A Beautiful Lie
13 Cap. 11 - Malditas Lembranças
Notas iniciais
Bem, minha vida ainda está um pouco desorganizada então ainda não respondi todos os review. Amanhã ou depois eu terei um tempo livre então responderei a tds eles ;)
O cap. não foi betado, então passará alguns erros q eu prometo q vou corigí-los assim q ele for betado ;)
Bem, a fic recebeu uma critica muito linda do blog Fanfic Criticas Awards - http://fanficcriticasawards.blogspot.com.br/2012/07/a-beautiful-lie-lylac-miller.html
Amei ela *---*
Sejam bem-vindos leitores novos, logo, logo irei falar com vcs :)
E... o capítulo é dedicado a Bichenta ( q me fez chorar e derramar água de mais no meu arroz) e a Loire Caroline ( q fez um resumo da fic melhor q o meu ahuhauahs) Muito obrigada pelas recomendções ninas, obrigada msm, não sabe como fiquei contente :')
Bem, espero q gostem ^-^
Não foi de se admirar quando acordei na manhã seguinte com o corpo dolorido e o rosto inchado. Meu reflexo no espelho era o resultado de tantas lágrimas ontem. Era o resultado do que Malfoy era capaz de fazer comigo. O meu telefone vibrando em cima do criado-mudo e eu voltei ao quarto e o peguei. Era uma mensagem de Rony me desejando bom dia, eu desliguei o celular o colocando de volta em cima do criado-mudo.
Sei que poderia parecer falta de educação, mas eu não queria parecer bem quando eu não estava mesmo sabendo que deveria fazer exatamente isso.
Eu deitei de volta em minha cama, não me sentindo bem para ir trabalhar. Sabia que não devia deixar Draco afetar minha vida daquela maneira, mas eu não me sentia bem para ir trabalhar e encarar a todos como se fosse um dia qualquer. Eu não iria ficar me escondendo ou fugindo como se o temesse.
Claro que um pouco de medo aparecia sempre que eu pensava nele e que agora ele sabia perfeitamente onde e como me encontrar. Tinha plena consciência de que não podia agir com medo, mas isso estava se tornando cada vez mais difícil.
De qualquer forma, peguei meu celular e digitei uma rápida mensagem de texto a Gina, a avisando que não iria ir ao trabalho hoje pois estava com um pouco de dor de cabeça. Obviamente, ela ligou instantes depois me perguntando se estava precisando de algo. A desculpa de um resfriado caiu bem quando ela notou minha voz rouca, mas aceitou a explicação no final dizendo que viria me ver assim que chegasse em casa, mesmo quando eu disse que não havia nada para se desculpar. Eu desliguei o celular, não querendo dar mais explicações se outra pessoa ligasse.
Odiei a mim mesma por ser tão fraca ao ponto de nem ao menos conseguir honrar com minhas responsabilidades e ir trabalhar. Odiei o fato de sempre parecer fazer o que os Malfoy queriam. Claro, nem todos eles eram detestáveis e gananciosos. Narcisa, mãe de Draco, costumava ser gentil comigo. Admito que um pouco de sua generosidade caiu um pouco depois que a mesma soube do que seu marido fizera com minha mãe. Ela não passou a me odiar ou algo do tipo, mas mudou um pouco a forma como tratava a minha mãe. De qualquer forma, nem ao menos era perto de como eu e minha mãe éramos tratadas por seu filho e seu marido.
Achei que havia me livrado deles e que nunca mais os veria, mas, agora, me lembrando de ontem, percebo o quão tola fui ao pensar que finalmente poderia ser feliz. Draco Malfoy estava longe de me deixar em paz. Se havia uma coisa que eu elogiaria em qualquer um seria sua determinação, mas certamente não em um Malfoy, que transformavam sua determinação em outra coisa suja, passando por cima de qualquer um para chegarem aonde queriam.
Perdi a conta de quanto tempo fiquei ali, olhando para o teto branco do meu quarto e não sei dizer ao certo quando foi que adormeci. Acordei de um sono sem sonhos com a campainha tocando.
Eu me levantei em um sobressalto e olhei para o relógio digital que ficava ao meu lado. Amaldiçoei quando notei que havia dormido praticamente o dia todo. Olhando através da janela de vidro, eu pude ver o céu escuro, em tons de azul e roxo. Novamente a campainha tocou, mais persistente desta vez. Levantei da cama, jogando os cobertores para o lado e calçando meus chinelos que estava ao lado da cama.
Confesso que caminhei lentamente até a porta e até mesmo hesitei antes de abri-la, temendo que meu visitante fosse o homem que atormentava meus dias e noites. Mas, ainda sim, não foi uma completa surpresa quando abri a porta e Gina estava lá, parada, com uma expressão preocupada e que se intensificou quando ela me analisou por inteiro.
– O que houve com você?
Bocejando, eu dei um passou para o lado a deixando entrar e em seguida fechei a porta. Só então, notei que ela tinha um buquê de rosas em suas mãos. Pelo visto, Harry não era tão alheio aos sentimentos de Gina por ele quanto parecia ser.
–Desculpe, — falei contendo outro bocejo – Eu só acordei agora. Acho que foi o remédio que tomei mais cedo, para a gripe. – falei.
Gina sorriu simpática.
–Tenho certeza de que você irá melhorar assim que tomar um dos chás de Molly Weasley.
– Não tenho dúvidas disso. – falei forçando um sorriso, por mais que tivesse certeza de que eu parecia miserável.
– Tem planos para o jantar? – ela continuou quando eu neguei. – Então, está convidada para jantar lá em casa. E nem pense em negar! – advertiu quando eu fiz uma meia careta.
Às vezes eu achava que abusava demais da hospitalidade dos Weasleys, mas eu gostava de estar com eles. Rony era o que mais me preocupava, com suas insistentes investidas em algo que eu não estava pronta para ter.
–Assim, — Gina prosseguiu – Você poderá ouvir vários conselhos da minha mãe sobre filhos. Assim como toda a lista de belos nomes que ela fez.
Eu senti algo dentro de eu endurecer. Aquele não era um assunto bem-vindo. Claro que eu já havia me pegado pensando nisso, mas eu evitava ao máximo. Gina não pareceu perceber isso, já que continuou falando excitadamente sobre o palpite de sua mãe sobre eu estar esperando um menino e como ela era experiente nesses assuntos.
–Hm, Gina? – eu falei a interrompendo. – Eu vou tomar um banho e então vamos para sua casa, certo? – falei querendo acabar de uma vez para aquele assunto, embora tivesse plena certeza de que assim que chegássemos a sua casa sua mãe fosse fazer exatamente como Gina, ou pior. Eu só esperava que ninguém perguntasse sobre a paternidade do filho que eu esperava.
– Okay, vou ficar te esperando. – eu comecei a me virar em direção ao quarto quando ela me chamou novamente. – E antes que eu me esqueça, é melhor colocar estas rosas em um vaso. Seria uma pena se algo tão bonito morresse rapidamente. – falou lançando um olhar comiserado para o buquê em suas mãos.
– O que? – perguntei confusa.
–Ah! – suas bochechas coraram, ficando com um tom parecido com os de seus cabelos. – É que tinha um rapaz aí na porta e segundo ele já estava batendo na porta durante um bom tempo então eu disse que poderia deixar comigo que lhe entregaria, pois éramos amigas.
– Para mim?! – perguntei surpresa. Em toda a minha vida eu nunca havia recebido um buque ou algo do tipo de alguém. – E quem me mandaria um buquê, Gina?
Ela deu de ombros e estendeu o arranjo em minha direção.
–Não sei, talvez um admirador secreto – piscou. – Veja, tem um cartão. Talvez tenha um nome.
Eu peguei o buque, o equilibrando em um braço enquanto pegava um cartão em meio às rosas. O bilhete era breve.
"Apenas um agradecimento pela gentileza em falar comigo ontem."
As iniciais de um nome foi o que realmente me apavorou, embora eu não precisasse ter lido-a já que reconheci perfeitamente a caligrafia.
Em baixo da mensagem, no canto direito do cartão, estava escrito:
" Com carinho, D.M"
–Quem é D.M? – Gina perguntou assim que terminou de ler por cima do meu ombro.
Amassei o bilhete em minhas mãos e o joguei no chão. Em seguida, fui até a cozinha e atirei o buquê no lixo com toda a minha força.
–Hey! Era lindo, porque fez isso? – Gina perguntou mirando o que havia sido belo minutos atrás.
– Deve ter sido um engano Gina. – falei lutando para não transparecer as emoções que sentia dentro de mim nesse exato momento.
Os olhos de Gina foram para o meu rosto, e então para minhas mãos.
–Deus, Mione! Está tremendo! Venha, sente-se. – falou puxando uma cadeira debaixo do balcão e me fazendo sentar. Eu não percebi que estava realmente tremendo até que senti um copo ser empurrado para perto de mim e a água dentro dele se agitar assim que o segurei.
–Desculpe, eu... – as palavras sumiram, não sabia ao certo o que fazer – Vou tomar um banho, Gina. – falei por fim, optando que omitir meu nervosismo fosse o melhor. – Venho em um instante e então vamos para sua casa. – falei me levantando e seguindo para fora da conzinha.
– Hermione eu não acho que você esteja bem para-
–Eu estou. – afirmei de costas,ficando de cabeça baixa para que ela não visse meus olhos marejados. – Eu apenas preciso de um banho.
Segui caminho até o quarto rapidamente, trancando a porta atrás de mim. Respirei fundo lutando para não deixar as lágrimas caírem. Ele não iria acabar comigo mais uma vez! Com esse pensamento, eu fui até o guarda-roupa. Peguei uma calça jeans escuro e uma blusa branca de mangas longas e gola no pescoço.
Tomei um banho rápido e vesti a roupa. Calcei uma sapatilha preta e penteei meus cabelos, o deixando solto para que secasse.
Quando sai do quarto pegando meu celular e o ligando antes e colocá-lo dentro da bolsa, encontrei Gina sentada ao sofá com uma expressão pensativa. Ela pareceu se assustar um pouco quando a chamei.
–Pronta? – perguntou se levantando.
–Claro. – falei sorrindo para ela, que pareceu surpresa com isso.
Caminhamos em silencio até sua casa e em poucos minutos chegamos. A mãe de Gina abriu a porta e me deu um beijo na bochecha quando me viu.
–Eu fiz um prato especial para você querida. – falou abrindo mais a porta para que entrássemos. – Afinal, você tem que ter uma alimentação balanceada para cuidar desse pequeno. – dizendo isso, acariciou levemente com a mão minha barriga levemente arredondada.
Afastei-me gentilmente de seu toque e ela não pareceu notar.
–Onde está Rony? – Gina perguntou olhando ao seu redor.
Foi apenas falar nele para que o mesmo descesse as escadas enquanto fazia uma reclamação sobre o jantar estar demorando. Ele parou de falar assim que bateu os olhos em mim.
–Hey, Mione. – falou parecendo surpreso e caminhando rapidamente até mim. – Porque não me disseram que ela viria? – perguntou olhando rapidamente para Gina que deu de ombros. Ele me abraçou com um pouco de força e eu agradeci quando sua mãe o puxou, dizendo-lhe que ele iria me esmagar daquela forma.
– Senti sua falta hoje, Mione. –falou com um olhar que mostrava que ele realmente havia sentido. – Está melhor?
– Melhor? Do que? – perguntei um pouco confusa.
Ele lançou um olhar rápido para Gina.
–Bem, é que você disse que estava com um pouco de dor de cabeça e...
–Ah, sim! – falei tentando concertar o que eu havia feito. – Muito melhor agora. Obrigada por perguntar, Ron.
–Ótimo, ótimo. – Molly disse começando a caminhar na direção que eu sabia ficar a sala de jantar. – Eu realmente espero que goste da comida Hermione, — falou me lançando um breve olhar e sorrindo.
–Bem, iremos saber se ela não vomitar tudo outra vez. – Ron disse, levando um tapa de Gina quando notou que eu corei.
Bem, aquela certamente era uma lembrança que eu gostaria de esquecer.
No jantar estava só eu, Molly, Gina, Rony e Arthur, pai de Gina e Rony. Os outros irmãos de Gina e Rony não estavam por perto, eu notei. Lembrei-me de quando Gina havia me dito algo sobre eles viverem explorando lugares e quase nunca ficarem em casa. De fato, eu não me lembrava de ter visto toda a família Weasley reunida uma única vez.
Enquanto jantávamos e eu me via sorrindo naturalmente de alguma brincadeira de Rony ou quando sua mãe ralhava sobre alguma coisa com ele, eu me vi pensando que realmente estava feliz ali, com eles. Olhando como Rony me olhava,eu realmente pensei que tudo poderia ser realmente mais fácil ao lado dele. Bem, mas a vida não era certamente fácil.
Eu me afastei da mesa quando meu celular tocou. Desculpei-me com eles e levantei. O número era desconhecido e eu atendi, levando o telefone ao ouvido.
Notas finais
Bem, gostaram?
Comentem e recomendem. Ahh, e só pra avisar, spoiler no blog: http://lylacmiller-fanfics.blogspot.com.br/
#Só veja se não quiser me matar ;)
P.S.: Q tal os novos leitores aparecem, uh?
Fale com o autor