A Beautiful Lie

29 Cap. 27 - Algumas Coisas Não São Para Se Entender


Notas iniciais
Hey, eu sei, eu sei. To atrasada, mas é que eu tava devendo post em outra fic minha D:
Enfim, aqui está o cap. Acho que eu gostei dele, já que ficou simples como eu queria o/
Beeem, o capítulo é totalmente dedicado a Gypse pela recomendação linda dela *-* Eu amei ela flor, muito, muito, muito ^-^ Tah, fora qe eu amei o que vc disse no segundo parágrafo ehehehehehe :')
Espero que gostem do cap.
Té mais ^^

– Eu estou falando sério! – Blaise afirmou enquanto eu não conseguia parar de rir. — Draco ficou maluco! – ele lançou um olhar para as escadas e abaixou ligeiramente sua voz – Eu ainda acho que ele tem pesadelos com isso.

Eu gargalhei, tentando controlar as risadas. Francamente, eu nunca imaginaria Draco com medo de um pássaro.

– Eu me lembro disso – Susann disse, colocando uma bandeja com algumas guloseimas sobre a mesinha. Eu peguei um pouco do bolinho que estava ali, me deixando levar pela sua aparência altamente atraente – O garoto tinha só oito anos, mas eu me lembro como se fosse ontem. – ela deu um pequeno sorriso.

– Que engraçado você parecer não se lembrar de que eu ainda sou o dono daqui – eu ouvi sua voz soar sarcástica do topo das escadas, enquanto Draco a descia lentamente.

Susann murmurou um com licença e saiu dali de cabeça baixa. Eu soltei o bolinho, voltando-me para Draco a fim de repreender a atitude dele, mas Blaise apertou ligeiramente minha mão e balançou a cabeça, sussurrando um "não se meta".

– Bem, agora que todos estão onde deveriam estar, podemos ter uma conversa, Hermione?

O clima de diversão que pairava no ar se foi e uma densa ficou em seu lugar.

– Bem eu vou dar uma volta – Blaise falou, levantando-se e saindo. Eu me sentei no sofá, esperando que Draco falasse, mas ele apenas permaneceu parado e calado.

– O que quer falar comigo? – perguntei, depois de algum tempo de silêncio.

Ao invés de me responder, Draco voltou a caminhar, indo em direção ao escritório. Cogitei a ideia de continuar sentada e esperar que ele se desse conta de que eu não iria segui-lo e voltasse, mas minha curiosidade falou mais alto e eu me levantei, fazendo o mesmo caminho que ele, sabendo que poderia se seguir uma pequena discussão que eu já conseguia até mesmo prever o assunto.

Quando cheguei ao escritório fechei a porta atrás de mim e me virei para Draco, que estava a minha frente com as duas mãos apoiadas na mesa atrás dele e tinha sua cabeça jogada para trás.

– Sabe, – ele começou – eu ainda estou tentando entender o que você e Blaise tem em comum – ele fez uma pausa e então me olhou. Seus olhos acinzentados estavam tempestuosos – Ah, espera aí, vocês não têm nada em comum.

Eu franzi o cenho sem entender o que ele pretendia com a conversa indo para aquele rumo.

- Eu gosto dele. – falei indiferente.

Vi os dedos de Draco apertarem a madeira da mesa enquanto sua expressão ficava dura.

- Gosta dele. – ele repetiu em um tom baixo, apenas murmurando lentamente minhas palavras.

- É, eu gosto. – eu reafirmei — Diferente de você, temos assuntos agradáveis, Draco, o que quer afinal?

Ele deu de ombros.

- Nada, na verdade. – ele deu de ombros, mas por algum motivo, eu duvidei de que ele estivesse tão apático quanto tentava demonstrar — Apenas queria saber se você tem tido noticias dos seus amigos.

Suspirei, cansando-me daquele jogo. Por que ele estava simplesmente jogando meus amigos no meio daquilo?

- Nós dois sabemos que você não é de dar voltas, Draco, portanto, vá direto ao ponto. – pedi massageando minhas têmporas.

- Muito bem. Eu quero saber por que você resolveu contar a todos os seus amigos sobre o incidente que aconteceu entre a gente. Não sabe guardar segredos, Granger? – perguntou em seu tom mais gélido e afiado, o que também significava que eu já estava acostumada com aquilo.

Surpreendi-me com o tempo que ele levou para tocar naquele assunto. Eu já estava preparada para lidar com ele, na verdade, era algo que eu também ansiava por conversar. Eu fui até a cadeira que ficava do outro lado da mesa e me sentei, deixando Draco do lado oposto. Ele me olhou confuso, como se estivesse esperando qualquer outro tipo de reação minha. Entre elas, eu apostava que estava algo como eu me encolher de medo dele.

- Na verdade, a pergunta é: por que a Parkinson sabia sobre isso? – perguntei.

Aquilo se mostrou inesperado para ele.

- Como Pansy entra nessa conversa? – ele perguntou, ainda tentando entender.

- Do mesmo jeito que o Rony. Eu cumpri minha parte no acordo, Draco, e nunca disse nada a ninguém. Se você quer perguntar a alguém sobre isso, pergunte a sua ex-noiva, foi ela quem disse ao Rony sobre... – eu parei, pensando em qual palavra usar. Aquilo, como Draco havia definido, não era um mero incidente e eu não trataria ele como se fosse um –... o que aconteceu aqui.

- Pansy? – a pergunta pareceu ter sido feita para si mesmo, mas ainda sim eu confirmei, prestando atenção a cada expressão que passava por sua face, tentando achar uma resposta para minha própria pergunta. Ele bateu com o punho fechado na mesa, enquanto soltava um palavrão, sem se importar com a minha presença.

- Fale com ela, e aí você terá sua resposta, Malfoy. – eu me levantei da cadeira, pensando que nossa 'conversa' estava encerrada, mas eu mal havia dado três passos e senti um leve aperto em meu braço quando Draco me puxou para perto dele.

- Nós ainda temos que falar sobre seus amigos. – ele disse, mantendo seu tom de voz neutro, mas seus olhos mostravam a mesma irritação que ele sentia segundos antes. Ele ainda estava pensando sobre Pansy, disso eu tinha certeza. E, também, não duvidava nada de que ele fosse descontar toda a sua raiva agora, falando sobre meus amigos

- Eu já disse que não falei nada a-

- Se afaste deles – me interrompeu – Eles fazem mal para sua imagem e não seria bom que você fosse vista perto de gente assim.

- Como? – eu perguntei, não confiando no que eu havia falado. Ele realmente havia dito aquilo? – Eu não vou me afastar coisa nenhuma!

- Ah, você vai sim. – ele deu um sorriso, o que naquelas circunstâncias me assustou – Você sabe do que eu sou capaz de fazer pra chegar onde eu quero Hermione, por tanto, eu a aconselho a não me enfrentar.

O quê havia dado nele? E todas aquelas tentativas e teatro todo de arrependimento? Eu nunca havia acreditado naquilo, mas eu esperei que ele fosse manter sua máscara por um período maior de tempo...

- E eu já disse Draco, você não manda em mim!

Ele apertou meu braço com um pouco mais de força e então o soltou. Eu massageei o local, pensando que nós havíamos voltado onde tudo aquilo havia começado.

- Está me desafiando, Granger? – ele praticamente cuspiu a pergunta, com os dentes cerrados.

- Não, Malfoy, apenas deixando claro que eu não tenho medo de você ou de suas malditas ameaças! – falei tentando imitar seu tom.

Eu me afastei dele, sustentando seu olhar por mais um tempo e quando saí do escritório o ouvi gritar, em alto e bom tom: "Depois não diga que não te avisei!"

Eu dei de ombros, saindo da casa e indo até o lago, onde eu gostava de ir para pensar. Sentei-me debaixo da mesma árvore que eu havia me sentado no dia em que Draco me viu no lago. Diferente daquela vez eu não tinha um livro comigo para ler e sair da minha realidade, mas eu também não queria aquilo. Fiquei ali por um tempo, olhando a paisagem e lutando contra as lágrimas que teimavam em cair. Passavam tantas coisas pela minha cabeça que eu ficava confusa entre aquilo estar realmente acontecendo ou sendo apenas um sonho ruim. Era também naqueles momentos que eu pensava na minha filha e em como seria até que ela nascesse...

Depois do que se pareceram horas, eu voltei para a mansão, me surpreendo com a temperatura que pareceu estar ainda mais baixa quando eu tremi de frio no caminho. Ou talvez, fosse minha resistência que havia diminuído.

- Senhorita Granger – Susann me chamou assim que eu entrei e me virei para olhá-la. Surpreendi-me com a formalidade com que ela me tratou, afinal, aquilo nunca havia acontecido antes. Eu dei um suspiro cansado, pensando que aquilo só poderia ser coisa de Draco – Eu queria saber o que devo fazer para o jantar. – falou.

- Falou com o Draco? – eu perguntei, já que ele parecia sempre passar na minha frente quando se tratava daquilo.

- O senhor Malfoy saiu – contou deixando escapar uma pequena expressão de desgosto.

- Saiu? E pra onde ele foi?

- Ele não disse – Blás respondeu próximo às janelas onde só então eu o notei. – Ele simplesmente se arrumou e saiu. Não faz muito tempo, se quer saber.

Eu dei de ombros, tentando mostrar que não me importava com aquilo, quando na verdade estava me perguntando onde Draco poderia ter ido àquela hora.

- Faça o que achar melhor, Susann, eu tenho que... tomar um banho. – eu subi as escadas quase às pressas, indo direto para meu quarto. Eu fechei a porta atrás de mim e me escorei contra ela.

Onde Draco poderia ter ido? E porque eu estava com uma má-impressão sobre aquilo?

Eu busquei nossa conversa de mais cedo, onde ele se referia aos meus amigos. Ele não poderia fazer algo contra eles. Edite. Ele poderia e faria. Honestamente eu não poderia duvidar de nenhuma atitude que pudesse vir dele.

Hesitei minimamente antes de tentar ligar para seu celular. Evitar contato era tudo o que eu podia querer, mas naquelas situações, onde Draco poderia estar fazendo qualquer coisa para prejudicar meus amigos, eu abriria exceções. Quando caiu na caixa postal me senti ainda mais preocupada.

Meu estômago dava voltas e mais voltas enquanto eu caminhava pelo quarto, me sentindo cada vez mais nervosa com aquilo. Sabendo que ficar ali não me adiantaria em nada, eu fui tomar meu banho, mesmo ele não tendo me ajudado em nada para relaxar. Ver aquela quantidade imensa de tipos de sabonete líquido também não ajudou muito. Para quê Draco precisava daquilo tudo?

Eu esperava que enquanto tomava meu banho Draco já houvesse chegado e que de preferência me falasse que havia tido uma reunião de ultima hora e que teve de ir às pressas. Eu mal havia pensado naquilo quando me dei conta do quão idiota era. Tolice! O Malfoy nunca me daria explicações sobre o que quer que fosse. Mas ele não chegou quando eu desci para jantar, e muito menos durante a refeição.

Blaise ficou mais calado do que ele havia estado durante as outras ocasiões, e eu me perguntei se ele sabia de algo que eu não estava a par.

- Amanhã você quer companhia? – Blaise perguntou, quebrando aquele silencio incomodo – Para escolher o buffet que vai servir no casamento, eu digo.

Eu neguei, deixando meu garfo no canto do prato. Eu não estava com apetite e falar sobre os preparativos do casamento sempre me deixava ainda mais inquieta.

- Não precisa – falei tentando não mostrar meu aborrecimento com aquilo. Eu nunca pensei que aquilo pudesse me dar tanto trabalho e com o prazo do casamento se aproximando tudo parecia estar ocorrendo assustadoramente rápido – Eu já chamei uma amiga para ir junto.

E Gina havia aceitado de bom grado. Mesmo que Draco tivesse tomado a frente em algumas coisas, eu não deixei que ele fizesse tudo sozinho. Sabia muito bem que ele poderia montar um grande espetáculo para esse casamento.

Depois disso, Blás não disse mais nada e eu também não fiz o menor esforço para começar um diálogo. Eu o conhecia há pouco tempo, mas sabia que ele não estava interessado em nada que fizesse qualquer alusão ao casamento.

Após terminar o jantar eu subi para o quarto de volta, alegando que estava cansada e que amanhã seria um longo dia. Eu fiz a reles tarefa de escovar os dentes demorar o dobro do que o habitual. A todo o momento eu ia para a janela, olhar abaixo dela, vendo se Draco já havia chego. Mas não havia tido nenhuma mudança.

Eu me deitei, pegando um livro que estava sobre o criado-mudo e começando a lê-lo. As palavras passavam despercebidas por mim. Só percebi que havia caído no sono quando acordei pouco depois, com um barulho vindo do andar de baixo. Era o som do carro de Draco.

Eu me sentei, completamente alerta e ainda com um pouco de sono. Eu fui até a janela, vendo Draco rindo alto com alguém, provavelmente Blaise. Uma rápida olhada no relógio me mostrou que estava tarde o suficiente para pessoas ficarem rindo. Ele sumiu das minhas vistas quando entrou.

Eu peguei o primeiro casaco que achei no closet e saí do quarto. Não foi preciso muito para que eu visse que Draco estava no hall de entrada e ainda sim ria como se não houvesse mais ninguém por perto. Eu parei no meio das escadas, vendo ele se escorar contra uma pilastra, de costas para mim. Ele ria de alguma coisa que parecia realmente divertida. A pessoa que eu pensava ser Blaise ria com ele, mas eu ainda não conseguia vê-la já que a pilastra estava em sua frente. Mas eu ter visto um pedaço de pano roxo foi o suficiente para que eu notasse que não era Blás. O que também me deixou um pouco desgostosa.

- Draco – eu chamei, me escorando no corrimão da escada quando senti o quão cansada eu realmente estava. O quê era estranho já que eu não havia feito muita coisa durante o dia. A mansão nunca havia sido tão tediosa para mim.

Ele se virou quando ouviu seu nome ser chamado, com um enorme sorriso no rosto, e quando fez isso, Draco puxou a pessoa que estava perto dele. Eu senti minha boca se abrir em choque quando meu coração pareceu ter falhado por uma batida.

- Não deveria estar acordada há essa hora, Granger, pode fazer mal pro seu filho – Pansy Parkinson disse, em seu tom de voz mais irritante como eu nunca havia visto igual.

Seus braços rodeavam o corpo de Draco, que retribuía o gesto. Ela tinha um maldito sorriso em seu rosto, enquanto me encarava em puro escárnio.

Notas finais
Oks, era realmente necessário parar aí ausauhs
Vou tentar postar o outro o mais rápido possivel ^^
Bjs me amores e té a próxima *-*