A Beautiful Lie
27 Cap. 25 - Provocações
Notas iniciais
Então, desde a madrugada estou tentando atualizar as fics, mas, finalmente consegui chegar em ABL.
E... ele é dedicado a lindona da da_ni_ribeiro pela recomendação mega fofa *----*, eu AMEI flor, ficou linda ela, muito obrigada ^^
Bem, sobre o cap.: Ele está melhor do que o outro, eu acho. Mas, particularmente, eu prefiro o final dele hehehehe
Sobre os reviews: vou começar a responder essa madrugada o de todas as minhas fics, até quinta eu já devo ter terminado. Desculpem por isso pessoal, mesmo. Eu sei q eu demoro pra responder, mas não me sobra tempo e eu sei como devem se sentir, já q eu odeio quando autores não me respondem u.u
E, leitoras novas, sejam bem-vindas amores ^-^
Notas finais, please ;)
Bem, espero que gostem ^-^
POV — Draco Malfoy
Eu sabia que não deveria estar fazendo aquilo, mas mesmo assim ainda fazia. Tentava obrigar a mim mesmo a pensar que apenas a olhava para ter a certeza de que estava tudo bem com minha filha e não me importava diretamente com Hermione, mas quanto mais eu olhava menos eu acreditava naquilo.
Ela estava dormindo desde a hora em que saímos do hospital. Havíamos ido até lá apenas para a médica dizer o que eu já sabia: nada de passar nervoso. A culpa não era minha se o Weasley havia resolvido que podia beijar uma mulher que já estava comprometida.
Enquanto dormia a sono solto, ela segurou minha mão que estava próxima a ela. Eu congelei por um momento, a olhando, mas logo voltei meus olhos para a estrada. No que eu estava pensando? Ela nunca faria isso se estivesse em plena consciência. Seria mais fácil morder em minha mão do que segurá-la.
Lentamente para não acordá-la eu puxei minha mão de volta, soltando-a da sua. Sem laços. Quer dizer, era impossível que eu mantivesse algum laço com ela. Aquilo não era uma escolha e muito menos um desejo. Um casamento por interesses, tanto da minha parte quanto da dela. Não havia quaisquer possibilidades de laços...
Quando finalmente atravessamos os portões da mansão já se passavam das três da madrugada e todos pareciam estar dormindo. O sentimento de irritação foi suprimido pela pequena compreensão que eu senti. Até mesmo eu estava a ponto de dormir ali mesmo.
Sai do carro antes que pensasse na ideia de permanecer ali e dormir e fui para o lado de Hermione. Confesso que cogitei a ideia de acordá-la como deveria ter feito da última vez e senti um sorriso se espalhar pelo meu rosto com o pensamento de sua irritação. Era certo que eu deveria manter o papel do noivo dedicado e bonzinho, mas também era certo que eu não queria levar um tapa ou coisa pior quando ela acordasse. Sendo assim eu toquei seu ombro ligeiramente, balançando-a um pouco para que acordasse. Aos poucos, ela foi despertando.
- Já chegamos? –perguntou com a voz sonolenta e se espreguiçando um pouco ainda dentro do carro.
- Sim. – falei contendo um bocejo — Vem, eu te ajudo. – peguei sua mão e a ajudei a sair do carro, mas assim que seus pés pareceram se firmar no chão ao mesmo tempo parecia que ela fosse desabar ali mesmo. Ela estava a ponto de dormir a qualquer instante e em pé.
Eu lhe dei um olhar resignado, mas ela pareceu com sono demais para notar. O que eu havia feito para merecer isso? E então, em uma atitude completamente idiota e descabida, eu passei um braço ao redor da sua cintura e outro em baixo dos seus joelhos, pegando-a no colo. Ela encostou sua cabeça em meu peito e respirou fundo.
- Eu só espero não levar um soco por isso. – falei aborrecido comigo mesmo enquanto caminhava. Por que eu simplesmente não a forçava a ficar de pé e caminhar com suas próprias pernas? Aquilo não tinha nada a ver com a minha filha, disso eu sabia. Mas o simples pensamento de soltá-la enquanto parecia tão vulnerável não me parecia ser o certo. O que era ainda mais incoerente do que eu já pensava.
Como se tivesse me ouvido chegar Blás abriu a porta antes mesmo que eu conseguisse bater, isto é, se eu conseguisse equilibrar Granger em meu colo antes. Sua expressão era uma mistura de surpresa, sono e animação.
- Até que enfim você — O que houve? – interrompeu sua saudação quando notou Hermione em meus braços.
- Nada demais, — eu a levantei um pouco e seus braços me apertaram mais fortemente. Havia ouvido que mulheres grávidas costumavam ter muito sono, mas eu não pensei que o mesmo pudesse acontecer com ela, que vivia por aí sempre atenta a todos os detalhes — Ela que adora dormir em meu carro.
Blás saiu do caminho e eu entrei com Hermione. Enquanto eu era obrigado a segurá-la quando também estava com sono olhei desejosamente para um dos sofás extremamente confortáveis, decidindo se seria muito ruim se nós dois acabássemos por dormir ali. De qualquer forma, assim que eu tirei os olhos do sofá, decidido a levá-la logo para o quarto e acabar com aquilo, eu olhei para a mais nova decoração da mansão. Ouvi Blaise soltar um baixo:
- Opa.
Eu me virei em sua direção só então notando mais dos balões coloridos e todas aquelas outras coisas que me encheram de nojo. Frases de boas-vindas estavam escritas neles e cobrindo um dos quadros da minha mãe eu vi uma enorme faixa rosa com o nome de Hermione escrito.
- Pensei que tivesse sido claro quanto a isso, Zabini. – o tom de ameaça estava claro enquanto ele me encarava firme.
- Bem, você foi – falou dando de ombros, mas ainda sim eu o vi tenso. Bem, ele certamente tinha que se preocupar com o quê eu faria com ele – Mas a festa é para ela, ou ao menos era.
Eu dei um passo em sua direção e senti Hermione se remexer em meus braços. Seria difícil ter uma conversa com ele se ela estivesse por perto.
Olhei severamente em sua direção e o mesmo agora tinha um sorriso vitorioso em sua face. Ele provavelmente estava pensando que eu nada poderia fazer enquanto estivesse com as mãos ocupadas, e infelizmente estava certo.
- Depois nós falamos sobre isso.
Ele apenas assentiu, de forma quase desdenhosa, como se soubesse de algo que eu não sabia.
Segui rumo ao meu quarto, feliz por ver que toda aquela decoração idiota estava somente no primeiro andar.
Assim que coloquei Hermione sobre a cama ela abraçou um dos travesseiros e murmurou algo que eu não fazia ideia do que fosse. Estiquei-me um pouco sobre ela e soltei seus cabelos que antes estavam parcialmente livres pelo coque. Ela realmente ficava ainda mais linda com o cabelo solto. Eu balancei a cabeça para me livrar daquele pensamento idiota. Desde quando eu a observava por tempo suficiente para saber como ela ficava melhor?
Toda a história de casamento e herdeiro tinha que valer muito a pena no final, ou seria todo um esforço para nada.
Eu tirei minha gravata enquanto ia em direção ao banheiro tomar um banho. Quando me olhei no espelho vi um pequeno corte em minha bochecha. Meu lábio inferior parecia levemente inchado e no meu cabelo tinham alguns fiapos de grama e folhas. Surpreendente como Blaise não me perguntou sobre isso. Eu respirei fundo com a minha imagem refletida no espelho. Até onde eu havia chegado, brigado por uma mulher que nem se quer valia a pena. A única ressalva era minha filha.
A única coisa que me deixou com menos raiva daquilo foi o pensamento de que o Weasley deveria estar bem pior do que eu. E ele ainda merecia mais depois do que havia feito. Eu olhei para o quarto novamente, notando que Hermione ainda dormia. Amanhã seria um longo dia cheio de explicações e principalmente de conselhos para que ela se afastasse dos seus amigos.
Após tomar um banho demorado, no qual eu tentei tirar qualquer vestígio de Weasley do meu corpo, eu me deitei na cama, ao lado de Hermione. Levantei um pouco mais o edredom para que a cobrisse quando ela tremeu levemente. Levei minha mão para desligar a luz e foi nesse instante em que senti um toque quente em meu abdômen e logo em seguida um leve aperto.
- Mas que mer-
Eu mordi minha língua, contendo um palavrão, quando vi que Hermione estava praticamente abraçada a mim com um braço ao meu redor e a cabeça apoiada em meu peito. Seu rosto de uma forma tão serena que eu seria capaz de apostar que quando acordasse no dia seguinte ele estaria vermelho de raiva. Algo que seria bastante interessante de se ver.
Na verdade, eu gostaria de ter podido tirar uma foto do momento para mostrar a ela quando negasse o fato. Em um momento de devaneios, eu me peguei admitindo a mim mesmo que me fingir de apaixonado arrependido para ela poderia se tornar uma tarefa bastante fácil. Mas eu ainda sustentava minha atenção no que quer que fosse que poderia estar acontecendo. Lembrava-me com clareza de suas palavras quando saiu daqui e meses depois, quando disse que aceitava o casamento. Eu sabia que sua mãe sempre seria sua maior fraqueza, o que era algo bastante irônico já que ela não corria nenhum perigo no momento, mas eu não havia engolido toda aquela mudança abrupta. Então, era certo que eu estivesse desconfiado, principalmente quando se trata de Hermione Granger.
De qualquer forma, me divertindo com aquele momento, eu desliguei as luzes e puxei Hermione para mais perto. Foi como se ela estivesse ciente do que acontecia já que uma de suas pernas ficou sobre as minhas e ela passou uma mão em meu ombro.
A cada dia que passava e eu era obrigado a fingir simpatia por ela mais eu sentia raiva por ter de fazer aquilo. O ódio que eu sentia por ela agora não era mais tão grande, talvez por eu estar ciente de que ela agora tinha a minha herdeira em seu ventre. Por um breve momento me perguntei o que eu estaria fazendo caso tudo aquilo não tivesse acontecido. E quando eu digo tudo me refiro até ao filho que Pansy perdeu. Talvez não tivesse uma cláusula tão idiota no testamento do meu pai e aí eu seguiria com a minha vida sem ter que me preocupar com nada. Tudo estaria em seu devido lugar. Eu sabia que se tudo fosse diferente ela, Hermione, continuaria em seu lugar. Exceto que... Sejamos honestos. Mesmo sendo difícil para admitir, meu pai havia nos colocado nessa situação. Eu tentei não me recordar de tudo o que havia ouvido e visto pelos corredores quando acordava a noite. Nunca esqueceria o rosto de Hermione naquela noite, quando ela entrou no escritório em que meu pai e sua mãe estavam. Eu queria ter tido a coragem de tirá-la dali naquele dia, mas tudo o que fiz por ficar parado no mesmo lugar. Minhas lembranças iam até a parte em que meu pai a via parada ali e então mais nada. Tudo era apagado como se fosse o fim de um sonho ruim, todavia, eu sabia que não havia sido um sonho. Havia acontecido. Eu havia visto. E então, como se tivesse só então tomado consciência sobre o que tudo o que estava ocorrendo em minha vida, eu me vi perguntando a mim mesmo se eu era como meu pai...
Eu a senti se remexer levemente e estávamos praticamente colados agora. Uma parte minha invariavelmente queria afastá-la e até mesmo acordá-la e dizer categoricamente para que não se aproximasse tanto. No entanto, eu ainda tinha uma parte que queria deixá-la por perto. Era essa a mesma parte que não estava fazendo nenhum bem para pensar com coerência.
Por fim, apenas deixei que ela ficasse ali.
[...]
Assim que entrei no quarto naquela manhã, notei que Hermione já havia acordado. Não pareceu ter ouvido o barulho da porta já que permaneceu na posição em que estava. Ela olhava para o lado, na direção das janelas, mas parecia perdida em pensamentos. Seu cabelo castanho estava desgrenhado e ela segurava um travesseiro em frente ao corpo.
- Com fome? – eu perguntei quebrando o silêncio e ela me olhou assustada no mesmo instante, colocando uma mão em cima do peito.
Fiquei na dúvida se ela havia se assustado por ser eu ou apenas porque realmente foi pega de surpresa...
Caminhei até a cama e coloquei a bandeja ao seu lado. Ela seguia meus movimentos com os olhos parecendo atenta a tudo, como se de repente eu fosse surpreendê-la com algum ataque. Honestamente, eu não seria idiota de estragar tudo naquele momento. Eu só teria que aguentá-la durante mais alguns meses. Esse seria meu limite.
- Depende – falou com a voz rouca e então limpou a garganta. Ela ergueu o queixo com uma quase arrogância – Foi você quem fez tudo? – perguntou.
- Não. – eu sorri para ela, quando na verdade queria revirar os olhos e dizer a ela que eu não havia nascido para fazer qualquer serviço como aquele. — Susann quem fez a maior parte, eu apenas tive participação no suco por causa do açúcar. Ela sempre coloca muito e eu acho que você não pode exagerar agora. É de morango, acho que você vai gostar.
Humilhantemente eu havia realmente feito o suco, mas não por causa dela, Minha filha, apenas isso. Hermione poderia sofrer de diabetes e eu não me importaria.
Ela me olhou desconfiada e ergueu uma sobrancelha para mim. Sorriu enquanto pegava a salada de frutas que estava no canto.
- Pode deixar tudo aqui, menos o suco.
- Por quê? – perguntei confuso. Já não bastava que ela soubesse que eu havia tido todo o trabalho de fazer aquilo? Na próxima eu diria para ela descer se quisesse comer.
Ela levou sua mão livre em direção ao meu queixo. Escorregou a palma gentilmente pelo meu rosto como em uma carícia e parou em minha bochecha. Eu quase sucumbi ao desejo de erguer minha mão para colocar sobre a sua. O quê estava acontecendo? Fiquei confuso com sua atitude. Onde haviam ido parar todo o seu discurso sobre nunca nos tocarmos? E então a resposta veio tão dolorida e ardente quanto um tapa.
- Porque eu não confio em nada que venha de você, muito menos um suco. – ela retirou sua mão e pegou o copo erguendo ele em minha direção.
Fazendo um esforço sobre-humano eu mordi em minha língua para não soltar nada imprudente e senti o gosto de sangue na boca. Minhas mãos estavam fechadas em punhos para que eu não cedesse ao impulso de fazê-la tomar aquele suco mesmo a força. Quem ela pensava que era para fazer tamanha afronta? Ela, definitivamente, parecia disposta a fazer da minha vida um grande inferno.
Ela ainda me encarava sorrindo e com o copo estendido. Eu queria gritar a ela que se quisesse matá-la não faria tão rapidamente com algo como envenená-la. Na verdade, qual seria o intuito em matá-la se eu a queria bem viva?
Eu peguei o copo, ainda pensando seriamente sobre a ideia de fazê-la pagar por aquela afronta e forçá-la a beber o conteúdo. Ao invés disso, eu o joguei no chão com toda a minha força. Os milhares de pedacinhos de vidro se misturaram ao liquido vermelho no tapete verde. Em outros tempos eu teria gritado que ela iria limpar aquilo, mas ela não era mais minha empregada. Eu não podia tratá-la daquela forma.
Como se sentisse todo o meu ódio, seu sorriso não diminuiu, parecia que ela já esperasse aquela atitude. Mas eu vi algo brilhar em seus olhos. Como se ela esperasse algo mais vindo de mim.
- Vou mandar Susann vir limpar isso. – eu guardei a raiva que senti para mim mesmo. Embora o sentimento de ódio ainda queimasse, eu sabia que era uma provocação. Ela estava testando meus limites. E bem, agora ela iria conhecê-los. Detive-me antes de começar a caminhar em direção a porta e voltei para a cama, me sentei bem na ponta e inclinei meu corpo para perto dela. Poucos centímetros nos separavam.
- Me ligaram do hospital essa manhã – eu disse, tendo o prazer de ver a cor sair de seu rosto e ela empalideceu – Eles disseram que sua mãe está reagindo bem ao novo tratamento. Ela está até mesmo consciente e, segundo eles, pergunta por você a todo o momento – ela engoliu em seco e eu reprimi a vontade que tive em rir de tudo aquilo — A cirurgia está marcada para daqui duas semanas. Podemos ir visitá-la e ai vocês conversam. – eu fiz uma pausa a deixando digerir a informação – Mas eu não aconselho dizer a ela sobre o casamento agora, isso pode ser um susto para ela e não queremos que tudo piore, não é mesmo?
Eu me levantei quando pensei que estava de bom tamanho para fazê-la ficar quieta e calada por um dia todo. Falar sobre sua mãe sempre seria um ponto fraco seu. Ponto fraco esse que eu não via problema algum em explorá-lo. Ela quem havia começado e eu terminado.
- Não se esqueça de comer tudo, meu amor. – eu me abaixei um pouco e beijei o topo de sua cabeça enquanto ela ainda parecia em choque. Era o suficiente para lembrá-la de quem deveria ter o controle de tudo. Eu tinha esse pensamento fixo na cabeça até o momento em que comecei a me afastar e ela me chamou.
- Draco – eu me virei e ela tinha um pequeno sorriso nos lábios, embora ainda parecesse um pouco abalada – Pode começar a tirar suas coisas daqui enquanto estou tomando banho?
Olhei-a sem entender o quê ela quis dizer com aquilo. E então ela completou.
- Bem, é que eu sei que esse é o seu quarto e que a melhor cama fica nele, já que eu não quero dormir no quarto que foi dos seus pais. Então, eu vou ficar aqui, não é?
Eu sorri. Realmente ela estava quebrando suas próprias regras sobre o casamento. Tudo não poderia ocorrer de forma melhor.
- Claro. O quarto é nosso agora.
- Não foi isso o que eu quis dizer, Draco. – ela sorriu docemente. Infelizmente me lembrando uma criança quando vai aprontar — Na verdade, já que o quarto é meu, você pode ficar em algum dos de hóspedes. Têm vários nesta mansão, garanto que vai achar algum que lhe agrade. – suas palavras tinham um leve tom de deboche.
- Eu não vou trocar de quarto! – afirmei perdendo todo o bom senso. Quem ela pensava que era para sugerir algo como aquilo?
- Ah, você vai sim. Não nos casamos e eu me recuso a ir dormir no mesmo quarto que você. – ela abaixou o tom de voz, quase num sussurro – As pessoas podem falar.
- Fodam-se as pessoas! – eu gritei – Esse é o meu quarto, sou eu quem deve-
- Tudo bem Draco. – suspirou – Eu acho que posso voltar para minha casa. Eu e minha filha vamos ficar seguras por lá.
Eu coloquei uma mão em meu cabelo, puxando alguns fios para controlar a vontade absurda que eu tinha em ir até ela e-
- Tudo bem. – falei aceitando tudo contra minha vontade. Mas aquilo ia ter volta, ah se ia. – Eu acho que posso ficar em outro quarto.
- Obrigada, Draco. – ela se levantou ainda olhando para mim com um sorriso vitorioso que eu daria tudo para arrancá-lo de lá. Meu desejo pareceu ter se tornado realidade mais cedo do que eu previra.
Ela fez uma careta e soltou um gemido baixo. Mais rápido do que pensei ser possível eu estava de frente a ela, enquanto a mesma se sentava na ponta da cama com um pé erguido. Abaixei-me a sua frente, também tomando cuidado com os cacos.
- Olhe só o que você fez! – falou me olhando com raiva. Claro, o sorriso havia desaparecido completamente como eu queria, mas pior do que vê-la sorrir vitoriosa era vê-la me olhando com raiva.
- Isso não teria acontecido se você olhasse por onde anda. – a acusei. O quão distraída ela era para não se lembrar que havia pedaços de vidros pelo quarto?
Eu tentei puxar seu pé para ver se o corte havia sido muito fundo, mas ela apenas me empurrou enquanto ela mesma o analisava. E então ela me olhou enquanto mordia o lábio inferior incerta. Eu revirei os olhos e segurei seu pé na altura do meu rosto, mas tomando um cuidado extra para caso ela resolvesse machucá-lo.
- Com cuidado. – alertou franzindo os lábios.
Eu retirei o pequeno pedaço de vidro que estava em seu pé e olhei seu rosto. Ela tinha uma careta de desagrado e olhava para qualquer lugar que fosse menos para mim.
- Mais alguma coisa senhorita Granger? – perguntei.
- Não. — falou mirando o chão agora.
Ela fechou os olhos com força colocando uma mão sobre a testa.
- O que foi? – perguntei preocupado com a expressão em seu rosto.
Ela abriu os olhos enquanto respirava lentamente.
- Só uma vertigem, vai passar não se preocupe. – ficamos igualmente surpresos quando ela disse a última parte. Desde quando a Granger se importava com o que eu sentia?
- Você deve estar querendo tomar seu banho agora. – eu fiquei ereto, ainda pensando sobre sua atitude – Susann já colocou suas roupas no closet. Eu tenho que ir trabalhar agora, mas se precisar de algo... – eu freei minhas palavras. Era claro que eu não queria que ela realmente me ligasse, afinal, porque ela faria isso? Lembrei-me de suas palavras há um tempo "-Se eu precisar de algo você será a ultima pessoa pra quem eu vou ligar." – Bem, se precisar de algo chame Susann, ela vai acatar qualquer capricho seu.
Eu me virei e caminhei para longe dela, mas antes de fechar a porta a ouvi dizer algo que soou como 'eu não tenho caprichos'.
Realmente, seria um longo caminho até o casamento em que eu teria que aguentar tudo o que viesse dela. Ou ao menos, quase tudo.Hey, amores da titia Lilac,
Notas finais
AH! e um pedido #Carinha doce# lembram-se daquele enquete que vcs votaram há um tempo? Melhor romance?
Entãããão, a titia Lyla passou para a segunda fase. E, novamente, eu queria pedir a ajuda de vcs. O link é esse ( http://awards-ontheshelf.blogspot.com.br/ ) e a enquete ta no canto direito, quase no fim. Agradeceria muito se votassem ^-^
Bem, acho q é só.
Em breve posto mais. E, o próximo, é tecnicamente meu cap. quase favotito *---*
P.S.: Obrigada pelos quase 600 reviews e pelos 27 no capítulo passado :)
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