A Baixinha E O Metaleiro
8 Capítulo 7 –– Preparação
Notas iniciais
Boa leitura ♥
Ps: não sei se o Nyah tá bugado no de vocês, mas aqui, as letras estão totalmente com bug, então, o texto está meio tenso, espero que seja temporário.
Capítulo 7 –– Preparação
Fiquei em casa todo o resto do dia, e, por algum motivo, estranhei Gajeel por não ter dado as caras depois da aula, não que eu me importasse, é claro. Era quarta, não tinha aula, justamente para que os alunos descansassem, pois eu tinha certeza que não seria muito fácil andar pelo mato o dia todo, e passar uma noite por lá seria um tanto amedrontador. Desculpe Natsu, mas a Lucy vai ter que ficar perto de mim por alguns instantes.
Logo que terminei minhas atividades, portei-me a ficar o restante da tarde assistindo televisão ou ouvindo música, era uma pena eu não ter um trabalho, era o que eu precisava, mas não tinha nenhum lugar que servisse a mim.
Quando pensei em ligar a TV, alguém bateu a minha porta, quem era eu não tinha ideia, não naquele horário. Fui até a porta e a abri devagar, era Gajeel, ele levava uma guitarra nas costas junto com alguns garotos que eu nunca havia visto, alguns carregavam equipamentos de música, baixos e afins.
–– Gajeel? –– perguntei olhando os garotos que conversavam logo atrás dele.
–– Oi Levy, ér, pessoal, podem ir à frente, me esperem no carro, eu vou logo.
–– Como é? Não vai apresentar a gatinha? –– perguntou um deles, corei, ele tinha o cabelo loiro com uma cicatriz de raio no rosto, realmente intrigante.
–– Cala a boca, Laxus, eu já disse pra me esperarem no carro! –– brigou.
–– Certo, certo, mas vê se não demora com a namoradinha. –– e saíram falando um tanto alto.
Gajeel voltou seu olhar para mim, eu permanecia corada depois do ato, diga-se de passagem.
–– Não se importe com eles, são uns idiotas.
–– E-Eu já não ligo mais, o que quer aqui? –– perguntei o encarando.
–– Bem, como hoje não tem aula, vou ensaiar com a minha banda, só volto à noite.
–– Banda, hein? Aí está algo que eu nunca imaginei.
–– Pois é, não comentei com você por conta que ela não é nem um pouco famosa, é só para descontrair mesmo.
–– Ok, mas voltando ao assunto, o que eu tenho a ver com isso? –– cruzei os braços.
–– É só pra você ficar sabendo, sei que adora minha companhia. –– e me olhou maliciosamente, tentei não ruborizar, mas acho que falhei.
–– Prefiro ficar sozinha, se é o que você acha! Pode ir, seus amigos o esperam. –– ia fechar a porta, mas ele me impediu.
–– Ei –– e segurou a porta com um dos pés ––, você vai ao acampamento?
–– Vou...
–– Que bom.
–– Como é?
–– Nada, você está sabendo que eu também vou? –– sorriu.
–– Sim, graças à bela e sabida Lucy. –– forcei um sorriso.
–– Enfim, nos vemos no acampamento, e antes que fique curiosa, minha banda se chama The Brokers.
–– Não perguntei. –– ri.
–– Até amanhã, Levy. –– sorriu, já soltando a porta.
–– Até... –– resmunguei.
Fechei a porta com um longo suspiro, de um modo ou outro, eu estava conhecendo Gajeel mais e mais, era inevitável, eu gostava de conhecê-lo melhor, ele parecia ter uma vida bem agitada, bem contrária da minha, para ser mais verdadeira.
Sentei-me no sofá, pensando mil e uma coisas para fazer antes do acampamento, pensei em ligar para Lucy, mas agora, ela já tinha outras “prioridades” no momento. Então, como ainda eram 14h, passei todo o dia lendo meus romances românticos.
* * *
Abri os olhos devagar, depois de uma grande leitura em minha cama, acabei adormecendo em cima do livro, me levantei sonolenta e olhei o relógio, dei um pulo quando vi marcado 19h, meu estômago roncava de fome. Fui até a cozinha com os cabelos meio desgrenhados para fazer um sanduíche básico com empanado de frango e Ketchup.
Após comer, tomei um banho demorado, depois daquela soneca, eu não iria dormir tão cedo, pelo menos eu estava descansada para o dia seguinte tão esperado, vírgula. Quando me arrumei depois do banho, coloquei roupas, biquíni, chinelo, escova de dente, escova de cabelo, perfume, e outros afins dentro da mala.
* * * Quinta-feira – 5h * * *
Ótimo, eu sou tão idiota que nem perguntei à Lucy o verdadeiro horário para o acampamento, digo, o horário que o ônibus iria sair, só poderia ser de manhã, mas era óbvio que eu ligaria para alguém antes.
Alô? –– perguntou Lucy.
–– Ei, sua merdinha, qual é o horário de saída do ônibus? –– perguntei me arrumando desesperadamente enquanto deixava o celular à viva voz.
6h30m... –– respondeu sonolenta.
–– Que droga, eu estou me arrumando aqui como uma condenada e o ônibus só vai sair daqui à uma hora e meia?
Mesmo assim, eu também já estou indo me arrumar, vou chegar à escola seis em ponto, o amor da minha vida não pode ficar sem o seu coraçãozinho! –– tive enjoo só de ouvir aquela voz melosa que ela fazia toda vez para me deixa irritada.
–– Certo, apaixonada, pelo menos eu posso comer mais tranquilamente. Até daqui a pouco.
Beijinhos. –– disse ela desligando.
Sinceramente, depois que Lucy começou a namorar, ela me deixava mais de lado, não que a gente fosse grudada como unha e carne, mas depois daquela turbulência, ela tinha pouco tempo de sobra para as amigas. De qualquer maneira, eu nunca havia tido um namorado para saber como reagir. Pensei tudo isso enquanto comia meu café da manhã.
Ao dar 6h, saí de meu apartamento para pegar meu ônibus, já com minha bolsa pronta, tranquei a porta para sair. Não estranhei quando vi Gajeel fazer o mesmo, como se estivesse a me esperar.
–– Bom dia. –– disse calmamente indo até a escada.
–– Ei, espera, não quer companhia agora? –– perguntou andando ao meu lado com a bolsa nos ombros.
–– Tanto faz.
–– O que aconteceu com você? Parece triste.
–– Não estou triste, estou só... –– pensei se eu realmente contava, mas ele não era tão mau, então repensei –– estou um pouco chateada com a Lu-chan.
–– Já sei, Natsu, correto?
–– É... –– fiquei um tanto rubra, já estávamos quase na porta do prédio.
–– Você não pode fazer nada já que é uma amadora em relacionamentos –– e segurou uma risada, não mudei minha reação de tristeza, ele percebeu e parou ficando sério –– Desculpe...
–– Não precisa se desculpar, você tem razão. –– sorri fraco já chegando até a parada.
–– Não, eu entendo que fui um idiota. –– e revirou os olhos um tanto rubro.
–– Obrigada por se considerar. –– rimos juntos.
–– Olhe, o ônibus chegou! –– disse ele.
–– Ah, é verdade, vamos. –– e entramos.
Após alguns minutos nós finalmente chegamos à escola, e não, não sentamos do lado um do outro, só tinha uma cadeira vazia, e Gajeel ofereceu para mim, pelo menos nisso ele foi simpático, não que ele fosse sempre antipático, mas...
Ao chegarmos, descemos do ônibus, e só lá me toquei que qualquer um poderia nós ver juntos, e com certeza, isso ocorreria uma grande polêmica. Fiz com que não o vi e fui até a porta da escola aonde chegaria o outro ônibus para o acampamento.
–– Oe, Levy, vai me ignorar? –– e puxou meu braço.
–– É, fique com suas fãs! –– saí.
E como eu havia dito, algumas garotas da sala 2 – B correram até ele, e algumas delas eram Sherry e Cana, o resto eu não conhecia por serem da outra sala.
–– Ei, Gajeel-kun, vamos sentar na mesma fileira de cadeiras, certo? –– perguntou Cana enquanto passeava suas mãos em seu peitoral, e eu, via tudo da porta da escola.
–– Ah, não, obrigado, é melhor vocês irem com as amigas de vocês. –– disse com um rosto nada bom e tirando as mãos de Cana dele.
–– Que menino mau! –– disse Sherry mordendo o dedo indicador, tive vontade de vomitar.
Parei de olhar aquela cena terrível e olhei a meu redor, só depois disso vi Lucy mais para frente com Natsu, aos beijos, mas logo, sendo barrados por Makarov, nosso diretor, que também iria conosco. Bisca e Alzack eram nossos professores de Educação Física que nos guiariam, e por uma consciência eles eram casados. Fui até Lucy.
–– Ohayou!
–– Ohayou, Levy-chan –– disse Lucy, logo, Natsu também –– Ohayou!
–– Vocês não se desgrudam mesmo, hein? –– brinquei, com uma pitada de verdade.
–– O que fazer se a gente se ama! –– disse Natsu.
–– E o Gajeel tá fazendo bastante sucesso, não? –– perguntou Lucy olhando até ele.
–– Estou pouco me lixando pra ele. –– bufei.
–– Ciúmes? –– perguntou se aproximando com malícia.
–– O quê? –– soltei uma risada nervosa –– Ele é um idiota!
–– Nossa, Levy-chan, será que não pode dar um crédito a ele?
–– Não, morar no mesmo prédio já é bast... –– gelei, eu havia me lembrado de que Lucy não sabia disso.
–– EEEEEEEEEEEEEEH? –– gritou, e eu tampei sua boca, Natsu só arregalou os olhos.
–– Shiu! Desculpa não ter te dito antes, eu tinha me esquecido completamente...
–– Meu Deus, eu estou rosa chiclete! –– disse pegando em seu peito, surpresa.
–– Mas não pense que rola alguma coisa, a saber, apenas...
–– Claro, claro, isso fica só entre nós duas... nós três. –– e olhou para Natsu.
–– Que seja... –– fiquei um tanto chateada por conta de Natsu fazer parte disso, mesmo que ele não contasse a ninguém.
–– Até que enfim esse ônibus chegou! –– exclamou Natsu.
–– É... –– olhei em direção a Gajeel, e ele ainda tentava se livrar das garotas grudentas, e eu, já me via sozinha nesse acampamento.
Notas finais
Kissus ♥
Fale com o autor