A Beautiful Lie

3 Cap. 3 - Desculpe-me


Notas iniciais
Bem, como o prometido, ai está o cap.
Que é dedicado a: Little Slytherin, jacke_am, Dark Lady e Zombie.
Em breve responderei vossos comentários.
Sejam bem-vindas leitoras novas ^^
Espero que gostem ^^

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Eu me apressei pelo jardim, tendo à plena consciência de que estava atrasada. Segurei a ponta do vestido, para que ele permanecesse onde estava, mas isso se tornou uma tarefa árdua enquanto eu lutava contra o vento. Eu sabia que nesse momento, o coque que eu levara mais de dez minutos para arrumar minuciosamente, estava bagunçado e eu tentava colocar os fios soltos atrás da orelha.

Assim que meus pés pisaram na conzinha, eu parei bruscamente, tentando fazer meu coração se acalmar e controlar minha respiração quente.

-Desculpe Susann, -eu me apressei em dizer, assim que vi a cozinheira cortando os aspargos. –Minha mãe estava tendo uma crise de tosse eu tive que ficar um pouco mais com ela. –eu disse já colocando o avental.

Susann sorriu gentil para mim.

-Tudo bem, cuide da sua mãe menina. Com o Draco eu me entendo. –ela piscou. –pegue aqueles tomates e os piques em cubos, sim?

Eu ouvi um barulho vinda da sala, e perguntei o que estava acontecendo.

- Pansy está grávida. –ela explicou. – Os pais de Draco estão aqui para comemorar. O herdeiro dos Malfoy realmente é um grande acontecimento. Eu não duvido nada de que eles mandem colocar em todas as revistas e grandes jornais de Londres. Terão que adiar o casamento, mas acho que eles não se importarão muito pela causa.

Eu franzi a testa, confusa.

-Adiar? Por quê? O casamento é para daqui 2 meses. A barriga de Pansy não terá crescido muito até lá.

Susann riu para mim, enquanto pegava um pano de pratos e secava as mãos.

-Bem, ouvi dizer que ela está grávida de dois meses e meio, e que não disse nada, pois estava esperando o momento certo.

Eu me lembrei da semana passada, quando a vi na beira da piscina com os amigos de Draco. Não parecia nem sequer ter vento ali dentro, quem dirá um bebê. Resolvi ficar calada sobre isso, não queria mais problemas para mim. Se ela dizia estar grávida, não seria eu quem diria o contrário.

Terminei de ajudar Susann com o que ela precisava e servi a mesa, pedindo que outro empregado ficar em meu lugar quando todos já estivessem sentados. Eu não conseguia olhar para Lúcio Malfoy sem sentir ânsias de vômito e vontade de matá-lo por ter feito tanto mal a minha infância e a vida da minha mãe.

Eu fiquei na cozinha, enquanto ouvia todos os tipos de felicitações e votos de felicidade vinda de todos da família. Até mesmo os votos do pai pareciam verdadeiros, meu eu sabia o que tinha por baixo de toda aquela educação. Um herdeiro para os Malfoys significava muitas coisas, uma delas, ao menos para mim, significava mais gente podre no mundo.

Depois de todos terem terminado, e seguirem para a sala de estar para um chá, eu ajudei a tirarem a mesa.

Eu não vi ninguém da família até o fim do dia, quando estava limpando um quarto e olhei pela janela, vendo o luxuoso carro sendo guiado para fora dos portões da mansão, e Pansy acenando com seu sorriso falso, colocando a mão sobre sua barriga.

Eu fechei a janela com força, voltando a limpar tudo. Não via à hora de sair daqui com a minha mãe. Essa família me dá medo!

Assim que fechei a porta do quarto e coloquei todos os produtos no carrinho, eu depositei o balde no chão e passei a mão sobre a testa. Minhas costas doíam e eu estava com sede. Encostei-me contra a parede pintada de verde claro e fechei os olhos.

-Por acaso você é paga para descansar Granger? –eu escutei sua voz fanhosa dizer meu nome com nojo.

Ainda de olhos fechados eu respondi sorrindo:

- E por acaso é você quem paga a miséria que eu ganho?

Eu abri meus olhos quando senti suas unham se afundarem em meu braço e ela me chacoalhou.

- Cale essa maldita boca sua imprestável!

-Porque você não tenta me fazer calar sua cara de Buldogue! –eu devolvi, tirando suas mãos de mim. –Você acha que só porque vai se casar com o Malfoy manda em alguma coisa. Mas eu nunca vou fazer nada do que você me diz! –eu apontei, toda a raiva acumulada transbordando dentro de mim.

-Ora sua... –ela colocou o dedo em meu rosto e eu o tirei dali com um tapa.

-Nunca mais toque em mim senhorita Parkinson, ou eu não me responsabilizo por meus atos.

Comecei a andar pelo corredor. Mas bem que dizem: nunca dê as costas ao inimigo. Bem, eu prometo que vou pensar nisso, assim que conseguir tirar Pansy de cima de mim.

Ela puxava meus cabelos enquanto eu tentava segurar suas mãos. Diferente dela, que falava um monte de insultos, eu estava mais focada em segurar ela. Eu a joguei no chão, e segurei seus braços sob sua cabeça.

-Você é só uma vadia, feito a sua mãe! –ela cuspiu as palavras. –E eu espero, com todo o meu coração, que vocês duas morram e voltem para o inferno!

Aquilo mexeu mais comigo do que qualquer tapa que eu havia levado ou humilhação. Mexer comigo, tudo bem, mas jamais, jamais mesmo, ofenda minha mãe!

-Eu disse, para nunca mais, tocar em mim, mas, a partir de agora, nunca mais fale da minha mãe, sua vadia estúpida! –eu disse pausadamente, antes de lhe dar um tapa na cara, que a fez virar o rosto e deixou a marca da minha mão nele.

Eu levantei, arrumando meu cabelo, e voltando a seguir pelo corredor. Eu parei perto das escadas, quando sua voz me chamou.

Ela já estava recuperada e vinha em minha direção com toda a fúria do mundo. E então, tudo ocorreu muito rápido… Eu não queria que aquilo tivesse acontecido. Eu não queria ter batido nela, não realmente. Eu deveria ter me controlado e a deixando falar sozinha, como eu sempre fazia. Mas havia sido a gota d'água falar da minha mãe. Então, eu também não queria que Pansy estivesse se desequilibrado e rolado escada a baixo, enquanto eu assistia a tudo assustada e em câmera lenta.

Eu encarei seu corpo lá em baixo, imóvel, seu quadril parecia estar em um ângulo torto, quando eu ouvi gritarem seu nome em um tom desesperado. Draco em um minuto, já estava descendo as escadas, e eu não me importei quando ele trombou em mim, como se eu não fosse nada.

Mas, quando ele chegou perto dela e tocou sua cabeça, dizendo para chamarem um médico, seus olhos vagaram até me encontraram. Seus lábios uma linha fina. Sua pele quase tão branca quanto seu cabelo. Eu não conseguia ver seus olhos, mas eu tinha certeza de que não gostaria do que veria ali.

Eu coloquei as duas mãos sobre a boca.

-Jesus! –foi tudo o que eu consegui sussurrar.

E tudo porque eu não havia conseguido me controlar. Não havia sido eu que a empurrara, mas eu colaborara para que isso acontecesse.

Notas finais
Pessoal, qualquer erro me avisem u.u
Eu gostaria de pedir que vcs comentassem, pois só assim eu saberei se devo mudar algo ou não.
A fic está só no começo, então, não custa nd comentar. Não leva nem um minuto, dependendo do review.
Bem, é isso.
O próximo sai em breve
Bjs e até lá ^^