A Beautiful Lie

4 Cap. 4 - Inconsequente


Notas iniciais
Olá meninas, boa noite^^
Desculpem a demora no cap.
Obrigada pelos review, fiquei muito feliz com cda um deles. Responderei assim que tiver um tempo, prometo ;)
Leitoras novas, sejam bem-vindas, e fantasmas apareçam, eu não mordo hehehe.
Cap. dedicado a:jacke_am e joycce andrade.
Muito, muito obrigada msm pela recomendação. Não sabem como eu fiquei feliz e pulei de alegria quando as vi ^^
Bem, esse cap. foi um pouco dificil de escrever, mas eu tentei passar tds as emoções corretas nele ;)
Enjoy *.*

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Eu andava de um lado para o outro no quarto, sem saber o que fazer. Já faziam mais de duas horas que haviam chamado um médico, e nenhuma noticia havia sido dada ainda. A qualquer momento, minhas sapatilhas poderiam fazer buracos no chão. Eu olhei pela janela, vendo o pôr-do-sol. Estava um belo dia lá fora, mas eu não poderia nem ao menos aproveitá-lo. Não enquanto Pansy estivesse em um dos quartos com um médico.

Da janela, eu também vi uma ambulância atravessar os portões de ferro da mansão. Deus, não poderia ter sido assim tão grave.

Como em um flashback eu me lembrei dela lá, caída, no fim das escadas.

Eu ouvi alguma movimentação na casa, e esperei que algo acontecesse. No entanto, assim que eu vi lá embaixo uma maca sair pela porta eu cobri minha boca com uma mão.

–Meu deus! –exclamei vendo a massa de cabelos de Pansy Parkinson na maca.

Eles a colocaram na ambulância, e fecharam as portas.

–O que houve menina? –eu me virei, vendo Susann parada a porta da biblioteca.

Eu fui até ela rapidamente, a abraçando e me aconchegando em seus braços. Eu não consegui mais segurar as lágrimas.

–Oh Susann, eu... Eu não sei. Ela veio pra cima de mim e... E eu juro Suse, eu juro que só me defendi. –minhas palavras saíram abafadas enquanto eu escondia minha cabeça em seu peito e ela me abraçava, murmurando que ela sabia disso. Que não me aconteceria nada. Que ele entenderia.

Mas eu sei que ele não vai entender. Ele nunca entendia nada. Draco é como seus pais. Ele aproveitaria esse momento para colocar a mim e a minha mãe longe dessa casa. E ai, eu não sei o que vou fazer. A saúde dela não está nada bem. Maldita hora em que eu fui ceder as palavras de Pansy. Deveria tê-las ignorado.

–Hermione, o que está feito está feito. Não podemos mudar. –Suse disse ainda acariciando meus cabelos. –Agora venha, vamos descer. Eu vou lhe preparar uma boa xícara de chocolate quente, como sua mãe fazia. –eu me deixei ser guiada para longe da biblioteca, um dos poucos lugares daquela casa que eu gostava de ficar.

Enquanto esperava por noticias, eu tentei encher minha mente com o que eu poderia fazer com minha mãe quando estivéssemos longe daquela casa.O chocolate quente já estava mais que frio, enquanto eu apenas o encarava. Suse estava falando sobre as flores estarem demorando a desabrochar quando ela se calou e abaixou a cabeça. Eu sabia o que era. No mesmo instante eu me levantei e fiz o melhor para desamassar meu uniforme.

–Srta. Granger, eu preciso de uma mala com algumas roupas da minha noiva. Poderia providenciar isso? –eu continuei calada e olhando para baixo. Como eu podia ser tão fraca e submissa? – É para agora senhora Granger! –ele continuou, quando fiquei calada.

Eu ergui minha cabeça, não encarando diretamente aqueles olhos cinza.

–Sim senhor. –falei caminhando para fora da conzinha e passando um pouco longe dele.

Eu entrei no quarto, e fechei a porta atrás de mim com um pouco de força desnecessária. O que eu pensava? O quarto era dele, poderia entrar a qualquer momento. Nada o impediria de me demitir. Nem mesmo, uma parte medrosa de mim pensou, me matar.

Eu peguei uma mala pequena, colocando-a sobre a cama e abri o closet da senhorita Parkinson, notando que ele tinha mais roupas do que uma pessoa normal usaria durante sua vida toda. A maioria das roupas dali eram curtas e decotadas ou vestidos de gala. Eu peguei um conjunto de pijama de flanela e algumas mudas de roupas, as mais comportadas que eu encontrei. Coloquei um par de sapatos e alguns itens de higiene. Eu estava fechando a mala quando ouvi a porta abrir e fechar. Prendi a respiração.

–Terminou? –sua voz dura, como eu estava acostumada a ouvir.

Eu fechei o zíper, e me virei para ele.

–Sim senhor, coloquei tudo o que achei necessário.

Ele me examinou por um tempo, um sorriso arrogante no canto da boca.

–Assim como achou necessário empurrar Pansy da escada? –ele perguntou.

Eu soltei o ar, nenhum pouco surpresa pela acusação, mas pela sua casualidade em falar do assunto.

–Senhor Malfoy eu lhe asseguro que foi um acidente. Eu não a empurrei e...

Ele me interrompeu.

–Não há nada a ser dito senhorita Granger. –ele foi até a cama e puxou a mala, caminhando até a porta. Assim que sua mão tocou a maçaneta ele se virou para mim. – Não ainda.

Só quando ele já estava longe, foi que eu pensei em perguntar como ela estava. E o bebê. Eu poderia odiá-la, mas céus, poderia ter uma vida crescendo dela. Eu ainda não acreditava nisso, mas e se fosse verdade? Um inocente estava pagando pelo meu descontrole. Eu me deixei cair pesadamente em cima da cama extremamente macia, não lembrando em nada onde eu dormia todas as noites durante 19 anos. Eu me sentia tão cansada. Sentia fome também, mas acho que nada passaria pela minha garganta nesse momento. Minhas costas doíam, enquanto eu sentia um pouco do peso ser aliviado enquanto me deixava afundar naquele colchão.

Eu só percebi que havia adormecido, quando acordei. Eu olhei ao meu redor atordoada, sem saber onde estava.A decoração acrílica e fria fez meu coração acelerar. Só depois de um tempo, foi que eu me lembrei que havia acordado com um barulho.

–Espero que tenha tido bons sonhos Hermione. –ele disse me fazendo olhá-lo no mesmo instante.

Uma garrafa de whisky repousava no chão ao seu lado, enquanto ele tinha um copo cheio dela na mão esquerda. A direita mexia nos cabelos, os bagunçando de um jeito que eu nunca havia visto antes.

Eu me sentei no mesmo instante, percebendo que havia dormido em seu quarto. Levantei rapidamente, enquanto pedidos de desculpas escapavam pela minha boca. Draco apenas parecia se divertir com eles.

–Granger, Granger, Granger. –ele disse se levantado enquanto deslizava na parede para isso. –Você é uma boa garota. –ele disse, e então tomou o liquido do copo de uma vez, e o depositou sobre uma mesinha de vidro que havia no canto.

–Senhor Malfoy, eu juro que não foi minha intenção dormir aqui...

–Claro que não. –suas palavras interrompendo minhas desculpas. –Porque você faz tudo sempre tão certo, não é mesmo? — ele caminhou até mim, parando a minha frente.— Você sabe o que houve com minha noiva e meu filho, Granger?

Eu neguei, enquanto o medo me subia ao peito. Não medo dele. Medo do que eu poderia ouvir.

–Pansy está bem. –ele disse tocando minha nuca com seus longos dedos gelados e eu estremeci. –E meu filho, -ele suspirou. – Nesse momento, não existe mais.

Uma lágrima escorreu pela minha bochecha. Você é uma estúpida Hermione!

–Eu sinto muito. –minha voz falhando.

–Oh!, sente? Não sinta. – sua voz não parecia triste, ao contrário. – Você me fez um favor. Eu realmente não gostava de Pansy, mas eu devo admitir que o filho que ela esperava era a minha chance de mostrar ao meu pai que eu sou plenamente capaz de assumir a empresa no nome dele. — Sua mão saiu do meu pescoço e foi para o meu queixo. – E você, Hermione, –sua boca pronunciou meu nome com nojo. – Acabou com essa chance!

Eu gemi de dor quando ele apertou meu queixo com força.

–Não foi culpa minha. – eu disse baixo, tentando tirar sua mão dali.

Ele me soltou.

–Não minta pra mim! –ele disse,acertando minha face com um tapa que queimou minha pele. Eu levei minha mão ao local. – Pansy me disse que você a empurrou!

–Não, eu não...

–Cale essa sua boca sua maldita! –ele disse, mas eu não me calei.

Aquele tapa só tinha me feito acordar. Eu não merecia isso. Ele não podia me bater e achar que tudo ficaria assim.

– Eu tenho pena de você, sabia? Pena por que você não é tão bom quanto pensa. Você é tão sujo e podre quanto seu pai. Se faz de ter boa pose, mas na verdade é apenas mais um idiota no mundo. Quer saber, Draco Malfoy, — eu disse seu nome, como ele tinha dito o meu. – eu tenho muita pena de você.

–Eu mandei você calar a boca! –ele disse, fechando suas mãos em punhos.

– Você é um menininho metido e assustado, que sempre corre pra barra da saia da mãe quando tem medo. A única coisa que eu sinto de você é pena. Pena e nojo!

Eu poderia ter dito mais, tudo o que eu havia aguentado durante anos estava na ponta da língua. Mas eu confesso que se perdeu quando eu senti mais um tapa em meu rosto. Mais forte dessa vez. Eu teria caído, se seus braços não tivessem me segurado. Ou melhor, se suas unhas não tivessem afundado em meus braços.

–Sua vadia imunda. –ele disse erguendo novamente a mão.

–Isso! Me bate vai! Não é assim que seu pai e você se sentem mais homens? Quando estão machucando os outros!

Ele me jogou em cima da cama, com toda a força. Caminhou até a porta e a trancou. Quando voltou a me olhar, eu percebi que deveria ter continuado de boca fechada.

–Você vai pagar por isso. –seus olhos pareciam injetados em vermelho enquanto ele caminhava até mim, como um predador que vai atrás da sua presa. E sim, eu me senti indefesa nesse momento. Eu tentei sair dali, mas minhas pernas pareciam não me obedecer.

Eu gritei de dor quando sua mão puxou meu cabelo, soltando o coque, enquanto alguns fios caiam em meu rosto, e o resto era torcido por sua mão.

– Hermione foi uma garota má. –ele disse, ao pé do meu ouvido.Os pelos dali se eriçaram. Não porque eu gostei, porque eu realmente fiquei assustada com seu tom.

–Me solte Draco. –eu disse tentando empurrá-lo para longe e falhando.

–Não, -eu senti seus lábios gelados se encostarem na pele do meu pescoço nu. – Você vai se arrepender por ter sido uma menina má, Mione.

O som do meu apelido saindo de sua boca fez algo em meu estomago se revirar. Eu senti nojo.

Eu tentei dizer algo, mas se tornou impossível quando ele empurrou minha cabeça de encontro ao colchão, abafando minha voz. Eu senti quando suas mãos se moveram para os botões que ficavam em minhas costas do meu uniforme. E foi ai que a ficha caiu sobre o que ele iria fazer. Eu em desesperei, tentando me livrar dele e me debatendo.

–Shiii! Fica quieta. –ele disse, rindo um pouco.

Aquilo nãoia acontecer. Ele não podia fazer aquilo. Mas então, eu me lembrei do que seu pai havia feito anos atrás com minha mãe.

Um frio bateu em minhas costasao mesmo tempo que eu senti algo gelado se encostar em minha pele, sem o uniforme para me proteger.

Draco me virou para frente, e foi ai que eu aproveitei o momento para puxar seus cabelos com toda a minha força. Eu tentei acertar o meio das suas pernas com meu joelho, mas acabou acertando seu estomago. Eu não me importei. Aproveitei o momento em que ele gemeu de dor e o empurrei para o lado, correndo até a porta. Trancada.

Antes mesmo que eu pudesse tentar encontrar a chave, ou até mesmo em arrombar a maldita porta, eu senti meu corpo ser pressionado contra ela e meus braços serem levados para trás.

–Eu tentei ser legal, mas você não merece isso. –Dizendo isso, eu senti sua mão ir até o elástico da minha calcinha, tentando descê-la. Eu fechei as pernas. Esse era meu único meio de defesa no momento.

Eu me debati, inutilmente, tentando me soltar do aperto de suas mãos. Isso só fez que ele os apertasse ainda mais, enquanto eu sentia que ele poderia quebrar meus pulsos a qualquer momento. Mas ele não fez isso. Fez pior.

O meu desespero só aumentou quando eu senti minha cacinha escorregar pelas minhas pernas e ser substituída pelas mãos dele. Eu senti tanto nojo de mim mesma. Tão incapaz de fazer algo enquanto suas mãos me tocavam onde qualquer outra pessoa jamais havia me tocado antes. Não era pra ser assim.

Ele forçou uma perna sua entre as minhas, me forçando a abri-las.

–Draco, não faz isso... –eu gemi de dor quando ele torceu meu cabelo novamente, mais forte dessa vez, levando minha cabeça a ficar em um ângulo doloroso.

–Se você abrir mais uma vez essa boca, eu vou fazer você se arrepender por ter nascido Granger! – como que para provar suas palavras, eu senti um soco em minhas costelas e ofeguei pela dor, quase caindo no chão, se não fosse por seus braços terem me rodeado.

Ele me arrastou até a cama, me jogando sobre ela.

–Agora, Granger, você vai aprender a tratar bem seu patrão e não dizer mais tanta grosseria. –ele disse, começando a se despir.

Tentei me levantar, em vão, a dor em minhas costelas parecia aumentar a cada músculo que eu mexia. Eu olhei rapidamente ao meu redor, procurando por algo que eu pudesse usar como arma. Nada.

Lágrimas escorriam pelo meu rosto, enquanto eu pensava no que iria acontecer se eu não conseguisse sair daqui. Tarde demais, eu pensei quando vi ele se ajoelhar na cama, vindo até mim, com um sorriso desprezível no rosto.

Eu tentei me afastar, quando ele segurou minha cintura com força. A dor que eu sentia fisicamente não era nada perto do ódio que eu sentia dele.

–Sabe que eu nunca reparei no tanto que você tem um belo corpo Granger?

Ele deitou seu corpo sobre o meu. Tentar afastá-lo era o mesmo que respirar debaixo d'água. Mas mesmo assim eu lutava desesperadamente para me livrar dele.

O cheiro de bebida vindo do seu hálito me dava ânsias de vomito e isso só piorou quando ele tentou me beijar. Eu mordi sua boca com força. Errado. Eu percebi assim que ele desferiu um soco em meu rosto. Senti o canto de minha boca latejarenquanto o sangueescorria para o interior da minha boca.

–Vadia! –ele gritou, colocando um joelho entre minhas pernas. – Olhe nos meus olhos sua imunda! –vociferou, segurando meu rosto com força, me forçando a olhá-lo. –Eu quero olhar nesses seus lindos olhos de sabe-tudo quando estiver dentro de você. –ele disse, se abaixando por completo em cima do meu corpo e se arremetendo para dentro de mim em um ímpeto.

Meu grito ecoou pelo quarto, enquanto a pior dor da minha vida passava por todo o meu corpo. Isso não pareceu fazer a mínima diferença para Draco, que continuou se movendo dentro de mim, cada vez mais rápido.

O mundo parecia ter parado e só minha dor existia. O nojo só aumentava a cada toque em meu corpo. Ele nunca deveria tocá-lo. Mas agora, me casar virgem e me guardar para o homem que eu amasse me pareciam uma ideia distante. As lágrimas jorravam, não tanto pela dor física, mas sim pela emocional. Os Malfoyhaviam conseguido. Eles haviam acabado com a minha vida no final das contas.

Eu finquei minhas mãos em suas costas, em outra débil tentativa de fazê-lo sofrer, de machucá-lo tão ou mais que ele estava me fazendo sofrer. No entanto, isso pareceu deixá-lo feliz. A minha dor parecia alegrá-lo. Seus gemidos, aos meus ouvidos, pareciam risos de deboche por meter ali, abaixo dele, a sua mercê.

Nesse momento eu desejei que ele acabasse logo com aquilo. Que me matasse de uma vez. Qualquer coisa seria melhor que aquilo. Se existia um Deus lá em cima, o que eu duvidava já que Ele não havia feito nada para impedir Draco, eu jurei, eu prometi, com o resto das minhas forças, que eu faria cada um dos Malfoy pagar por isso. Draco Malfoy nunca mais tocará em mim de novo, nem que isso custe a morte. A minha, ou a dele.

Notas finais
Essa semana foi difícil para mim, mas prometo q até quarta eu devo postar novamente :)
Eu estou um tanto insegura quanto ao capítulo, então não se acanhem em me criticar. Promete que farei o meu melhor para melhorar ;)
Bjs e té o próximo ^^