A Beautiful Lie

38 Cap. 36 - Momentos Oportunos


Notas iniciais
Gente, to postando rapidinho porque enquanto posto to ajudando mamis a estudar pra uma prova q ela vai fazer essa tarde :s
Enfim, espero que gostem do cap. ^^
Eu tive q escrever no word pad, então, qualquer erro me avisem, por favor, pke mesmo eu revisando, sempre acabo errando :/
Enfim, como foi o Ano Novo de voces? Bom? O meu foi, só eu e mamis em casa, maior animação o/ #sem ironias u.u
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Então, capítulo de hj mais do que hiper, hiper, hiper mega dedicado a duas leitoras lindas e fofas demais: Bruninha e Barbara Cruz Mateus. Eu AMEI demais as recomendações de vcs, cada palavrinha linda *---* Muito obrigada amores ^^
Ah, e ele tbm é mega dedicado a linda da Nathany Dashiian q fez aniversário nessa segunda-feira o/ Happy b-day flor, muitos aninhos de vida ^^
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Bem, espero que gostem do cap. Eu não gostei pke achei q tivesse muito melado (dica: não escreva uma oneshort mary-sue enquanto escreve um cap de uma fic q não tem nada a ver com isso u.u) Mas, o contexto em si dele e a história envolvida (what? O.o) eu acho q ficou bom, prefiro o final uahsuasuahsas
E antes q perguntem: Eu AMO passeios romanticos, oks? Meu marido vai me levar em um na nossa lua de mel #dps q eu arrumar um namorado '-'
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Espero que gostem.

Draco estava ao telefone, parecendo alheio a todos os meus pedidos para que ele desligasse. Aliás, ele passara boa parte do tempo assim, resolvendo os problemas da empresa por telefone. Cansada de insistir eu voltei minha atenção para o deslize que acontecia, ciente da mão de Draco na minha, apertando-a ocasionalmente. Depois de um tempo ele finalmente desligou, guardando o aparelho no bolso do casaco.

- Problema resolvido – ele disse, com uma expressão tão séria que eu realmente me perguntei se tudo estava certo. Ele voltou seus olhos para a passarela e eu fiz o mesmo, vendo um belo vestido azul marinho imitando um modelo dos anos 60.

Ainda tentava entender o motivo de Draco ter me levado até ali. Talvez alguma ideia de que eu pudesse começar a me interessar por moda. Não que eu odiasse esse mundo e tipo de eventos. Eu só nunca havia me interessado muito pelo assunto, mas nem por isso prestei menos atenção ao que acontecia.

- Está vendo a mulher ruiva? A com o casaco de pele – Draco perguntou, me fazendo procurar pela mulher e logo a encontrei. Ela estava no lado oposto ao nosso, também na primeira fila e era bastante assediada pelos fotógrafos enquanto tinha uma expressão de completo aborrecimento – Ela é dona de uma famosa marca de jóias. Ano passado tentamos fechar uma parceria com ela, mas um dos nossos concorrentes foi mais rápido – tinha um leve tom de desdém e raiva em suas palavras. Claro, Malfoy nenhum aceitava perder.

- E?

Draco sorriu, e por um momento eu me vi comparando seu sorriso ao de uma criança que fez algo errado.

- Dizem que ela está indo a falência agora. Na verdade, eu duvido que alguma matéria realmente boa vá sair com essas fotos dela. Alguém fechou contrato com todos os fornecedores dela, oferecendo um preço mais alto que nem ela pode cobrir – Não foi preciso que ele me dissesse quem era esse alguém, estava explicito pela forma arrogante como ele sorria e a olhava. Draco pareceu ter lido meus pensamentos quando continuou – E algo me diz que assim que ela lhe ver vai tentar falar com você. – No momento seguinte, como se soubesse que falávamos sobre ela, a mulher olhou em direção a Draco, que apenas levantou uma mão em um gesto cortês. Ela também olhou para mim, com os olhos azuis cobertos de maquiagem e afiados – Não deixe o que quer que ela diga te abale – Draco sussurrou ao meu ouvido e eu o ouvi, mesmo com a musica ao fundo.

Assenti, ainda não entendendo por completo o porquê daquelas informações. Eu somente compreendi completamente minutos mais tarde, quando o desfile havia terminado e Draco me levou para trás da passarela, me apresentando algumas pessoas que comemoravam o sucesso do desfile. A mulher ruiva se aproximou de nós com uma taça do que parecia ser champanhe em mãos e arrumando o casaco de pele ao redor dos ombros delgados.

- Olá, Draco – ela falou, com um acentuado sotaque francês – Não esperei vê-lo novamente tão cedo. Soube o que houve com seus pais, uma grande perda para o nosso mundo.

Eu já ouvi aquilo antes. Por alguma razão, sempre que alguém citava a morte dos seus pais, tudo o que diziam sobre eles era indiretamente. Draco assentiu com a cabeça e eu vi sua mandíbula tensa, como se um verdadeiro ódio o dominasse quando ele tocou levemente minhas costas, descansando sua mão ali.

- Obrigada, Alèthe. Acho que não conheceu ainda minha esposa –e ele me empurrou um pouco mais para frente e Alèthe colocou seus olhos em mim, me examinando como se isso a desagradasse – Hermione, está é Alèthe.

- Alèthe Médéric – ela disse quando pegou em minha mão, sorrindo como se aquilo lhe custasse muito e dizendo seu sobrenome como se esperasse que ele fosse despertar alguma reação em mim. Bem, ele não me era conhecido, embora me fosse levemente familiar.

- É um prazer conhecê-la – falei, apertando sua mão de volta, mas a soltando rapidamente.

Seus olhos recaíram sobre minha barriga e então sobre o anel. Ela voltou seu olhar para Draco com um sorriso gentil nos lábios, mas os olhos faiscando com ojeriza e maldade.

- Eu soube do casamento recente, mas jamais pude imaginar que a causa seria tão... Bem, frívola não é a palavra exata para isso, mas chega perto. – ela me olhou e eu me vi querendo arrancar aqueles olhos azuis com minhas próprias unhas. A palavra frívola ainda reagia em minha mente quando ela voltou a falar – Deve estar sendo um grande fardo para você sustentar um nome tão importante como os do Malfoy, não é querida?

Isso era o que me irritava. A maldita mania das pessoas que cercavam Draco pensarem que eu não era digna de estar ali ou de ser tratada com o mínimo de respeito. O que me levava ao fato de que Draco também tinha o costume de tratar as pessoas daquela forma, embora, na maioria das vezes, ele as ignorasse. Salvo as vezes em que ele parecia querer se divertir as custas delas.

Senti a sua mão descer um pouco mais, praticamente rodeando minha cintura como se soubesse exatamente o nível em que minha raiva se encontrava.

- Como vão os negócios, Alèthe? Se erguendo lentamente, eu espero – um sorriso malvado e cruel estava em seus lábios e eu me vi feliz por saber que ele não havia sido destinado a mim. Alèthe se retirou depois disso, afirmando ter outras pessoas para felicitar pelo desfile.

- Entendeu o que eu disse? Sorria para eles e aparente ser gentil. É o que vai bastar para pensar que podem pisar em você – falou, fixando seus olhos em Alèthe mesmo ela estando um pouco afastada. Draco me olhou, tocando minha bochecha antes de colocar o outro braço ao meu redor – Por um momento eu juro que pensei que fosse bater nela.

- Uh-uh – murmurei mantendo meu tom sério– As melhores armas de um Malfoy são as palavras e suas influências, Draco, você devia saber disso – eu falei, sorrindo no final.

O seu choque inicial foi mascarado quando eu senti seus lábios se encostarem sobre os meus em um breve beijo.

Como eu estava agora com todo esse contato repentino? Sentindo-me bem melhor do que imaginei. Eu sorri quando ele entrelaçou nossos dedos, aproveitando aqueles tão curtos e raros momentos de paz.

- Vamos embora. Tem um lugar que vai gostar de conhecer e você já viu e ouviu o suficiente para uma noite.

Quando saímos dali, desviando do aglomerado de pessoas que estava na porta parecendo quererem entrar, eu pensei que Draco me levaria para ver o Museu do Louvre que eu comentara mais cedo. Mudei de ideia quando não entramos no pequeno barco ou no carro. Draco me conduziu por algumas vielas e quanto mais andava, mais a quantidade de pessoas que encontrávamos na rua diminuía, mostrando já estar ficando tarde demais.

- Não estamos perdidos, não é? – eu perguntei, quando Draco entrou em um beco, me puxando pela mão. Ele não respondeu, parecendo concentrado em achar o caminho para algum lugar – Draco, se você me falar o que é talvez eu saiba.

Desta vez ele olhou para trás, parecendo divertido.

- Você nunca veio a Paris, Hermione.

- Não – eu disse, escondendo meu ultraje – Mas eu li sobre os principais pontos turísticos.

Ele me olhou e então sorriu, como se estivesse escondendo algo.

- Bem, eu duvido que você vá ver algo como isso nos livros. Agora, ande rápido, estamos ficando sem tempo.

Eu suspirei, mas não perguntei mais para onde estávamos indo. Andamos por mais algumas alamedas e espaços cada vez mais estreitos, até entrarmos no que parecia ser uma caverna. Bem, aí eu parei.

- O que foi? – Draco questionou, parando a minha frente.

- Eu não vou entrar aqui!

- Não seja medrosa, Hermione.

- Não é medo, é ser sensata e responsável.

- É seguro, e está completamente vazio lá dentro – ele falou, lançando um rápido olhar para a completa escuridão e então segurando meu pulso, começando a me puxar cada vez mais para dentro sem sequer falar em que tipo de bichos poderíamos encontrar lá dentro, ou talvez, que aquele fosse um lugar proibido. – Eu protejo você – falou com um sorriso de canto.

Eu suspirei e parei de resistir, finalmente o seguindo, embora ainda mantivesse um olho na entrada da caverna. O chão era escorregadio, não me dando estabilidade alguma enquanto andava, então quando Draco colocou um de seus braços ao meu redor, me dando apoio, eu não reclamei.

Mal havíamos dado alguns passos quando a entrada da caverna pela qual havíamos acabado de passar desapareceu, tornando ali uma completa escuridão. Mas não foi por muito tempo. Segundos depois de perceber isso, eu vi uma pequena luz prateada a nossa frente, que se tornava mais intensa enquanto nos aproximávamos. Eu percebi ser outra abertura da caverna e que toda aquela luz prateada era a da lua quando nos aproximamos ainda mais.

Nós passamos pela abertura, e eu pude ver que estávamos em cima de uma enorme pedra em formato retangular. O que realmente me surpreendeu foi em cima do que ela estava. O rio Sena a rodeava por quase todos os lados, chegando até mesmo a subir um pouco na pedra em que estávamos.

- Minha nossa!

- Eu sei, eu sei – Draco falou, parando ao meu lado e colocando as mãos nos bolsos da frente da calça, com um sorriso convencido no rosto – Eu sabia que ia te surpreender. Minha mãe me trouxe aqui pela primeira vez – Draco contou –Não é um lugar frequentado por turistas. Dizem que é por homens apaixonados já terem tentado se matar aqui algumas vezes no passado, então, os moradores disseram que trazia azar a vida de qualquer um que viesse aqui. Bobagem!

Eu o olhei rapidamente, vendo que ele não acreditava naquilo e parecia se divertir com a história e então olhei para o céu, vendo que ali era ainda mais bonito. Dava para ver a Torre Eiffel, deixando Paris ainda mais iluminada naquela noite

- A torre tem mais de 320 metros de altura. Acho que podemos ir lá amanhã, durante a tarde – Draco falou quando notou o que eu observava.

- 324 – disse, olhando-o brevemente. Ele me olhou de volta, franzindo a testa – A torre tem 324 metros, exatamente. E é o monumento pago mais visto e frequentado do mundo, mas não é a mais alta desde-

- 1930, eu sei. Ela perdeu para uma construção em Nova York – ele disse, me interrompendo e então ergueu uma sobrancelha para mim, como se me desafiasse a dizer que ele estava errado. Mas eu sabia que ele não estava.

- Hm – eu fiz, voltando a olhar para a paisagem. Draco me abraçou pelos ombros e ficamos assim um tempo, apenas olhando a paisagem.

- Você sabe que é capaz, então, esqueça isso – Draco falou me tirando dos meus pensamentos. Eu me afastei, confusa com o que ele havia dito – Alèthe – ele falou – Eu estava pensando no que ela disse, sobre você não ser capaz de segurar o nome da minha família, mas não ligue para isso – ele segurou meu rosto com uma mão, levando a outra para minha cintura – Eu sei que você é perfeitamente capaz disso.

Sorri com o elogio inesperado e correspondi ao seu beijo quando ele se aproximou ainda mais de mim e colou nossos lábios.

Passei meus braços entorno do seu pescoço e me ergui na ponta dos pés, foi quando Draco me soltou e se afastou. Seu olhar parecia distante, enquanto ele tinha os punhos cerrados ao lado do corpo

- O q-

- Temos que voltar ao hotel — ele falou, já começando a se virar e voltar para a caverna.

- Draco! – eu chamei indo atrás dele – Draco, você pode andar mais devagar – eu coloquei uma das mãos na parede ao meu lado, tentando encontrar a saída e não me perder. Os sons dos seus passos se tornavam cada vez mais distantes enquanto eu andava devagar, tomando cuidado para não torcer o tornozelo.

Eu bufei irritada quando finalmente consegui sair, encontrando Draco do outro lado.

- O que deu em você pra me deixar lá sozinha?

- Eu não devia ter trazido você aqui – ele disse passando uma mão pelo cabelo louro e olhando para os dois lados antes de segurar em meu pulso com força e começar a andar mais rápido do que eu esperei.

- Draco! – eu disse, e tudo o que ele fez foi apertar ainda mais meu pulso e me puxar, só parando quando eu gemi de dor e então me olhou – O que deu em você, hein? – eu gritei, massageando meu pulso que agora tinha a marca dos seus dedos ali.

- Será que você poderia, por favor, andar rápido?

Eu abri a boca, cogitando a ideia de mandá-lo para algum lugar e então a fechei, passando a sua frente e andando o mais rápido e longe dele que pude. Assim que avistei o primeiro táxi eu acenei e entrei nele, dando o nome do hotel. Draco entrou em seguida e eu o ignorei quando ele disse que se pegássemos um barco seria mais rápido, já que daria menos voltas. Eu não o escutei nem mesmo quando chegamos ao hotel e eu me tranquei no banheiro.

- Hermione, eu estou descendo para jantar – eu ouvi sua voz, seguida de batidas na porta, mas não respondi.

Depois de insistir mais um pouco ele finalmente desistiu e quando ouvi o barulho de uma porta batendo, concluí que ele havia descido sem mim. Abri um pouco a porta, vendo que o quarto estava completamente vazio. Eu liguei as torneiras da banheira e voltei para o quarto.

Fui até o closet, que tinha apenas algumas roupas minhas já que desde que havíamos chegado eu não tive tempo de desfazer todas as malas e peguei qualquer roupa, já que passaria o resto da noite no quarto e fui tomar banho, sabendo que evitar falar com ele seria o melhor por hora. Eu não imaginava o que o havia feito mudar tão rapidamente, mas seria bom que ele me avisasse quando teria essas mudanças bruscas em suas atitudes para que eu não fosse pega de surpresa.

Despi-me e entrei na banheira, sentindo a água quente relaxar meu corpo. Eu ergui meu pulso na altura do meu rosto, vendo agora um hematoma roxo ali, com pequenos pontinhos vermelhos, mostrando a força que Draco havia usado e tentando entender o quê o havia feito agir daquela forma. Na verdade, o que eu tentava entender era o que ele realmente queria. Sua frase da noite anterior ainda era recente em meus pensamentos, quando ele dizia que eu era importante para ele. Assim como seu tom frio e áspero de quando me segurou pelo pulso também eram recentes.

Eu deitei mais na banheira, deixando que a água me cobrisse até o pescoço e então coloquei uma mão sobre a minha barriga.

- Eu realmente espero que o seu pai não seja assim com você – eu murmurei, mesmo sabendo que ela não podia me ouvir – Eu também espero que você não tenha o mesmo gênio difícil que ele.

- Daqui a pouco você diz que não quer que ela seja bonita e inteligente como eu, também.

Um pouco da água da banheira vazou pelas bordas quando eu me.

- Meu Deus, quer me matar? – eu perguntei, vendo Draco parado no batente da porta e com os braços cruzados em frente ao peito com uma expressão divertida no rosto.

- Não teria te assustado se não estivesse tão distraída com Alicia, que, aliás, nem pode te ouvir.

- Você saberia que isso é bom para o contato mãe e filha se tivesse prestado mais atenção às consultas médicas que fizemos.

- Eu prestei atenção! – ele se defendeu – Prestei tanta atenção que também sei que você não deveria ficar tanto tempo sem comer e é por isso que estou aqui. Termine logo isso e vamos descer para o restaurante.

- Pode ir sozinho, não estou com fome. E feche a porta quando sair! – falei, imitando seu tom frio e ríspido

Eu ouvi o seu suspiro, assim como seus passos contra o piso e então o vi se sentar no chão, com as costas encostadas na banheira.

- Eu não vou me desculpar – ele disse.

- Então o que quer aqui? – eu perguntei de volta e Draco me olhou nos olhos antes de olhar para onde minha mão agora estava descansando sobre minha barriga. Ele a tocou, contornando a marca roxa que estava ali.

- Eu estava nervoso, Hermione – ele falou. Seus olhos cinza ainda presos em meu pulso.

- Eu não fiz nada para te deixar nervoso, Malfoy! Nada!

A mão que estava em meu pulso escorregou para minha barriga, me fazendo tremer levemente.

- Como se você precisasse fazer algo para isso acontecer – ele murmurou, parecendo ser mais para si mesmo.

Eu empurrei sua mão para longe.

- Tudo bem, me dê alguns minutos e eu termino aqui. Assim, quem sabe seus ataques inexplicáveis de raiva e agressividade dimin-

Eu não continuei. Simplesmente parei com a minha frase no meio e coloquei as duas mãos sobre a minha barriga, onde eu tinha sentido o pequeno toque.

- O que foi? – Draco perguntou preocupado – Está acontecendo algo de errado? Você está passando mal? Quer que eu-

Eu puxei sua mão de volta, colocando em baixo da minha e sobre a minha barriga.

- Tá sentindo? – eu perguntei, sentindo as lágrimas caindo.

- O que eu dever- — ele se calou no instante em que Alicia se mexeu novamente – Ela está chutando!

Ele agora parecia deslumbrado com aquilo, e eu imaginei o que pudesse estar passando pela sua cabeça já que os meus pensamentos eram os mesmos. No entanto, ela não parecia estar a fim de deixar Draco ainda mais maravilhado, pois pouco depois disso Alicia ficou tão quieta quanto estava antes.

- Eu preciso ligar para Gina – anunciei, quando me lembrei do que havia prometido a ela. Levantei-me da banheira e rapidamente me enrolei na toalha, o que não significa que tenha sido rápido o suficiente para Draco não olhar.

- Belas pernas, amor – ele falou ainda sentado no chão e com um sorriso provocante nos lábios, embora seus olhos ainda estivessem com aquele brilho extasiado.

- Eu ainda estou sentindo meu pulso doer, Malfoy – falei, saindo do banheiro e caminhando para o quarto a procura do telefone.

- Eu não acredito que você vai ligar para a Weas-

- Você podia parar com essa implicância que tem com ela, sabia? – falei o interrompendo, já sabendo quais adjetivos ele usaria — Gina e eu somos amigas, Draco.

- E daí? Blaise e eu também somos amigos e eu não vou ligar pra ele para contar isso – ele suspirou, e então, parecendo contrariado, me estendeu seu telefone celular – Não perca muito tempo falando com ela sobre isso, não vale a pena – ele murmurou mal-humorado e caminhando até o telefone do quarto.

- O que vai fazer?

- Ligar para a recepção e pedir para que entreguem nosso jantar aqui.

Eu tentei me lembrar de todos os códigos que deveria usar e do número de Gina, e quando os disquei, esperei pacientemente que ela atendesse. Ela não demorou muito. Estávamos com apenas uma hora de diferença nos horários, o que não era muito. Ela estava na casa de Harry quando nos falamos, e quando ela começou a trocar as palavras e se explicar demais, não foi preciso muito esforço para entender o que estava acontecendo. De qualquer forma, eu contei a ela sobre Alicia, ouvindo logo em seguida ela dizer que assim que chegássemos seria a vez dela sentir.

Conversamos por poucos minutos, mas mesmo assim, quando eu desliguei, encontrei o olhar de Draco enfadado.

Nós jantamos no quarto naquela noite e dormimos na mesma cama sem nenhum conflito, como se a sua mudança brusca de humor e atitude não tivessem acontecido no mesmo dia, mas eu ainda temia que ele voltasse a ser o que era antes e que eu tinha tanto medo. No entanto, quando ele me abraçou e eu me aconcheguei mais ao seu corpo, me permiti esquecer aquilo e o que poderia acontecer e pensar somente no que já estava acontecendo. E no presente, Draco se importava comigo e com Alicia o suficiente para talvez me amar, mesmo com seu humor oscilando.

Notas finais
O nome do cap. é pra Alicia ausahushaushasa #Ok, não digo e nem faço coisas q façam sentido, eu sei u.u
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Eu to com a sensação de que esqueci de algo no cap. mas já li e reli e não lembro o q é. Se faltar algo, me avisem, '-'
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Bjs e até mais *-*