A Baixinha E O Metaleiro

7 Capítulo 6 –– Obentô


Notas iniciais
Não era para eu postá-lo hoje, mas eu amo vocês. HAEUAHEUAHEUA
E não tenho muita coisa pra falar.
Boa leitura, e desculpe-me qualquer erro. ♥

Capítulo 6 –– Obentô

–– Levy, eu não consigo mais ficar longe da sua boca...

* * *

–– M-Me deixa ir, a aula já deve ter começado! –– disse ignorando totalmente o que ele havia dito.

–– Eu espero uma resposta. –– me olhou muito sério segurando meu braço direito para que eu não fugisse, tive certo medo.

Era óbvio que Gajeel estava querendo me seduzir, não tinha outra explicação, ele já deveria ter dito a mesma coisa para todas as garotas bobas que caem em qualquer papo de garotos bonitos e populares. Eu não era como elas, eu era a Levy.

–– Resposta? Você nem ao menos fez uma pergunta. –– soltei uma risada nervosa.

–– Não tem nada a me dizer depois do que eu falei pra você agora?

–– E-Eu...

Eu deveria ter uma sorte tremenda, pois no momento em que eu iria dizer algo, o coordenador Mystogan chegou até o corredor que nós estávamos, Gajeel soltou meu braço rapidamente e se virou a ele, fiz o mesmo muito corada pelo que tinha acontecido, rezei para que ele não tivesse visto nada.

–– O que os pombinhos fazem aqui? –– perguntou com uma cara nada boa.

–– N-Nada aconteceu, é-é que ele precisava...

–– A gente só tava conversando, vamos voltar pra sala... –– disse com um rosto inexpressível, eu apenas o segui por trás com Mystogan que não tirava o olho de nós um tanto desconfiado.

Logo que os despistamos, corri com ele até a sala para não nos encontrarmos com nenhum outro coordenador ou o diretor Makarov pelos corredores da escola. Quando chegamos à classe, Gajeel abriu a porta devagar, e como sempre, toda a atenção da sala foi para nós.

–– Aaaaaaannn... –– disse toda a sala em coro, corei absurdamente, ele por vez, nem ligou e se sentou a sua cadeira, vi Lucy segurar uma risada maliciosa, fui até ela.

–– Posso saber onde estavam? –– perguntou Aquarius, nossa professora de Biologia.

–– Desculpe professora, perdemos a noção do tempo... –– respondi já sentada e com a cabeça baixa, percebi um novo aluno ao seu lado, ele era quase idêntico à Mystogan, percebi que Erza, outra amiga minha não parava de sorrir para ele, ele fazia o mesmo.

–– Certo, certo –– massageou as têmporas com estresse, mas logo esqueceu ––, este aqui é o nosso novo aluno, um amigo de infância de Erza Scarlet e irmão mais novo de Mystogan, Jellal Fernandez –– e aí estava a resposta, mas que na verdade, os dois pareciam gêmeos.

–– É um prazer conhecê-los... –– e foi se sentar ao lado de Erza, eu poderia dizer que pintou um clima, mas deixei quieto.

–– Psiu, o que vocês estavam fazendo, hein? –– sussurrou Lucy atrás de mim, me arrepiei me lembrando.

–– Nada, foi só umas das brincadeiras bestas dele...

–– Ok... –– ironizou –– Ei, você já viu que a Juvia não sai do pé do Gray?

–– Não reparei, ela gosta dele?

–– Com certeza, não tenho dúvidas, acho que ele também gosta dela, mas não admite. –– riu.

–– Não admite?

–– É, é tão chato quando uma pessoa não admite que goste da outra, e só por frescuras. –– e soltou um longo suspiro voltando sua atenção para o caderno.

Pensei repentinamente em mim, eu não gostava de Gajeel, mas ele tinha tanta importância em perturbar só a mim que me deixava sem palavras, vai saber se ele já tinha alguma namorada fixa.

Durante a aula, olhei para ele, fiquei surpresa ao vê-lo prestar atenção na aula sem estar conversando, Erza e Jellal trocavam papéis e Gray e Juvia se entreolhando de vez enquanto. De repente, Gajeel olhou para mim, um tanto sério para falar a verdade, congelei e me virei rapidamente um pouco corada.

* * * No intervalo... * * *

–– Enfim, o Natsu vai se encontrar comigo no corredor do terceiro andar. –– disse Lucy me dando um beijo no rosto, marota, e saiu.

–– Boa sorte. –– sorri mordendo os lábios.

Abri minha bolsa e peguei um pano para apoiar meu obentô para comer com uma latinha de refrigerante, estava delicioso, por sorte eu sabia cozinhar muito bem, depois que meus pais morreram foi muito difícil para eu me acostumar e morar sozinha, mas minha mãe sempre me ensinava a cozinhar o almoço, e eu sempre levava um obentô para a escola.

–– Itadakimasu! –– e fiz minha reverencia para logo comer.

Depois de comer a metade de minha comida, vi Gajeel deitado na mesa de sua carteira, ele parecia muito depressivo, deve ter sido porque eu não o respondi sobre... “a boca”. Não sei o que deu eu mim, mas fui até ele e sentei-me a cadeira de sua frente colocando o pano na mesma, ele percebeu uma presença e subiu seu rosto, me viu comendo sem olhar para ele.

–– O que foi? –– perguntou com uma voz de sono.

–– Não posso ficar aqui? –– continuei comendo.

–– Pode, faça o que quiser. –– e voltou a se deitar, olhei para ele fazendo um bico, ainda bem que a sala estava vazia.

–– Não trouxe um obentô ou outra comida?

–– Não.

–– Se você quiser, posso dividir o meu com você, quer? Não consigo comer tudo sozinha... –– olhei para a comida e depois para ele que voltou seu olhar para mim.

–– Tá. –– sorriu fraco se ajeitando na cadeira, dei-o mais dois pauzinhos que eu guardava de reserva.

Comemos juntos e conversamos coisas muito engraçadas até o término do intervalo, ele me contou que tentou cozinhar uma vez, mas quase explodiu a cozinha, então, me ofereci para fazer um obentô a ele, até porque ele disse que era delicioso, e eu adorava elogios, nem parecia que nós tínhamos nos beijado há pouco tempo atrás... No final do intervalo, voltei para meu lugar.

Mais três aulas depois, finalmente a aula havia terminado, me despedi de Lucy, Jet e Droy, que se ofereceram para me levar em casa, mas não, eles não poderiam ver Gajeel, mais confusões viriam se isso acontecesse.

–– Até amanhã, Lu-chan. –– disse.

–– Esqueceu que amanhã é feriado?

–– Sério? Por quê?

–– Vai ter um passeio quinta-feira na escola, você não vai?

–– Passeio? –– arregalei os olhos –– Pra onde?

–– Um acampamento, a gente só volta sexta, ou seja, temos que dormir lá, é de graça, não tem porque você não ir!

–– Eu não ouvi isso, quando foi?

–– No começo da aula, mas você estava tendo outras... responsabilidades. –– deu ênfase na palavra.

–– Idiota –– revirei os olhos ––, eu vou, vai ter aula também, certo?

–– Certíssimo, mas o melhor é que vão juntar os dois segundos anos! Vou ficar com o meu Nat-kun, e amanhã será mais para nos prepararmos, pois quinta-feira teremos que ter energia, leve um biquíni!

–– Já vejo que vou ficar sozinha...

–– Para, amiga! Você tem o Gajee...

–– Não! Ele não é nada meu! P-Por que essas brincadeiras? Não tem graça!

–– Calma, Levy-chan, por que ficou tão nervosa? –– e me olhou maliciosa, corei pelo escândalo.

–– Esqueça o que eu digo, eu vou sim, mas não quero saber do Gajeel, talvez ele nem vá e...

–– Sim, ele vai. –– falou calmamente.

–– Como é?

–– Ouvi-o falando com os amigos dele agorinha, sua surda!

–– Surda é você –– e lhe mostrei o dedo do meio ––, já vou indo, um beijo.

–– Não me mostre esse dedo, sua anã nojenta. –– e beliscou minhas bochechas que ficaram ardidas.

–– Sua cadela –– disse rindo também de dor –– Tchau.

–– Tchau, até amanhã. –– sim, nossa amizade era muito estranha, mas eu a adorava, ela era uma amiga perfeita.

Fui ao ponto de ônibus, e logo, para casa, fiquei feliz em Gajeel não me seguir, mas também me senti um tanto vazia e sozinha. E ainda havia aquele passeio, eu nunca fui boa em acampamentos, tenho medo de insetos, cobras, ursos, essas coisas, pelo menos Lucy tinha alguém pra protegê-la...

... mas eu não.

Notas finais
Vish, adogo acampamentos. =9
Comentem ou eu demorarei para postar. :P ~nãoaguento.
Kissus *3*