A Baixinha E O Metaleiro
25 Especial –– O Papai Noel é metaleiro?
Notas iniciais
Especial –– O Papai Noel é metaleiro?
Natal. Uma data maravilhosa. Ceia, fogos, e família. Eu estava preparando algumas comidas na cozinha do apartamento antes que Gajeel chegasse do ensaio com sua banda. Comprei um livro de receitas para fazer várias comidas gostosas, e ainda que Gajeel gostasse muito. Eram 20h da noite da véspera de natal, pois nós prometemos um ao outro que viraríamos a noite até a manhã de natal.
–– Hum, o que podemos fazer depois da ceia, Gajeel? –– perguntei a mim mesma, logo depois sorrindo maliciosamente.
Depois do pedido de noivado feito por Gajeel em meu aniversário, fiquei ainda mais apaixonada, se é que era possível. Lucy me deu os parabéns e também estava noiva de Natsu, e sua barriga gravídica já aparecia muito, ela estava bem fofa.
Os dois iriam passar o natal juntos na nova casa que Natsu havia comprado. Lucy também não ia passar o natal com os familiares, e bem, eu também não, mas Gajeel já era minha família. Eu não precisava de nada, apenas o fato de Loray e Honnei ter me ligado para me dar feliz natal, fiquei bem feliz.
Coloquei o peru no forno e esperei terminar, mandei uma mensagem para Gajeel para saber se ele estaria próximo de chegar.
De: Gajeel, meu come metal.
Oi, baixinha. Daqui à uma hora estou em casa. ;)
Sorri vitoriosa, era minha chance de conseguir terminar o jantar. Guardei meu celular e arrumei a mesa de jantar. Coloquei um pano vermelho com alguns detalhes pretos e pus os pratos e talheres em seus devidos lugares.
[...]
Ouvi a porta tocar enquanto eu terminava de fazer um coque em meu cabelo, deixando propositalmente alguns fios ondulados do lado de meu maxilar. Eu vestia uma saia preta com alguns babados e uma blusa de manga média um pouco rosada, e também coloquei uma sapatilha bege com um pequeno saltinho.
Corri até a porta e vi Gajeel entrar. Ele estava com uma calça Levi’s bem frouxa e uma blusa da banda AC/DC. Seus cabelos estavam em um rabo de cavalo.
–– Bem vindo de volta. –– eu disse, aparecendo em sua frente.
–– Ah, oi –– respondeu, virando-se para mim. –– Nossa, que roupa é essa? –– sorriu malicioso.
–– Bem, eu queria fazer uma surpresa pra você. –– sorri.
–– Que tipo de surpresa? –– perguntou com curiosidade e se aproximou para me beijar.
–– Quer tomar um banho antes?
–– Não, mais tarde você toma comigo –– me beijou com força, enquanto eu corava. Ainda era constrangedor falar sobre aquilo. –– O que é a surpresa?
–– Vem pra cozinha comigo. –– peguei sua mão e o levei até lá.
Gajeel abriu os olhos com surpresa. Era a primeira vez que eu fazia algo tão grande para ele, ainda mais quando era comida. Demorou um pouco para eu conseguir fazer tudo aquilo, mas pelo menos consegui deixá-lo de boca aberta.
–– Caramba, você fez tudo isso?
–– Foi...
–– Obrigado. –– sorriu.
–– Feliz natal, Gajeel.
–– Feliz natal, baixinha.
–– Então, vamos comer?
–– Claro, estou ansioso por isso. –– sentou-se ao meu lado.
Enquanto nós comíamos conversamos um pouco sobre o que poderíamos fazer depois do jantar. Gajeel quase me fez cuspir o refrigerante dizendo coisas pervertidas. Mas não digo que não gostei, eu amava tudo o que ele dizia, consequente do que fosse.
–– Puxa, a comida estava ótima. –– disse Gajeel enquanto se levantava.
–– Que bom que você gostou, eu fiz com muito amor. –– sorri timidamente, levando os pratos para a pia.
–– Quer brincar de Papai Noel? –– ele tentou reprimir uma risada por causa da minha combustão repentina.
–– D-De Papai Noel?
–– É, pode brincar com o saco do Papai Noel se quiser.
Gajeel explodiu em uma risada. Não aguentei e gargalhei alto. Piada terrível.
–– É verdade, ouviu? –– voltou a falar, corei novamente.
–– Ok, mas essa piada não foi nada legal –– dei um riso nervoso. –– Quer dizer que você vai ser o Papai Noel?
–– É –– sorriu malicioso. –– E aquilo não foi uma piada, foi meio que um convite pervertido.
–– Caramba –– ri novamente ––, é assim que acha que me conquista?
–– Não sei, conquistei?
–– Farei suspense.
–– Ok, então vem. –– estendeu a mão para mim, mas antes de segurá-la, quis perguntar mais umas coisas.
–– O Papai Noel é metaleiro? –– ri novamente depois de ver sua cara confusa.
–– O daqui vai ter que ser.
–– Ok. –– mordi o lábio, excitada.
–– Então vem logo pro quarto, pois que eu quero saber se você quer sentar colo do Papai Noel pra pedir algum presente.
–– Ei, isso teve duplo sentido, Noel-kun. –– fiz uma voz infantil enquanto ele sorria e mostrava seus dentes brancos.
–– Ótimo, era o que eu queria. –– rapidamente me pegou no colo e me levou para o quarto.
E o nosso primeiro natal foi maravilhoso. Quem não queria ter um Papai Noel metaleiro? Bem, eu queria.
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