A Beautiful Lie

39 Cap. 37 - Uma Linda Mentira


Notas iniciais
Oi, oi, oi, cintura solta o/
Pessoinhas que a titia ama o/
Oks, vcs viram? Eu viiiiiii *---------*
1001 reviews, suas divas divonicas *---* Eu fiquei tão feliz quando vi #Cadeque sou lerda de só vi quando a Juh me disse kkk'
Sério, eu fiquei muito, muito feliz quando vi, fiquei dando pulinhos no meu quarto o/
Então, a Juh quem deixou o milésimo e o cap. é dedicado a ela tbm *--* Maaas, eu queria agradecer a cada uma das leitoras que comentou e q sempre são umas fofas comigo #Oks, acho q ngm mas vai gostar de mim depois desse cap. '-'
Mas enfim, agradeço a tds voces suas lindas, vcs são demais *--*
#Sintam-se abraçadas em grupo o/
Bem, espero que... Leiam o cap. '-' #Gostar não vai ser uma palavra legal e.e

- Dá próxima vez que tiver alguma vontade você mesma vai realizá-la, entendeu, Hermione? – ele perguntou enquanto eu prendia o riso e balançava a cabeça.

Draco tirou a camiseta que vestia e depois os sapatos, se jogando na cama em seguida. Ele ainda parecia irritado o suficiente comigo. Eu dei de ombros, sabendo que aquilo não iria durar por muito tempo e fui até a sacada com o meu prato recheado de torta de morango.

- Não tem motivos para reclamar, Draco. Nem foi tão difícil assim – eu disse, um tempo depois. Draco me olhou de onde estava, zangado.

- Certo, você diz isso, mas não foi quem acordou de madrugada porque alguém queria comer uma torta. Qual o problema com as daqui?

Eu não iria explicar mais uma vez que não era a torta do hotel que eu queria, mas sim a de uma confeitaria que eu havia visto perto da Catedral. Ao invés disso, fui até onde ele estava, agora de olhos fechados, e me sentei ao seu lado com as pernas esticadas.

- Obrigada – eu murmurei, antes de beijar sua bochecha.

- Você vai ter que fazer mais que isso, Hermione – ele murmurou de volta, abrindo os olhos e me fitando com uma expressão cheia de significados.

Eu ri, e me inclinei outra vez, dessa vez o beijando nos lábios.

- Acho que isso não é o suficiente – ele disse como se ponderasse.

- E você vai precisar ser mais convincente – retruquei rindo.

Draco me olhou sério, franzindo a testa e então pegou o prato das minhas mãos, o depositando sobre a mesinha ao lado sem nem mesmo desviar seus olhos dos meus.

- Eu posso ser bem convincente quando eu quero – falou baixo, segurando e brincando com uma das alças da blusinha que eu usava. Um arrepio percorreu minha espinha quando Draco desceu a alça no mesmo instante em que chegou mais perto e jogou meu cabelo para o outro lado, mordiscando de leve minha orelha – E então? – questionou, com a boca ainda próxima.

- Você vai ter que-

Eu me calei quando ouvi um toque. Em cima da mesinha, seu celular tocou e antes que eu pudesse pegá-lo para Draco, ele próprio o tinha em mãos. Olhou para a tela rapidamente e então apertou um botão. Instantaneamente o celular parou de tocar.

- Quem era? – eu perguntei. Draco ainda olhava para o aparelho, mas sua mente parecia estar em outro lugar.

- Ninguém importante. – falou, dando de ombros e voltando para a cama, desta vez sem nem ao menos me olhar. Draco virou para o outro lado, ficando tão imóvel que eu podia jurar que estava dormindo, se não fosse por um de seus dedos batendo incessantemente contra o colchão.

- Eu estava pensando em prolongarmos nossa lua de mel – Draco falou um tempo depois.

- Pensei que tivesse deixado assuntos pendentes na empresa – eu falei, ainda pensando no que poderia ter acontecido.

- Eu resolvo isso depois. O que acha da Irlanda? Ou então Turquia... São belos lugares – Draco divagou.

Eu o olhei, sabendo que algo estava claramente errado. Inicialmente Draco não queria passar mais do que o necessário longe de casa. Eu toquei seu braço, subindo até sem ombro e encostei minha cabeça em seu travesseiro. Draco nem ao menos se mexeu, como se estivesse pensando em algo realmente importante.

- O que foi? – perguntei, brincando com seus cabelos louros que escorregavam entre meus dedos.

Draco me olhou e então pegou a mão que estava sob seu ombro e entrelaçou nossos dedos.

- Nada, realmente – murmurou, e então beijou o topo da minha cabeça – Vamos dormir, logo, logo irá amanhecer – falou, me abraçando e puxando para mais perto. Minha cabeça ficou apoiada em seu peito, enquanto ele descia as mãos pelas minhas costas e fazia o caminho de volta, murmurando o que parecia ser uma canção.

Eu estava me sentindo tão bem e confortável ali, ouvindo sua voz e sentindo seus braços me embalarem, que até mesmo me esqueci que havia algo de errado.

- Eu vou querer a minha torta depois – eu sussurrei, entre um bocejo.

Senti seu peito tremer com sua risada enquanto ele parava de cantarolar.

- Eu sei que vai – o ouvi dizer, antes que eu adormecesse.

Quando eu acordei horas mais tarde, Draco já havia levantando e me encarava da porta do banheiro com um sorriso maroto no rosto.

Eu apoiei um cotovelo na cama e o fitei.

- O que foi?

Ele sacudiu a cabeça, ainda sorrindo.

- Você sabia que fala dormindo? – questionou. Eu continuei o encarando, confusa.

- Não falo não! – eu neguei, mesmo sabendo que às vezes acontecia.

- Ah, você fala sim. Principalmente meu nome – ele sorriu ainda mais – Com o que estava sonhando, afinal? – falou em um tom sugestivo e erguendo uma sobrancelha.

Eu joguei um travesseiro nele que o pegou facilmente.

- É por isso que você tem um ego tão grande... – eu disse, sabendo que ele estava falando a verdade.

- Isso ajuda um pouco – ele falou, dando de ombros – Eu te espero na área da piscina, não demore

Eu suspirei, observando o teto creme do quarto e sentindo que poderia dormir por mais algumas horas. No entanto, eu me levantei em seguida, tomando um banho e me arrumando para encontrar Draco. Como ele havia me dito, o encontrei na área da piscina, sentada em uma cadeira debaixo de um guarda-sol e falando com um casal que se afastou quando eu me aproximei.

- Finalmente – ele falou como se eu realmente tivesse demorado, se levantando e puxando uma cadeira para eu me sentar.

- Quem eram? – eu perguntei, meneando minha cabeça em direção ao casal que agora voltavam para o interior do hotel.

- Ah, amigos de outras vindas a Paris. Ninguém que você fosse gostar de conhecer, acredite – falou, em um tom indiferente e eu duvidei de que eles realmente fossem amigos. Draco se levantou e me estendeu a mão – Que tal um mergulho?

Eu o olhei em dúvida, mordendo meu lábio inferior.

- Acho que a água está muito fria agora – eu disse, sabendo que realmente devia estar gelada.

Draco riu, inclinando sua cabeça para o lado e olhando a piscina. Eu sabia o que ele ia fazer antes mesmo dele me levantar e abraçar por trás, me levando para mais perto da piscina.

- Draco! – eu chiei, tentando me soltar e ele riu.

- O que eu estou fazendo, uh? – perguntou, com uma voz que beirava a inocência e então me soltou – Vamos apenas nos sentar aqui – ele disse, sentando na beirada da piscina e ficando com os pés dentro dela e me olhando, esperando que eu fizesse o mesmo. Eu suspirei resignada, tirando minhas sapatilhas e sentando ao lado dele e afundando meus pés na água. Apenas me sentar ali não faria mal...

- Não está tão fria quanto eu pens-

De repente, eu senti duas mãos segurarem minha cintura, me puxando para baixo e dentro da água. Eu gritei com o susto que havia levado, e no segundo seguinte eu tremia dos pés a cabeça e tossia, colocando o pouco da água que havia entrado em minha boca para fora.

- Seu estúpido, eu não acredito que fez isso! – eu acusei, vendo ele a minha frente que ainda mantinha os braços me segurando firme.

- Você disse que não estava tão fria – se defendeu.

- É, mas eu não queria isso. Eu estou toda molhada!

- Eu também estou e você não me vê reclamando.

A blusa branca que ele usava agora beirava a transparência e eu dei graças a Deus por estar usando um conjunto azul naquela hora.

- Me lembre de não acreditar mais quando você usar a palavra apenas – eu disse, sentindo meu copo se acostumar com a temperatura da água e então Draco me soltou, me fazendo encostar os pés no fundo da piscina. Não era tão funda assim, a água batia pouco abaixo do meu peito. Draco me deixou ali e começou a nadar. Eu assisti por um tempo e então, suspirei, deixando minha irritação passar e começando a me divertir quando comecei a aproveitar, só parando mais tarde, quando Draco me lembrou que eu não podia exagerar muito.

- Sabe o que isso me lembra? – Draco questionou em certo momento, quando o movimento na piscina havia diminuído, denunciando ser hora do almoço.

- Em que? – eu perguntei, com a minha cabeça sobre seu ombro e me sentindo flutuar com a água ao nosso redor.

- Naquela vez que te vi, nadando no lago e em quão assustada você parecia – ele riu – Aquilo foi realmente engraçado.

Eu me lembrava daquilo também.

- Foi engraçado pra você! – eu disse me afastando dele e o fitando – Eu queria ter visto se você recebesse um olhar daqueles.

- Não deixa de ser engraçado. Aliás, você não devia estar lá naquela hora, admita.

Eu dei de ombros, sabendo que ele estava certo e não querendo que ele me dissesse novamente o que havia me dito naquela ocasião.

- Tudo parece tão distante agora – eu sussurrei.

- Eu sei. Nunca pensei que tudo mudaria tanto em tão pouco tempo – contou – Eu acho que nunca sequer cogitei a ideia de um dia ficar com você. No entanto, agora, isso me parece ser a coisa mais fácil e melhor a se fazer.

Eu toquei seu rosto com a ponta dos dedos, trançando o caminho da sua bochecha e todo o seu rosto, contornando e admirando cada traço seu e parando em seus lábios.

- Eu amo você – eu disse baixo, olhando em seus olhos e sabendo os efeitos que aquilo poderia acarretar, sendo eles bons ou não. Fechei meus olhos, encostando minha testa na sua e nenhum pouco arrependida pelo que tinha dito há pouco.

Pude sentir sua respiração quente bater em meu nariz, assim como suas mãos que desceram por minhas costas. Não me atrevi a abrir os olhos e talvez encontrar uma expressão que não me agradaria, então continuei como estava, aproveitando o momento. Dizendo a mim mesma que estava tudo bem dizer que o amava, dizendo que ele se importava comigo e tentando me convencer de que aquilo era o suficiente. Mas eu sabia que não era. Nunca seria. Entretanto, foi impossível continuar de olhos fechados, em meu próprio mundo, quando eu o escutei dizer.

- Eu também te amo.

[***]

Eu estava sentada ao sofá, esperando que Draco terminasse de se vestir para podermos sair de uma vez. Ele havia dito que tinha uma surpresa para mim, mas estava demorando mais do que o costume para ficar ponto.

Virei-me no sofá, vendo a porta do banheiro ainda fechada e suspirei. Eu sabia que não estávamos atrasados já que ele me disse que não deveríamos ter pressa. O que, honestamente, atiçava ainda mais minha curiosidade pelo quê ele poderia estar aprontando. Já haviam se passado dois dias desde que conversamos na piscina e ele havia dito que me amava. Foi impossível dizer que era mentira quando eu o olhei, vendo a sinceridade contida naquelas palavras e a paixão com que ele me olhava. Eu sorri me lembrando do momento e pensando em como aquilo era mais do que eu esperava. Como aquilo era o começo de algo.

Um barulho incomum chamou minha atenção e eu olhei para o lado, vendo o celular de Draco em meio às almofadas e vibrando. Eu o peguei, caminhando até o banheiro com ele em mãos afim de levá-lo para Draco, mas parando assim que vi o nome na tela, incapaz de acreditar naquilo.

Eu queria saber o motivo que levaria Pansy Parkinson a ligar para ele quando havíamos acabado de nos casar. Draco e eu não falamos nela com frequencia, mas nas poucas vezes que tocamos no assunto, ele disse que não mantinha mais contato com Pansy desde a noite em que ele a levara a mansão.

Eu atendi sem hesitar, levando o aparelho ao ouvido.

- Não desligue! – ouvi Pansy dizer afobada quando eu mal havia colocado o celular ao ouvido, me levando a crer que não era a primeira vez que ela ligava. Quando eu continuei calada, ela prosseguiu – Eu sei que está irritado pelo que disse a você naquele dia e que devia ter me mantido calada, mas você tem de me entender – ela suspirou e eu senti meu estomago se revirar, apenas por ouvir a sua voz – Eu não consigo aceitar que você tenha se casado por obrigação, isso é... – ela pareceu fazer a tentativa de um engasgo, e eu esperei que ela terminasse, ignorando minha vontade incontrolável de dizer para que ela nos deixasse em paz, que estávamos bem agora, mas eu me mantive quieta. Eu não sabia que Pansy estava tratando Alicia por 'uma obrigação' – Mas eu o compreendo. Não podemos ceder a caprichos quando tanto dinheiro assim está em jogo. Talvez, no seu lugar, eu teria feito o mesmo – ela fez uma pausa, rindo alto. Sua risada sendo capaz de despertar uma raiva por ela que havia se mantida adormecida dentro de mim – Bem, não me casando com alguém como a Granger, obviamente, mas me casaria com alguém de mais atributos, entende? – ela parou de rir – Está me ouvindo, Draco? – ela questionou, enquanto eu me sentia nervosa. Pansy, aparentemente, sabia muito sobre minha união com Draco. Ela deu uma risadinha nervosa – Eu entendo, ela deve estar ao seu lado, não é mesmo? Eu espero que você não esteja sendo obrigado a fingir que gosta desse casamento – outra risada, enquanto eu mordia na língua para não mandá-la calar a boca e perguntar de uma vez o que ela queria com Draco. Eu devia ter desligado para não ouvir suas próximas palavras – De qualquer forma, quando essa criança nascer você certamente vai precisar de alguém para ajudá-lo a criá-la, e sabe como me encontrar. Creio eu que uma união entre nós seria o suficiente para que a passagem ruim da Granger pela sua vida seja esquecida por completo. Nem vai parecer que você se casou com ela por uma maldita cláusula. – ela fez um som de desgosto com a boca.

No entanto, qualquer indignação e ódio que eu sentisse pelas suas palavradas foram encobertos pela última frase.

- Que cláusula? – eu perguntei, não pensando duas vezes para isso.

Durante alguns segundos nenhum barulho foi ouvido, e então, a risada irritante de Pansy.

- Ora, ora Granger! Diga-me, onde está Draco?

Eu fiquei de frente para a porta do banheiro, mas dei alguns passos para trás, ficando próxima às portas que separavam o quarto da sala.

- Agora é Malfoy, Parkinson! E não te interessa onde Draco está – a raiva pela suas provocações ficando cada vez maior – Agora me diga; que clausula é essa?

- Hm, ele não está muito perto, não é? – perguntou – É claro que não. Draco não seria estúpido ao ponto de deixar você atender o celular dele assim, tão facilmente. Sabe, Granger – ela falou dando ênfase ao meu antigo sobrenome – existe coisas que você deveria saber. Muitas coisas, na verdade – insinuou.

- Que tipo de coisas? – perguntei lentamente.

- Oh! Deve ser realmente ruim ser a última a saber das coisas. Bem, no seu caso, você já deveria estar acostumada.

- Pansy!

- Ok, ok, nada de ficar estressada, para não machucar a herdeira legitima de toda a herança Malfoy – ela falou, frisando a parte da herdeira e eu franzia a testa, sem entender o porquê de ela ter se referido daquela forma a minha filha – Não é por causa dela que sua mãe continua naquele hospital e que você se casou com Draco? – veneno pingando em suas palavras, foi isso o que eu senti, enquanto sua voz soava mais como uma cobra as sibilando em meu ouvido.

- O... O que isso-

- Eu esperava mais de alguém como você, sabe-tudo. Na verdade, Draco também esperava, mas sinto dizer que você decepcionou a todos nós.

- Diga logo, Parkinson! – eu disse, tentando conter minha voz e apertando o telefone em minhas mãos.

- Já disse para ficar calma Granger, afinal, o que será da sua mãezinha quando Draco finalmente resolver tirar ela daquele hospital? – ela pausou, mas antes mesmo que eu desligasse em sua cara, prosseguiu – Você não sabe certo? Aqui vai, senhora Malfoy: sua mãe não está mais doente e tampouco Draco está dando a mínima para ela ou pra você. Na verdade a única coisa que interessa nessa grande mentira é essa criança que infelizmente está dentro de você. Mas, olhe; só mais alguns meses e nós todos teremos nos livrado de você e seremos uma família feliz. Eu, Draco e sua filhinha – ela falou, me fazendo sentir o gosto amargo posto em cada nota de sua voz.

- E eu já lhe disse para não falar sobre minha mãe e agora estou dizendo para não falar sobre minha-

- Não seja idiota, mulher! – ela gritou, em um tom sério. Draco abriu a porta do banheiro nesse momento, com um sorriso lindo no rosto enquanto tinha uma toalha presa na cintura. Ele olhou para o telefone que eu segurava apertadamente entre meus dedos, um vinco se formou em sua testa enquanto ele começava a se vestir – Já ouviu falar no inventário de Lucius Malfoy? – Pansy continuou – Bem, digamos que uma parte da herança de Draco, a maior parte dela, só seria liberada quando ele tivesse um herdeiro legitimo. Alicia é essa herdeira.

Eu mal percebi a velocidade com que eu respirava, nem ao menos tentando disfarçar enquanto olhava para Draco, que agora estava subindo o zíper de sua calça social enquanto ainda me olhava.

- É o Blaise? – ele perguntou e eu o ignorei. Devia acreditar em Pansy? Alguém que nunca gostou de mim.

- E onde minha mãe entra nessa história, Parkinson? – eu perguntei, no mesmo instante em que vi Draco fechar as mãos em punhos e me olhar com pânico em seus olhos.

- Dê-me o telefone, Hermione! – bradou, dando alguns passos em minha direção e eu dei outro para trás.

Eu escutei a risada de Pansy.

- Que bom que agora ele está ai! Ouça isso, Granger: sua mãe não precisava ficar nenhum um minuto a mais naquele hospital. Ela poderia ter saído de lá há quase dois meses, na mesma época em que Malfoy a procurou e, claro, subornou alguns médicos e fez parecer que sua mãe ainda estava doente. Tudo isso apenas para ter a tão querida herdeira-

O telefone foi tirado e minhas mãos e jogado do outro lado do cômodo. Draco me agarrou pelos ombros, sacudindo-me firmemente.

- Não escute o que ela disse, entendeu? Pansy é vingativa ela é-

- Minha mãe – eu disse, ouvindo as palavras de Pansy soarem uma vez e outra e mais outra em minha mente.

- Não – ele disse, me sacudindo novamente, parecendo tão desesperado como se estivesse tentando me fazer acreditar nele – Eu sei o que está pensando e sei o que deve estar sentindo, mas-

- Você mentiu, outra vez, não foi?! – eu perguntei, não me preocupando com o quão desesperada eu parecia, já sentindo as lágrimas correrem pelo meu rosto. A forma como ele me olhou, como seus olhos se perderam enquanto me olhavam era a resposta que eu não queria e nem precisava. Era a confirmação de algo que eu não queria – Por que você fez isso, Draco? Como pode envolver minha mãe nessa mentira? Como pode fingir querer ficar com Alicia porque se preocupava com ela quando na verdade ela era seu bilhete premiado?

- Hermione, me escute, eu-

- Você disse que me amava! Você disse, Malfoy, que me amava. – eu disse entre dentes e lentamente, sentindo o amor que eu sentia por ele ser esmagado pelo peso das mentiras que ele havia contado — E eu acreditei em você! – eu golpeei seu peito com uma mão – Você me levou em um maldito hospital para ver a minha mãe e ficou se divertindo enquanto eu tentava acreditar que ela ficaria bem!

- Não, não. Nada disso foi mentira – ele pegou meu rosto em suas mãos – Eu te contaria tudo! Eu quis te contar naquele mesmo dia, mas eu não podia-

-Mentira!

- Não é! Eu sempre quis acabar logo com isso e eu contaria quando fosse a hora certa.

- Mentira! – eu gritei outra vez enquanto ele se aproximava mais e eu me afastava, até que senti minhas costas baterem na parede.

- Hermione, você tem que acreditar em mim – ele pediu – Eu não menti sobre tudo. Eu disse a verdade quando disse que te amava. Eu admito que errei em não ter te contado antes, mas eu disse a verdade. Hermione, eu te amo!

No instante seguinte, o meu punho se erguia, o socando com toda a força que eu consegui reunir. E que não foi pouca. Draco me soltou, recuando alguns passos enquanto colocava uma mão sobre o nariz e eu via sangue manchar seus dedos.

Não fiquei para ouvir suas próximas mentiras. Eu saí dali o mais rápido que consegui, deixando a porta aberta atrás de mim e andando rapidamente em direção ao elevador. Eu ouvi a voz de Draco me mandando parar, dizendo que deveríamos conversar. Mas nada precisava ser dito ali. Nada!

Eu me encostei contra o fundo do elevador, dando boas vindas ao frio do metal que deixava minha mente menos nublada.

Eu não tentei conter as lágrimas ou me importei com a expressão das pessoas que encontrei no hall do hotel. Muito menos, com a expressão assustada que o taxista me olhou quando eu entrei no carro. A única coisa com que eu conseguia me importar naquele momento foi em como Draco havia mentido por todo aquele tempo, como ele havia dissimulado e me manipulado durante todo aquele tempo. Tudo não passava de uma mentira. Uma linda e maldita mentira que ele havia criado e me envolvido.

Notas finais
Oi *-------*
Lembrem-se: Tenho 16 anos e gosto de respirar :)
Lembrem-se²: Eu tenho a Miwa pra me defender, e não tenho medo de usá-la u_u #E tbm tenho a mamis *--*