A Baixinha E O Metaleiro

34 Capítulo 31 –– Despedidas são cruéis


Notas iniciais
Gente! MAÔE! Me imaginavam aqui hoje? Pois é, eu tive muita vontade de postar logo esse capítulo por causa da linda da "tia Levy" (Tamaki). ♥ AGRADEÇAM A ELA! AHEUAHEAUHEAHE ~adora me divulgar :p Primeiramente, quero divulgar a page dela do Facebook: https://www.facebook.com/pages/V%C3%ADdeos-da-tia-Levy/1408266536088945?fref=ts Ela é uma fofa e fala sobre várias coisas nos seus vídeos. :3 OBRIGADA pelos comentários do capítulo passado! Senti falta de algumas leitoras, mas ainda sim estou muito feliz. *-* 94 favoritos e rumo aos 100! *u* Bem, acho que pelo nome do capítulo vocês já devem estar querendo me matar, não é? :c Mas, gente, não me matem ainda, ok? A fanfic está a um fio para acabar, mas não sei se ainda faltaM 2 ou apenas 1 capítulo para o final. Agregarei o epílogo AO último cap. Vocês nem imaginam os agradecimentos que estou preparando para vocês. ♥ ♥ Haverão duas músicas no capítulo, ok? Uma quase no início e outra perto do fim. Espero que escutem, fica mais real. ♥ Um beijo e boa leitura!

Capítulo 31 –– Despedidas são cruéis

–– Bem, podem começar a falar. Estou começando a ficar um pouco nervosa. –– indagou Loray, sentando-se no sofá e cruzando as pernas.

Quando nós entramos, me deparei com a casa mais linda que eu já havia visto em toda a minha vida. Nunca eu imaginaria que ela e Honnei estariam tento uma vida tão boa, mesmo antes da empresa quase falir.

Como Gajeel me disse. Para que empresas saíssem do vermelho, poderia demorar muito, mas no caso de Loray, foi bem rápido. Não que eu estivesse triste, até porque deveria ter sido terrível o tempo que eles passaram com as economias guardadas e bem baixas. O bom da história era que Loray já havia sido muito pobre, então, era mais acostumada a casos daquele tipo.

Eu estava sentada no sofá a sua frente com Gajeel ao meu lado. Ele parecia muito tenso, mas estava fingindo estar bem, assim como eu. Qualquer coisa que passasse pela minha boca poderia acarretar em algo maior, como nossa separação.

Ah, a separação.

Pela minha cabeça não passava outra coisa a não ser o que Loray nos dissesse depois da minha esplendida explicação: “Não, estamos apenas namorando e queremos ficar juntos...”. Isso não estava nos nossos planos, mas eu teria que contar toda a verdade.

A viagem de ida para Tóquio foi muito cara, além de demorar um dia. Se fosse para Gajeel me visitar, seria pouco, bem pouco. Isso me dava muito medo.

Honnei ainda estava trabalhando, mas ela havia ligado para ele para termos uma melhor conversa, mas ele estava ocupado. Então, seríamos apenas nós três.

–– Ok –– suspirei, olhando para Loray. –– Aliás, a casa está linda.

Loray olhou os arredores, também. Gajeel deu um pequeno sorriso, concordando.

–– Não está? Honnei disse que queria fazer a casa dos meus sonhos. –– ela sorriu timidamente. –– Estamos até pensando em tentar novamente ter um filho.

Arregalei os olhos com um sorriso muito sincero. Ela havia ficado um pouco traumatizada depois de ter perdido seu primeiro filho de alguns meses. Eu não era muito velha e não entendia muito, pois Loray não havia me explicado exatamente como tudo havia acontecido.

–– Fico muito feliz, tia –– mordi os lábios, pensando no que dizer. –– Espero que dê tudo certo.

–– Eu também. –– ela sorriu –– Querem tomar algo?

–– Não, obrigada –– respondi, logo Gajeel também disse o mesmo –– Precisamos conversar.

–– Sim. –– ela concordou com a cabeça e continuou ouvindo –– Tem a ver com você, não é, Gajeel?

–– Sim, senhora. –– ele respondeu.

Um calafrio passou por minha espinha e eu olhei para ele, que apoiava os cotovelos nos joelhos e me esperava dizer algo.

–– Enfim, tia –– minhas mãos tremeram e eu continuei. –– Esse ano muita coisa aconteceu. Muitos alunos novos, inclusive Gajeel, chegaram à escola –– toquei seu joelho, sorrindo fraco. Ele retribuiu. –– Não sei se a senhora percebeu, mas... nós estamos namorando há alguns meses.

Loray arregalou os olhos e sorriu. Era muito perceptível sua aparência semelhante a da minha mãe, mas as personalidades eram totalmente diferentes. Imaginei a cara de mamãe ao descobrir que nós namorávamos. Não seria nada bom.

–– Isso é ótimo, Levy! Nunca te vi com alguém.

–– Pois é... –– sorri, voltando a explicar: –– Quando você me mandou aquela mensagem me dizendo que não poderia pagar o apartamento por alguns meses e me pediu para ficar com Lucy, eu não fiquei. –– corei um pouco e fitei o chão, morrendo de vergonha de admitir. –– Eu fui para o apartamento de Gajeel que era ao lado do meu, coincidentemente. Nós tínhamos começado a namorar há pouco tempo.

Eu tinha certeza que Loray havia pensado besteiras. Ela não se importava comigo de namorar, pois sempre me dizia que eu tinha cabeça para fazer algo errado. Tive vontade de me matar por pensar que dormir com Gajeel e ela nem sabia.

–– Pode continuar. –– ela sorria, mas um pouco ociosa.

Impressionei-me por ver que Gajeel havia tomado minha vez de falar:

–– Nós gostaríamos que você soubesse que nos amamos muito –– ele disse sem preocupações. Meu rosto pegou fogo e me senti feliz. –– Eu esquentei minha cabeça quando Levy me disse que teria que mudar de cidade, provavelmente.

“Sinceramente, eu pensei que não poderia perder Levy de modo algum. Que nós deveríamos continuar a morar juntos como antigamente. Mas conhecendo você eu percebi que ter uma família é muito importante. Eu quase nunca tive uma família presente e sei que Levy não tem pais, mas tem você e seu marido para estarem ao lado dela.”.

Meus olhos se umedeceram quando escutei Gajeel falar aquelas palavras. Loray parecia impressionada com o que ele dizia. E ele continuou, e eu quase chorava de emoção.

–– Eu a amo muito como nunca amei outra garota. Levy é uma garota linda, maravilhosa e muito inteligente. Ela me ajudava nos momentos difíceis e estranhos, assim como eu já a ajudei muito, também. Eu, pela primeira vez, não quis me importar com o exterior da pessoa, mas sim, o interior dela.

A primeira lágrima escorreu meu rosto e eu a sequei com as costas de minha mão. Eu e minha tia estávamos sem palavras. Gajeel olhou para o chão e respirou fundo, como se tivesse feito uma escolha.

–– Olhe, Gajeel –– disse Loray. –– Eu estou muito feliz em ouvir essas palavras e saber que Levy escolheu a pessoa certa. O problema é que tivesse problemas com o diretor Makarov por causa dos tempos remotos que tivemos aqui. Ele pediu para que eu mudasse-a de escola por causa disso.

–– Como? –– Gajeel perguntou por mim, pois em meu estado, era impossível falar algo. Mas por dentro eu estava assustada.

–– Ele me disse que eu não poderia ficar sem pagar, mas deixaria a maré de preocupações passassem para mim e Honnei –– ele suspirou. –– Por isso teríamos que mudá-la para uma escola aqui de Tóquio e eu sei que ela tem muita capacidade para isso.

Eu estava entendo tudo que ela dizia. O caso era a escola, não ela. Tive mais vontade de chorar, mas me segurei. Gajeel não mudava sua face séria e sem expressão, ele estava entendo, eu sabia daquilo.

–– Então você quer dizer que ela realmente terá que mudar de cidade? –– ele a olhou.

–– Infelizmente, sim –– ela entristeceu. –– Sinto muitíssimo. Mas eu sei que ela poderá te visitar, pelo menos até terminar a escola e nas férias que será poucas.

Não consegui segurar minha tristeza e coloquei as mãos em meu rosto, chorando sem piedade, mas baixo. Nunca pensei em chorar por um garoto ou namorado, mas não consegui mais me segurar. Gajeel fechou os punhos, tentando segurar sua dor.

–– Deixarei vocês conversarem –– ela parecia extremamente triste e talvez quisesse dar privacidade a nós dois. –– Espero que isso não mude o que vocês têm.

Continuei chorando, deixando as lágrimas descerem sem dó. Gajeel se virou para mim e me aconchegou em um abraço apertado, e era como...

Como se dissesse adeus.

Tirei a mão do rosto e o olhei. Seu olhar era pura dor. Segurei o seu rosto em concha e funguei, deixando outra lágrima cair. Ele a limpou e tentou sorrir.

–– Está tudo bem –– disse. –– Vamos nos ver de pouco em pouco.

–– Não! Eu quero ficar com você! –– praticamente gritei, puxando sua blusa.

–– Levy, não era você que estava tão madura? –– ele franziu o cenho tentando ser divertido, mas ao mesmo tempo, tentando me acalmar. –– Não vamos terminar.

–– Mas... eu... –– fechei os olhos, chorando mais.

–– Olha pra mim –– ele segurou meu rosto e me deu um beijo singelo. –– A gente se ama, certo? –– concordei com a cabeça, ainda chorando. –– Quando terminarmos o terceiro ano, nós vamos nos reencontrar. E nas férias eu venho te visitar sempre, que tal?

Eu sabia que Gajeel estava sofrendo tanto quanto eu, mas ele realmente queria que eu ficasse com minha família e me deixasse mais tranquila. O que ele não entendia era que ele também era minha família e meu tudo que eu nunca tive para me proteger, para me amar e ser amado ambiguamente por mim.

–– Vai demorar muito –– solucei. –– Quero você comigo.

–– Mas eu vou estar, sempre vou estar. –– beijou minha testa com ternura.

–– E você? Vai continuar morando sozinho?

–– Sim, mas ainda vou ter minha banda, está tudo bem.

–– Não está, não. Nunca vai estar. –– ele limpou minhas lágrimas. –– Não sei se vou conseguir ficar mais de um ano longe de você e vê-lo pouquíssimas vezes.

–– Mas é claro que vai, eu sei que você vai conseguir. –– ele ficou sério e ajeitou meus cabelos. –– Vamos falar com sua tia, temos que buscar suas coisas no meu apartamento.

Eu não queria aceitar aquilo, mas eu conhecia Gajeel e tinha certeza que ele não iria desistir. Ele, no fundo, não queria que eu ficasse na casa de Loray de jeito nenhum, mas era o único modo. Não pensei que fosse doer tanto.

De alguma maneira eu estava vendo que esse tempo iria parecer mais do que um ano e meio. Mais como uma década. Vê-lo apenas nas férias não me satisfariam. Não iríamos passear ou fazer amor...

Eu teria que fazer algo para não me esquecer dele, e foi isso que pensei quando ele pegou minha mão para procurarmos Loray.

–– Gajeel. –– corei e segurei a manga de sua blusa.

–– Sim? –– ele se virou e me encarou com seus olhos rubros.

–– Eu preciso... –– senti vontade de chorar novamente e o abracei. –– Eu preciso fazer amor com você antes de me despedir...

Senti os músculos de Gajeel se enrijecerem. Ele tocou ambos meus braços e me encarou com desejo, paixão e ao mesmo tempo, dor. Não que eu estivesse propícia a fazer algo com toda aquela tensão, mas eu precisava fazer amor novamente com ele, era a última de muito tempo.

–– Nós não podemos fazer isso aqui. –– ele gaguejou um pouco para falar.

–– Eu sei –– suspirei. –– Vamos voltar para Fiore. Eu direi para Loray me buscar amanhã, pois devo me despedir de Lucy e os outros.

–– Não é óbvio que ela vai querer que seu tio deixe você e eu lá?

–– Não, eu vou falar com ela. –– dei um beijo em Gajeel e procuramos minha tia.

–– Tudo bem –– ele sorriu. –– Vou fazê-la amada mais do que já é, minha baixinha.

Senti meu rosto enrubescer. Saímos em busca de Loray e avisamos sobre o que eu queria. Eu disse a ela que eu queria voltar para me despedir de Lucy e os outros, como o planejado e que também doeria muito. Tirando Gajeel, eu morreria de saudades de Lucy e suas brincadeiras de mau gosto.

Como eu suspeitava, Loray queria que eu fosse com Honnei já que ele estava perto de chegar, mas eu recusei. Ela insistiu para pagar nossa passagem, e de uma forma ou de outra, fiz Gajeel aceitar para não fazer desfeita da boa ação de minha tia.

Nos despedimos brevemente e pegamos outro ônibus depois de termos tomado banho, trocado de roupa e comido. Meu coração estava apertado e eu só pensava em ter que ficar muito tempo sem Gajeel e que isso seria horrível.

[...]

–– Finalmente. –– disse Gajeel, jogando sua bolsa no sofá.

–– É... –– toquei meu braço, entristecida e recostada na porta de seu quarto.

Olhei para o apartamento que, com certeza, eu sentiria muitas saudades. Gajeel se virou para mim e deu um sorriso fraco. Não retribuí e segurei minha vontade de jogar tudo para o alto, mas não podia.

–– Levy –– ele suspirou e foi até mim, me dando um abraço apertado e beijando meus lábios entreabertos. –– Quero você.

–– Eu também. –– pus meus braços em volta de seu pescoço e o beijei mais profundamente.

Gajeel retirou a blusa e me prensou contra seu peitoral másculo. Suspirei quando seus lábios chegaram até meu pescoço. Uma forte onda de paixão percorreu minhas veias. Ele usou sua língua para me deixar mais frágil a ele, então, gemi como resposta.

Ele me colocou no colo como alguém que ele queria proteger e cuidar o resto da vida e me levou até o quarto com beijos languidos e comoventes. Quando ele fechou a porta, suas mãos e moveram até minhas roupas e a retiraram com cuidado, fazendo-me sentir amada e desejada, e também, como um adeus.

Na cama, gemidos e sussurros preenchiam o quarto de Gajeel. O movimento de nossos corpos eram ritmados e cheios de amor. Ele me falava coisas totalmente inebriantes em meu ouvido e, ao mesmo tempo, me deixando com menos vontade de deixá-lo. Daquele modo seria mais difícil para mim.

Depois de várias estocadas, ambos explodimos em um gozo comprometedoramente grande. Gritamos o nome um do outro e caímos cansados na cama.

–– Não quero pensar que amanhã estaremos separados. –– eu disse, contornando meu dedo em toda a extensão de seu rosto. Ele virou o rosto e beijou a palma de minha mão.

–– Vai ser difícil –– disse Gajeel, com muita tristeza na voz. –– Tentarei não chorar quando pensar em você.

Arregalei meus olhos e beijei seus lábios com precisão.

–– Nem pense em chorar, por favor. –– solucei. –– Se eu souber que você está sofrendo, não vou aguentar...

–– Vamos nos falar todos os dias por celular, o.k? –– sorriu.

–– O.k. –– sorri.

E então, depois que me despedi de todos os outros e chorei um pouco mais...

...Chegou o dia de ir.

Notas finais
E agora? ;=; Reviews com opiniões e facadas? ♥