A Beautiful Lie
14 Cap. 12 - Ninguém Disse Que Seria Justo...
Notas iniciais
Até as notas finais, q são importantes ;)
Obrigada pelos reviews :)
AVISO: A fic está concorrendo na Categoria de Melhor Fanfic, agradeceria se votassem aqui: (http://www.criarenquete.com.br/2322810-melhor-romance.html)
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Eu não reconheci a voz polida do outro lado da linha.
– Por gentileza, eu gostaria de falar com a Senhorita Hermione Granger. – uma voz feminina pediu.
–É ela. Quem fala? – perguntei com um pouco de receio.
A esta altura do campeonato, com todas as coisas na minha vida indo de mal a pior, eu não poderia esperar nada de bom.
– É sou Elizabeth Samers, recepcionista do hospital St. Thomas
Eu gelei enquanto meu coração batia acelerado em meu peito quando percebi ser o hospital em que minha mãe estava internada. Fechei os olhos fazendo uma prece interna para que não tivesse acontecido nada de ruim.
Por Deus, não. Não podia ser o que eu estava pensando. Eu não estava pronta para lidar com isso...
– Aconteceu alguma coisa? – perguntei gaguejando um pouco. Quando abri os olhos, vi os Weasleys me olhando parecendo preocupados.
Não poderia ser nada de ruim, não é? Quer dizer, eu estive lá há alguns dias e ela parecia bem. As sessões intensas de quimioterapia deviam estar ajudando para que nada de ruim acontecesse...
– Na verdade, senhorita Granger, — a mulher parou por um momento, parecendo hesitar – Achamos melhor que a senhorita venha ao hospital. Creio que o doutor Derrick queira falar em particular com a senhorita.
– O que houve? – eu perguntei mal ela tinha terminado de falar – O que houve com a minha mãe? Ela está bem? Ocorreu algo grave? – eu não liguei para o meu tom desesperado. Senhor, era assim que eu me sentia!
Não podia ter acontecido nada de ruim. Não podia...
–Como eu disse, é um assunto que achamos melhor conversarmos pessoalmente. – ela falou, claramente omitindo algum fato.
–Tudo bem, amanhã o mais breve possível estarei ai. – falei tentando colocar meus pensamentos em ordem e não pensar no pior.
Desliguei o telefone, mas eu não parecia mais estar em meu corpo. Tudo em que eu pensava era em como tudo parecia estar indo cada vez mais para baixo em minha vida.
Antes que as lágrimas começassem a rolar pelo meu rosto eu peguei minha bolsa e a coloquei no ombro.
–Desculpem-me, mas... Eu estou com um pouco de dor de cabeça. – falei.
– Quem era no telefone? Onde você tem que ir amanhã? – Rony perguntou parecendo impaciente.
Eu respirei fundo, cansando de ficar sofrendo sozinha, mas também me odiando por ser tão idiota que nem ao menos conseguia guardar meus problemas apenas para mim mesma.
– Era do hospital. Querem que eu vá lá amanhã...
Quando disse isso, o senhor e a senhora Weasley trocaram um breve olhar. Rony e Gina continuaram em silêncio.
–Bem, eu realmente tenho que ir. – me despedi deles e caminhei até a porta, quando me lembrei de algo. – Gina, se importa de dizer ao Harry...
– Eu digo. – falou rápido, piscando para mim.
Sorri em agradecimento e sai pela porta.
Não me importei com o vento frio. Na verdade, poderia muito bem estar caindo uma nevasca que eu não perceberia. Quando cheguei em casa, deitei no sofá, não me sentindo bem para me deitar na cama depois de todo o tempo em que passei nela. Também não me lembro de ter dormido ou ao menos cochilado. Tudo o que sei, é que me levantei do sofá no instante em que percebi que a luz do sol fraco entrava pela janela aberta da sala, que eu nem ao menos havia me importado com fechá-la.
Fiz minha higiene matinal e vesti-me rapidamente com uma calça jeans e uma blusa vermelha degola alta. Comi algumas torradas e tomei um copo de suco antes de pegar minha bolsa. Tudo o que eu fazia pareciam ser gestos mecânicos. Eu estava com muito medo do que iria ouvir quando chegasse àquele hospital. Por um momento eu cheguei a cogitar a ideia de voltar para casa e deitar em minha maca, me cobrindo até o pescoço. Que tipo de atitude era essa? Certamente, não a que eu faria.
Eu mal havia fechado a porta quando notei Rony encostado casualmente contra seu carro. Seu cabelo ruivo estava diferente naquela manhã. Ele sorriu assim que me viu caminhando em sua direção.
– Não sabia que gostava de acordar cedo. – falei colocando minhas mãos nos bolsos da calça.
– Eu também não sabia que você tinha essa tendência. – falou e então segurou uma mecha castanha do meu cabelo, brincando com ela em seus dedos.
– Então, — eu comecei quando ele não disse mais nada – não devia estar trabalhando?
Seus olhos voltaram para o meu rosto e ele sorriu.
–Sim, mas, bem, eu tinha que levar uma garota ao outro lado da cidade, a um hospital. – falou dando de ombros.
Suspirei.
– Rony, olhe, eu realmente agradeço, mas-
–Ah, vamos lá, Mione! Uma carona não irá te matar ou algo assim. Olha, deixe-me fazer isso como um pedido de desculpas por... Sei lá, por alguma idiotice que eu ainda vou fazer. – eu ri com isso e ele se afastou da porta, abrindo-a para mim e apontando com a mão livre para o interior do carro. – Você vai entrar ou quer que eu te coloque ai dentro?
Analisando seus gestos, eu acreditei que ele estava bem perto de fazer algo como isso.
Desistindo de tentar me afastar dele, eu entrei no carro e coloquei o cinto de segurança. Rony rapidamente deu a volta no carro e logo já estávamos na estrada.
Ao contrário do que eu esperava o caminho não foi de puro silêncio desconfortável, o que geralmente acontecia quando Rony e eu ficávamos em algum lugar sozinhos. Ele era um cara legal, claro, quando não estava dando alguma investida em mim. Eu notei um jornal jogando no tapete do carro e o peguei. Era de algumas semanas atrás. Há muito tempo eu não lia um jornal, o que era irônico já que trabalhava em uma editora, mas eu somente não tinha tempo para me sentar de manhã e ler o jornal diário.
Uma reportagem com o título em letras garrafais me chamou a atenção, principalmente, porque assim que meus olhos correram pelo jornal, eles pararam sobre o sobrenome tão conhecido por mim. A manchete era: " Senhor e Senhora Malfoy Morrem em Acidente de Carro na Estrada".
Logo abaixo, se encontrava um foto do casal e com seu único filho no meio. Rapidamente fechei o jornal o colocando dentro do porta-luvas.
Eu fechei os olhos rapidamente, lutando contra qualquer lembrança que pudesse voltar naquele instante. Eu não sabia de suas mortes e tão pouco era muito ligada a eles, mas, mesmo assim, a notícia me chocou um pouco...
Mas então o que eu faria? Levaria flores aos seus túmulos? Agradeceria ao senhor Malfoy pelo que havia feito? Agradeceria pelos excelentes modos que ensinaram a Draco?
– Sabe que, exceto pela senhora Malfoy, eu realmente acho que não foi uma grande perda. – eu ouvi Rony dizer, mas não queria falar sobre aquilo. Bem, parecia que tínhamos diferentes planos – Se lembra do seu marido? Aquele homem era maluco! Vivia por aí dizendo seu sobrenome e o quão importante ele era. Prepotente. – resmungou – Dizem que o filho dele nem ao menos se abalou ou chorou no enterro. Eu até entendo, ninguém merece crescer com um exemplo errado em casa.
– Bem, ainda sim é uma perda, Ronald – falei colocando fim ao assunto. Ele pareceu entender a indireta e começou a falar sobre a editora e seus planos com Harry, para expandi-la.
Pouco tempo depois Rony parou o carro no estacionamento do hospital e saiu dele, indo abrir a porta para mim. Quando desci do carro e ele acionou seu alarme, olhou para o hospital. Ele pareceu ligeiramente surpreso...
– Minha nossa! Como você paga isso para sua mãe, Mione?
Um pouco da velha culpa me atingiu, mas eu já não era tão hipócrita. Eu não devia nada e ele!
– Na verdade, minha mãe entrou em um programa do governo. – falei dando de ombros. – Vamos, Rony. – disse não querendo dar maiores explicações e comecei a andar em direção a entrada do hospital.
Dirigimo-nos a recepção do hospital. Lá, encontramos uma mulher de no máximo trinta anos. Lendo seu nome em seu crachá percebi que se tratava da mesma que falei ontem à noite. Eu sorri para ela.
–Oi, eu sou...
–Hermione Granger! – eu ouvi meu nome e me virei, dando de cara com um médico conhecido caminhando em minha direção. Uma prancheta estava em sua mão — Eu realmente esperava vê-la um pouco mais tarde. – o Dr. Derrick me sorria simpático.
–Como vai doutor Derrick?
– Vou bem, e a senhorita?
–Bem, obrigada. – falei.
Notei seu olhar curioso na direção em que Rony se encontrava. Ele parecia tenso ao meu lado.
– Este é Ronald Weasley, um amigo.
–Claro. – ele falou estendendo uma mão em sua direção e Rony a apertou ligeiramente.
– Então, poderia me acompanhar até meu escritório? – ele perguntou. Não sorria mais. Uma mascara fria estava em seu rosto. – Creio que seja melhor ir sozinha, senhorita Granger.
Eu não gostei de seu tom. Senti Rony apertar ligeiramente minha mão e dizer que me esperaria no estacionamento. Assenti e segui o doutor até sua sala. Quando chegamos, ele me indicou uma cadeira e eu me sentei. Ele saiu e voltou logo em seguida com uma pasta em suas mãos e se sentou a minha frente. Sua testa estava franzida.
Ele tirou um envelope da pasta e o abriu. Lá dentro tinha um raios-x. Ele o estendeu na direção da luz e então me olhou.
– Consegue ver algo, senhorita Granger?
Eu estreitei meus olhos para a imagem, tentando ver algo. Era uma tomografia, eu percebi. Tudo parecia exatamente normal, a não ser por uma mancha negra um pouco grande, perto da região dos olhos.
– Sabe o que isso significa senhorita Granger? – perguntou apontando com sua caneta a mancha e passando-a pelo seu redor. – Isso é o tumor que estamos tentando remover de sua mãe. – ele disse e senti meu coração se apertar – Claro, a quimioterapia deveria ter inibido seu crescimento para que agora pudéssemos fazer a cirurgia com o mínimo de riscos possíveis.
– E isso quer dizer que...
Ele respirou fundo e abaixou o raios-x, o guardando de volta em seu devido envelope. Ele brincou com a caneta azul em suas mãos antes de me responder.
–Bem, isso quer dizer que aqui não temos o preparo necessário para uma cirurgia desse porte e risco.
Eu torcia minhas mãos nervosamente enquanto absorvia suas palavras, embora as tivesse compreendido-as no instante em que saírem de sua boca.
–Mas esse é o melhor de Londres... – sussurrei, infelizmente, não consegui conter o tom calmo e passível por muito mais tempo — Você me disse isso no mesmo dia em que eu trouxe minha mãe! Disse que aqui ela melhoraria! Você disse apenas alguns dias atrás que ela estava melhorando e que em breve iria para casa! – acusei, não me importando de lhe colocar toda a culpa. Eu senti lágrimas escorrerem pelo meu rosto, mas não me importei em parecer frágil naquele momento
– Sim, eu disse e peço desculpas por ter lhe afirmado algo que eu não tinha certeza naquele momento. Este ainda é o maior e melhor hospital de Londres, mas não estamos preparados para ajudar sua mãe nesse quesito. Claro, ainda poderíamos continuar com as sessões, mas de nada adiantaria se ela não fosse operada antes. E ela realmente estava apresentando um bom quadro para sua situação, até realizarmos a última tomografia.
– O que está querendo me dizer, doutor Derrick? – perguntei passando as mãos pelo meu rosto, mas isso não adiantou muito já que as lágrimas continuaram caindo em abundancia.
–Receio que a senhorita-
Ele foi interrompido por uma leve batida na porta, como se já estivesse esperando por alguém ele murmurou um entre.
–Desculpem-me pelo atraso. Ainda estou tentando colocar algumas coisas em ordem na empresa. – eu o escutei dizer, segundos antes de seus olhos cinza caírem sobre mim.
Continua...
Spoiler do Próximo Capítulo:
– Casa comigo? — ele perguntou.
Eu o olhei em choque. Ele não havia realmente dito aquilo, havia? Eu comecei a duvidar da minha capacidade mental quando ele refez a pergunta, parecendo ainda mais decidido.
Notas finais
Grata u_u
Hey, olha só, pra mostrar o quão legal eu sou depois desse spoiler, se todos os leitores, e eu falo dos 72, comentarem nesse capítulo, eu posto o outro, com a continuação desse, amanhã.
Bjs e até a próxima^^
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