A Beautiful Lie
12 Cap. 10 - Nem Sempre Uma Promessa É Cumprida...
Notas iniciais
Eu ainda não respondi os review, mas pretendo responder tds assim q tiver um tempo livre...
Sejam bem-vindas leitoras novas: Filha da Madame, Tatah Weasley, Magic Forever, lysgatto, Trio de Ouro e Andreiia
Bem, eu postei uma one, se alguém quiser ler: http://www.fanfiction.com.br/historia/245254/One-shot_-_Dear_God
Eu espero que gostem desse.
Obrigada pelas ameças pessoas lindas ;) hehehehe
Aproveitem^^
Não importa o quanto eu tenha tentado seguir em frente e esquecer aquilo, eu nunca iria conseguir. Não por ter um pedaço dele dentro de mim, mas porque sempre que eu fecho os olhos, a imagem dele me persegue. Por mais que eu tivesse pensado que havia me livrado dele e que nunca mais teria que vê-lo, isso agora era irrelevante. Eu não havia me escondido ou fugido, mas eu sempre achei que ele teria ao menos a decência de cumprir com sua promessa e nunca mais cruzar o meu caminho.
Agora, vendo Draco a minha frente, me encarando com um sorriso cínico nos lábios e com uma expressão que faria qualquer um que assistisse a cena de outro ângulo pensar que éramos velhos amigos nos encontrando, eu tive a comprovação de que nunca se deve confiar na palavra de um Malfoy. Eles nunca são íntegros com você.
-Bela casa. – sua voz rouca me tirou do meu estado de estupor.
Eu coloquei minhas mãos em seu peito e o empurrei para longe, saindo de seu alcance. Eu tive a impressão de que não importava a distancia que eu tomasse dele, seu cheiro, seu olhar, tudo, sempre faria eu me sentir como se ele estivesse sempre por perto. Meu coração batia freneticamente eu meu peito, em uma clara demonstração de tudo o que ele me fazia sentir.
Mas em meio a minha raiva e ódio e até mesmo aquelas malditas lembranças, algo estava me atormentando. Porque ele estava aqui, agora? Não que eu tivesse esperando encontrá-lo em algum momento da minha vida dessa forma, mas porque ele viria atrás de mim?
- O que faz aqui? – a pergunta escapou dos meus lábios antes que eu pudesse pará-las.
Não importa Hermione, você deve colocá-lo para fora! Eu tinha que fazer isso, sabia que deveria fazer o possível para colocá-lo o mais distante de mim quanto fosse possível, mas porque minhas pernas não me obedeciam? Porque eu nem ao menos tentava me afastar dele?
-Sabe, Mione, eu realmente senti sua falta. – ele disse saindo de onde estava e começando a caminhar pela sala calmamente, como se não tivesse nada a temer. – Os dias foram entediantes sem você. – ele sorriu. – Pode parecer estranho, mas era estranho não te ver e sua coleção de-
-Vá embora! – eu falei não querendo mais ouvir sua voz. Tudo o que eu podia quer era que ele ficasse longe de mim.
-Não me trate assim, Mione. – ele disse me olhando como se estivesse magoado.
- Não me chame assim e eu já disse para ir embora! – eu falei e caminhei rapidamente até a porta, no entanto, antes que eu pudesse sequer tocar a maçaneta, eu senti meu braço ser puxado e bati de encontro ao peito de Draco.
Eu me debati tentando me soltar do seu aperto forte quando senti uma de suas mãos tocar a maça do meu rosto. Todo o nojo e repulsa voltaram com força total. Como ele ainda me tocava depois do que havia feito? Onde estava a maldita promessa de que me deixaria em paz e que nunca iria me procurar?
- Eu não vou te machucar Hermione. – ele falou antes de me soltar, mas continuou perto de mim. – Eu apenas quero conversar educadamente.
- Não me interessa o que veio fazer aqui, mas quero que saia imediatamente! – falei contendo todos os insultos e fui até a porta. Eu a abri e olhei para ele. Como se eu não tivesse dito nada, Draco retirou o blazer e o colocou sobre o braço do sofá, logo em seguida se sentou e colocou os pés em cima da mesinha de centro.
-Eu já disse para sair! – repeti, o olhando impaciente e fazendo o meu melhor para não ceder em sua frente e mostrar o quão abalada eu ficava em vê-lo.
Sua risada ecoou pela sala como se ele estivesse vedo alguma graça naquilo tudo.
- Se eu sair desta casa, — ele disse parando de rir – tenha a certeza de que levo meu filho junto, Granger. – falou em um tom ríspido.
Se meu coração antes já estava agitado com tudo aquilo, quando ouvi suas palavras senti minhas pernas fraquejarem enquanto olhava para ele. Eu só podia ter ouvido errado. Draco não havia dito realmente o que eu pensei que ele tivesse dito... Isso não podia estar acontecendo. Como ele sabia disso? Poucos, apenas meus amigos íntimos, sabiam desse fato. A única pessoa que nunca, jamais, deveria saber disso era ele. Não por eu sentir medo pelo que ele pudesse fazer comigo, mas por temer o que ele poderia querer fazer com essa criança. Não era segredo para ninguém o quanto sua família se importava com seus herdeiros para que os mesmos tivessem o mesmo status que eles.
- O q-
- Pensou que eu nunca fosse descobrir que você está grávida?! – ele falou se levantando. – Bem, você quase chegou lá Granger, quase.
-Isso não importa! – falei fechando a porta e andando rapidamente até ele, parando em sua frente. – Se você pensa que eu-
-Eu não disse nada então não coloque palavras na minha boca. – ele disse dando de ombros e voltando a se sentar. – Temos assuntos a tratar, sente-se Granger. – disse e fez sinal com a cabeça para o assento ao seu lado.
-Não temos nada a tratar, Malfoy!
Ele me olhou por um tempo, e eu me vi cogitando a ideia de realmente começar a gritar. Mas eu odeio escândalos, sempre odiei. Está na hora de resolver seus problemas e enfrentá-los de frente Hermione.
-Oh, sim, temos sim. A menos que você pense que meu filho não mereça nenhuma atenção.
-O que? – perguntei gaguejando um pouco. – Eu tenho certeza de que você nem ao menos se importa com alguém que não seja você mesmo Malfoy, não venha agora falar sobre algo que não sabe.
-Algo que não sei? Bem, eu sei que está grávida e de um filho meu e isso é o suficiente para que eu me arrependa Hermione. – disse com a maior calma do mundo, como se falássemos sobre qualquer assunto trivial.
Eu não me deixei abalar pelo que ele disse.
-Um filho seu? Está se lembrando que como essa criança foi gerada? Não me venha falar de arrependimento agora. Você não tem o direito de sequer chegar perto de mim depois do que fez, Malfoy!
Ele se levantou do sofá e então estendeu a mão para me tocar, e prontamente me afastei, ficando longe do seu alcance. Ele suspirou.
-Eu realmente queria ter podido conversar civilizadamente com você, Hermione.
-Eu também quis que você morresse, mas isso não aconteceu. – falei em um tom duro, quando na verdade eu queria poder bater nele até não conseguir mais.
Como, depois de tudo o que houve, ele ainda teve a audácia de me procurar?
- Hermione, eu estou apenas querendo ficar perto do meu filho.
-Ouça bem Draco, você pode ter acabado com a minha vida, mas eu não vou deixar que faça o mesmo com essa criança. – eu não sei dizer ao certo o porquê de ter dito isso quando nem ao menos sei o que vou fazer com essa criança quando ela nascer, mas de uma coisa eu tinha certeza: Draco Malfoy não faria nenhum mal a ela. Eu não deixaria que ela fosse criada da mesma forma que ele, ensinada a crer que estava a cima de tudo e todos.
Minhas palavras nem ao menos o fizeram piscar. Ele deu um sorriso debochado e então olhou ao seu redor.
- E o que fará quando ela nascer? Eu estou apenas querendo ficar perto do meu filho. Olhe ao seu redor, Granger, as pessoas ao menos sabem que você está grávida?
-Isso é um problema meu! – falei rapidamente, e logo depois que percebi o que tinha dito era tarde demais.
Ele riu, jogando sua cabeça para trás e então me olhou com uma sobrancelha arqueada.
- Eles não sabem, não é? Bem, aposto que a adorável senhora do outro lado da rua não teria lhe elogiado tanto se soubesse... É uma pena que isso tenha acontecido entre nós, sabia? – falou mudando completamente seu tom. – Poderíamos ter sido grandes amigos, realmente, Granger. Não sabe como me arrependo do que eu te fiz, se eu pudesse volt-
-Você não pode! E agora que já fez todo o seu espetáculo, pode ir embora.
Ele respirou fundo e passou a mão na nuca.
- Está bem, eu vou embora. Você deve estar cansada depois de um dia de trabalho, eu imagino como você deve estar se sentindo. – ele enfiou uma mão no bolso traseiro da calça e tirou de lá um cartão, o estendendo em minha direção. Quando eu continuei com os braços ao lado do meu corpo, ele o jogou sobre a mesinha de centro. – Se precisar de alguma coisa é só me ligar que eu venho no mesmo instante.
-Se eu precisar de algo você será a ultima pessoa pra quem eu vou ligar. – falei indo até a porta e a abrindo.
Ele demorou um tempo para começar a se mexer e pegar seu casaco. Quando passou por mim na porta, parou, Poucos centímetros nos separavam. Eu vi seus olhos percorrerem meu corpo e pararem em um ponto em particular.
-Eu não tenho a noite toda, senhor Malfoy! – falei fechando meu casaco ao meu redor e cruzando os braços sobre o peito.
Seus olhos voltaram para o meu rosto. Ele não tinha um usual sorriso esnobe e cínico, ou aquela expressão que eu tanto odiava. Seja lá o que ele estava pensando, se foi rapidamente e ele voltou a agir de forma indiferente.
-Boa noite, Hermione. – falou passando pela porta.
Bati a porta e então respirei fundo. Eu me engasguei com o choro que se seguiu. Porque tudo estava acontecendo novamente? Porque ele não me deixava em paz e apenas se esquecia de mim, como eu lutava todos os dias para fazer?
Eu tinha consciência de que seria difícil esquecê-lo, impossível, mas rever ele agora apenas tinha feito com que eu me lembrasse de tudo com vivacidade. Arrependimento era algo que ele com certeza não sentia. Eu me deixei cair ao lado da porta enquanto tentava parar de chorar. Isso não adiantaria em nada. Eu não podia fugir dele, não adiantaria em nada. Não iria valer à pena. Eu meio a toda a avalanche de emoções, uma pergunta ainda estava sem resposta: porque ele veio até aqui? Não fazia o menor sentido. Eu conhecia os Malfoys, havia lidado com eles praticamente durante toda a minha vida. E, se havia uma coisa que eu havia aprendido muito bem era que nenhum deles fazia algo sem ter um pretexto por trás disso... Ele estava certo a respeito de eu não saber que fazer quando esse criança nascer. Entregar para ele meu filho nem ao menos passava pela minha cabeça. Seria tudo bem mais fácil se ela não soubesse da sua existência...
Eu me levantei do chão, secando as lágrimas do meu rosto e fui em direção ao banheiro. Um banho não iria me fazer esquecê-lo, mas eu pensaria melhor no que faria de agora em diante. Mas, de uma coisa eu tinha certeza: Draco não me vai me deixar em paz, enquanto não conseguir o que quer.
Notas finais
Bem, eu não sei se vou postar novamente ainda essa semana, já que estou com alguns problemas familiares, mas tentarei postar o mais breve o possivel.
Recomendações e comentários me fazem muito feliz, obrigada hehehehehe
Bjs pessoas fofas ^^
Fale com o autor