A Beautiful Lie
45 Cap. 43 - O "errado" a ser feito...
Notas iniciais
Sei lá, eu to melancólica e com dor de garganta, imaginem meu estado de espirito *--* #Pronta para matar Chuck Norris u.u
Então, sobre o cap.: o final eu havia escrito há muuuito tempo , quando decidi que Hermione partiria, por isso acho q essa é a melhor parte, ignorem o começo, menos a Miwa pke o Blaise é completamente dela ;) #Manda convite do casamento, pke eu sei que o Draco vai tah lá e eu dou uns pegas nele u_u
.
No mais, espero que gostem do cap. ^^
P.S.: Leitoras que acertam na continuação da fic: joguem na mega-sena e dividam o prêmio comigo, por favor u_u
- Draco Malfoy
- Não foi como está pensando! – ele disse como se soubesse exatamente o que eu estava pensando – Eu não o traí como pensa que fiz.
Bem, ele realmente sabia exatamente o que eu estava pensando.
- Não? – eu perguntei e então gesticulei ao redor do quarto – Hermione foi embora e você a ajudou. Acho que isso significa me enganar, você não acha?
- Eu fiz isso por você! – se defendeu quando eu nem ao menos havia começado com as acusações.
- Mesmo? Me ilumine então, Zabini, porque eu acho que não estou entendendo como me trair poderia me ajudar!
- Ela estava decidida a ir embora, de um jeito ou de outro! Nem mesmo a mãe conseguiu fazê-la mudar de ideia e quando eu percebi que eu também não conseguiria, resolvi ajudá-la. Você devia me agradecer por isso. Sabe-se lá onde e como ela estaria se eu não houvesse ajudado.
- Faça-me o favor, Blaise! Como quer que o agradeça depois do que fez? Eu juro que pensei que fossemos amigos, mas agora tenho dúvidas quanto ao lado de quem você realmente esteja no final das contas.
- Do seu lado, é claro! Se não fosse assim, pode ter certeza de que eu mesmo o teria denunciado a polícia pelo que fez, ou então, colocado Hermione em outro continente para que você nunca mais a visse!
Eu ri, quando na verdade queria socá-lo.
- Então, todo mundo já sabe de todas as merdas que eu fiz certo? Todo mundo já sabe do quão cretino e detestável eu fui com Hermione e de como eu menti para fazê-la se casar comigo?
- Não todo mundo. E também não foi Hermione quem me contou, ela nem ao menos gosta de tocar nesse assunto. Foi Ronald Weasley. Na verdade, ele tem um bocado de coisas para seu respeito para falar. A maioria delas envolve palavrões.
Eu nem ao menos tive tempo para dizer o quanto o linguarudo do Weasley era detestável enquanto o que Blaise havia dito ainda estava em minha cabeça. E, a cada palavra nova pronunciada por ele, mais eu me sentia um idiota por não ter percebido de uma vez que ele estivera envolvido naquilo.
- Você disse que ela não gosta de falar sobre isso? – questionei, de repente sentindo que eu realmente bateria nele naquele momento.
Parecendo perceber o que havia dito, ele deu alguns passos para trás, como se previsse o que viria a seguir.
- Você devia me agradecer – ele murmurou, tentando reverter à situação – Alguém tinha que checar se ela, a mãe e o bebê estavam bem!
- Blaise, já passou por esse seu pequeno cérebro que se você tivesse deixado-a aqui, seria eu quem iria me certificar de que tudo estava bem?
Ele parou, como se o que eu tivesse dito fosse a coisa mais absurda do mundo.
- Não. Ela teria ido, de um jeito ou de outro, Draco. – ele disse, pausadamente — Você viu como ela estava, viu como ela mantinha distância de você.
- Ela me perdoaria um dia, você sabe disso.
- Sei? Não, isso é o que eu espero. Aliás, é o que eu, Gina e os outros esperamos. Hermione sempre pergunta por você quando vou vê-la. Coloque-se em seu lugar Draco, e me diga se você a perdoaria depois de tudo, tão rapidamente. Hermione tem medo de você, sabia disso? Medo do que você pode fazer para ela no futuro e para a filha de vocês.
- Eu nunca mais faria qualquer coisa que causasse o mal dela ou da minha filha!
- Mesmo? Então por que mentiu para ela durante tanto tempo? Por que escondeu uma coisa que sabia que a estava machucando mais do que tudo, Malfoy? Ela te ama! Isso fica óbvio toda vez em que toco em seu nome.
- Não, ela não me ama, Blaise! Se me amasse teria ficado aqui!
- E o quê? Esperar pela próxima vez que você tentaria manipulá-la? Esperar pela próxima vez que você mentisse a respeito da mãe dela? Lembra-se de quando eu te levei aquele pub, em que você quase bateu no Weasley? – perguntou.
Eu fechei minhas mãos em punhos ao lembrar daquilo e do que ele havia me dito. Ainda sentia vontade de matá-lo com minhas próprias mãos.
- Eu não o levei lá porque era amigo deles, bem longe disso. Gina, ao contrário do que você pensa, sempre intercede ao seu favor quando o irmão começa a dizer que você não merece Hermione. Iríamos te dizer naquele mesmo dia onde ela estava, se você não houvesse bancado o idiota. Não faça isso novamente, não perca o que está em suas mãos, Draco – ele enfiou as mãos nos bolsos da frente da calça e tirou um cartão de lá, o estendendo em minha direção – É onde ela está. Fica a alguns quilômetros daqui, na cidade vizinha.
E peguei o cartão e então o olhei.
- Por que isso agora? Eu não sou o tal monstro insensível que todos querem manter longe de Hermione?
- Vamos lá, Malfoy! – ele disse jogando suas mãos para o alto – Eu não estou te dizendo onde ela está para que você vá lá e a traga de volta de qualquer maneira. Eu estou dizendo onde ela está porque sei que vai fazer a coisa certa no final das contas. Você já errou e viu gente errando o suficiente para fazer a coisa certa desta vez.
E então saiu, fechando a porta atrás de si. Eu olhei mais uma vez para o cartão. Não era isso o que eu queria, ir atrás dela? Então por que de repente tudo o que eu sentia era insegurança? Por que eu não tinha mais certeza do que fazer? Eu abri uma gaveta do criado-mudo, pegando a aliança que estava no fundo e a rodando em meus dedos. Ela já havia passado muito tempo longe do seu lugar. Eu já havia passado muito tempo longe dela. Enfiando ela em meu bolso junto com o cartão, eu peguei um casaco e pedi para tiraram meu carro.
O local em que Blaise me disse que ela estaria ficava a duas horas de distancia da mansão, ou talvez mais, já que eu estava indo a uma velocidade um pouco acima do permitido, mas quanto mais me aproximava, mais eu diminuía, pensando no que eu diria a ela quando chegasse lá e a encontrasse. Eu muito menos estava certo sobre saber se ela ao menos falaria comigo.
Quando eu entrei na estrada de terra que era levemente íngreme, eu me perguntei em que tipo de lugar ela estaria. Mas, principalmente, com quem. Não demorou a que eu chegasse ao que parecia ser uma fazenda.
Eu parei o carro, e então saí logo depois de tirar a chave da ignição.
- Com licença?
Eu me virei, vendo um homem de meia idade me olhar desconfiado, mas então ele pareceu me reconhecer de algum lugar, já que sorriu e deu um pequeno aceno com a cabeça, mas seus olhos em mim ainda eram cautelosos.
- É só seguir pela trilha e vai chegar lá – disse, apontando para a tal trilha.
- O quê?
- Sua esposa, está aqui para vê-la, não é? Hermione, eu digo. Eu o reconheci pelas fotos.
Eu assenti e passei uma mão pelo cabelo, começando a me sentir incomodado com o olhar desconfiado do homem.
- Hm, obrigado pela informação.
Olhando mais uma vez para meu carro eu me perguntei se era seguro deixá-lo ali, antes de decidir seguir pela trilha, mas ciente de que o homem ainda me observava.
Fazia o meu melhor para não pisar na lama ou em algum formigueiro, mas as plantas no caminho dificultavam aquilo já que bloqueavam o caminho.
- Que merda de trilha é essa?! – praguejei, quando senti alguma coisa arranhar meu rosto.
Eu continuei andando, só parando quando comecei a ouvir vozes, ainda sem conseguir discernir sobre o quê era a conversa. Dando mais alguns passos à frente, eu vi que a trilha acabava, abrindo em um grande gramado, com algumas pequenas casas ao redor, com poucas pessoas por ali. Mas, eu não pude observar muita coisa depois que ouvi seu nome ser chamado, em alto e bom som.
- Hermione!
Minha cabeça se voltou para a direção em que havia vindo o som e eu vi uma mulher caminhar até onde outra estava sentada no gramado. Involuntariamente eu dei um passo à frente quando reconheci quem era a mulher que estava sentada.
Dizer que meu coração não batia velozmente seria a maior das mentiras já contadas por mim — e elas eram muitas. Todos os sonhos que ela habitou sendo a protagonista, todos os meus piores pesadelos em que eu a via me acusar, foram massacradas naquele instante. Sonho algum, lembrança alguma, seria capaz de fazer uma cópia tão fiel dela quanto a que eu estava vendo a apenas alguns metros longe de mim.
O limoeiro me ocultava completamente de sua visão, mas não ao contrário. Eu via seu delicado rosto erguido em direção ao céu, e como os fracos raios solares a iluminavam. Uma de suas mãos descansava sobre a barriga enquanto um sorriso era o mais perceptível em sua face. Ela balançou um pouco a cabeça, erguendo ainda mais a cabeça. A curiosidade para saber o que ela estava pensando que a fazia sorrir tanto me fez dar mais um passo a frente, mas eu logo recuei, lembrando-me que já havia a perdido uma vez por esse mesmo afoitamento. Era hora de agir com cautela.
A mulher que a havia chamado finalmente parou ao seu lado, falando algo baixo, o que impossibilitou que eu ouvisse, mas Hermione apenas balançou a cabeça como se negasse algo e a mulher se foi. Mas, antes que eu pudesse pensar em uma forma de me aproximar dela, um homem surgiu em minha visão logo em seguida, caminhando em direção a ela. Involuntariamente, todos os membros do meu corpo se tencionaram e eu era capaz de sentir todos os meus sentidos se aguçarem com a repentina ameaça ali. Estava longe o suficiente para ouvir qualquer coisa que eles pudessem dizer, mas via como Hermione negava algo com veemência, balançando a cabeça de um lado para outro. Eu me contive o suficiente para que não fosse até lá perguntar o que ele tanto queria dela, mas, se ver outro alguém falando com ela me deixou com raiva, então, quando esse mesmo alguém a ajudou a se levantar, eu estava pronto para cometer um homicídio não importando as consequencias disso.
As unhas que me restaram foram cravadas na limoeiro e eu ignorei a fraca dor dos espinhos perfurando a pele dos meus dedos.
- Filho da mãe! – eu sibilei, tentando colocar toda a minha raiva para fora. Isso se tornou algo fácil quando eu a olhei cuidadosamente, agora de pé. Sua forma estava ligeiramente mais redonda, mas não como uma mudança realmente grande. Mentalmente eu fiz as contas de quantos dias havíamos ficado afastados, há quanto tempo a minha vida andava completamente uma merda. Cinco semanas e meia!
Meus dedos se afrouxaram e eu as espalmei no tronco da planta, desta vez tomando cuidado com os espinhos. Sabia que havia perdido muita coisa nos últimos tempos. O que mais ela teria vivenciado sozinha, sem me ter ao seu lado?
O homem tocou sua barriga. Minha visão ainda estava levemente turva pela ira, mas agora, mais do que nunca, isso era causado pela inveja. Inveja de querer estar em seu lugar e saber que Hermione não se retrairia com meu toque.
E então, tal como a mulher, o homem também se fora. Desta vez, Hermione se encontrava completamente sozinha, exceto pelas poucas pessoas que estavam perto dos chalés.
De repente, todas as coisas que eu havia sequer cogitado dizer a ela sumiram. Sentia minha boca seca, como se eu não tomasse água há meses. Até mesmo minhas roupas me apertavam naquele momento. Foi naquele instante em que eu soube que não sabia o que fazer. Eu tinha certeza apenas quanto a duas coisas. A primeira era que eu amava Hermione e que isso só ficaria maior conforme o tempo passasse, não importando se eu estivesse longe ou perto dela. A segunda certeza era que eu precisava estar perto dela. Com ódio ou sem, porque eu precisava apenas saber que ela estava bem. Quando costumava ir à igreja — nas raras vezes em que eu não dizia para minha mãe o quão estúpido aquilo era — eu ouvia a história de Salomão e como a verdadeira mãe do bebê havia dito que preferia ver o filho com outra mulher a vê-lo morto. Eu nunca entendi realmente aquilo até estar parado ali, decidindo-me entre o que eu queria fazer e o que era o certo a se fazer. O que eu queria era colocá-la ao meu lado de nunca mais deixá-la ir embora outra vez. O que era o certo era dar tempo ao tempo, mesmo que esse tempo fosse eterno. Mas, além disso, além de escolher entre o que eu queria e o que era certo ainda tinha o fato de saber que ela me amava e que eu ainda podia fazê-la feliz. Ainda podíamos ser uma família. Eu nunca fiz o que era realmente certo. Então, foi com a certeza de que eu poderia mudar aquilo que eu me afastei da trilha. Foi com a certeza de que eu e Hermione ficaríamos juntos, que eu saí das sombras que me escondiam e caminhei até ela, com uma determinação que surpreendeu até mesmo a mim.
Notas finais
Avisos que quase ngm lê: Aproveitem a páscoa e comam chocolate pensando em mim *----* auhsauhsas mas sério, comam e aproveitem, páscoa é só uma vez no ano ¬¬, mas, dia dos namorados vem ai o/
E mesmo que já tenha passado, espero que o feriado de vcs, nesta sexta, tenha sido muito bom e q nenhum espinho de peixe tenha furado suas gargantas. Um furou a minha ¬¬
Enfim, é só.
Vou-me indo, gente linda e seduzente como eu *----* Boa noite ^^
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