A Baixinha E O Metaleiro

23 Capítulo 21 –– Pedidos, passados e descobertas


Notas iniciais
Oi, povo liiiiiiiiiindo *-* Estou aqui com mais um capítulo, e obrigada pelos reviews passados. Adorei ♥ Aqui está. Aproveitem . *u* Boa leitura ♥

Capítulo 21 –– Pedidos, passados e descobertas

–– C-Como é que é, Lucy? –– arregalei os olhos, incrédula. –– Você está o quê?

–– Estou com muito medo, Levy-chan... Meus pais ainda não sabem de nada.

Jesus. Nunca pensei que isso pudesse acontecer. Ok, ela e o Natsu nunca paravam quietos quando se tratava de “fazer amor” um na casa do outro. Pensei realmente que a Lucy fosse responsável e usasse proteção, tomasse pílula, não sei.

Respirei fundo antes de voltar a falar. Talvez fosse por isso que ela havia faltado os últimos dias de aula.

–– Me diz, você tá em casa? Eu vou até aí! –– minha voz exalava medo, eu não queria uma amiga grávida e deixada pelo causador daquilo.

–– O-O Natsu também tá vindo...

–– Como? Então quer dizer que ele vai... Ah, esquece, estou indo agora, melhor conversamos pessoalmente!

–– Por favor, vem rápido. –– e desliguei.

Será que o Natsu iria arcar com as consequências? Pensei enquanto ia ao meu quarto pegar uma bolsa para pôr o celular. Eu nem sequer sabia o que dizer a eles. O que eu os aconselharia? Eu diria para eles voltarem no tempo? Impossível, mais uma coisa me atormentava. Como saber se Natsu já estava sabendo da notícia? Fiquei tensa.

Quando saí do quarto, bati em um peito másculo e largo. Meu Deus, Gajeel. Eu estava tão aturdida que nem me lembrei dele, e pior, aquele joguinho estava quase se transformando no fim da minha virgindade, corei e o encarei, seu rosto era meio confuso.

–– Por que estava tão desesperada ao telefone? Aconteceu alguma coisa? –– perguntou realmente preocupado, mas eu tinha pressa.

–– A-A Lucy está precisando de mim, aconteceu algo terrível.

–– O que poderia ser?

–– O Natsu a engravidou –– suspirei, voltando a ficar nervosa, era melhor ele ficar sabendo. –– Ele também está indo para a casa dela.

Gajeel abriu a boca para dizer algo, mas logo a fechou de volta, estava tão assustado quanto eu. O mais constrangedor era que nós dois estávamos fazendo a mesma coisa que resultava em uma gravidez, agradeci Lucy mentalmente por ter telefonado, mas a gravidez realmente me deixou sem palavras.

–– Caramba, não acredito.

–– Pois é, nem eu. Preciso ir agora...

–– Vou com você.

–– O-O quê?

–– Natsu é meu amigo, esqueceu? Mesmo que a gente brigue pra caralho, quero dar um apoio aos dois.

–– Não sei se a Lucy vai querer...

–– Não é totalmente pela Lucy, mas sim, pelo Natsu. Se não fosse por ele, ela não estaria grávida.

Corei diante dele. Ela achava mesmo que eu não sabia? Até porque a gente estava em um momento bem oportuno. Balancei a cabeça para tirar aquelas lembranças libidinosas, minha amiga precisava de mim.

–– Tudo bem, quer se trocar antes de sair?

–– Não, já troquei de roupa mais cedo. Podemos ir.

Pegamos um taxi e fomos para sua casa. Não quis brigar com Gajeel, mas paguei a metade ao taxista. Ele não se opôs muito com a minha decisão, estávamos tensos com as últimas notícias, e eu só queria ver Lucy.

E seu pai? Ela não tinha mãe, ela havia morrido quando Lucy era criança. A relação dela e de seu pai era terrível, seu pai não morava na mesma cidade que nós, era um homem ocupado, mesmo assim, Lucy nunca deixou se ser risonha e engraçada.

Quando chegamos a sua casa, bati na porta repetidamente, e sem demorar muito, Lucy atendeu, com indícios de que estava chorando muito. A abracei ternamente, Gajeel pareceu um pouco constrangido, então a soltei.

–– Amiga, eu trouxe Gajeel, ele quer conversar com Natsu.

–– Ok... Ele já chegou...

–– E... ele já está sabendo da “novidade” –– ele perguntou, com um pouco de pena ao ver Lucy.

–– Não... eu quero contar para ele agora, mas estou com medo.

–– Nós não vamos nos intrometer, Lu-chan, você mesma tem que dizer isso. –– eu disse, confiante.

–– É verdade, temos que ver a sua reação, também.

–– Tudo bem.

–– Vamos entrar, ok, Lu-chan?

–– Ok... –– e abriu mais a porta para entrarmos.

Logo vi Natsu de pé, perto do sofá, parecia uma série de coisas; nervoso, irritado, com medo... Ao entrarmos, olhamos para ele sem saber o que dizer.

–– Oi, Gajeel, Levy.

–– O-Oi. –– respondi.

–– Lucy me contou que vocês sabem, agora eu só quero saber o que é, não aguento mais ver você assim, meu amor.

Meu amor. Natsu a chamava assim, então tive esperanças, mas não totalmente. Eu e Gajeel nos sentamos e esperamos que ele sentasse também, mas não, ele continuou de pé, olhando para Lucy, que estava corada e chorosa.

–– N-Natsu...

–– Diga, meu amor... –– disse mais uma vez, sem se importar conosco. Gajeel, de repente, segurou minha mão.

–– Eu não sei como você vai reagir a isso, estou com medo de que não me queira mais...

–– Por que, Lucy? Por que diz isso? Eu já te disse que vou ficar pra sempre com você, só me dig-

–– Eu to grávida! –– soltou rapidamente, o interrompendo.

Lucy começou a chorar mais uma vez, pensando em ser abandonada como muitas, percebi o medo no seu rosto e pensei em me levantar, mas Gajeel me segurou.

Natsu estava boquiaberto, sua testa franzida, mas não com raiva, e sim, de pena. Aquele era o momento para ver o que ele realmente sentia por ela. Ele se aproximou, quase correndo, e a abraçou como se ela fosse uma boneca de porcelana, ela soltou um suspiro acompanhado por um gemido e o abraçou também, ela parecia tremer.

–– Natsu...

–– Você realmente achou que eu ia te abandonar? Eu fui o culpado por isso, desculpa...

–– Natsu... –– repetiu.

–– Estávamos tão apaixonados que nem sequer nos lembramos de usar camisinha, lembra? –– corei com a conversa dos dois.

–– Lembro... Mas e agora? O que meu pai vai pensar de mim?

–– Vamos a casa dele, ok? Quero pedir a ele sua mão em casamento.

–– O quê?

Nós duas abrimos a boca em “o” ao ouvir aquilo. Olhei para Gajeel, ele apenas sorria como se já soubesse a sua resposta.

–– Sabe que eu tenho muito dinheiro por causa do meu pai, não é? Agora eu tenho para quê usá-lo. –– sorriu, acariciando seu rosto molhado.

–– E-Eu estou tão feliz.

–– Eu também.

Me virei para eles dois e me levantei, eu estava mais feliz ainda.

–– Caramba, meus parabéns, Lucy –– sorri, indo abraçá-la. –– O Natsu realmente te ama.

Ele sorriu e foi até Gajeel, os dois se abraçaram. Olhei para Lucy e limpei algumas lágrimas dela.

–– Ainda tem medo?

–– Um pouco, mas de mesma maneira, Natsu não vai me deixar. –– sorriu timidamente.

–– Serei a madrinha do casamento, ok?

–– Com certeza! Você e o Gajeel.

–– Esperarei por isso... E os estudos?

–– Acho que posso terminar, mas vou ter que parar quando minha barriga começar a crescer...

–– Ei, Natsu, pode saber que se você fizer ela chorar... –– eu disse a Natsu, ele riu.

–– Não se preocupe, serei um ótimo marido.

Continuamos conversando por algum tempo. Natsu estava muito confiante, e isso fazia Lucy confiante também. Nunca imaginei que aqueles dois estavam tão apaixonados. Pensei se Gajeel também poderia ficar daquele jeito, e pelos meus cálculos, ele só fazia dito que me amava duas vezes, imaginei uma coisa para se fazer quando chegássemos em casa.

Quando chegou a madrugada, fomos para casa, não foi tão difícil pegar um taxi àquela hora. E na hora de pagar, Gajeel já estava relaxado e pagou tudo, fiz um careta de raiva, ele riu.

Entrei em casa cansadíssima, joguei minha bolsa no sofá e sentei. Gajeel sentou ao meu lado e pôs a mão na minha coxa. Ai, meu Deus, o que ele pretendia fazer? Corei e o olhei de canto, fingindo não me importar.

–– E-Estou feliz pela Lucy, mas engravidar cedo deve ser horrível... –– puxei conversa, pois Gajeel não dizia absolutamente nada.

–– É –– respondeu se aproximando mais de mim, senti sua respiração em meu pescoço, me arrepiei e fechei um dos olhos. –– Te arrepio? –– riu.

–– Não...

–– Ah, não? E o que é isso? –– esfregou sua mão na extensão de meu braço com os pelos eriçados.

–– É-É apenas... Gajeel, chega.

–– Chega de quê? –– se aproximou mais um pouco, virando meu rosto e me beijando apaixonadamente.

–– Hnn... –– gemi em seus lábios quando ele me colocou em seu colo, mas não com as pernas abertas, e sim, de lado.

Gajeel puxou meu pescoço, juntando novamente nossos lábios. Ele estava estranho, após falarmos com Natsu, ele ficou meio tenso, triste, não sei. E naquele momento estava possessivo, como se quisesse me beijar para esquecer alguma coisa.

–– G-Gajeel, ei...

–– O quê?

–– Aconteceu alguma coisa com você?

–– Não, nada...

–– Você parece sério demais, não sei, estranho. –– perguntei ainda em seu colo, mas com certa preocupação.

–– É porque não estou acostumado com um casal jovem e feliz ao saber que vão ser pais...

–– Como assim? –– saí de seu colo e me sentei ao seu lado.

–– É uma história antiga, você n-

–– Pode me contar, sou sua namorada... Eu... te amo.

Gajeel me olhou com os olhos um pouco arregalados, mas logo sorriu fraco. O que ele me escondia?

–– Fico feliz em saber que me ama, também te amo. –– corei um pouco e sorri timidamente, logo o beijei no rosto. –– Quer mesmo saber do meu passado?

–– Claro, quero saber mais sobre você.

–– Vem, vamos para o quarto.

Segurei sua mão e o segui.

Será que Gajeel, assim como eu, também tinha um passado obscuro?

Notas finais
Viiiiiiish, o que será que tem por trás do passado de Gajeel? D: Reviews? *-*