A Baixinha E O Metaleiro

28 Capítulo 25 –– Aniversário


Notas iniciais
OOOOOOOI, PESSOAL, TUDO BOM? *-* ATENÇÃO - Primeiro, quero fazer um merchan para minha nova FANFIC NALU. Isso mesmo, NaLu. Por favor, eu sei que tenho muitas leitoras amáveis aqui que adoram NaLu, por isso, podem acompanhar ou ler para ver se gostam? A Karollin quase me matou para postar logo a fic, então agradeçam a ela. *--* Link: http://fanfiction.com.br/historia/460395/A_Cat_In_My_Life/ Eu vou adorar se vocês fizerem isso por mim e comentarem alguma coisinha, ok? ♥ Ela está bem trabalhada. Enfim, um capítulo que eu dividirei em duas partes. Só espero que vocês não me matem no próximo. AHEAUEHAUHEAHE Mesmo assim, até lá. Boa leitura!

Capítulo 25 –– Aniversário

Eu não estava com medo. Muito pelo contrário, eu queria mais, muito mais do que apenas beijos, eu apenas estava com vergonha, mas eu tinha muita confiança em Gajeel. Ele tocava minhas costas por baixo de minha blusa com maestria, enquanto beijava toda a parte interna de minha boca, chupava, mordiscava e brincava com a minha língua. Eu estava ciente de que Gajeel sabia que eu adorava quando ele beijava e usava a língua em meu pescoço, e no momento, eu estava esperando ele fazer isso.

Mas ele não fez.

Gajeel, que brincava com as minhas costas, parou de repente e se afastou com um selinho tímido. Eu estranhei sua reação e tentei beijá-lo novamente, mas ele se afastou com um sorriso fraco.

–– Acho melhor a gente arrumar essa bagunça, olha só o chão. –– ele riu sem graça e me tirou de seu colo. E estava muito confortável.

–– Mas-

–– Ei, o macarrão! –– ele arregalou os olhos e tentou se levantar, mas eu o segurei pela manga de sua blusa.

–– Gajeel, eu acabei de colocar no fogo, não deve nem estar saindo fumaça. –– respondi com certa tristeza na voz; e abaixei o rosto. –– Eu devia saber que você ia se cansar de mim.

–– O quê? –– ele perguntou como se não estivesse acreditando no que eu dizia. –– O que quer dizer?

–– Você sempre ficava me beijando de um jeito que eu pensava que queria fazer amor comigo. –– minha voz falhou um pouco ao dizer as últimas palavras.

–– Levy. –– ele sorriu e me abraçou de um modo terno, me apaixonei mais. –– Eu queria, mas já tendo em mente de que não terminaríamos fazendo amor. –– seus músculos se contraíram ao dizer aquelas palavras, mordi meus lábios.

–– E por que não quer tentar mais?

–– Agora que você acha que está pronta, eu acho errado.

–– Mas eu quero!

–– Não acho que seja a hora. –– sorriu, me dando um selinho demorado.

Pensei comigo mesma e tirei a conclusão de que ele poderia estar certo. Se fosse acontecer, ia acontecer, eu não precisava ficar fazendo planos para beijá-lo e deixar o clima mais quente.

Sorri e acenei com a cabeça, Gajeel se levantou e depois me ajudou.

–– Aqui está horrível mesmo. –– ri e peguei um esfregão. –– Limpa, eu faço a comida.

–– Ok. –– ele sorriu e me deu outro selinho.

Gajeel limpou bem, mas ainda ficou um pouco úmido. Terminei de fazer a macarronada, comemos tudo e lavamos a louça em revezamento. Depois disso, fomos assistir um pouco de televisão, mas não aguentamos e acabamos aos beijos.

Enquanto estávamos em um ótimo momento, o celular de Gajeel tocou.

–– Um momento. –– ele disse, com irritação.

–– Sem problema... –– sorri timidamente.

Gajeel alcançou seu celular que estava na mesinha a nossa frente e atendeu. Um pouco depois ele deu um pulo no sofá, até eu me assustei.

–– Oh, claro que sim. –– ele sorriu. –– Vou levá-la, mas e o equipamento? –– ele olhou para mim e tocou minha perna, sorrindo. Corei. –– Ok, então encontro vocês na casa dele, até. –– e desligou.

Ele encerrou a chamada e jogou o celular na mesa. Me pegou pelo braço e pôs a mão na minha cintura.

–– Onde estávamos?

–– Q-Quem era ao telefone? –– perguntei, enquanto ele beijava meu pescoço, reprimi um gemido.

–– O Sting, lembra? O vocal da minha banda. –– deu outro beijo em meu pescoço. –– Ele avisou da festa e disse que vai com o resto do pessoal no carro do Freed.

–– Entendo, por que eles não vêm te buscar?

–– Porque eles moram perto um do outro, e a casa do Jose é para o oeste.

–– Ah, tudo bem, então... –– fiz um carinho em seu cabelo, enquanto ele dava beijos ao redor de minha boca. –– Já são que horas?

–– Umas 17h.

–– Caramba, passamos tanto tempo aqui na sala?

–– Talvez. –– riu. –– Deve ser porque você ama me beijar e não queria parar.

–– Eu? Ok. –– fingi uma risada ridícula e bem falsa. –– Você que fica me fazendo essas carícias de segundo a segundo!

–– Confesso que eu gosto de ouvir você suspirar. –– riu com o nariz, eu sorri.

–– A festa vai ser mesmo amanhã, não é?

–– Por que fala tanto na festa? Está preocupada com algo?

–– Sim, não gosto de ficar rodeada de homens, eu tenho certeza que eles são altos. –– fiz um biquinho e me ajeitei no sofá, ele riu.

–– Bem, eles são mesmo. Não ache que eu vou deixar você sozinha, tirando o fato de quando eu for tocar e cantar.

–– Eu vou ficar pertinho de você, ok, papai? –– brinquei.

–– Ótimo. –– riu.

–

[...]

–– Levy, você tá pronta? –– berrou Gajeel da sala, eu calçava minha sapatilha rapidamente.

–– Já estou indo!

Eu havia me atrasado para começar a me arrumar. O presente estava jogado em cima da cama. Contei para ele sobre o presente apenas algumas horas antes, e ele não pestanejou muito, o que foi muito bom. Já estava quase na hora da festa e eu passava um lápis de olho bem discretamente, junto com a roupa que eu tinha escolhido. Eu fiquei bem.

Saí do quarto com presente embrulhado em mãos. Gajeel estava lindo com uma blusa social e calças jeans. Perguntei se ele ia tocar com aquelas roupas e ele respondeu que sim, pois eles não ficar a noite toda tocando e a festa não seria ao estilo do rock, fiquei até feliz com essa notícia.

Fomos rapidamente para a rua e chamamos um táxi as pressas. Lá, Gajeel me disse que eu estava linda e tentou me beijar, mas meu batom rosa claro ainda estava fresco.

–– Quer dizer que não vou poder te beijar tão cedo?

–– Isso mesmo, não até meu batom secar. –– sorri.

–– Beleza. –– ironizou e emburrou o rosto, ri.

No percurso, ficamos segurando a mão um do outro. Ele ligava de minuto em minuto para seus amigos, avisando que estava chegando. A festa ia começar às 19h, estávamos indo às 17h30m.

As comidas, cada um tinha dado uma quantidade de dinheiro para que Bickslow comprasse. Eu estava bem calada em meu lugar no banco, esperei não ficar solitária naquela festa e pensei na “coroa” que estaria lá. Quem seria ela? Pensava.

Quando o táxi parou, eu vi um apartamento gigante. Era muito grande e não chegava aos pés do nosso, mesmo sendo enorme também. O local onde estávamos era na área nobre da cidade, e Gajeel não havia me dito que ele era rico daquele jeito.

Saímos do táxi e Gajeel pagou o senhor do táxi. Eu ainda estava aturdida enquanto ele segurava minha mão e me levava para dentro. Lá era mais lindo ainda, as cores se misturavam nas paredes cor de mel e até o cheiro do lugar era bom.

–– Cadê o pessoal? –– perguntei, olhando para Gajeel.

–– Na frente do quarto do Jose. Já falaram com a recepção sobre a festa e eles ajudaram a gente com os preparativos. –– sorriu. –– Vem, vamos subir as escadas.

–– Ok. –– sorri.

Subimos até nosso destino, quando vimos alguns homens com vários equipamentos de música, paramos.

–– Até que enfim, meu Deus! –– exclamou um deles, de cabelo verde.

–– Foi mal, ainda temos tempo. Como estão os preparativos?

–– O pessoal do hotel já cuidou disso, só estamos esperando você chegar e abrir essa porta. –– meu Deus, ele tinha a chave e eu nem sabia. Se eu soubesse, não teria demorado muito.

–– Espera, apresenta aí. –– um cara de cabelos arrepiados perguntou, olhando para mim, sorri fraco.

–– Essa é a Levy, eu já disse dela pra vocês. –– disse, segurando minha mão.

–– Opa, vocês já estão juntos há muito tempo, hein? –– perguntou o loiro, e eu já o conhecia. Sting. –– Eu já te vi na escola. –– acenei com a cabeça, concordando com ele e sorrindo.

–– Até que estamos, sim, não é, Levy?

–– É-É. –– respondi, corando aos poucos. Os garotos me olhavam muito.

–– Enfim, esse é o Freed e esse o Bickslow.

Eu até que achei um grupo de quatro pessoas bem pouco. Eu descobri que Bickslow era o baterista e Freed o baixista. Fiquei curiosa para ver aquele quarteto tocar.

Gajeel abriu a porta e conversava com o pessoal, tirando a guitarra de suas costas. Todos eles usavam roupas adequadas para uma festa. Eu os seguia e olhei o hotel. Meu Deus, ele era grande demais. Tinha um segundo andar e era terrivelmente bonito. Tudo estava decorado com balões e havia um bolo com várias guloseimas doces e salgadas.

Eles foram arrumar os equipamentos em um espaço bem grande que tinha na sala. Eu sentei no sofá e fiquei vendo-os. Gajeel olhou para mim e piscou um olho, eu dei-lhe um beijo distante e discretamente.

As horas se passaram rapidamente, então ouvi Bickslow comentar algo:

–– Ei, quer dizer que a gostosa da Evergreen vai vir?

–– Vai, sim, ela é amiga do Jose e eu a chamei. –– disse Gajeel, sorrindo.

–– Porra, ela ainda tá namorando o Elfman?

–– Sim, ele vai vir, também. –– ele deu um soco no ombro de Gajeel, que riu.

Foi daí que eu me lembrei de que Elfman era o irmão de Lisanna e de Mira. As populares e pegadoras da escola, amigas da Cana, infelizmente.

Ouvi a campainha tocar e fui abrir, pois os rapazes estavam ocupados. Era uma mulher de cabelos castanhos claros e bem compridos, estava ao lado de Elfman, eu descobri quem era de cara.

–– Olá, a festa do Jose já começou? –– perguntou a mulher, bem alegre.

–– Q-Quase, os garotos estão acabando de pôr os equipamentos. –– dei espaço para entrarem. –– Entrem.

–– Você é da família? –– perguntou ela, entrando.

–– Não, eu vim com Gajeel. –– sorri e fechei a porta.

–– Ai, meu Deus, você é a Levy? –– ela abriu a boca em “o”.

–– S-Sim, você me conhece?

–– Claro, o Gajeel me disse sobre você. –– sorriu. –– Esse é o Elfman.

–– Irmão de Mira e Lisanna, certo?

–– Isso mesmo. –– sorriu, deu um selinho em Evergreen e foi até os rapazes.

–– Quer sentar? –– perguntei, apontando para o sofá.

–– Como quiser. –– sorriu.

[...]

Ficamos esperando Jose chegar, e os convidados já estavam a postos. Realmente não tinha mais nenhuma mulher, apenas nós duas. Ouvimos a campainha tocar e todos apagaram a luz achando que fosse Jose.

Mas não era.

Era um cara totalmente bêbado que entrava, rindo muito. Paralisei e saí de perto da porta rapidamente.

–– Bacchus, caralho, você já tá bebendo? –– perguntou Freed.

–– Sim. –– ele riu novamente e foi até o sofá, com uma garrafa na mão. –– Não espero, não, bebês.

Eu não conseguia falar, estava com medo. Por um longo tempo eu não via alguém como ele. Com aquele grau de bebida, eu rapidamente me lembrei de meu pai. Meu sangue gelou e minhas pernas tremeram.

Gajeel olhou aos arredores para me procurar, mas não me encontrou. Eu estava bem distante do pessoal. Bacchus, pelo menos ainda não tinha me visto.

–– Apaguem as luzes, ele está chegando! –– avisou Sting, fechando a porta.

Evergreen estava ao lado de Elfman, sorrindo muito. Ela parecia alguém legal, pelo menos.

Alguém abriu a porta lentamente e pôs a mão no interruptor de luz. De repente todos gritaram um “Parabéns” e correram para abraçar o senhor de cabelos tingidos de vermelho que ainda não acreditava no que via.

Vi que as pessoas que tinham abraçado-o, saíram de perto e se sentaram nas cadeiras e poltronas que tinha ali. Então, só sobrou Gajeel e Jose.

Ele abraçou Jose, que já dava indícios de emoção. Eu passei bem longe de Bacchus, que nem gritou nada e fui até Gajeel.

–– Levy! Onde você estava?

–– E-Eu-

–– Quem é ela, Gajeel? –– ele perguntou, tentando se lembrar de mim.

–– Bem, é a minha namorada. –– ele sorriu.

–– O quê? –– ele ficou pasmo e tocou minha mão. Corei. –– Você é a famosa namorada do Gajeel?

–– Famosa? –– perguntei, ainda corada.

–– É porque todos nós queríamos conhecer você. –– ele sorriu.

–– Eu estou apaixonado por ela, sabe? –– ele riu e segurou minha cintura.

–– Estou muito feliz por você, Gajeel. Espero que dê certo entre vocês dois.

–– Obrigada. –– sorri. –– Deixei meu presente na mesa, ok?

–– Presente? Nossa, não precisava.

–– Tudo bem, Jose, ela é bem teimosa. –– disse Gajeel.

–– Então ela combina com você. –– nós três rimos.

A festa estava ótima. Bacchus não saía do sofá e isso era ótimo. Eu percebi que ele olhava muito para mim, mas eu ficava atrás de Gajeel todo o tempo e segurava sua mão para que ele entendesse o recado.

E quando chegou a hora da banda tocar, eu fiquei muito ansiosa e me sentei perto de Evergreen. Gajeel pegou o microfone de Sting e olhou para Jose.

–– Bem, estamos aqui pra comemorar a festa do nosso vovô. –– ele riu e Jose lhe mandou o dedo do meio. Caramba, ri internamente. –– Essa música é para relembrar nossos tempos de quando você nos ajudava a melhorar na banda, mas a letra dela vai para a Levy.

Corei imediatamente e olhei para todos que me encaravam com um sorriso malicioso.

Deus, que vergonha eu senti.

Notas finais
Reviews? Não esqueçam de passar na mina nova fic. ♥