A Baixinha E O Metaleiro

20 Capítulo 18 –– O parque de diversões


Notas iniciais
Oi, pessoaaaaaaaaaaal! Eu estou postando às loucas aqui, até porque semana passada não postei na terça como de costume. Enfim, quero avisar para vocês que semana que vem não terá capítulo. =/ É minha semana de provas globais (aliás, as últimas provas), então preciso estudar muito, mesmo que minhas notas estejam boas, preciso estudar! E depois dessa semana que vem, estarei livreeeeeeeeeeee. ♥ Gente, estou chateada com o tanto de comentários do capítulo passado, onde estão vocês? T_T Sei que algumas leitoras ainda não voltaram pensando que o Nyah! ainda está em migração, mas eu quero falar com vocês. ): É só isso mesmo, então não esqueçam de comentar, isso é importante. *-* Boa leitura!

Capítulo 18 –– O parque de diversões

Depois de que Rogue entrou no apartamento, o mesmo se virou para me encarar, talvez esperando que eu falasse algo sobre o “trabalho” que eu estava fazendo com ele. Olhei para Gajeel, ele tinha uma expressão de estresse ou cansaço, não consegui decifrar. Será que ele não estava gostando da vinda do sobrinho? Pensei várias coisas sobre o assunto.

–– Então... –– comecei, mas não terminei.

–– Gajeel-kun, termine logo o trabalho, daí podemos ficar brincando! –– sorriu Rogue, tive quase certeza de ver um brilho de alegria em seus olhos.

–– Na verdade não tem trabalho nenhum. –– disse Gajeel, arregalei os olhos, ele não podia contar, não para ele.

–– Como assim? –– perguntou o garoto, inocentemente.

–– A Levy vai ter que ficar aqui uma semana também, a tia dela não pôde pagar esse mês pra ela do seu apartamento. –– eu não sabia o que pensar, mas até achei que foi uma boa mentira, apenas se Minerva soubesse talvez ficaria com raiva de termos mentido.

–– Por que mentiram, então?

–– É que eu não queria preocupar a senhora Minerva, você não será nada incomodo. –– afirmei.

–– Ah... –– Rogue me olhou um tanto confuso, logo sorriu. –– Podemos sair nós três, não me importo!

–– Sair? –– perguntou olhando a Gajeel.

–– É, quero ir ao parque, o Gajeel já disse pra mamãe que ia me levar! –– sorriu.

–– Entendo, mas não tem problema, eu posso ficar aqui. –– sorri amarelo, mas na verdade eu queria sair com Gajeel. Aquilo não estava virando uma disputa por ele, não é?

–– Como é? –– finalmente Gajeel disse algo, se levantando do sofá onde estava. –– Você vai sim, hoje é feriado.

–– É, mas...

–– Tudo bem, Levy-chan. –– disse Rogue com um sorriso, mas talvez ele queria ficar sozinho com Gajeel, parecia ter saudades dele.

–– Eu aceito, mas não vou atrapalhar vocês. –– sorri me dando por vencida, só que fui mais pela cara do Gajeel que me encarava, tive até medo do que ele poderia contar.

–– Ok! Mas o que é isso vermelho no seu pescoço? –– perguntou Rogue se aproximando, com certeza era a marca do chupão que já aparecia, corei forte.

–– F-F-Foi um mosquito, ele me picou enquanto eu dormia!

–– Puxa, está muito marcado. –– fez uma careta de desaprovação, Gajeel segurava a risada atrás dele, e eu morri.

Rogue foi arrumar suas coisas, como eu estava dormindo no quarto de hóspedes, ele pôs suas coisas no quarto de Gajeel, que não parecia gostar nada de ideia, mas avisei a ele ao perceber que Rogue havia saído para dizer que não era bom ele contar do nosso namoro, fiquei feliz de vê-lo concordar.

Depois de colocar um vestido rosa claro e uma sapatilha bege, fomos para o tão adorado parque, Gajeel usava uma jaqueta preta e uma calça bem velha junto de um all-star surrado. Rogue continuou com a mesma roupa, ele ficava incrivelmente fofo, só poderia ser parente de Gajeel mesmo.

Em todo o caminho do taxi, eu sentei no banco da frente, enquanto os dois ficavam atrás, Gajeel tentou questionar comigo, mas como o seu sobrinho exalava saudades, acabou aceitando. Não sabia se era impressão, contudo ele não gostava muito dos papos de Rogue, eu vi pelo seu rosto de tédio. A boca de Rogue era desenhos animados e a escola, ele contava detalhadamente o que acontecia em cada dia e em cada aula, às vezes eu segurava uma risada quando Gajeel pedia para ele parar de falar com um segundo.

Quando finalmente chegamos ao parque, Rogue levou Gajeel pelo braço até uma máquina de algodão doce, apenas segui os dois um pouco deslocada, quem me dera ter ido até lá com ele, seria bem romântico, principalmente à noite, mas tirei os pensamentos da minha cabeça.

Parei perto de onde eles estavam e esperei Gajeel comprar o doce para Rogue, o mesmo deu um grito de alegria e correu para uma montanha russa infantil, deixando-o para trás, sorri vendo que Gajeel conseguia ser legal, mesmo sendo tão rabugento como era, quando me dei por conta, ele pôs um algodão doce perto do meu rosto, me dando um pequeno susto.

–– O quê? –– perguntei olhando para o seu rosto, um tanto confusa.

–– Pra você, pegue logo! –– disse virando o rosto, parecia corado, corei junto dele e peguei o algodão doce de sua mão.

–– Obrigada... –– sorri timidamente.

–– V-Vamos.

Fui ao lado de Gajeel até Rogue que ficava na fila da montanha russa, ela era bem pequena e andava lentamente, apenas para garotos com 6 anos para baixo, assim como ele. Gajeel pegou um ticket ao lado e deu para um homem que os recebia, assim, ele abriu passagem, mas não deixou que Rogue fosse sozinho.

–– Ele tem que ir com alguém. –– disse o moço.

–– Quer dizer que eu ainda tenho que andar nisso? –– perguntou Gajeel de um modo meio bruto, antes que eles brigassem, segurei seu braço.

–– É melhor ir, Gajeel, ele está feliz por você ter vindo. –– sorri.

–– Tsc, que saco... –– respondeu pegando o braço de Rogue e o ajudando a sentar, fiquei escorada nas grades para ver a cena, tentei não rir, mas foi impossível.

A montanha russa começou a se movimentar, Rogue ria como se aquilo fosse a coisa mais radical do mundo, Gajeel não fazia nenhum expressão a não ser de tédio, raiva, seja lá o que era. Às vezes eu não conseguia deixar de rir por conta do rosto de ambos, era hilário.

Havia um casal de idosos ao meu lado, vendo as crianças de divertindo, a senhora tocou meu ombro para que eu a ouvisse.

–– É seu marido e filho? Que coisa mais linda de se ver. –– sorriu a velhinha, corei absurdamente com a pergunta.

–– N-Não, ele não é meu filho... e-e nem ele meu marido! –– continuei.

–– Ah, não? Pois parecia, ele me lembrou meu marido quando era jovem, ele se vestia assim e detestava vir a parques –– riu, sorri um pouco me virando para Gajeel. –– Mas ele é seu namorado, não é? Vejo como olha pra ele.

–– A-Ah, é... –– ruborizei diante do casal, que riu.

–– Seja feliz com ele, vocês combinam, apesar das diferenças.

–– Obrigada!

O casal se despediu com um aceno, era lindo ver casais tão velhinhos que ainda se amavam, aquele era meu sonho, ficar com alguém até envelhecer. Será que Gajeel me aguentaria todo esse tempo?. Pensei.

Depois de mais alguns segundos, a montanha russa finalmente havia parado, Gajeel saiu de lá com Rogue aos pulos de felicidade, ri novamente me lembrando.

–– Oe, do quê está rindo? –– perguntou emburrado.

–– Nada, é que eu vi que a montanha era muito legal. –– voltei a rir.

–– E foi mesmo! –– disse Rogue pela conversa. –– Agora eu quero ir ao carrossel!

–– Nem pense que eu vou com você.

–– Tudo bem, Gajeel-kun, vocês dois podem me esperar naqueles banquinhos.

–– Ótimo, vem, vou comprar o ticket...

Fomos até o carrossel, me sentei no banco a espera de Gajeel. Achei que aquela seria uma boa oportunidade de conversar com ele, pelo menos um pouquinho. Vi-o voltando e bati minha mão do meu lado, o convidando para sentar.

–– Passei vergonha demais naquela montanha russa.

–– Eu adorei te ver lá. –– disse, segurando mais uma risada.

–– Ok, pode parar de rir de mim. –– fechou a cara mais uma vez.

–– Ok, pode parar de ser chato. –– sorri e o olhei.

–– Não estou sendo chato, apenas estou cansado...

–– Coitadinho do Rogue-kun, ele só quer atenção! Seria mais fácil se você tivesse me contado que ele viria.

–– Eu sabia que se eu contasse você iria para a casa da Lucy ou sei lá quem.

–– Eu iria mesmo –– sorri. ––, mas se você me pedisse pra ficar, quem sabe...

Um silêncio constrangedor pousou sobre nós, nossos ombros se tocavam e eu me lembrava daquele momento do quarto. Corei um pouco por causa de meus pensamentos.

–– Desculpe.

–– Pelo o quê?

–– Eu sei que você queria sair nesse feriado, mas é que eu já sabia que o Rogue viria, então não pude te chamar...

–– Tudo bem, eu te entendo, família primeiro. –– sorri.

–– Agora... vamos aproveitar antes que ele volte?

–– O-O quê? Como assim? –– voltei meu olhar para ele, mas quando vi, ele já me levava para trás de umas plantas.

Gajeel puxou minha cintura com força e selou nossos lábios sem se importar com quem passava. Aquilo com certeza não era bom, Rogue poderia chegar a qualquer momento, então usei minhas mãos para empurrá-lo, mas como ele era mais forte, continuou. Passamos muito tempo nos beijando sem se importar com o tempo, mas eu ainda lutava para parar. Só aí percebi que tinha um certo alguém chegando.

–– MAS O QUE É ISSO, GAJEEL-KUN? –– gritou Rogue como se aquilo fosse algum tipo de atrocidade, corei muito e empurrei Gajeel com toda minha força.

Ok, provavelmente ele já estava ciente do que estava acontecendo.

Notas finais
Até os reviews. ♥