A Beautiful Lie

25 Cap. 23 – Impulsos


Notas iniciais
Primeiro, antes de começar com o falatório: 503 reviews e 15 recomendações, fazem ideia do quanto eu amo vocês? É MUITO!!! Depois eu digo que tenho os melhores leitores do nyah e ngm acredita, mas é a mais pura verdade. Muito obrigada a todas e todas pelos reviews, recomendações, enfim, por tudo. Se há um motivo de eu sempre tentar melhorar *Nem sempre conseguindo kkk' * é por voces *-------* Voces são demais e são voces q movem a fic, até porque, os reviews sempre me influenciam na escrita de um cap. *-* #Nem é segredo, néah?
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Oh, eu conseguiiiiiii, aqui estou eu, sendo linda, e bozinha, e linda e- Já disse que sou linda?? auhsuahsuahsa
#Ngm vai precisar ficar olhando no nyah durante toda a terça-feira só pra ver se eu postei, néah? auhsuahsas #Me senti uma criminosa kkk'
Brinks, to animada hoje.
Tah, eu já tenho luz no meu quarto, mas eu to com sono, do tipo: "Dormi sobre o teclado duas vezes." Revisei, mas eu aconselharia todo mundo a ler novamente amanhã, depois das oito da noite quando eu chegar do curso u_u
Então, capítulo MEGA DEDICADO as lindas das Jamile e a Elly Malfoy pelas recomendações de tirar o fôlego e que me deixaram mega feliz. Muito obrigada flores, mesmo mesmo ^-^
# Então, eu AMEI esse cap. Não é meu melhor nem nada, mas é que eu gostei porque ele antecede a vingança do Malfoy o/ #Chupa Rony kkk'
Parei u_u
Então *Sim, sou viciada nessa palavra*, espero que gostem, notas finais são super importantes ^^

POV Hermione Granger


- Hermione, eu não vou dizer novamente para que saia da minha frente! – Rony vociferou. Suas mãos fechadas em punhos. Eu podia praticamente ver seu corpo tremer de raiva.

-Ronald, não! Isso tem somente a ver comigo. – eu chorei mais uma vez tentando segurá-lo para que ele permanecesse em casa e não fizesse uma besteira por minha causa.

- O que ele fez foi um crime! – gritou para mim – Hermione olha o que ele fez com você!

- Eu sei o que ele fez e não há um dia em que eu me esqueça, mas-

- Mas nada! – gritou me interrompendo.

- Eu já disse para esquecer isso! – falei enquanto ele desenroscava meus braços que apertavam violentamente seu braço para que ele parasse de andar em direção a porta. – Não foi nada Rony. – eu novamente me coloquei a sua frente com minhas mãos em seu peito.

Ele parou de tentar lutar contra mim e me encarou parecendo se dar conta do que eu tinha dito.

- Não? – ele perguntou em um tom de voz assombroso e incrédulo – Ele te violentou você engravida e agora aceita se casar com ele, acha que isso não é nada?

Eu engoli em seco, tentando segurar as lágrimas que rolavam incessantes pelo meu rosto. Um turbilhão de sentimentos me deixava sem reação.

- Eu o perdo-

- Não diga que o perdoou, Hermione! – interrompeu-me. Suas mãos se colocaram sobre as minhas e ele as apertou parecendo furioso pela minha quase declaração — Eu vi como você olhou para ele no hospital. Como eu fui idiota em não ter visto aquilo? Como eu pude simplesmente ignorar pensando que era uma velha briga por um motivo qualquer? – os olhos de Rony faiscavam de ódio e eu própria me odiava.

Porque eu simplesmente não deixava que ele fosse até o Malfoy e dava o que ele merecia? Porque eu não conseguia fazer nada além de chorar e implorar ao Rony que esquecesse tudo o que ele sabia? Uma pergunta ecoou em minha mente, esta ainda sem respostas: Como ele sabia?

- Ele é o pai da minha filha, Rony. – minha voz mal passava de um sussurro quase ininteligível.

Porque aquilo pareceu sair mais fácil do que das outras vezes em que eu dizia aquilo para mim mesma? Draco parecia diferente, quase como se fosse outra pessoa, mas eu sabia que não era. Então porque eu estava o defendendo daquela forma? Minha mãe e minha filha tinham certamente um peso ali, mas eu ainda não queria que aquilo fosse daquele jeito. Eu não queria Ronald me defendendo daquela forma. Eu não precisava dele me protegendo.

- O que ele fez foi errado. Estupro é crime, Hermione. O que só o torna ainda mais desprezível do que eu sempre pensei que ele fosse. – ele falou. Sua voz estava tão baixa quanto a mim o que a tornava ainda mais assustadora para mim. Não o temia, obviamente, temia o que ele seria capaz de fazer agora que ele sabia o que havia acontecido entre mim e Draco meses atrás.

- Eu não me importo. — a mentira escapou tão facilmente dos meus lábios que eu pensei que realmente não me importava. — Aquilo passou Rony, e nunca mais vai se repetir.

- Como consegue olhar para ele sem sentir nojo Hermione? – ele perguntou. Seu ódio estava sendo completamente direcionado a mim. Desde quando eu passei a mentir tanto para os outros? Quando eu comecei a mentir para as pessoas que gostavam de mim e, o pior de tudo; quando eu passei a proteger Draco Malfoy de maneira tão obstinada?

- Eu não acredito que estão brigando novamente. – eu ouvi Gina dizer. Sua voz soava cansada e eu virei minha cabeça rapidamente em sua direção ainda com meus dedos na camisa de Ronald. O jeito como ela olhava afiada para o irmão mostrava que ela não havia ouvido nada.

- Então é assim que você quer Mione? – Rony perguntou ignorando sua irmã – Você vai acabar com a sua vida por um monstro como o Malfoy?

- Não vou acabar com a minha vida. – eu falei e limpei a garganta tentando soar mais determinada. Afinal, eu estava querendo vingança ou realmente proteger o pai da minha filha? Eu já não sabia – Nós vamos ser uma fam-

- Eu não vou ficar aqui pra ouvir isso. – Rony falou e tirou meus dedos de cima dele. Ele olhou para mim uma última vez antes de me dar as costas e caminhar até Gina. Eu nunca havia visto tanto ódio direcionado a mim. Sim, ele ainda parecia querer matar Draco Malfoy a todo o custo, mas aquilo foi destinado a mim.

Quando passou por Gina que estava parada a porta assistindo tudo com preocupação ele parou e olhou para a irmã.

- Você acha que ela confia em nós? –perguntou e olhou pra mim por cima do ombro – Eu nunca vi ninguém mentir com tanta perfeição. – e com isso saiu batendo a porta atrás de si.

Eu abracei meu corpo tentando conter as malditas lágrimas e o tremor que se apossou dele, mas nada parecia funcionar. Nada nunca funcionaria porque eu estava sendo fraca. Aquela parte minha ainda intocada pela raiva sabia que ele estava certo. Eu estava o perdoando? Não, e nem mesmo esquecendo. Jamais seria capaz de esquecer. Então porque eu simplesmente não podia deixar que ele pagasse? Porque eu não deixei nem mesmo que Rony fosse até ele como o mesmo desejava?

Eu senti braços ao meu redor e me deixei ser confortada por naquele abraço. Seu cabelo ruivo formou quase uma cortina enquanto minha cabeça estava apoiada em seu ombro.

- Shhh, Mi. Vai ficar tudo bem. – Gina falou me abraçando enquanto ela certamente não sabia o que estava acontecendo – Não escute o que Ronald diz. – aconselhou — Na metade do tempo tudo o que sai de sua boca são coisas idiotas.

Um soluço alto escapou de mim e Gina apertou mais seus braços ao meu redor.

- Ele tem razão Gina. – finalmente consegui interromper um soluço para dizer.

- Não diga isso. Ele não tem não. – Gina se afastou de mim por um momento e sorria – Ronald está agindo estranho desde cedo quando uma mulher ligou para ele. – Gina falou e voltou a me abraçar.

- Quem? –consegui perguntar. Eu tentei controlar os soluços e as lágrimas com um novo assunto. Os olhos acusadores de Rony não me deixavam e junto com eles o sorriso irônico de Draco. Eu tinha que esquecer aquilo.

- Acho que ela disse se chamar Pansy. – Gina respondeu com a voz distante.

Em meio à névoa que estava minha mente cercada das frases de Rony eu tentei conectar o nome com algum fato. Pansy. Pansy. Pansy Parkinson! A ex-noiva de Draco Malfoy, o meu atual noivo. Mas o qu-

- Ela ficou algum tempo no telefone com ele e depois marcaram de se encontrar em algum lugar. Eu só o vi agora. Acho que o encontro não foi bem sucedido. – Gina disse rindo levemente. Meus braços que seguravam Gina como meu único apoio enfraqueceram.

Eu senti as lágrimas finalmente pararem de cair. Minha mente virou um emaranhado de lembranças.

Pansy sabia do que havia acontecido. Ela havia dito a Rony. Até que ponto ela chegou? Não, até que ponto ela sabia? Como ela sabia?

- Não ligue para o que ele disse Mi. – Gina novamente nos afastou e colocou meu cabelo para trás. Ela sorriu – Ele só tem uma rixa com o Malfoy e você sabe de onde isso vem, então, não se importe.

Gina deu um leve beijo em minha testa antes de apertar ligeiramente minha mão.

- Não se deixe ficar nervosa com isso e cuide da minha afilhada. – ela falou sorrindo.

Eu tentei sorrir, mas devo ter falhado já que ela me abraçou novamente e em seguida passou uma mão pelo meu rosto secando o rastro das lágrimas.

- Eu vou indo. Tenho que resolver umas coisas em casa então, qualquer coisa me ligue.

Eu assenti, ainda com os pensamentos longes. Pansy Parkinson dava voltas e mais voltas em minha mente. Lembrar-me dela caindo da escada era o mesmo que me lembrar do que Draco havia feito. E eu não queria me lembrar daquilo no momento. Rony sabia daquilo e não tardaria a voltar e me cobrar explicações.

Lembrei-me de como Rony havia me procurado naquele começo de tarde. Estava começando a fazer o almoço quando ele bateu na porta, ou, o correto seria a esmurrou? Assim que a abri ele me olhava com pena e me abraçou falando coisas doces e sem o mínimo sentido para mim. Até que ele disse: "Eu vou matar o Malfoy pelo que ele fez com você, Mione.Ele não vai sair impune!". Aquela promessa tinha tanta convicção e veneno que eu me assustei com o que ele disse, quer dizer, seu tom de voz e a ameaça foram completamente esquecidos quando eu assimilei suas palavras.

- Você sabe o que fazer Hermione. — eu disse a mim mesma, levando minha mão em direção ao telefone que tinha caído no chão no meio da confusão, quando eu tentei segurar Rony para que ele não fizesse nada.

O telefone chamou algumas vezes até que finalmente eu ouvi sua voz rouca e aparentando aborrecimento.

Tive que prender o choro e os soluços e respirara fundo para que as lágrimas não voltassem a cair. Morar com Draco seria o melhor naquele momento. Eu sabia onde estava entrando e sabia também o quão perigoso e idiota aquilo era, mas eu não via alternativa. Rony me olhar daquele jeito foi o estopim para que eu percebesse que não podia continuar naquela casa. Quem sabe quanto tempo até todos saberem do que havia ocorrido?

Quando desliguei o telefone, ainda surpresa por quão doce Draco soou no começo e logo em seguida indiferente, eu permaneci ali ainda por um momento antes de ir em direção a cozinha. A comida desceu por meu estômago como se não fosse nada e logo eu a deixei de lado. Era bem capaz de passar mal logo que terminasse de comer. Segui em direção ao meu quarto.

Teria que levar somente o necessário, mas não pelo que Draco disse no telefone, e sim porque eu não confiava nele a esse ponto. Ninguém sabe o que se passa em sua cabeça. Além do mais, eu tinha de ter um lugar para ficar com minha mãe e com meu filho quando eu terminasse com Draco Malfoy.

Peguei algumas malas e coloquei sobre a cama, dobrando minuciosamente as roupas em seus lugares certos. Claro, cometendo alguns erros às vezes. Não era Draco ou Rony que ocupavam meus pensamentos naquele momento. Era Pansy Parkinson e até onde ela seria capaz de ir pelo Draco e para me separar dele. Aquela perguntava ainda não havia sido respondida para mim. Draco nunca diria a ela sobre o que havia feito. Ambos conhecíamos aquela mulher muito bem para sabermos que ela não conseguia guardar um reles segredo. Ele próprio não se entregaria com tanta facilidade...

Assim que terminei de arrumar tudo o que deveria, o que levou algumas horas já que eu também coloquei as roupas que Gina havia comprado para minha filha, eu as arrastei até a sala, deixando todas empilhadas ali e me deitei no sofá, sem a mínima vontade de fazer nada. Eu me sentia momentaneamente cansada e com sono.

Quando liguei a TV passava um comercial sobre bebês e como eram importantes que suas mães cantassem para eles enquanto estes ainda estavam na barriga. Eu realmente esperava que minha filha gostasse de minha voz apenas falando porque eu não duvidava em nada que ela fosse odiar me ouvindo cantando.

Acabei adormecendo ali quase que sem perceber. Acordei tempos depois com o toque da campainha. Olhei para a janela vendo que já estava um pouco tarde e me levantei do sofá enquanto me espreguiçava toda.

Eu abri a porta.

Se eu achava que toda a confusão havia acabado estava completamente errada.

- Eu fui um idiota. – Ronald falou quando me viu. Eu senti um leve cheiro de álcool entrar pelas minhas narinas – Eu fiquei tão obcecado na raiva que senti de Draco que esqueci como você deve estar se sentindo com tudo isso.

O que eu diria? Não havia nada para ser pronunciado ali, mas mesmo assim eu tentei.

- Rony eu-

E então eu o senti pressionar sua boca na minha com uma força que quase se comparava a violência.

Eu tentei afastá-lo de mim espalmando minhas mãos em seu peito, mas aquilo pareceu servir apenas como um incentivo para ele que movimentasse sua boca contra a minha, esmagando meus lábios.

Tão rápido quanto ele havia me beijado, eu o senti se afastar de mim. Claro, não realmente se afastar.

Draco segurava Ronald pelo colarinho da camisa que ele usava com apenas uma mão. A outra estava fechada em punho e ele o ergueu em direção ao rosto do ruivo.

Quando eu pensei em tomar uma atitude e afastar os dois sangue já saia do nariz de Rony, onde o punho de Draco havia acabado de acertá-lo.

Notas finais
Oops *-*
# Sentimentos violentos e agressivos contra a autora estão expressamente proibidos. A pratica do mesmo pode levar a punição severa tal como: morte da autora, o que acarretaria em ninguém saber o fim da fic :D
Bjs e até a próxima ^^