A Beautiful Lie
48 Cap. 46 - De Volta Para Casa
Notas iniciais
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Antes de vcs lerem, eu queria dedicar esse cap. a todas as 150 pessoas que favoritaram a fic. Isso significa que quase metade dos leitores favoritaram e eu fiquei mais do que feliz com isso. Obrigada, sério mesmo *---*
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Espero que gostem do cap^^
- Esta tudo bem? – Draco perguntou, parado a porta.
Eu balancei a cabeça, tentando sorrir, mas não conseguindo. Draco entrou no quarto, fechando a porta atrás dele.
- O que foi?
Eu fui até a janela, olhando para baixo. Tudo parecia tão diferente. Eu me sentia quase como uma estranha ali. Senti os braços de Draco me envolverem e ele encostar o queixo em meu ombro.
Eu havia voltado para casa na tarde anterior depois de me despedir de todos que estavam no sítio e me ajudaram naquele momento. Para eles, eu havia ido apenas para tomar descansar por causa da gravidez, mas eles não eram idiotas e sabiam que havia algo de errado com meu casamento, mas nada comentaram. Minha mãe havia voltado comigo e Draco, por algum motivo que não consegui entender, foi o que mais insistiu para que isso ocorresse. Até mesmo mais do que eu. Mas, mesmo com minha mãe ali, mesmo com todos aqueles empregados que eu conhecia e tendo Draco eu me sentia um pouco estranha. Havia passado tanto tempo longe dali que eu me sentia como se houvesse entrado em outro lugar.
- Você mudou alguma coisa aqui? – finalmente perguntei, me virando para olhá-lo e ele negou.
- Eu não mudei nada, é só impressão sua. Vem aqui, quero te mostrar uma coisa.
Ele entrelaçou nossos dedos, me levando para fora do quarto e então abrindo a porta da frente, que eu me lembrava ser um dos quartos de hospedes. Mas não havia nada ali, o quarto estava completamente limpo e sem nenhum móvel.
Eu parei no meio dele, esperando pelo que Draco queria me mostrar.
- E então...
- Eu estava te esperando para decidir a cor do quarto. Os móveis vão chegar em dois dias então você terá que ser rápida.
- Você já escolheu os móveis? – perguntei e ele me olhou como se não tivesse tido outra escolha – Por que eu tenho a impressão que até mesmo a cor você escolheu?
Ele depositou um beijo em meus cabelos, soltando uma risadinha baixa.
- Escolher não é a palavra apropriada. Eu apenas fiz algumas seleções e você escolhe entre elas.
Eu sabia que seria inútil rebater. Também não queria entrar em uma discussão por aquilo. Draco tinha que fazer alguma coisa enquanto eu estava fora, eu não podia culpá-lo. E eu também confiava em seu gosto. Nenhum problema.
- Devíamos falar sobre a escolha dos padrinhos – Draco comentou, casualmente e eu o olhei, estreitando os olhos – Não me culpe por tentar, Hermione.
Aquilo não seria algo negociável.
- Você deveria ao menos tentar acabar com essa hostilidade toda com Gina – sugeri, me virando para ele.
- Eu tentei, quando você foi embora. Encontrei com ela e o idiota do irmão. Blás estava lá e eu fui o mais cordial possível. Você devia saber que é impossível ter uma conversa de nível com um Weasley.
- Draco!
- É a verdade. Você sabe.
- Você sabe que isso é um preconceito idiota e sem fundamentos. Gostaria dele se os conhecesse – falei, mesmo sabendo que seria desnecessário.
- Eles são ruivos, se reproduzem feito coelhos e são pobres. Obrigado, já os conheço – ele disse sério e eu sabia que falar sobre eles sempre o irritava, nunca conseguiria mudar aquilo. Eu me surpreendi com a rapidez com que ele mudou de expressão, para uma quase divertida. Draco apertou a ponta do meu nariz – Não faça essa cara.
- Esqueça – falei, desfazendo a carranca que tinha certeza estar em meu rosto — Quando vai estar em casa durante esta semana? – perguntei, mudando de assunto para algo que eu sabia que Draco não iria meter a família Weasley no meio apenas para falar mal.
- Eu não sei. Tenho bastante coisas para resolver ainda. Acabei deixando algumas coisas que mereciam a minha atenção de lado quando fiquei preocupado com outra coisa – respondeu, e eu sabia com o que ele havia ficado preocupado. Senti minhas bochechas esquentarem e sabia que havia corado – Por quê?
- É que com tudo isso – falei dando ênfase na última palavra – Não tivemos tempo para –
- Com licença? – a voz de uma das empregadas da mansão soou, juntamente com sua batida na porta – Senhor Malfoy, senhor Dallas o aguarda. Ele disse que marcou algo com o senhor, devo levá-lo ao escritório?
Eu olhei para Draco, vendo que ele parecia completamente confortável com a menção àquele nome. Mas eu não. Eu o reconhecia e a única coisa que queria saber era porque Draco o queria ali.
- Claro, Hanna. – respondeu – Não será necessário lhe oferecer nada, o assunto será breve.
- Dallas? Kevin Dallas? – eu perguntei quando a empregada se foi, chamando a atenção de Draco para mim – O que esse homem faz aqui?
Ele não havia me feito um mal propriamente, mas ele havia sido o advogado que auxiliara Draco no passado, logo, ele era o tipo de advogado que fazia coisas sujas. Perguntei-me o que Draco havia feito para chamá-lo.
- Não é o que está pensando – se defendeu, como se eu já estivesse o acusando, mas ele sabia no que eu estava pensando – Temos que colocar algumas coisas em pratos limpos, Hermione. – ele beijou minha testa e me soltou – Vejo-te em instantes – se encaminhou até a porta e então se virou – Enquanto isso, que tal planejar algum jantar para os amigos? Você pode até mesmo chamar os Weasley. Eles se sentiriam honrados com o convite – e então piscou com um sorriso debochado na boca antes de ir.
Eu não me importei com aquela provocação. A vontade de saber o que Draco poderia querer com o senhor Dallas naquele momento era enorme. Ele não havia feito nada de errado, embora, eu não pudesse ter a completa certeza. Draco era um excelente mentiroso. Então, tudo o que eu fiz foi sair dali e esperar na sala.
Eu andava de um lado ao outro, achando que aquilo estava demorando mais do que Draco fez parecer que demoraria. Cansada de ficar de braços cruzados, eu fui até o jardim onde sabia que encontraria minha mãe, mas quando a vi de braços cruzados, em frente às orquídeas, eu desisti. Ela certamente notaria a aflição em meu rosto e me questionaria por isso. Resolvi ir à procura de Susann. Poderia ter sido uma provocação, mas ele próprio havia sugerido um jantar para os amigos.
Eu já havia decidido o cardápio e estava terminando de fechar a lista de convidados quando vi Kevin Dallas passar pelo corredor que levava até o hall, apressado.
Com a lista ainda em minhas mãos, eu fui o mais rápido que pude até ele, mas somente quando chamei seu nome pela terceira vez ele parou subitamente.
- Pois não? – virou-se, me olhando e eu abri a boca, sem saber o que perguntar. Ele parecia visivelmente transtornado e eu me perguntei o motivo daquilo.
- O que queria com Draco? – perguntei, vendo-o empalidecer e retirar um lenço do bolso do paletó e passar o mesmo pelo próprio rosto. O que havia acontecido naquele escritório?
Antes que eu pudesse repetir a pergunta ou forçá-lo a me dizer algo, Draco apareceu, com um sorriso tão frio que mesmo tendo sido destinado ao homem, eu não me senti confortável naquele momento. Um frio percorreu minha espinha e eu me abracei.
- Não se esqueça de mandar um abraço a Pansy – Draco disse, abraçando minha cintura e abrindo um sorriso para o homem.
Ele tentou balbuciar algo, mas quando não conseguiu, se virou rápido e correu para a porta, abrindo-a com tanta força que eu me sabia que ela só havia continuado em seu lugar pro ser muito resistente.
Eu olhei novamente para Draco, não vendo nenhum resquício do sorriso. Seu semblante estava duro enquanto ele encarava o ponto que antes Dallas havia estado.
- O que você fez?
Draco me olhou, tirando aquela expressão do rosto, mas então parecendo indiferente. Ele segurou meu queixo com delicadeza.
- Resolvi assuntos que não vão nos preocupar mais, querida esposa – falou, soando divertido, mas eu percebi claramente seu tom sério. Ele selou nossos lábios rapidamente eu sabia que algo estava errado. Não sei explicar como sabia disso, apenas sentia. Restava saber se Draco estava escondendo isso para me protege ou por saber que eu recriminaria. Principalmente por ter envolvido o nome da Parkinson.
Ele me soltou, dando as costas e voltando ao escritório. Eu o segui e fechei a porta atrás de mim, para que mais ninguém ouvisse o que falaríamos.
Draco já estava sentado atrás de sua mesa e abria uma pasta azul, com uma caneta dourada em mãos.
- Não vai me contar?
- Melhor não – falou, então erguendo o rosto para me olhar – Você se assustaria.
Eu acreditei naquelas palavras. Não havia nada que indicasse ser uma brincadeira.
- Por que mencionou Pansy?
- Essa é a lista do jantar? – perguntou, desviando de minha pergunta.
Eu o encarei por mais um tempo e então soltei um suspiro. Ele não me contaria não importa quais fossem os meus esforços. Ao menos, não naquele momento.
Estendi a lista a ele, que a olhou de cima a baixo. Não havia colocado muitos nomes, apenas de algumas pessoas que eu me lembrava de ter falado durante o casamento ou que pareciam próximas o suficiente de Draco e eu para frequentarem a Mansão. O nome de Blaise não havia sido incluído ali, mas não havia nenhum motivo ruim para isso. Segundo Draco, Blás teve que voltar para sua casa por alguns problemas que teve com sua mãe. Eu gostaria de ter me despedido dele, ou de ao menos agradecer por tudo o que havia feito, me ajudando quando eu mais precisei. Ele havia sido realmente um bom amigo.
Draco escreveu algo no final da lista. Quando me devolveu, eu fiquei surpresa por encontrar aquele nome ali.
- Algum problema? – Draco perguntou e eu quase lhe fiz a mesma pergunta. Não era segredo que mesmo Bellatrix sendo sua tia, Draco e ela não tinham relações estreitas na família. Na verdade, quase não existia uma. Prova disto foi em nosso noivado quando ela se mostrou claramente contra e em nosso casamento. – Vamos dizer que o jantar é para comemorar o sucesso de nosso casamento, nossa felicidade ou algo assim.
Eu sabia que Draco não precisava de um motivo específico para comemorar, então logo entendi o que iria fazer. Ele gostaria de mostrar a todos o quão bem estávamos e queria que sua tia fosse informada sobre isso.
- Não.
Ele fechou a pasta azul e deu um clique na caneta antes de colocá-la sobre a mesa e afastar sua cadeira de perto dela.
- Venha aqui.
Com um sorriso nos lábios, eu fui até ele, me sentando em seu colo e Draco colocou um braço ao meu redor. Coloquei a lista sobre a mesa para não me esquecer de ligar e convidar as pessoas.
- Como está se sentindo?
- Bem – respondi dando de ombros.
- Não perguntei da sua saúde – falou, olhando em meus olhos – Perguntei sobre ter voltado para cá. Você parecia desconfortável mais cedo.
Eu sabia a quê exatamente ele se referira. Quando acordei naquela manhã sozinha na cama, eu não pude deixar de me sentir como se fosse uma peça que não se encaixava ao resto da coleção. Eu havia voltado apenas no dia anterior e não podia agir como se nunca tivesse saído dali, por que mesmo tentando, o desconforto ainda estava presente ali. Claro, diminuiu um pouco quando vi Draco sair do banheiro e sorrir para mim, murmurando um "bem-vinda ao lar!", mas ainda sim ele havia percebido.
- Há algum tempo eu costumava dizer aos meus amigos que não tinha uma casa – mordi o lábio inferior, sem saber se devia continuar contando aquilo – Eu nunca havia me sentido como se estivesse em um lar, entende? Aqui era mais como um lugar que eu era obrigada a ficar sem direito a fazer nada, apenas... Permanecer aqui, como se fizesse parte de todo o conjunto. E agora eu sinto como se aqui fosse a minha casa. Eu sinto como se sempre tivesse sido minha casa e só agora eu percebo que todo aquele desconforto que senti essa manhã foi por ter deixado a minha casa.
Draco entrelaçou nossos dedos, olhando em meus olhos sem desviar nenhuma vez. Eu não me sentia tão intimidada como costumava ficar quando tinha aquele mesmo olhar sobre mim. Na verdade, eu me sentia bem. Era quase como se Draco estivesse me dizendo apenas pelo olhar que me protegeria e cuidaria de mim. Era quase como se ele me dissesse que era meu e eu dele.
- Sentiu falta da Mansão? – ele perguntou.
Eu novamente sorri, usando minha mão livre para tocar seus cabelos, os penteando para trás com meus dedos só para eles voltarem a posição anterior segundos depois.
- Não. Eu senti falta de você.
Draco sorriu, convencido. Ele tinha todo o direito de se sentir assim. Eu me sentia da mesma forma quando ele me lançava aquele olhar que me fazia sentir como se fosse a única coisa do mundo que lhe importava.
Como o esperado — e secretamente desejado por mim — Bellatrix não apareceu para o jantar naquela noite. Os Weasley compareceram e Draco não fez nada de ruim contra eles, exceto por soltar frases de duplo sentido para Gina, mas ela já estava tão acostumada que apenas devolveu as alfinetadas, terminando uma pequena discussão que havia começado dizendo que ela seria a madrinha de nossa filha.
Os amigos de Draco também foram, o que me deu bastante tempo sendo o centro das atenções enquanto contava como havia sido nossa lua de mel em Paris — não contando da última parte que havia nos levado para casa mais cedo do que o esperado, claro.
Minha mãe pode dizer a todos o quão feliz ficou quando soube que eu havia me casado, e também de como se sentiu triste por não ter assistido a cerimônia. Eu me senti culpada por aquilo e, no instante seguinte, Draco apertou minha mão e sorriu amigável para minha mãe, dizendo que ela poderia assistir todas as filmagens e ler as reportagens que foram feitas sobre isso mais tarde. Não era o suficiente para ela, mas, ainda sim, pareceu deixá-la feliz.
Aquela era mesmo a minha casa.
Notas finais
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Gostaram do capítulo? Eu espero que sim, mas, podem dar a opinião de vcs. Sejam sinceros, não vou ficar triste se disserem q não ficou legal.
Bjs, inté a próxima que prometo ser breve ^^
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