A Beautiful Lie
30 Cap. 28 - O Primeiro Passo
Notas iniciais
Acho que ele ficou como eu queria, só não sei se ficou como vocês queriam D:
Bem, prometi a Loire pelo face que estaria postando meia-noite e passou um cadinho, mas tudo bem auhsashas
Então, espero que gostem do cap. E sem revoltas, por favor *-*
Ah! e sejam bem-vindas leitoras novas ^^
P.S.: Vai ter alguns erros de digitação no cap. pke eu decidi mudar algumas coisas de ultima hora, e como eu estou com sono, nada do que eu reviso fica bom sabem. Parece que eu não enxergo muito bem, mas tudo bem...
– Não reconhece mais a Pansy, meu amor? – Draco perguntou-me, puxando-a ainda mais deixando seus corpos quase colados. Eu senti nojo daquela cena. Como Draco conseguia fazer o mínimo de simpatia que eu comecei a sentir por ele sumir tão rapidamente?
– Quero saber o que ela faz aqui, Malfoy! – eu exigi o que eu queria saber desde que a tinha visto. Por mais que tentasse, não encontrava uma resposta para aquilo. Claro, o sorriso malicioso em sua boca era o suficiente para que ideias passassem pela minha mente. Ideias essas que eu preferi ignorar a pensar que Draco chegaria àquele ponto. Não por não acreditar que ele não faria, porque sim, ele faria, mas porque não era algo com que eu deveria me importar diretamente. Exceto pelo fato de que nos casaríamos em breve e que aquilo não era algo que eu iria admitir.
– Ora Granger, não precisa se irritar, eu vim aqui apenas trazer o Draquinho. — Ela levou sua mão ao peito dele e eu me segurei no corrimão da escada, quando senti minhas vistas se escurecerem. Eu respirei fundo, tentando controlar aquela sensação. Aquela não era a hora mais adequada para passar mal.
– Ele já está em casa, então não há nada para você aqui, Parkinson. – as palavras saíram tão ferinas que eu me surpreendi ao perceber que estava com mais raiva do que pensei.
– Está dizendo que eu devo ir embora, Hermione? – ela perguntou como se me desafiasse a ir ainda mais longe com aquilo.
– Não, Pansy – eu dizendo seu nome com tanto irrelevância quanto ela havia dito o meu – estou te expulsando da minha casa.
Pansy sorriu da melhor forma que pode, enquanto eu era capaz de vê-la praticamente engolir todos os insultos que ela estava pronta para dirigir contra mim. No entanto, ela não disse nada, focando sua atenção em Draco enquanto colocava uma mão em seu ombro e dizia algo em seu ouvido que o fez sorrir antes dela ir embora.
No instante em que a porta se fechou, Draco caminhou indiferente até a escada e parou a minha frente. Ele me encarou dos pés a cabeça como se aquela fosse uma cena comum.
– Está sentindo alguma coisa? – ele ergueu uma mão para tocar meu rosto e eu dei um tapa nela.
– Como você pode fazer isso, Draco? – eu perguntei no meu tom mais controlado, mas que não significava muita coisa naquele momento. Eu sabia o quanto aquela pergunta fora estúpida. Ele estava voltando a mostrar quem sempre foi.
– Deveria estar realmente dormindo, Hermione. – ele suspirou parecendo estar com sono — Isso pode fazer mal a nossa filha. Vamos. Eu te levo até o quarto.
No instante em que seus dedos tocaram meu braço eu o puxei de volta e empurrei o peito de Draco, o deixando longe de mim. O controle se foi no exato momento em que ele colocou nossa filha no meio, voltando a se fazer de preocupado.
– Que merda estava acontecendo aqui?
Seus olhos se arregalaram no instante em que eu me dei conta de que havia falado um palavrão, mas eu estava furiosa demais para me importar com aquilo.
– Além de uma moça como você falar palavrão, nada demais – deu de ombros e tentou subir a escada, mas eu puxei seu braço e me coloquei a sua frente.
– Você trouxe Pansy Parkinson aqui, Malfoy!
– Eu sei, e é por causa disso que você está tão nervosa? – perguntou – Ela já foi embora então não precisa ficar com ciúmes.
– Você por acaso está me achando parecida com quem, Draco?
– Olha, Hermione se você não quer dormir, tudo bem, mas eu-
– Como você consegue se tornar cada vez mais insuportável? –perguntei o interrompendo, não me importando se ele queria dormir ou não. Eu, mesmo estando preocupada com meus amigos, ainda havia me preocupado com ele. Idiota, foi isso o que eu fui! Achando que tinha alguma coisa ruim acontecendo quando ele estava se divertindo com a Parkinson!
– Obrigada pelo elogio – ele disse, me olhando parecendo se divertir com toda aquela situação.
– Não foi um! Pelo amor de Deus eu to grávida e eu querendo ou não infelizmente você é o pai. Será que não consegue nem ao menos me respeitar? Não, não respeitar a mim, respeitar a filha que você tanto diz que quer ao seu lado!
Ele apenas me encarou, como se o que eu tivesse dito não fosse nada. Respirei fundo, contendo a vontade que eu estava sentindo em jogar tudo pro alto.
Eu me virei, voltando para o quarto e batendo a porta com força atrás de mim, logo em seguida ficando ciente de que aquilo não adiantaria nada.
Eu precisava de outro banho e gelado dessa vez, para me acalmar e tentar dormir assim como controlar os impulsos que eu sentia em ir até Draco e bater nele.
Porque ele estava com a Parkinson, afinal? A pergunta rodava em meus pensamentos enquanto eu tomava banho. Não havia nenhuma explicação para isso. Eu vi como ele ficou irritado quando lhe disse que quem havia dito ao Rony sobre o que houve foi ela. Então qual seria o intuito de levá-la no mesmo lugar em que eu estava?
A tive minha resposta mais rápido do que imaginei. Draco só poderia estar querendo me humilhar. Mostrar-me que ele ainda estava no controle e estava jogando com todas as suas chantagens. Queria que eu visse que ele havia saído com Pansy Parkinson, a mulher que eu mais odiava por todas as humilhações que já havia me feito passar.
No final de tudo o banho não adiantou em nada, já que quando eu saí do banheiro estava mais furiosa do que antes, com o adicional de que agora eu chorava. Draco estava jogando cada vez mais baixo. Eu olhei para sua cama enquanto procurava por uma roupa. De repente, não queria mais dormir ali. Lembrei-me dos outros tantos quartos que havia pela mansão...
Eu mal havia prendido o feixe do meu sutiã quando abruptamente a porta foi aberta e Draco entrou. Eu mal tive tempo de pensar no que estava acontecendo quando seus olhos caíram sobre mim ele veio em minha direção em passadas rápidas e pesadas.
– Só porque você acha que seja de um jeito, não significa que essa seja a verdade sua sabe-tudo!
Poucos centímetros nos separavam quando ele falou isso, totalmente focado em meus olhos e ele finalmente esboçava uma expressão que era de pura raiva e inconformismo.
– Malfoy! Eu est-
– Não! Você disse o que bem quis durante esses dias, jogando na minha cara o quão idiota eu sou e toda essa merda. Mas você quer saber, Granger? Eu me arrependo da primeira vez em que eu a vi perto da sua mãe. Assim como me arrependo do maldito dia em que- – ele se calou subitamente e fechou seus olhos com força.
– Se arrepende do que, Malfoy? – eu perguntei. Tinha tantas coisas que ele poderia se arrepender por ter feito, mas apenas uma era a que eu esperava que ele dissesse, mesmo que eu pensasse que aquilo fosse algo que ele jamais iria admitir.
Ele abriu os olhos, e então ergueu as mãos, colocando ambas em meu rosto, algo que me deixou mais surpresa do que qualquer outra coisa que ele havia feito. Não havia pessoas por perto para ele me tocar sem ser de forma agressiva.
– Nosso casamento será em alguns dias e eu não quero que continuemos com essas brigas idiotas. Algum jornalista pode ver e-
– Manchar sua imagem de bom moço – eu cuspi, fazendo menção de sair de sua frente, mas Draco meu puxou de volta, deixando nossos corpos próximos de mais para o meu gosto, algo que eu vinha tentando evitar desde sempre.
Eu tentei novamente me afastar quando ele colocou seus braços na parede ao meu lado, me cercando. E foi quase nesse mesmo instante em que eu fiquei consciente sobre o escasso traje que eu usava. E, incrivelmente, Draco pareceu olhar para mim pela primeira vez desde que entrara ali. Eu vi seus olhos descerem por meu corpo.
– Eu preciso terminar de me vestir – falei engolindo a seco. Draco não se afastou. Ele nem ao menos pareceu ter ouvido minhas palavras. Eu não gostei da forma como ele me olhava – Malfoy, depois conversamos, eu disse que prec-
Não pude terminar de falar quando eu senti sua boca ser pressionada contra a minha. Eu coloquei minhas mãos sobre seu peito, tentando empurrá-lo para longe de mim e não deixar que ele se aproximasse mais.
Eu tinha que afastá-lo. Aquilo não era certo! Ele nem ao menos devia minimamente me tocar, quanto mais fazer algo como aquilo.
Uma de suas mãos deslizou pela lateral do meu corpo e eu forcei mais minhas mãos. O pânico por pensar no que ele faria era mais forte do que qualquer outra coisa.
– Draco – eu murmurei contra seus lábios, tentando dizer para que ele se afastasse. Ele separou sua boca da minha e então sorriu, ainda sem se afastar enquanto eu usava cada força minha para empurrá-lo. Era inútil.
– Não se preocupe. – ele mordiscou meu lábio inferior e eu senti minhas pernas fraquejarem – Eu prometo que nunca vou machucar a você ou a Alicia.
Eu parei de tentar empurrá-lo por um breve momento, quando o nome soou. Alicia? Esse nome me devia ser familiar?
Sua boca novamente pressionou a minha fazendo com que eu me esquecesse de qualquer outra coisa que eu pudesse perguntar. Eu tentava mantê-lo longe de mim a todo e qualquer custo. Mas então, aos poucos, empurrá-lo não parecia ser algo que eu realmente queria fazer. O alerta ainda estava ali, mas ele não estava sendo agressivo, longe disso. Embora ainda me segurasse me mantendo no lugar, não havia nada de grosseiro ali.
Qualquer mínimo pensamento coerente escapou de mim naquele momento quando uma de suas mãos serpenteou até meus cabelos e desceu para minha nuca, apertando ali e me puxando ainda mais para o seu corpo.
Toda a minha razão me abandonou. Meu corpo respondia a cada toque seu, diferente da minha lucidez, que gritava sem parar para afastá-lo.
Eu o puxei contra mim quando segurei o seu cabelo e ele escorregou entre meus dedos e eu correspondia ao seu beijo. Um de seus braços circulou minha cintura, me aproximando com certa delicadeza dele. Senti seu toque descer por meu corpo quando eu levei minhas mãos até a camisa de botão que ele usava, abrindo um a um.
Aquela voz que parecia me dizer algo foi se afastando, pouco a pouco, só restando os suspiros que eu soltava e a voz de Draco, dizendo algo que eu não conseguia prestar atenção.
Eu tirei sua camisa por completo, jogando a no chão sem tomar conhecimento de exatamente onde.
Senti quando os dedos de Draco abriram o feixe do sutiã que eu havia colocado instantes antes e ele deslizou a peça por meus braços. Corei quando senti seu olhar sobre mim, mas isso não durou muito quando ele novamente me beijou mais lascivo dessa vez.
Ergueu-me levemente enquanto me levava até a cama e me deitava nela. Não contive um gemido baixo quando senti uma de suas mãos no interior da minha coxa, quando Draco ficou sobre o meu corpo, mas de forma que eu não conseguisse sentir nada de seu peso.
– Vamos fazer isso do jeito certo, Mione – ele murmurou contra meus lábios. Afastou-se ligeiramente de mim e me observou, tocando com a ponta dos dedos meu rosto, em uma leve caricia. Senti-me aquecer sobre seu toque. Sua boca selou a mim em uma rápida carícia, e então desceu para o meu pescoço onde brincou com a pele ali, mordiscando e beijando. Eu era capaz de sentir cada parte do corpo de Draco colada ao meu inclusive sua leve excitação, enquanto ele permanecia em cima de mim.
Eu senti uma de suas mãos passearem sobre meu ventre. Foi como se um balde de água fria caísse sobre minha cabeça. Dei-me conta de quem estava em cima de mim, me tocando e consecutivamente por quem eu suspirava. Junto com a minha razão, as lembranças do que havia acontecido também voltaram. O motivo de eu estar naquela casa agora. O motivo de estar grávida dele.
– Não toque em mim! – eu falei o empurrando para o lado e assim que ele percebeu o que estava acontecendo me soltou, rolando pela cama até o final dela.
Eu levantei rapidamente, ignorando a tontura que senti e começando a procurar por qualquer coisa que pudesse me cobrir. Minha respiração e coração ainda descompassados não ajudava em nada em minha busca. Acabei me enrolando na toalha que ainda estava perto da cama.
– O que foi? – ele perguntou ainda sentado na cama e parecendo confuso.
– Eu te disse, Malfoy! Disse que não queria que tocasse em mim. Nunca!
A confusão se foi quando ele deu um sorriso amargo.
– Claro, mas você não estava pensando nisso enquanto estava me agarrando de volta. E nem ouse dizer que eu te forcei a isso, você queria tanto quando eu. – ele revirou os olhos e olhou sugestivamente para a cama, voltando seu olhar para mim enquanto um sorriso brincava em seus lábios – Vamos lá, Hermione, você não vai morrer em admitir.
– Eu não sou um brinquedo Malfoy! Eu disse que não queria que tocasse em mim quando aceitei tudo isso, agora, honre com a sua palavra!
– Tudo bem, Granger, — ele se levantou, começando a procurar sua camiseta pelo quarto e foi impossível não corar já que eu sabia que havia tirado ela. Eu me abaixei quando a vi perto dos meus pés e a estendi para ele, me mantendo o mais afastada que consegui dele — Só não venha dar uma de ciumenta quando eu for procurar outra por aí.
Eu estaquei, entendendo ao mesmo tempo o sentido daquelas palavras, mas ainda sim, eu perguntei. Só para que ele pudesse fazer o serviço completo.
– O que está querendo dizer com isso, Malfoy?
– Você sabe como é, — ele vestiu a camisa – o que um homem não tem em casa ele-
Ele parou de falar, mas também não era preciso. O final da frase estava bem ali. Engoli o nó que se formou em minha garganta. Mesmo dizendo a mim mesma que aquilo não deveria me incomodar já que nunca teríamos qualquer relação daquele tipo, me incomodou.
Eu andei até a porta e a abri, apontando pra fora.
– Saia, Malfoy.
– Olha, eu sei que-
– Eu disse pra sair, Malfoy! – meu tom um pouco mais alto dessa vez. Ele me fitou com um sorrisinho no canto da boca.
– Eu saio, sem problemas. – veio caminhando até mim, e antes de sair completou — Só não comece a achar que você manda em alguma coisa, Granger, porque não manda.
– Digo o mesmo pra você Malfoy, o mundo não gira ao seu redor.
Eu fechei a porta mal ele havia saído e a tranquei, tendo a certeza de que ele não iria invadir meu quarto novamente.
Olhei ao meu redor, parando minha análise na cama. Eu só podia estar enlouquecendo quando deixei aquilo chegar àquele ponto.
Notas finais
Aquelas que acharam o que aconteceu estranho: A relação deles tah evoluindo, algo que tbm será notado no próximo u_u
uashaushasas
Aqueles que me odeiam pelo cap.eu vou tentar melhorar, juro D:
Bem pessoas, vou ir dormir Bjs e té a próxima ^^
Ah, e podem recomendar e comentar, eu nem ligo ~ a cara de pau falando, não joguem na cara u_u
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