A Beautiful Lie
23 Cap. 21 - O Som do Coração
Notas iniciais
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Heeeeeey, sentiram saudades de minha bela pessoa e suas rimas? Eu senti a de vcs *---* Sinto-me como se nãos os visse há anos :p
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Tah, eu acho q esse cap. ficou super fofo, me surpreendi com algo tão... Fofo kkk'
Mas, espero que gostem.
Então, quero agradecer a todos os meus leitores que são uns amores comigo, e que me surpreenderam muito no ultimo cap. Adorei cada MP e review de incentivo pessoas :')
Então, sejam bem-vindas Lin Nasct., Sonimai, ErikaSPoll, ipsuanne e Kathy Tets.
Muito obrigada a todas, amei cada comentário #E comentários tbm hehehehe *----*
E, cap. dedicado a Mrs Panda a pela recomendação p-e-r-f-e-i-t-a!!! Muito obrigada amr ^^
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Bem, espero que gostem desse cap. ;)
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Sintam-se vitimas do meu photoshop :p
No capítulo anterior:
- Eu não me importo de te dizer o que eu tenho pra dizer aqui fora, onde todos podem ver e ouvir... – falou sugestivamente e eu o olhei seriamente, antes de abrir a porta – É adorável argumentar com você Hermione. – falou já entrando.
- Eu não digo o mesmo de você. – falei fechando a porta e me virando para Draco, que continuava com seu sorriso no canto dos lábios.
Bem, está seria uma longa noite.
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– Diga logo o que quer Draco. – falei exasperada. Estava cansada do prolongado silêncio que ele fazia.
Eu estava esperando que ele falasse algo por cerca de dez minutos. Durante todo esse tempo ele ficou andando pela minha sala, parecendo descontraído.
– Você acha que aqui é muito pequeno? – perguntou lançando seus olhos para o corredor onde ficava meu quarto.
– Draco, eu realmente-
– Vai trabalhar até que horas amanhã? – ele perguntou me interrompendo – eu poderia passar e te buscar para irmos visitar sua mãe e resolvermos logo tudo.
Surpreendi-me por ser ele a tocar naquele assunto já que eu era quem frequentemente o fazia.
– Estou afastada da editora por um tempo. – expliquei e Draco ergueu as sobrancelhas, e começou a falar ago, mas eu rapidamente o cortei – É apenas por um tempo.
– Podemos ir ao hospital amanhã de manhã. – falou. — Eu só preciso passar no banco antes e depois podemos ir. – ele não me olhava e parecia profundo em pensamentos.
– Tudo bem, já que terminamos nossa conversa Draco, – falei arrumando meu vestido e me levantando do sofá. — Acho melhor você voltar para casa.
Ele me olhou por um instante. Sua expressão indecifrável.
– Você poderia ao menos fingir que não sente nojo por mim por alguns minutos.
– Eu não disse que sentia. – falei cruzando os braços e o encarando.
– Não é preciso! Você me olha como se eu fosse o pior homem do mundo. – falou parecendo irritado com o que eu disse e principalmente com minha atitude.
– E como queria que eu te olhasse? – eu perguntei ainda o fitando, não estando realmente interessada na resposta.
Perguntei-me qual o propósito daquela conversa....
– Como se não me odiasse toda vez que eu falo com você. Já imaginou como nosso filho vai ser criado no meio disso tudo?
– Agora se importa com ele? –perguntei colocando minhas mãos na cintura. Realmente, Draco não estava bem.
– Eu sempre me importei! – falou rápido, como se o que eu tivesse dito não o tivesse agradado — Ou você acha que eu não me importaria com o meu próprio herdeiro Hermione?
Eu o olhei por um tempo sustentando seu olhar, confusa pelo que ele estava dizendo. Eu sabia que ele queria o herdeiro, mas não que ele se importava com meu filho. Claro, o casamento era uma boa ideia para imaginar o quão longe ele estava chegando para ter o filho perto de si, mas ainda sim... Mesmo ele parecendo tão devoto ao filho, ainda parecia faltar algo no meio de tudo isso, algo que eu não fazia ideia do que era.
– Sabe que nem mesmo quando Pansy estava grávida eu me imaginei como pai? – Draco perguntou, parecendo falar com si próprio. Um sorriso dançando em seus lábios – Acho que só quando eu te vi no hospital eu realmente passei a pensar nisso.
Eu realmente não acreditei que Draco tinha dito aquilo. Quer dizer, ele estava falando comigo normalmente e estávamos sozinhos, sem que nenhum dos dois precisasse manter as aparências, então... Por quê?
Eu não pude seguir uma linha de raciocínio quando vi Draco segurar minha mão com uma das suas e levar a outra até minha barriga. Eu não recuei. De alguma forma absurda e contraditória eu sabia que ele não iria me machucar naquele momento. Eu o vi sorrir parecendo distraído enquanto continuava acariciando minha barriga.
– Como você acha que ele está? – perguntou baixo como se o bebê estivesse ouvindo o que ele dizia.
Eu não consegui segurar uma leve risada.
– Bem, eu acho. E talvez seja ela. – eu falei me lembrando do pequeno vestido lilás que eu havia escolhido.
Os olhos de Draco foram para o meu rosto e ele sorriu tão... Natural. Não o natural para ele com toda aquela pose de arrogante, mas natural ao ponto de eu cogitar a ideia de que ele realmente não era tão desprezível quanto eu pensava minutos antes...
– Eu consigo imaginar uma menina. – falou ainda sorrindo. Sua mão que estava na minha a acariciou, seu polegar fazendo curtos círculos na palma dela. Seus lábios estavam crispados e ele me olhava diferente. Não mais daquela forma dura e rude, ou com seus olhos cinza extremamente frios e indiferentes como eu sempre estive acostumada a ver.
– O que foi? – perguntei confusa.
– O que foi o quê? – ele perguntou ainda me olhando daquela forma e com o tom de voz afável.
– Eu não sei. Porque está me olhando dessa forma?
No momento em que fiz a pergunta Draco soltou minha mão e se afastou de mim.
– Está ficando tarde. – ele olhou para além da janela, onde dava pra ver o céu já todo escuro. – Eu passo aqui amanhã.
Assenti ainda confusa pelo que tinha acabado de acontecer. O que havia sido aquilo afinal?
Em um momento eu e Draco estávamos praticamente discutido sobre ele se importar ou não com o filho e no outro... Simplesmente parecia como se não nos odiássemos.
Ele estava já caminhando para a porta sem dizer nenhuma palavra a mais quando eu me lembrei do seu casaco.
– Draco? – eu chamei e ele se virou para mim – Eu tenho que lhe devolver algo.
Fui até meu quarto rapidamente e voltei com seu casaco em mãos. O estendi em sua direção que o pegou sem dizer nada.
–Obrigada por-
– Não podia te deixar congelar de frio. – falou rápido me interrompendo – E um casaco não me faz falta, Granger.
– Eu sei que não, aliás, você deve ter dezenas iguais a esse. – falei imitando seu tom de indiferença.
Draco me olhou aparentando desagrado antes de sair pela porta e a fechar atrás de si. Assim que ouvi o barulho da porta se fechando cai sentada no sofá, relembrando o que havia acontecido minutos antes. Eu cheguei a conclusão de que deveria ter apenas imaginado aquilo. Quando que Draco Malfoy me olharia com algo que não fosse extremo ódio? Era óbvio que ele apenas estava fascinado pela ideia de ser pai.
[...]
–Porque demorou tanto? – ele perguntou assim que fechei a porta do carro e eu o olhei irritada, prendendo o cinto de segurança em volta do meu corpo, mas não disse nada. Seria inútil dizer a ele que eu não estava atrasada já que não havíamos marcado nenhum horário exatamente.
Fiquei olhando a paisagem fria que passava rapidamente por nós, o silêncio estava me incomodando, mas eu não vi nenhum assunto descente que pudesse ser discutido com Draco. Além do mais, eu duvidava que conseguiríamos tem uma conversa civilizada sem ameaças ou gritos, esse último por mim. Draco não gritava e eu devia fazer o mesmo. Ultimamente ele estava sendo irritantemente passivo.
– Ficar com um mudo é mais amável do que com você, Granger. – ele cuspiu as palavras quando já estávamos na metade do caminho e ligou o som do carro, colocando em uma rádio que falava sobre as notícias do tempo.
Aquilo me incomodou o suficiente para que eu quase abrisse a boca e dissesse algo nenhum pouco agradável. Ele estava me provocando, eu percebi. Após sua tentativa frustrada de me fazer falar, seguimos em silêncio até que chegássemos ao nosso destino.
Sai do carro sem esperar por ele e apertei o casaco marrom que eu usava contra meu corpo. Estava fazendo mais frio do que eu realmente esperava para aquela manhã.
– Ou você gosta do frio ou não sabe em que estação do ano estamos. – Draco comentou pouco antes de me abraçar de lado. Bem, não permanecemos juntos por muito tempo já que logo que percebi o que ele tinha feito me afastei.
– Você prefere congelar a que eu te abrace, Granger? – perguntou erguendo uma sobrancelha para mim e olhando-me divertido.
– Eu não preciso dos seus abraços, Malfoy. – falei em um tom rude que não pareceu abalá-lo nenhum pouco que apenas deu de ombros.
Eu caminhei à frente e em passos rápidos para a recepção, percebendo que a temperatura ali dentro era bem melhor do que do estacionamento. Ainda um pouco frio, mas não tanto quanto.
Draco parou ao meu lado e falou com a mulher, explicando rapidamente sobre a transferência de hospital.
– Terão que falar com o médico que acompanha a paciente antes de assinarem os papeis. – a mulher disse olhando diretamente para Draco.
– Tudo bem. — eu falei ficando ao lado de Draco — Pode avisá-lo que estamos aqui-
– Somente um pode entrar. – ela falou me interrompendo ainda com sua atenção direcionada a Draco. – E nesse caso, apenas o senhor Malfoy.
– Porque somente ele? – perguntei confusa e com a voz soando mais dura do que eu esperava. Ou bem, eu realmente queria que aquela mulher olhasse para mim ao invés de agir como se apenas Draco Malfoy estivesse em sua frente.
Ela arrastou seus olhos verdes opacos para mim e sorriu, mas não foi ela quem me respondeu. Ela não era a mesma mulher que eu conheci quando estive aqui pela última vez.
– Porque sou eu quem vai pagar tudo, Mione. – Draco respondeu — Nada mais justo que eu entre sozinho.
A desculpa soou esfarrapada, como ela realmente era.
– Mas isso-
– O senhor sabe onde fica senhor Malfoy. – novamente fui interrompida pela voz que já começava a me irritar.
Eu teria empurrado Draco para longe quando ele deixou um beijo casto em minha testa logo após murmurar um 'volto logo' se não tivesse ficado nervosa em notar como aquela mulher havia me ignorado.
Draco se afastou de mim, seguindo por um corredor que levava a sala do médico. Eu olhei mais uma vez para a recepcionista que havia voltado ao seu trabalho antes de ir até algumas cadeiras e me sentar lá, esperando que ele voltasse. Meus pensamentos estavam todos concentrados em minha mãe e em como em breve eu poderia vê-la novamente. Senti um leve aperto no peito ao pensar no que ela poderia dizer quando soubesse do meu casamento. Estava claro para mim que ela saberia o motivo daquilo, e também, que não demoraria muito a saber de todo o resto...
Eu me levantei inquieta olhando em meu relógio, notando que não haviam se passado nem dez minutos que Draco havia saído de perto de mim.
– Está de quantos meses? – uma voz suave me perguntou e eu me virei, dando de cara com uma mulher vestida de branco e com um estetoscópio ao redor de seu pescoço
– Quatro. – eu respondi, com certeza daquela vez.
– E é menino ou menina? — ela perguntou e quando viu minha cara de dúvida sorriu – Eu achei que isso fosse a primeira coisa que vocês quisessem saber. Está aqui para isso?
Eu neguei.
– Estou com meu noivo, na verdade. Acho que eu não sou como a maioria das futuras mães. – eu falei e tentei manter o tom infeliz longe da minha voz.
Ela assentiu, ainda sorrindo agradável para mim.
– Bem, podemos saber o sexo agora. — falou com aquele brilho de expectativa no olhar e tocando minha barriga. Aquele gesto que a grande maioria das pessoas insistia em fazer já não me incomodava tanto – Isto é, se você não se importar.
Eu não quis negar, honestamente. Sorri. Aquela seria uma boa oportunidade para dizer a Molly que ela estava errada, quer dizer, se eu estivesse certa. Claro que não me importaria que fosse um menino, nenhum pouco. Mas eu sempre pensei em uma menina. Talvez por imaginar nela um futuro diferente da vida que eu tinha naquele momento...
A mulher, que logo após nos apresentarmos me falou se chamar Verônica levou-me até seu consultório. Ela era obstetra e durante o caminho até lá, enquanto conversávamos, ela falou sobre ter me reconhecido do jornal, mas não tocou diretamente no nome de Draco, o que foi uma surpresa para mim.
Estava deitada em uma cama de hospital com a minha blusa vermelha de botões uma pouco aberta e dobrada para cima para que meu ventre ficasse livre esperando que Verônica voltasse.
– Olhe só quem eu encontrei perdido por aí. – ouvi a sua voz animada e tirei meus olhos do teto.
Talvez eu não tenha escolhido um bom momento para saber o sexo do bebê,– pensei assim que vi Draco sorrindo para mim.
Eu fiz menção de me levantar, mas ela colocou as mãos em meus ombros e me empurrou devagar de volta a minha posição anterior. Draco me olhava parecendo apreensível e eu soube o exato motivo daquilo.
– Não se movimente muito, isso pode agitar ele e então ficará realmente difícil sabermos o sexo hoje. – Verônica falou ficando de costas para mim e mexendo em um aparelho que tinha algo como uma espécie de televisão.
Draco parou ao meu lado e tentou segurar em minha mão, que eu prontamente coloquei longe do seu alcance, olhando para ele e sua expressão me fez duvidar seriamente se Verônica havia me encontrado por acaso e se ela era assim tão simpática.
De qualquer forma, tive que esquecer meus pensamentos por um momento quando ela passou um gel gelado sobre meu ventre e logo depois uma pequena máquina que me fez quase sorrir pela sensação agradável.
Eu ouvi um barulho alto e rápido e olhei para o monitor, vendo um borrão lá.
– Estão vendo isso? – falou passando seu dedo pela tela – São os bracinhos. E isso são os pés.
– Isso não me parece mãos. – Draco disse parecendo incrédulo.
– Ele tem apenas quatro meses, Draco. – respondi e voltei minha atenção para a tela.
Quando ela deixou o aparelho no meio da minha barriga, o barulho aumentou e eu não precisei que Verônica me dissesse o que era.
– E esse barulho é o coraçãozinho dele. Veem como ele é forte?
Draco segurou a minha mão que estava mais perto dele e a colocou entre as suas. Eu deveria tê-lo afastado novamente, mas quando olhei para seu rosto eu vi que ele estava tão absorto e maravilhado com aquilo quanto eu não consegui simplesmente interromper aquilo. Sendo assim, eu deixei minha mãe ali e tentei esquecer daquilo, me concentrando apenas em ouvir aquele som que era tão único.
– Ele é bem rápido também. – Verônica disse, sua voz soando ao fundo enquanto eu me concentrava naquele barulho que parecia ser o mais agradável do mundo. – E ele vai realmente começar a crescer rápido a partir de agora.
– E o que é: menino ou menina? – eu perguntei depois de um tempo ouvindo aquele barulho. Verônica franziu os lábios e olhou atentamente para a tela, antes de se virar para nós sorrindo. Foi como se eu soubesse a resposta para minha pergunta antes que ela tivesse me dito.
– Acho melhor começarem a pensar em um belo nome para a filha de vocês.
Notas finais
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Hey, então, pedindo super desculpas a todos que queriam um nino. Principalmente a MichelleMalfoy #Me senti uma malvada quando soube q ela queria um nino kkk'
Maaas, eu já tinha prometido a Loire, Jaque, e Jacke_am que seria uma nina, mas prometo resolver isso mais para frente ;)
Então, espero que tenham gostado do cap. em si, e, até a próxima ^^
P.S.: Eu respondi metade dos comentários, mas ainda faltam alguns que eu vou responder amanhã quando chegar da escola, ou hj de madrugada uahuahsuas
Bjs mi amores, té a próxima que será beeeem rapidinho hehehehe^^
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