A Beautiful Lie
41 Cap. 39 - Eu Te Amo!
Notas iniciais
Então, desculpem pelos erros, mesmo quando reviso eu deixo eles passarem sem querer. Já tentei mudar o tipo de fonte e tamanho, mas é maldita luz do monitor que acaba com a minha visão ¬¬
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Espero que gostem do cap. :)
Congelei, ainda ouvindo suas palavras e seu tom de voz. Minha primeira ação seria forçá-la a fazer o que eu estava dizendo, mas eu não era estúpido a esse ponto de não saber e entender o que ela disse. Era uma clara ameaça e eu a havia entendido perfeitamente.
Soltei a respiração que eu nem ao menos havia me dado conta de que havia segurado por tanto tempo, enquanto ela ainda me observava com uma expressão imponente. Somente quando eu passei uma mão pelo meu rosto, tive plena consciência do quão acabado eu aparentava estar. O olhar de Hermione permanecia o mesmo, sem qualquer oscilação.
- Tudo bem. Vamos embora.
- Que bom que concordou – ela disse, ainda sendo tão seca como antes e balançando a cabeça afirmativamente.
Quando ela passou por mim, coloquei meus braços ao seu redor, sentindo a pele de seus braços extremamente fria.
- Onde passou a noite? – perguntei, deixando a preocupação de antes voltar. Eu ergui uma mão, tocando seu rosto e vendo seus olhos um pouco vermelhos, sabendo que aquilo era culpa minha.
Pegando-me completamente de surpresa, Hermione deu soltou uma leve risada. Eu teria apreciado o som se ele não tivesse soado tão irreal.
- Ligue de uma vez para a companhia aérea, Draco – ela falou, ainda parecendo estar se divertindo com algo, e então se virou a meio caminho, jogando um pouco do seu cabelo para o outro lado – E não se preocupe, Alicia está bem.
Eu respirei fundo, sabendo que devia me sentir meramente agradecido por ela estar falando comigo, mas eu não me sentia bem tendo tão pouco. Não quando eu podia ter tido tudo.
Enquanto eu reservava as passagens, observava Hermione e suas atitudes. Ela parecia tão... Bem, estranha certamente não era o que a definia, mas passava muito perto. Seus gestos pareciam ser automáticos, enquanto ela dobrava cuidadosamente as roupas e as colocava de volta nas malas abertas sobre a cama. Era como se apenas seu corpo estivesse presente. Seu rosto estava limpo de emoções. Eu engoli em seco quando me lembrei da última vez que a vira daquele jeito.
- Você sabe que não precisa ter esse trabalho, Hermione. – falei, tentando tirar dela qualquer a reação – Alguma arrumadeira do hotel pode fazê-lo sem que você precise se cansar.
Ela estava indo de volta para o closet quando parou e me olhou por sobre seu ombro. Hermione provavelmente não tinha noção do quanto seu olhar naquele momento me pareceu perigoso.
- Aposto que sim. – ela falou indiferente, e voltando a me ignorar. Poucos minutos depois todas as malas estavam prontas e eu chamei um dos empregados do hotel. Hermione olhava um folheto de turismo que estava sobre o balcão enquanto eu fechava a nossa conta.
Eu não esperei que nenhuma palavra fosse dita no caminho até o aeroporto, tampouco esperei que Hermione ao menos me olhasse. E eu estava completamente certo. Ela se acomodou em sua poltrona, com fones de ouvido, e virou o rosto para o outro lado. Eu a observei por um tempo, antes de chamar uma aeromoça e pedir uma dose de uísque com gelo.
A mão esquerda de Hermione estava sobre seu colo, enquanto a direita apoiava sua cabeça, em uma posição que não me parecia nenhum pouco confortável. As poltronas da primeira classe não eram pequenas ou desconfortáveis, mas aquilo parecia ser algo que ela ignorava enquanto tentava manter distancia de mim. A forma como ela estava sentada mostrava claramente isso. Com um suspiro pesado, eu passei um braço ao redor de seus ombros, a puxando com cuidado para mais perto de mim até que sua cabeça estivesse sobre meu ombro. Tirei alguns fios de cabelo castanho que caiam sobre seu rosto, e foi nesse exato momento em que ela abriu os olhos, me olhando com uma expressão atordoada. Ela se afastou, tanto quanto havia feito antes.
- Não faça isso! — ela disse, parecendo furiosa e retirando os fones do ouvido. Eu teria rido, se eu não soubesse que era o motivo de toda aquela raiva.
- Faça o quê? — eu perguntei, sorvendo um pouco do meu uísque.
- Não se faça de cínico! — ela cuspiu, seu dedo se agitou nervosamente enquanto ela me apontava de cima a baixo — Eu não quero que toque em mim. Não quero que fale comigo. Aliás, vamos relembrar os velhos tempos; finja que não existo.
Eu me inclinei para fora da minha poltrona, fazendo um sinal para a aeromoça que veio pegar meu copo e perguntou se eu desejava mais alguma coisa, se retirando assim que eu neguei. Olhei para Hermione,sabendo que ali estava o momento em que ela surtaria e eu ouviria todos os adjetivos e acusações que ela tinha a fazer. Não importa o quão controlada ela fosse quando estava em público, eu sabia que aquele não era um fato comum.
- Eu não quero voltar aos tempos antigos. Estamos casados, vamos ter uma filha, você não pode mudar isso. Não importa quanto ódio esteja sentindo de mim — e eu sei que é muito – eu sussurrei calmamente para ela.
- Ódio!? — seu tom de voz se elevando me fez olhar ao nosso redor, mas isso não a parou — Eu não estou sentindo ódio de você, Draco. Não se sente ódio de uma pessoa que te engana da forma mais suja que existe. Não se sente ódio da pessoa que mentiu durante meses apenas por dinheiro! Você não consegue perceber o que fez? Não vê a gravidade disso? — ela golpeou meu peito com seu dedo, e eu segurei sua mão antes que ela tivesse a chance de repetir o ato – Você não mentiu sobre algo banal. Você me fez acreditar que minha mãe estava a beira da morte. Me fez chorar por isso, pensando que poderia nunca mais vê-la. Seu miserável, você até mesmo me levou ao hospital para visitá-la e no fim de tudo age como se eu estivesse sendo o lado ruim aqui!
Eu estreitei meus olhos para ela, apertando sua mão com força e vendo seu rosto se contorcer em uma mínima careta de dor. Relaxei meu aperto, mas ainda não a soltando.
- Está dizendo que eu sou o ruim agora? — eu perguntei o mais baixo que consegui, quando na verdade minha vontade era de segurá-la pelos ombros e dizer que eu não era o lado ruim, e que eu nunca pensei que aquela história chegaria a esse ponto. Dizer a ela que eu quase lhe contei tudo quando a vi no hospital chorando no quarto da mãe. Mas eu não fiz e nem faria isso.
Um sorriso amargurado escapou por entre seus lábios e ela puxou sua mão volta.
- Ruim? — ela murmurou — Você não é ruim, Draco. Mas às vezes age como se fosse até mesmo pior do que isso.
Ela virou o rosto para o outro lado, não podendo ver o esforço que eu fazia para não mostrar o quanto aquilo havia me afetado. Eu já sabia. Eu havia errado e seria mais difícil do que imaginei.
Quando finalmente chegamos à mansão, uma eternidade parecia ter se passado. Uma eternidade em que Hermione nem sequer olhava em minha direção. E eu fazia o meu melhor para continuar neutro. Se houvesse uma segunda conversa, não seria eu quem a iniciaria.
POV – Hermione
Observando meu reflexo no espelho eu parecia miserável, assim como me sentia. Havia tantas coisas passando simultaneamente na minha cabeça... Todas elas direcionadas a Draco. E aos dois sentimentos que brigavam dentro de mim. Era como se tivessem colocado uma tela a minha frente, e eu assistia a um longo filme do que havia se tornado a minha vida. Assistindo todas as idiotices que eu havia cometido. A culpa não era somente de Draco, mas também minha, por ter confiado. "Siga seu coração". A frase tão usada em filmes infantis me mostrava que ela não passava disso; fantasia.
- Senhora Malfoy? – eu ouvi Susann me chamar, batendo ligeiramente na porta que estava parcialmente aberta. Eu me virei, olhando para ela que parecia um pouco tensa.
- O que houve? – eu perguntei.
- Tenho que desfazer as malas, mas posso voltar outra hora, se quiser — ela falou e eu neguei com a cabeça.
- Não precisa mexer com nada agora. – eu disse, me apoiando contra a parede colocando a palma de minhas mãos nela – Draco mandou você vir ver como eu estava? – perguntei, mesmo sabendo que não precisava de uma resposta.
Susann se aproximou de mim, com um pequeno sorriso em seu rosto cansado. Eu me deixei ser abraçada quando ela gentilmente passou seus braços ao meu redor.
- Quer falar sobre o que está se passando em sua cabeça? – perguntou, e eu neguei, ainda mantendo meu rosto escondido e respirando fundo. Eu não derramaria nenhuma lágrima por isso.
- Onde Draco está?
- No escritório, conversando com senhor Zabini – ela respondeu, alisando meus cabelos com cuidado, me lembrando de quando minha mãe mesma fazia isso.
Dando um beijo em sua testa, eu me soltei dela.
- Não desfaça as minhas malas – eu disse antes de sair dali rumo ao escritório. A porta estava aberta, de modo que pude ouvir claramente Draco falar exaltado com Blaise.
- ...Ela só está irritada com alguns caprichos que não aconteceram! – ele disse.
Provavelmente ele falava sobre o inesperado final de nossa lua de mel, sem mencionar os outros detalhes. Como se eu fosse responsável por aquilo. Eu não titubeei em responder enquanto caminhava para dentro do escritório.
- Claro, Draco, até porque é apenas um capricho meu pedir para não ser enganada – eu cravei meu olhar nele, e pude jurar ver um brilho arrependido no seu olhar. Eu só poderia ter me enganado...
Blaise se levantou, vindo até mim e jogando um braço ao redor dos meus ombros em um meio abraço.
- Se eu soubesse que estavam voltando eu teria feito alguma festa de boas-vindas. O Malfoy adora as minhas festas, certo? – eu o vi piscar para Draco, como se fosse algum tipo de piada interna. Aparentemente, apenas para Blaise, já que Draco continuou firme sem tirar os olhos de mim.
Eu me afastei de Blaise, colocando um pequeno e suave sorriso nos lábios.
- Você poderia nos dar licença? Eu tenho um pequeno assunto para tratar com Draco agora.
Ele ergueu as mãos, sorrindo de um jeito que eu soube claramente que ele havia entendido errado. De qualquer forma, ele saiu depois de pegar um livro que estava sobre a mesa de Draco. Fui lentamente até a porta, trancando-a e me certificando de que ela estava bem fechada. Senti uma espécie de Déjà vu com aquilo, mas, desta vez, era eu quem trancava uma porta, não Draco.
- Eu não imagino o que você possa querer falar comigo – ele disse, inclinando seu corpo para trás na cadeira, e levando a mão para trás para repousar a cabeça no braço.
- Não precisa ser cínico comigo, Draco. Isso não funciona mais também.
Draco me encarou com uma expressão confusa.
- O que quer dizer com "também"?
Eu cruzei meus braços em frente ao peito e dei de ombros.
- Estava me referindo as outras coisas. Usar a minha mãe, por exemplo. E é sobre ela que eu quero conversar.
Ele me fitou por mais um tempo, segurando meu olhar, e então jogou a cabeça para trás fazendo a mão escorregar até o braço da cadeira. A outra mão passou por entre seus cabelos em um gesto displicente, bagunçando seus fios loiros.
Eu cravei minhas unhas em meu suéter, negando a mim mesma que eu fosse em sua direção e tocasse em seus cabelos. Minha respiração ficou um pouco mais rápida e eu tentei controlá-la. Não mostraria o quão quebrada eu estava me sentindo por dentro.
Quando Draco voltou a me olhar, eu esperei que não houvesse nada que denunciasse o meu estado interior.
- Eu liguei para a clínica, se era isso que você esperava. Sua mãe vai estar aqui amanhã mesmo, o mais rápido possível. Depois disso podemos ver uma casa, eu não sei. Ainda estou pensando sobre o que fazer com ela.
O que fazer com ela... Mordi meu lábio inferior e desviei o olhar para um estranho quadro que estava pendurado na parede oposta a da prateleira de livros, controlando as lágrimas que queriam rolar. Respirei fundo algumas vezes e quando voltei meu olhar para ele, vi que me analisava com cuidado. E eu sabia que, naquele momento, ele estava ciente da minha luta interior.
Ele afastou a cadeira da mesa, e abriu uma gaveta que ficava do lado direito dela, tirando de lá uma caixa retangular azul, em tamanho médio. Eu não me movi quando ele caminhou em minha direção. Draco estendeu a caixa em minha direção e eu a olhei, como se esperasse que de lá saísse qualquer outra coisa, menos o que vi quando Draco mesmo a abriu, parecendo cansado de me esperar. Eu apenas olhei para a jóia e então de volta para seu rosto, que parecia espantado com minha reação. A fileira de diamantes reluzentes se encaixava perfeitamente em um colar de outro branco.
Eu sabia o que Draco achava de dar jóias de presente. Isso era algo que seu pai também costumava fazer muito com Narcisa.
– Eu comprei há algum tempo. – falou pegando a jóia entre seus dedos – Deveria ter te dado quando voltássemos da lua de mel, — seus olhos subiram para meu rosto – Quando tudo estivesse na mais perfeita ordem – deu de ombros, e então caminhou até ficar atrás de mim – Acho que não faz muita diferença agora.
Eu senti seus longos dedos tocarem a pele do meu pescoço, e também senti um pequeno arrepio transcorrer meu corpo. Aquilo talvez nunca mudaria, não importa onde ele me tocasse. Draco jogou meu cabelo para o lado, deixando aquela região livre. Quando a peça fria tocou meu pescoço, eu reagi, puxando-a de seus dedos e então me virando eu tomei a caixinha de suas mãos, a guardando de volta lá dentro e entregando a ele, que parecia espantado.
- O que voc-
- Esse é o seu maior problema: achar que alguns telefonemas e uma jóia e então... Tudo foi arrumado. Mas não foi, você me entendeu?! – eu apontei meu dedo para ele – E nem vai ser, não importa quantos diamantes você me dê ou como tente reverter à situação. Você não vai conseguir.
Ele parecia irritado e bastante bravo enquanto apertava suas mãos em punhos.
- Eu espero que você saiba o valor de um colar desses! – avisou, jogando a caixinha para o lado e usando minha mão que estava erguida para me puxar para ele e direcionando a outra as minhas costas. Eu resisti, me soltando e dando passos para trás. Nunca desejei tanto que um olhar pudesse queimar quanto quis naquele momento – Merda, Hermione! – ele esbravejou – Como espera que continuemos casados se você não me dá uma abertura para mostrar que-
- É aí que fica o ponto, Draco – eu o interrompi pela segunda vez, dizendo no tom mais monótono que consegui – Não vamos continuar casados. Isso – eu apontei entre nós dois – Sempre foi uma mentira, lembra-se? E está na hora de acabar. Não se preocupe, eu não vou a nenhuma revista de fofoca contar sobre a sua vida. Você provavelmente não se importaria muito com isso, já que bastaria um estalar de dedos seu para que todos os boatos acabassem, mas eu não quero Alicia crescendo e sabendo de tudo dessa forma. – eu falei, sentindo-me um pouco orgulhosa quando percebi que não havia vacilado – Acaba aqui, Draco. Casamento, mentiras... Qualquer relação.
Ele me encarava sem expressão alguma no rosto, talvez procurando por um sinal que mostrasse ser apenas uma brincadeira minha, ou um blefe. Mas eu não voltaria atrás sobre isso. Não importa se eu o amava ou não, Draco não era digno daquilo. No final do dia, ele sempre procuraria uma forma de me manipular e manter as coisas como queria, não importando quantas mentiras tivesse que contar para isso.
E então, de repente, eu o vi explodir em fúria, jogando suas mãos para o ar e então apontando seu indicador para mim.
- Escuta aqui, Hermione, se você espera que eu me jogue aos seus pés pedindo perdão por tudo e prometendo que serei um marido dócil, você nunca esteve tão errada, me entendeu?
Balancei a cabeça, negando. Demonstrava uma calma que nem de longe sentia.
- Eu não quero isso, Draco. Nunca quis e também nunca esperei que você fosse capaz de fazer isso. E ao contrário do que você pensa, pedir desculpas não seria humilhante, apenas mostraria que está arrependido, mas isso não é um sentimento que você está sentindo, certo?
Sua expressão dura caiu por um momento, revelando um desespero em seus olhos. E novamente eu fui pega de surpresa quando Draco caminhou rapidamente para mim, me empurrando para trás até que eu senti estar sobre sua mesa. Sua cabeça foi para a curva do seu pescoço, aspirando profundamente. Ele estava tão colado a mim que eu pude sentir perfeitamente quando ele inspirou e em seguida expeliu o ar dos pulmões, lentamente. Eu fechei os olhos, deixando que uma lágrima caísse, mas a secando com as costas de minha mão direita rapidamente, antes de colocar minhas duas mãos nos braços de Draco e tentar empurrá-lo.
- Me solte, Draco. – eu disse em um tom austero.
Ele não se moveu e eu o senti aspirar novamente.
- Eu amo você – ele falou rápido, me dando a ideia de que ele nem sequer havia prestado atenção no que disse.
De qualquer forma, eu senti meu estômago revirar, mas aquilo não era algo em que eu confiaria, não importando o quanto aquela pequena frase me fizesse feliz.
- Eu amo você – ele repetiu, mais lento dessa vez, e dando um rápido beijo em meu pescoço – E mesmo assim eu não vou implorar nada a você. Eu não consigo fazer isso.
O empurrei novamente, e dessa vez foi mais fácil. Ele se afastou alguns centímetros e quando eu estava prestes a me levantar ele segurou meu rosto com uma mão e selou nossos lábios em seguida, fixando uma mão em meu pescoço sem me dar chance de recuar.
- Para! Me solta – eu tentei dizer enquanto seus lábios se moviam contra os meus, procurando por uma passagem que eu não daria. Meu coração batia como se eu estivesse em uma maratona de cem metros, ao ritmo de uma britadeira, mas eu não cederia. Aquelas sensações que Draco me fazia sentir, como se estivéssemos sós no mundo, seria algo a que eu deveria me acostumar em viver sem.
- Você não vai fazer isso – ele disse em um tom que me lembrou do quão possessivo ele era quando queria, colando sua testa na minha – Eu não vou deixar.
Eu senti seus braços ao meu redor pela última vez, assim como seu cheiro, que me fazia esquecer de qualquer coisa. Estaria mentindo se não dissesse que sentiria falta disso tudo; do sorriso torto, do beijo lento e doce, dos seus olhos nos meus, a forma como ele bagunçava o cabelo quando estava ficando irritado, de como eu me sentia ao seu lado... Até mesmo das provocações. Fechando os olhos por um segundo, eu respirei fundo, e então o empurrei com mais força. Dessa vez e ele se afastou, definitivamente.
Draco virou o rosto para o outro lado, empertigando o corpo e assumindo uma postura rígida, como se tentasse apagar a fraqueza que havia mostrado momentos antes.
Eu balancei a cabeça, saindo dali sem olhar para trás e fechei a porta o mais rápido de pude, me escorando nela em seguida. Coloquei meus braços ao redor do meu corpo, sentindo que minhas pernas iam ceder a qualquer momento e as lágrimas finalmente despontaram, correndo livres pelo meu rosto. O barulho de algo se chocando contra a porta me fez acordar. Estava tudo acabado
Notas finais
Então, como um Malfoy, todas sabemos que Draco não vai desistir assim. Maaaas, isso não significa que Hermione vá facilitar as coisas para ele :)
#E sim, eu sei que a maioria aqui está querendo me matar lentamente, então, tirem todo esse ódio do coraçãozinho de vocês o/ Uma boa dica é descarregá-lo nessa caixinha seduzente aqui de baixo *---*
Bjs e té a próxima ^^
P.S.: Eu colocaria data para o próximo post, mas eu não ando tendo uma agenda muito certa esses dias :/
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