere mais alguns minutos e então saímos à francesa – respondi, depositando um beijo em sua testa – Por que não se senta um pouco? Eu tenho que falar com uma pessoa agora.
Ela olhou por cima de seu ombro, vendo Augusto se aproximar e assentiu, se afastando até o outro lado do salão, onde Chant estava. Ela parecia ser a única mulher dali com quem Hermione não se importava de conversar.
- O amor enriquece o espírito do homem, mas esvazia o seu bolso, o que acha da frase, Augusto? – Yuri falou, bebericando seu dry martini.
- Acho que ele está completamente certo, mas Draco não está se aplicando a segunda parte – Augusto respondeu e eu sorri, apertando sua mão – Vejo que o casamento vai bem.
- Melhor do que isso impossível! – respondi, olhando de soslaio para Hermione que falava com a esposa de Augusto e esta apontava para sua barriga. Voltei meu olhar para ele – É sobre isso o que quer falar?
Ele sorriu abertamente, fazendo um gesto para o sofá e eu me sentei, recusando todas as bebidas que um garçom me ofereceu e cruzei minha perna sobre a outra, sabendo que deveria estar completamente sóbrio para tocar naquele assunto. Inevitavelmente, enquanto discutíamos sobre negócios, a conversa entrou no nome da família de Pansy, mas não falamos muito sobre isso. Todos nós dissemos lamentar o fato, mas eu sabia que Yuri e mais alguns outros estavam aliviados pela diminuição de concorrência no mercado. O único que realmente lamentava era Augusto, que sempre achou os Parkinson um exemplo a ser seguido e falou que o escândalo havia sido armado. Mas eu tinha certeza de que ele conhecia muito bem aquela família para saber que cada palavra daquele dossiê era verdade.
Eu não tornei a ver Pansy ou receber qualquer noticia dela e sabia que ficaria sem saber dela durante um bom tempo, até que a mesma resolvesse voltar e tentar limpar seu nome. Eu sabia que ela faria isso, mas não em quanto tempo.
Aos poucos as pessoas começaram a se retirar. No final, ficaram apenas os que eram mais íntimos da família, mas até estes se foram. Quando ficamos sozinhos, Hermione retirou os sapatos e levantou os braços.
- Com sono? – perguntei a abraçando por trás e soltando seu cabelo do coque que ela havia feito e parecia ser impossível de se soltar instantes antes.
- Não faz ideia do quanto... – ela apoiou sua cabeça em meu peito e juntos subimos a escada, indo para nosso quarto – Onde está Bichento? – perguntou assim que fechamos a porta do quarto atrás de nós.
- Bem longe, é o que eu espero – respondi, me sentindo aliviado pela ausência do gato ali.
Hermione havia adotado um gato de cara amassada como se este fosse o animal de estimação mais adorável do mundo. Ele não era.
- Não seja assim, Draco – falou, indo até o banheiro a procura dele e eu fui atrás dela.
- Esqueça esse gato. Ele deve estar por aí, soltando pelos por toda a casa – falei a levando de volta para o quarto.
Virei Hermione de costas e desabotoei os primeiros botões do seu vestido, beijando a pele que ficava exposta conforme o vestido ia escorregando pelo seu corpo.
- Estou gorda – ela soltou um muxoxo e eu ri contra sua pele e a virei.
- Está linda.
Grudei nossas bocas e Hermione levou as mãos a minha nuca, subindo suas mãos pelo meu cabelo. Eu apertei meus braços ao seu redor com cuidado e encontrei a parte de trás do seu vestido, terminando de desabotoá-lo. Afastei-me de Hermione e o tecido se amontoou em seus pés. Eu a ergui sem dificuldade, a colocando deitada na cama e enquanto Hermione desfazia o nó da minha gravata. Logo que terminou, eu a tirei, tirando em seguida o paletó.
- Ainda está cansada? – perguntei, mordiscando seu pescoço e Hermione puxou meu rosto para perto do seu e me beijou. Sua língua brincou com a minha, me dando a resposta.
Envolvi a sua cintura com meus braços, aumentando a intensidade do beijo. Fiquei por cima dela com cuidado para ela não sentir o meu peso e minhas mãos começaram a passear pelas suas coxas. Nossas línguas brincavam calmamente em um ritmo gostoso. Hermione soltou um suspiro entre o beijo e eu me afastei um pouco para que pudéssemos respirar.
Ela era a única que despertava um perfeito paradoxo dentro de mim. No mesmo instante em que eu sentia a necessidade de ser calmo, controlado e carinhoso com ela, eu sentia a urgência do desejo e da luxúria. Com ela sempre era diferente e sempre seria.
Comecei a beijá-la com mais precisão, a impulsividade já tomava conta de mim. Eu mal podia esperar para estar dentro dela, mas sabia que ainda não era a hora. A saudade que eu sentia de seu corpo era quase que incontrolável.
Desci os meus beijos por sua mandíbula, depois descendo até o pescoço, fazendo ela se arrepiar. Senti suas mãos sobre meu tronco, deslizando pela minha blusa até chegar a minha calça, onde ela a puxou para fora. Afastei-me um pouco, abrindo os botões rapidamente e tirando a peça de roupa. Desta vez, quando Hermione tocou meu tronco, eu pude sentir perfeitamente seu toque, delicado e perspicaz, se movendo para todos os lados.
Juntei nossos lábios em um beijo desesperado, o qual fui prontamente retribuído e quando a soltei, fiquei olhando a mulher a minha frente. A mulher que havia me deixado completamente louco por ela. A mulher que havia me levado ao paraíso e então me atirado no inferno só para me tirar de lá outra vez.
Não demorei a juntar nossos lábios novamente, começando um beijo mais calmo, sem pressa ou loucura. Sentia seu coração bater rápido, com se ela tivesse acabado de correr uma maratona. Sorri satisfeito por saber que causava o mesmo efeito nela que ela causava em mim.
As mãos que ainda estavam sobre suas coxas subiram em direção aos seus seios e pude escutá-la arfar quando apertei um deles. Voltei a beijar seu pescoço, brincando com a pele exposta ali e então descendo cada vez mais.
Senti as unhas de Hermione em meus ombros, e não pude deixar de gemer baixinho de dor... Uma dor muito excitante. Olhei para o rosto de Hermione. Ela mordia o lábio inferior, parecendo colocar muita força naquele gesto e a deixando com uma expressão que fez meu membro latejar ainda dentro da minha boxer.
Hermione estava realmente querendo que eu não parasse de tocá-la... E eu não pararia. Senti suas unhas descerem por toda extensão de minhas costas.
Em uma atitude que mais me excitou do que surpreendeu, Hermione levou suas mãos até o cinto preso a minha calça e o soltou, desabotoando e descendo o zíper sem nenhuma delicadeza. Minha calça ficou entre minhas pernas e eu terminei de tirá-la.
Fiquei apenas olhando, esperando pela sua próxima ação.
Hermione colocou uma mão dentro da minha boxer sem desviar os olhos do meu rosto. Aquela mesma expressão inocente e extasiante estava presente em seu rosto. Sua mão o rodeou delicadamente, começando com as caricias e entrando no ritmo de um vai-e-vem. Fechei meus olhos e deixei que os gemidos saíssem conforme suas mãos se moviam. Hermione acelerou os movimentos e eu afundei o rosto em seu pescoço, começando a beijá-lo e deslizando minha língua por sua pele. Quanto mais eu descia em direção aos seus seios, mais acelerado ficava os movimentos que ela fazia e mais eu lutava para ficar controlado.
Quando consegui retirar seu sutiã, encarei os seios de Hermione. Se havia uma parte do seu corpo que havia sido beneficiada pela gravidez, aquela era ela. Minha língua encontrou um de seus seios e comecei a contorná-lo e brinquei com minha língua suavemente na ponta enquanto massageava o outro calmamente com a minha mão. Ela ofegou e eu continuei a apertar o seu seio com cuidado.
Minha excitação me incomodava, queria logo estar dentro dela e ouvir seus gemidos apenas aumentava essa vontade.
Suas mãos haviam parado de se mover há muito e vez ou outra, quando olhava em seu rosto, percebia que ela tinha seus lábios espremidos em uma linha fina, que se entreabriam e deixava os gemidos escaparem.
Subi minha face até chegar perto da dela. O seu olhar ficou ainda mais intenso e ela piscou algumas vezes, controlando a respiração. Ela puxou as pontas do cabelo de minha nuca, raspando suas unhas naquela região e eu senti um arrepio percorrer todo o meu corpo. Segurei sua mão.
- Não faça isso de novo – falei e ela apenas sorriu.
Avancei contra os seus lábios enquanto descia minhas mãos por suas coxas e depois subi, passando meus dedos pelo elástico de sua calcinha e a descendo, tentando me lembrar da sua atual situação e que não podia machucá-la. Ela arqueou seu corpo para me ajudar e logo estava completamente nua em baixo de mim. Afastei-me um pouco e retirei a única peça minha que me impedia de sentir todos os centímetros do seu corpo e quando me coloquei sobre ela novamente era apenas pele contra pele. Olhando todo o seu corpo, eu sorri de canto.
– Você é linda – murmurei ao seu ouvido e mordi de leve a ponta de sua orelha.
Passei meu dedo indicador suavemente por sua intimidade. Ela gemeu baixinho, fazendo com que eu sorriso satisfeito.
Ergui um pouco seu corpo e a puxei contra mim. Não era para ter colocado tanta força, mas quando eu a puxei pude sentir o impacto de nossas intimidades. Hermione tremeu, arfou e olhou fixamente em meus olhos. Eu não aguentava mais. Senti tanta saudade dela, de estar com ela, de vê-la daquela forma que não estava mais conseguindo aguentar. Puxei Hermione mais para mim, posicionei-me em sua entrada e comecei a penetrá-la. Ela mordeu o lábio inferior para poder controlar seus gritos. Aquela imagem me deixou mais excitado do que eu já estava, fazendo-me estocar com mais força. Por um momento eu me lembrei do desconforto que ela havia citado sentir uma vez, mas Hermione não reclamou da posição em que estávamos e muito menos quando eu praticamente a sentei na cama e continuei com os movimentos, tomando cuidado com sua barriga e erguendo um pouco sua perna, em busca de um contato maior.
Senti o suor escorrer por minha face. Eu estava completamente desesperado e excitado com os seus gemidos. Eram altos e suaves ao mesmo tempo. Eu apenas observava e gemia. Era impossível não gemer quando o som dos seus penetravam meus ouvidos e eu continuava investindo contra ela.
Eu podia sentir seu corpo vibrar junto ao meu conforme a urgência crescia dentro de mim. Ela arranhou minhas costas enquanto eu espalhava mordidas pelo seu pescoço e descia até seus seios. Eu sabia que mesmo que procurasse muito, não havia nada comparado a aquela sensação. Éramos eu e Hermione, unidos por mais que a física. Ela toda parecia ter sido feita especialmente para mim. Seus gemidos, seu cheiro, sua voz... Tudo.
Senti o corpo de Hermione tremer levemente e ela revirou os olhos. Tive que segurá-la quando seu tronco ameaçou ceder sobre a cama. Não demorei a finalmente gozar. O efeito era como êxtase. Meus olhos se fecharam e minha mente viajou. Sentia meu membro ejacular freneticamente todo o gozo dentro de Hermione.
Quando me afastei, Hermione tinha os olhos fechados e respirava rapidamente. Eu tentei normalizar a minha própria e depois de um tempo Hermione apoiou a cabeça em meu braço. Seu olhar era doce e intrigante e eu me perguntei como pude viver tanto tempo longe daqueles olhos castanhos que eu havia aprendido a amar.
- Eu te amo – ela murmurou como se tivesse lido meus pensamentos, depositando um breve beijo sobre meu peito. Senti uma estranha felicidade explodir dentro de mim quando ela disse aquelas palavras.
Ia perguntar se estava tudo bem com ela, mas Hermione não pareceu ter sentido dor ou desconforto, então a acomodei em meus braços de forma mais confortável e beijei o topo de sua cabeça sentindo o calor do seu corpo.
Hermione era a única por quem eu enfrentaria o mundo com uma só mão se ela garantisse que estaria segurando a outra.
Notas finais
Ela é a Lays, uma lindeza de pessoa. Vão gostar dela, garanto. Ela já me ajuda há um tempinho, mas só agora me deixou colocá-la efetivamente na fic... Culpa dela u.u Bem, acho q isso vai funcionar. Sabem como é, duas cabeças pensam melhor q uma e consequentemente escrevem tbm kkkk'
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Gostaram do capítulo? Acho q eu estava devendo algo assim '-' Emboooora, vcs saibam q eu não consigo escrever nada como 50 TdC, até porque nem o livro li, só ouvi falar mesmo, é.
Espero q tenham gostado.
Bjs e até a próxima ^^
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P.S.: Quem quer capítulo amanhã? *-*
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