A Baixinha E O Metaleiro

31 Capítulo 28 –– Previdência


Notas iniciais
O Nyah não me deixa colocar toda a mensagem ;=; Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii ♥ To emocionada demais, cara! A gente praticamente alcançou os 40 comentários com o capítulo anterior, acreditam? O que eu posso pedir mais? Leitores adoráveis e malucos do meu lado e ainda comentam sempre. Eu pensando que a gente ia chegar até 500 e pouco e fomos até 542; posso pedir mais? HAEUAHEUAHUHEUHA EU AMO VOCÊS. KAROLLIIIIIIIIIIIN, OBRIGADA PELA RECOMENDAÇÃO, SUA VACA NO CIO ♥ Um exemplo de leitora que recomenda, mas não favorita. AHEUAHEUAHUEHAUE Te odeio. *n* Me torturei para responder todos os reviews sem morrer. AHEUAHEUAHUE Eu sempre vou querer falar com vocês. *-* Peço que não parem com esses reviews maravilhosos. Eu piro a cada comentário que recebo ♥ Será que conseguimos chegar até 20 recomendações? AHEAHEUAHEUA qqqqq Vamos dramatizar as coisas? AHEUAHEUAHEUAHE Afinal, as coisas não são apenas flores. e-e Aproveitem o capítulo e boa leitora a todos. *-* ~esse Nyah bugado quase me mata de raiva.

Capítulo 28 –– Previdência

Meus olhos se ajustaram bem lentamente enquanto eu abria-os. Eu senti que não estava vestida com absolutamente nada, apenas um lençol cobria a minha nudez. Esfreguei meu rosto com as costas de minha mão e senti que estava deitada sobre um peito macio e musculosamente gostoso. Senti a respiração de Gajeel subir e descer, tranquilamente, de acordo com seu sono leve.

Quando me dei conta das coisas que havia feito na noite passada, senti minhas bochechas esquentarem. Eu ainda não havia me mexido, pensei em como sair daquela posição para poder fazer o que eu queria antes que ele acordasse.

Com movimentos precisos e cautelosos eu consegui sair de seu peito sem ele acordar. Minha intimidade ardia um pouco. Eu estava dolorida depois da noite tão quente. Me sentei na cama e olhei para seu rosto tão belo. Ele estava com uma face tranquila. Eu quase achei que ele fosse daquele jeito, fofo. Mas lembrando-me do que ele havia feito, não mesmo. Meu coração batia acelerado só de pensar que ele estaria nu por debaixo daquele lençol, assim como eu.

Suspirei como uma mocinha apaixonada –– não que eu não fosse –– e me levantei, tendo que ficar nua por um momento para encontrar minha calcinha, o sutiã e uma roupa para usar.

Achei a calcinha embaixo da cama. Vesti com rapidez. Mas ao procurar meu sutiã e meu vestido, falhei. Gajeel o jogou em não sei para onde na noite passada. A única coisa que vi foi a blusa social de botão que ele usava na festa.

E foi com ela mesmo.

Quando vi que Gajeel estava sentindo minha falta na cama, coloquei a blusa. Perfeito, ele havia ficado como um minivestido largo. Fiquei descalça e abri a porta bem devagar para poder ir até a cozinha.

Chegando lá, me espreguicei e comecei a fazer o café rapidamente. Queria parecer alguém útil depois de uma noite de amor tão perfeita. Enquanto eu coava, senti braços longos e grandes me envolverem em um abraço. Tremi e suspirei logo depois.

–– O que é que você tá aprontando, hein? –– perguntou, fazendo uma voz manhosa e fuçando em meus cabelos com o nariz, me arrepiei de imediato.

Ah, Gajeel...

–– Fazendo café pra gente –– gaguejei enquanto falava. –– Não era pra você ter acordado agora, idiota.

–– Eu vi você peladinha procurando sua calcinha no quarto. –– ele riu abafado em meus cabelos. E o pior era que ele ainda tinha rimado o “peladinha” com “calcinha”. Corei extremamente e saí de seus braços para olhá-lo nos olhos.

–– Pensei que estivesse dormindo, seu... –– coloquei as mãos no rosto, morrendo de vergonha.

–– Digamos que eu tenho um sono leve –– piscou um olho e me deu um beijo. –– Eu termino o resto, não quero ter um segundo hound com você agora, está dolorida, não é?

Não consegui falar, apenas senti sua mão passear pelas minhas costas e descer. Me afastei e acenei rapidamente com a cabeça.

Ele estava usando uma bermuda larga, mas não estava com nenhuma blusa. Gostoso.

–– Vou tomar banho. –– minha voz falhou, mas quando tentei ir, ele segurou meu braço.

–– Banho? Sozinha? –– ele arregalou os olhos como se aquilo fosse de outro mundo.

–– É claro, com quem mais eu tomaria banho?

–– Idiota –– apertou meu nariz, rindo. –– Vou tomar banho com você.

–– M-Mas você disse que-

Ele riu, me segurando pela cintura: –– Boba, não vou fazer nada, ok? Só quero um pouco mais de intimidade com você; a não ser que não queira.

–– Não, tá tudo bem. –– eu nem sabia o que queria, mas o pedido cheirava bem.

Gajeel sorriu e colocou as coisas na mesa enquanto eu esperava pacientemente. Quando ele o fez, pegou minha mão e me levou até o banheiro. Eu estava um pouco nervosa, mas não com medo. Eu teria que pegar algumas informações secretas com a Lucy. Também pensei no que ela diria quando eu contasse sobre o que havia acontecido depois do aniversário do “coroa”.

Quando ele abriu a porta, nós entramos. Ele retirou sua bermuda sem nenhum pudor, logo depois a cueca. Meus músculos se enrijeceram e eu suspirei baixinho, ainda com a blusa dele.

–– E você? –– ele perguntou, indo até o box do banheiro.

–– E-Eu? –– corei, tentando não olhar para baixo.

–– Pode tirar a blusa e colocar nesse gancho aí. –– ele apontou para um gancho para toalhas e abriu o chuveiro para molhar o rosto.

Sensual...

Respirei fundo, tentando parecer tranquila e retirei a blusa e logo depois a calcinha. Não olhei para Gajeel, pois sabia que ele me olhava através da água que caía.

Segurei meu braço com a outra mão e olhei para o chão. Gajeel esticou a mão para mim do box e eu o olhei. Como eu imaginava. Ele estava excitado e nem se importava. Corei um pouco e segurei sua mão com um aperto no ventre.

–– Não reclame da minha situação, sou um homem e você me excita. –– resmungou, me colocando debaixo da água. Soltei um grito fino, pois ela estava gelada de propósito.

–– Para! Tá gelada!

Ele deu sua risadinha típica e me abraçou, dando um chupão forte em meu pescoço.

–– Você não tem noção de como seu pescoço está marcado. –– ele riu.

Merda.

–– Eu vou te matar, Gajeel –– sussurrei, sentindo prazer ao seu abraço. –– Amanhã eu tenho aula, desgraçado.

–– Coloque o cachecol –– riu. –– Você fica linda com ele.

–– Eu tenho certeza que o pessoal vai desconfiar. –– revirei os olhos, saindo de seus braços e pegando o sabonete.

–– Passa sabonete em mim? –– perguntou com malícia, corei.

Concordei com a cabeça e me aproximei.

[...]

–– Meu Deus, olha o horário! –– exclamei quando saía do banheiro enrolada em uma toalha, com Gajeel.

Passamos quase uma hora no banho. Àquela hora, o café já havia formado uma geleira por cima. Não foi possível raciocinar sobre isso quando Gajeel trocava carícias deliciosas comigo.

No banho, quando passei sabonete em seu corpo. Ele ficou “um pouco” mais excitado que o normal. Por algum motivo eu não senti vergonha e dei um tempo para ele se aliviar. Sem aguentar, nos beijamos muito quando ele passou sabonete em mim. Eu também estava excitada, mas não pensei em contá-lo.

O máximo que ele conseguiu foi tocar meus seios. Depois disso, eu dei um ponto final ao banho –– e ele que disse que não faria nada. Ok.

–– O que eu posso fazer? Eu pensei que podia me controlar –– rosnou e foi em direção ao seu quarto. –– Vou fazer o resto do café, pode ir se trocar.

Ri muda e saí até meu quarto. Vesti uma roupa casual rapidamente e me olhei no espelho para procurar alguma diferença em mim.

Diziam que, quando a garota perdia a virgindade, ela ficava diferente. Eu percebi. Minhas bochechas estavam coradas e eu parecia mais viva e com um sorriso mais sincero que o normal –– tirando o fato de que eu estava repleta de chupões e marcar roxas em meu pescoço e peito. Suspirei pensando na noite tão inesquecível que tive com Gajeel. Teria que tirar algumas dúvidas com Lucy no dia seguinte.

Voltei até a cozinha e vi o café quente –– lê-se: requentado. Gajeel estava completamente vestido.

–– Cheira bem. –– sorri travessa, me referindo às torradas.

–– Ah –– ao perceber que eu estava lá, sorriu. –– Pode pegar.

Peguei uma e provei: –– Sabe, tenho uma leve impressão que você sabe cozinhar, mas não admite pra mim.

Gajeel travou, mas voltou a se mover rapidamente: –– Nada a ver, eu aprendi a fazer o café da manhã, sabe? Eu morava sozinho antes. –– mostrou a língua para mim.

–– Ok, ok. –– fingi me dar por vencida e me sentei à mesa.

Quando ele acabou, comemos normalmente, conversando sobre as provas que já eram naquela semana. Depois, fomos estudar, mas cada um em seu quarto. Não daria certo estudarmos juntos –– tirei essa conclusão nos tempos em que Rogue estava conosco.

À tarde, namoramos um pouco no sofá. Eu tinha certeza que Gajeel queria fazer amor comigo de novo, mas eu precisava de pelo menos aquela semana para ficar bem novamente e tentar de novo.

Já à noite, pedimos pizza por telefone. Depois do jantar, foi o momento de decidir onde eu dormiria.

–– Óbvio que você vai dormir no quarto comigo! –– disse Gajeel, franzindo o cenho.

Mordi os lábios, pensativa.

–– Eu sei que eu devia, mas você vai tentar algo, eu sei. –– fiz biquinho.

–– Não vou, baixinha, eu juro. –– ele mostrou as mãos em rendição. Ri.

–– Jura mesmo? Cuidado, juramentos quebrados...

–– Tá, tá –– respirou pesado. –– Pra você confiar em mim, eu juro... –– pensou um pouco. –– a ida de você do apartamento.

Arregalei os olhos.

–– Bem, acho que você vai cumprir bem –– ri. –– Duvido você querer que eu saia daqui.

–– Por isso mesmo. –– sorriu com sarcasmo.

Ficamos assistindo alguns filmes na televisão até dar sono. Fomos dormir mais cedo por causa da aula de segunda. Coloquei um short de algodão verde e uma regata combinando. Gajeel me ouviu e não dormiu de cueca –– eu que não iria me segurar à noite. Ele colocou uma bermuda larga e se deitou, logo depois fiquei ao seu lado.

Senti seu queixo ficar em cima de minha cabeça e seu corpo colar ao meu. Eu não iria pedir para ele parar, aquilo estava ótimo.

De repente me lembrei de algo que ele havia me dito noite passada.

–– Gajeel? –– o chamei baixinho, sob o escuro.

–– Hum?

–– Ontem você me disse algo tão fofo antes de eu dormir. –– mordi os lábios, sorrindo.

Senti-o sorrir.

–– Que eu seria seu?

–– É. –– corei.

–– Não tem nenhuma mentira sobre isso.

Fiquei receosa antes de perguntar: –– Você também acha que nós ficaremos juntos... pra sempre?

–– Por que não?

–– Não sei, tenho medo de acontecer algo e nós terminarmos. –– fiquei séria de repente.

–– Por mim, nós não vamos terminar.

–– Fico feliz –– sorri fraco. –– Boa noite.

–– Boa noite, baixinha. –– ele beijou o topo de minha cabeça e adormecemos.

[...]

Eu e Gajeel corremos até a porta da escola. Estávamos atrasados como de praxe. A sensação de dormir com ele atrás de mim foi tão boa que nem tive noção do tempo que estava passando como um foguete.

–– Espera! –– gritei ao porteiro que quase fechava as portas. Ele foi bom e nos deixou passar. –– Obrigada.

Ofegantes, fomos até nossa sala. Por sorte o professor não estava lá, estranhamente já estava na hora da aula. Vi Lucy acenando para mim. Me despedi de Gajeel com um selinho e fui até ela.

–– Meu Deus, Levy, que cara de felicidade é essa? –– Lucy perguntou enquanto eu sentava atrás dela.

–– Espera, primeiro me responde, cadê o professor?

–– Ele faltou, sua sortuda de merda –– ele fez uma carranca e eu ri. –– Mas não fuja do assunto! Por que essa cara de quem foi até o céu voando e voltou?

–– Eu preciso te falar em um lugar mais tranquilo. –– sussurrei em seu ouvido.

–– Não precisa, fala baixinho que eu te escuto. –– ela mordeu os lábios. Provavelmente já sabia.

Me aproximei mais: –– Eu e o Gajeel... Primeira... Juntos...

Lucy abriu a boca lentamente e olhou para mim. De repente um sorriso apareceu em seus lábios. Até estranhei ela não ter pulado e me agarrado pedindo por detalhes.

Lentamente se formou um sorriso malicioso e ela perguntou: –– Depois do casamento, não é?

–– Cala a boca, Lucy! –– corei absurdamente e dei um tapa em seu braço. Realmente, eu também sabia que isso não daria certo.

–– Eu sabia que vocês, morando juntos, iam fazer isso –– ela riu. –– E foi bom?

–– Ah, primeira vez nunca é cem por cento, mas ele foi muito fofo... –– corei, dando um pequeno sorriso.

–– Ai, que fofo! As próximas vezes serão melhores, não se preocupe. –– sorriu, me deixando com uma cara de idiota sonhadora.

–– E o Natsu?

–– Ah, a gente vai indo de bem a melhor –– disse. –– Nosso casamento só vai sair em janeiro, infelizmente.

–– E você já vai ter tido o bebê, certo?

–– Sim –– sorriu. –– Estou ansiosa para saber como é a sensação. Tirando o fato de que você fica parecendo uma baleia. –– choramingou.

–– Você vai aturar as dietas, não se preocupe. –– brinquei.

Ficamos conversando o resto da aula perdida até a próxima. Um pouco antes de o professor chegar, recebi uma mensagem em meu celular. Só poderia ser de Gajeel, pensei já sorrindo e abrindo a mensagem, excitada.

Meus olhos se arregalaram ao lê-la. Não, não podia ser.

De: Titia Loray.

Oi, querida, tudo bom? Estou muito feliz em te dar essa notícia! Eu e o seu tio conseguimos subir com a empresa novamente. E sabe o que é o melhor? Estou querendo te colocar em uma escola aqui perto da cidade. Ela é muito melhor que essa e você vai amar! Eu sei que ficar longe de Lucy e seus amigos será difícil, mas aqui será bem mais prático, certo? Já é quase uma adulta e irá fazer uma ótima faculdade e poderá rever seus amigos quando quiser.

Posso estar parecendo egoísta, mas seu tio e eu tivemos essa única chance para você. Lembra-se quando te disse sobre sua mãe? Pois é, ela queria que eu cuidasse de você como se fosse uma mãe que ela foi. Espero você arrumar suas malas e retornar a mensagem, ok? Um beijo. :)

Ps. onde você morou? Está tudo bem, não é? ♥

Para: Minha Levy-chan.

Eu havia perdido meu chão.

Gajeel... Não...

Notas finais
Comentem! ♥ ♥ ♥