A Beautiful Lie

43 Cap. 41 - Aparência


Notas iniciais
Pessoal, sei que sempre posto um cap. na pressa, mas desta vez tah critico. asuahsuahs Eu to saindo do curso agora, pnensem no desespero da pessoa. É q quando chegar em casa vou ter de focar em uns assunto da escola e só devo entrar no domingo, nas outras fics eu já tinha as notas escritas no word, mas ABL eu achei q tinha escrito e vi q não e assim como achei q tinha revisado : Eu revisei agora novamente, mas, se passar muitos erros, perdão, eu corrijo assim q entrar *-*
Mas, pra não atrasar ainda mais, aqui vai.
Bem, o cap. foi bem impessoal, eu acho, pke tentei escrever ele assim. Algo meio aéreo... Vcs vão entender.
Espero q gostem :)

Eu já estava cansando-me daquilo! Se aquela mulher pensava que era discreta, ela estava completamente enganada. Era tão discreta quanto um elefante em meio a gatos. Nem mesmo encará-la de volta pareceu intimidá-la. Ultimamente, todos pareciam ter adquirido uma curiosidade absurda por mim. Mas eu sabia pelo quê eles esperavam.

- Hannah – Susaan a chamou em um tom baixo, fazendo um gesto em sua direção. A mulher a olhou, piscando algumas vezes – Vá para a cozinha, deixe que eu sirva o senhor Malfoy.

A outra saiu da sala de jantar, mas não sem antes me lançar uma última olhada.

- A mantenha longe do meu quarto – eu avisei antes de pegar a taça de vinho e tomar um pouco.

A mesa parecia grande demais agora, já que havia somente eu. Blaise estava no quarto de hospedes e já havia jantado. Mas, a companhia de Blaise, não seria algo que eu exatamente apreciaria no momento. Não nos falamos muito, de qualquer forma. Trocávamos apenas meias palavras, apenas. Eu poderia pensar que, assim como todos, ele provavelmente pensava que eu estava acabado com o repentino afastamento de Hermione, mas minha intuição me dizia que havia algo mais ali. Blaise também não era alguém discreto e por diversas vezes o vi agir como se estivesse engasgado com algo. Daquela forma, eu estaria melhor sozinho do que eu sua companhia.

- Posso servir a sobremesa? – Susaan perguntou. A comida em meu prato permanecia praticamente intocada.

- Não. Estou com dor de cabeça, vou subir um pouco. – falei, empurrando meu prato com a comida apenas remexida.

- Você era um mentiroso melhor do que isso – Zabini falou aparecendo e se sentando a mesa também. Minha postura ficou tensa, eu ainda pensava se ele ainda era confiável – Obrigado, já jantei – falou quando Susaan se aproximou para colocar um prato em sua frente – Eu pensei que você fosse trabalhar até tarde hoje, como tem feito ultimamente.

Olhei para a taça de vinho que estava a minha frente e então de volta para Blás. Eu havia entendido sua insinuação, mas não admitira aquilo. Seria como admitir que ele esteve certo.

- O que é isso? Se quer dizer algo, fale de uma vez. Não fique apenas com insinuações, Blás.

Antes que eu pudesse pegar a taça de vinho e enchê-la, Blás pegou a garrafa, enchendo ele próprio uma taça e sorvendo um pouco do liquido. Ele tombou a cabeça para o lado e então riu.

- É estranho, só isso. – ele disse, como se realmente fosse apenas aquilo, mas eu sabia que não era e esperava pelo momento que ele fosse direto ao ponto – Sua esposa saiu de casa e você não está se importando. É estranho.

- Não é estranho – eu tomei a garrafa de volta – Estou dando espaço para ela pensar. Tivemos uma pequena discussão, é comum. Você saberia se ficasse mais de duas semanas com a mesma mulher.

Ele riu novamente. Aquele era um dos clássicos momentos em que eu pensava no quanto ter um amigo perto de você pode ser inconveniente.

- Isso é diferente. Hermione está grávida e você simplesmente a deixou livre por aí. Hermione, Parkinson e todas as outras... Não havia meio-termo com você. Você nunca dava espaço para elas pensarem quando havia uma discussão — mesmo que a única que tenha se afastado de você tenha sido Hermione. Ou você terminada ou elas não saiam de perto de você. Nunca deu espaço para ninguém pensar. A questão aqui é: por que ainda não foi atrás do que é seu?

Eu o encarei. Ele sabia pouco, muito pouco. Para a mídia, Hermione estava passando uma temporada com a mãe que ainda estava um pouco doente. Para o resto das pessoas que conviviam comigo diariamente, havíamos brigado. Somente. Sem causas ou explicações. Refleti sobre a pergunta de Blás. Por que, exatamente, eu não havia ido atrás dela? Existiam duas respostas. A primeira delas era que se ela havia ido, voltaria com suas próprias pernas — e por Deus, isso estava levando mais tempo do que esperei. A segunda era a mais óbvia: eu não fazia ideia de onde ela poderia estar. E não era como se eu não tivesse feito esforço algum. Cartões de crédito, linhas telefônicas, conta bancária, tudo estava sendo rastreado, mas não havia nenhuma movimentação.

Por fim, dei de ombros.

- Não tenho com o quê me preocupar. Ela precisa de um tempo, e eu estou dando – afirmei, embora soubesse que não havia sido aquela a sua pergunta.

Blás balançou a taça no ar, remexendo o vinho dentro dela, e então bebeu todo o conteúdo, depositando a taça sobre a mesa.

- Tudo bem, então, o que me diz de sairmos por aí? Como nos velhos tempos.

- Nos velhos tempos você desmaiava bêbado e ficava me abraçando. Desculpe, nada de relembrar os velhos tempos.

Ele revirou os olhos.

- A primeira parte até pode ser verdade, mas não invente Malfoy- ele se levantou – Ande logo, conheci um lugar que realmente é a sua cara.

Eu suspirei quando ele estava longe. Cansado. Era exatamente esse meu estado.

Acabei aceitando o convite, mas, logo que chegamos me arrependi. Eu ainda tentava entender o que ele quis dizer com o lugar ser a minha cara.

- Certo, acabei de perceber que você não fez as melhores amizades por aqui – falei não me importando em esconder minha carranca enquanto eles se aproximavam da mesa em que havíamos acabado de nos sentar. Pensei que havia me livrado daquelas pessoas, já que agora não havia um motivo claro para estar na presença deles. Engano meu.

- Blaise – a ruivinha falou em um tom feliz. Sua boca se torceu em um bico contrariado quando ela me notou. Hmpf, como se eu estivesse feliz em vê-la – Malfoy.

Apenas assenti com a cabeça, resmungando um "boa noite". Talvez a música fosse algo bom ali, já que eu não seria obrigado a prestar atenção no que eles conversavam enquanto eles se sentavam conosco. Potter estava ao lado da Weasley, junto com o idiota do irmão dela. Definitivamente, péssimas companhias para Blaise. Eu apenas fiquei curioso sobre como eles ficaram tão próximos ao ponto de terem marcado de se encontrar a noite.

- Harry, você deve se lembrar de Dr-

- Já nos conhecemos – falamos ao mesmo tempo. O desprezo era um sentimento recíproco entre nós dois. Gina me olhou com uma expressão reprovadora.

- O que foi? Quer me falar algo? – eu perguntei, cruzando minhas mãos sobre a mesa e me aproximando dela, que pareceu se irritar. Eu segurei minha vontade de rir.

- Draco, por que não me ajuda com as bebidas? – Blás perguntou, e eu quase gritei com ele. Onde estava com a cabeça em me jogar no meio daquela gente? Amigos de Hermione ou não, ele sabia bem que eu não gostava deles.

— Não tenho cara de serviçal –encostei-me à cadeira – Chame o Weasley, ele ficará feliz em ajudar, certo?

Ele, que permanecia quieto até então, olhou em minha direção e sem dizer uma palavra se levantou, caminhando até o bar com Blás e me deixando sozinho com os outros dois. Nenhuma tentativa de conversa foi feita por algum tempo. Eu não gostava deles e eles de mim. Ponto. Talvez — isso é um talvez — eu tivesse uma leve consideração pela Weasley — mas isso era um talvez. Ainda me decidia sobre ela ser como o irmão ou um pouco melhor do que ele.

- Você parece bem – a única mulher presente na mesa observou – Não aparece abatido nem nada.

Percebi que seu namorado lançou a ela um rápido olhar de aviso sobre os óculos de grau que usava. Estava perdendo algo ali.

- Por quê? – questionei – Há alguma doença nova assolando o mundo que eu corro o risco de pegar?

Ela balançou a cabeça, parecendo não ter ouvido o que eu disse.

- Hermione e você... – Blás voltou, trazendo de volta o outro com ele, infelizmente. Colocaram as bebidas sobre a mesa e se sentaram. Gina prosseguiu – Bem, esperei que estivesse pior do que isso. Você parece normal.

- E por normal ela quer dizer o mesmo babaca, hipócrita e filho da mãe. É, você continua o mesmo imbecil engomadinho – o Weasley soltou e eu olhei em sua direção. Ele sim parecia acabado.

- Guarde suas garras para o próximo, Weasley. E eu estou como deveria estar. Hermione está bem – eu pausei quando percebi que aquela era a frase que eu mais repetia. Ela realmente deveria estar bem?

- Se você diz – ela deu de ombros, como se não quisesse continuar ou simplesmente achasse que não valia à pena insistir. Afinal, porque tantas perguntas? Como eu deveria estar? Andando por ai com a barba mal-feita, cabelos despenteados e desleixado? Eu não precisava disso. Ninguém precisava ver como eu realmente me sentia. Ninguém precisava saber que eu tinha sonhos com ela e sentia sua falta. Muito menos que não dormia no meu antigo quarto porque seu cheiro ainda estava em tudo lá. A aliança estava dentro da gaveta do criado-mudo, esperando para voltar ao dedo de sua dona. Eu só esperava que aquilo não demorasse muito.

Depois de alguns minutos de silêncio na mesa, eu me levantei. Sentei no bar. E novamente, ficar sozinho seria a melhor opção. Ao menos, foi o que eu esperei.

- Você é o maior idiota do mundo, sabia disso? – eu ouvi sua voz irritante e fechei meus punhos. Desta vez, seus pais não impediriam que eu quebrasse sua cara em mil pedaços, não importa o quanto isso vá sujar minhas roupas de sangue.

- É mesmo? – eu provoquei dando um sorriso debochado e ele se sentou ao meu lado.

- Você não faz ideia do quanto. – falou, com um ar sério que me deu vontade de rir – Teve Hermione em suas mãos e deixou-a escapar. Se eu estivesse em seu lu-

- Mas não esteve, não está e nem nunca vai estar em meu lugar, aceite isso. – rosnei – Afinal de contas o que há com vocês? Hermione e eu estamos b-

- Uma porcaria que estão! Diz isso para o resto mundo, não para quem sabe do que você fez com ela!

Eu arrumei minha postura.

- E o que eu fiz com ela?

- Não se faça de idiota agora. Sabe muito bem o que fez! Estava mais do que óbvio que assim que a mãe dela melhorasse Hermione iria te deixar e foi exatamente isso que aconteceu. Você sabe que seu pretextozinho acabou assim que a mãe dela ficou com a saúde melhor!

Foi inevitável não rir. Ele não sabia de tudo, afinal. Ninguém parecia saber. Ninguém sabia do que eu realmente havia feito, forçando o casamento com ela.

- Certo, volte para a mesa, Weasley. Já deu sua lição de moral que queria – eu disse, ainda soltando algumas risadas.

Ele bufou irritado.

- Você realmente não a merece!

As risadas cessaram. Talvez minhas atitudes não tenham sido as mais corretas durante um bom tempo, mas eu a merecia mais do que ele. Eu realmente a amava. E eu era o único capaz de tudo por ela ali.

- Diga o que quiser, mas eu venci. Eu fiquei com ela e você perdeu – eu disse em um tom curto, acabando com a conversa ali. Hermione não era um prêmio. Nunca seria. Mas nunca neguei que havia uma disputa entre eu e ele, desde que ele havia se tornado uma clara ameaça aos meus planos, antes mesmo de eu começar a amá-la.

- Seu prêmio está bem longe de você nesse momento, não é?

Não foi sua frase em si que me fez congelar, mas o significado contido ali e o que ele me fez lembrar. Minha conversa com Blaise. Eu não sabia onde ela estava, como encontrá-la. Ela estava sem dinheiro e não havia voltado para sua antiga casa. Alguém a estava ajudando.

Eu puxei seu braço e o torci em suas costas. Ele soltou um gemido baixo de dor quando sua cabeça bateu no balcão do bar e ele parecia completamente surpreso com meu ato. A movimentação pareceu ter parado enquanto as pessoas paravam para observar.

- Onde ela está? – eu perguntei e apertei mais seu braço, o torcendo ainda mais – Eu quero saber onde ela está! – cada palavra foi dita com lentidão, mas antes que eu tivesse minha resposta, alguém me afastou dele, me levando para fora do bar. O olhar que o Weasley me dirigiu enquanto eu era levado me deu a resposta: Ele realmente sabia onde ela estava.

- Ficou maluco, Draco? – Blaise perguntou finalmente me soltando e Potter, que o havia ajudado, voltou para o interior do pub – Onde estava com a cabeça quando fez aquilo?

Eu não respondi. Tateei meus bolsos a procura da chave do carro e quando encontrei desativei o alarme e entrei, dando partida em seguida. Blaise sumia conforme eu me distanciava com o carro. Eu dei um soco no volante, me odiando por saber que a culpa era minha e não do Weasley. Eu quem havia a afastado! Mas meu ódio era ainda maior por saber que ele a estava ajudando e não eu, que era seu marido. Ele estava ao seu lado. Ele estava onde era o meu lugar!

Notas finais
Hm, oks, sobre esse final eu devo comentar: Isso é o que o Draco pensa, não q seja exatamente isso. Ou seja, pode ser o Rony não esteja envolvido, ou, pode ser q esteja. Enfim, homens são paranóicos e.e
Bjs e té a próxima pessoas lindjas ^^