A Baixinha E O Metaleiro
19 Capítulo 17 –– Visitas inesperadas
Notas iniciais
Capítulo 17 –– Visitas inesperadas
Como em um feriado, eu queria sair. Completando: sair com Gajeel, que no caso não havia falado nada em relação de passearmos por conta de não termos aula ou algo assim. Eu arrumava minhas roupas no guarda-roupa depois de secá-las automaticamente. Pensei no que fazer e tive a ideia de ir até Gajeel, quem sabe ele se lembrasse do feriado e comunicasse comigo. Fui até a sala, onde ele estava.
Quando cheguei, o vi escrevendo algumas coisas em um papel e sua guitarra estava aposta para ser tocada, talvez ele estivesse ocupado, então apenas me aproximei até que ele percebesse minha presença, estava lindo com os cabelos úmidos do banho...
–– Ah, oi, Levy. –– sorriu olhando para mim e voltando a escrever.
–– Oi... o que está fazendo? –– perguntei sorrindo fraco e me sentando ao sofá que ficava de frente para ele.
–– Estou tentando compor uma música, pra ajudar o pessoal da banda, sabe? –– sorriu.
–– Hum, entendo, começou há pouco tempo?
–– Sim, quase agora, mas a música ainda está na minha cabeça, estou apenas escrevendo para não esquecer.
–– Interessante –– sorri, mas eu estava querendo um pouco de atenção. ––, então não vai ter tempo pra nada...?
–– Por que essa pergunta? –– me olhou um pouco confuso, mas logo sorriu maliciosamente deixando o caderno e a guitarra de lado. –– Quer namorar, é?
–– N-N-Não é isso –– meu Deus, como eu havia gaguejado, e ele estava se aproximando. ––, eu só quero saber mesmo, é-é que eu... E-Eu...
Gajeel me calou no momento em que pegou meu braço e puxou para perto dele, fui como uma pena e pousei em seus lábios, e não, não havia sido ele que iniciara o beijo, e sim, eu. Aproveitei que ele havia me encarado para dar iniciativa uma vez sequer.
Ele ainda estava espantado com meu ato, mas mesmo assim não parou e não demorou muito para infiltrar sua língua dentro da minha boca, começando aquele beijo ritmado de sempre, nunca deixando de ser ótimo, claro. Segurei seus ombros com minhas duas mãos, Gajeel segurou minha cintura com demasiada força, me fazendo gemer em seus lábios, logo me arrependi imensamente pelo ato que fiz. Ele foi me levantado até a parede mais próxima e me prensou contra ela, sem deixar de me beijar por um segundo. Era impossível não gemer em algumas horas, ele me tateava pervertidamente em todas as horas, e eu mal me movia.
Em um momento oportuno, Gajeel me levantou até que eu ficasse de sua altura, até porque beijar daquele jeito estava sendo horrível para meus pés que estava de ponta. Ele segurou minhas duas coxas para me segurar, Deus, como uma pergunta fez ocorrer tudo aquilo? Milhares de perguntas vieram em minha cabeça, mas por algum motivo eu não queria deixar de beijá-lo. Eu não sabia como eu consegui tanto fôlego para aquilo.
De repente Gajeel começou a parar o beijo, dando um final com pequenos selinhos também em meu queixo, aquilo me excitava muito, agradeci mentalmente por ele não ter beijado meu pescoço, ou me levaria à loucura. Gajeel me encarou lambendo os lábios, corei mais ainda, o mesmo pôs seus braços em volta de mim, pousando na parede.
–– Te recompensei? –– perguntou, por sorte ele não estava mais daquele jeito sério e possessivo como na semana passada.
–– I-Idiota, não comece essas coisas sem dizer nada! –– respondi, enterrando meu rosto em seu peito.
–– Então vou lhe falar antes que eu faça, ok? –– sussurrou de um modo sério e sexy em meu ouvido, me arrepiei da cabeça aos pés.
–– O que... quer dizer com isso? –– o encarei.
–– Vem pro meu quarto... –– pediu em um tom sensual até demais, me arrepiei da cabeça aos pés.
–– G-Gajeel, você sabe que eu não quero isso... a-agora... –– corei.
–– Eu disse algo? –– riu com aquela sua voz rouca, mas logo ficou sério. –– Só quero que... a gente dê um passo na nossa relação.
–– Um passo? –– o encarei.
–– Vem, eu te explico lá. –– segurou meu braço e me levou até seu quarto. Por que será que eu achava que tinha algo estranho na sua conversa?
Após chegarmos ao quarto, ele fechou a porta, mas não a trancou, aquilo me deixou mais tranquila, pelo menos ele não estava tentando me forças a nada. Continuei imóvel, no mesmo lugar que ele havia me deixado, Gajeel olhou para mim e me beijou novamente, e de novo, de novo...
De repente, senti-o me levar até a cama, não era o que eu queria, mas também não o impedi. Continuei beijando Gajeel até certo ponto quando ele mesmo parou e me olhou.
–– Então, você me deixa te deitar aqui?
–– M-M-Mas...
–– Se eu te disser que não vou fazer nada, confia em mim?
–– N-Não sei... talvez... –– nem eu sabia o que responder, aquilo estava me deixando confusa. E se ele se descontrolasse?
Gajeel me pegou nos braços e me deitou na cama. Como eu havia deixado aquilo? Meu sonho sempre foi se casar antes de fazer qualquer ato daquele tipo, mas parece que ele iria para os ares se eu não fizesse nada.
Fazer algumas coisas não seria nada demais, com aquelas carícias que ele me proporcionava, comecei a ceder e a fazer carinho nele também. Gajeel tocou minha cintura e apertou força aquela área, e em um ímpeto, gemi baixinho, mas me deixando envergonhada do mesmo jeito, ele sorriu.
–– É tão sensível assim? –– sussurrou em meu ouvido, tremi.
Nada respondi, e o que eu não queria que acontecesse, aconteceu. Ele, que antes beijava meus lábios, passou a beijar meu pescoço, ali realmente era uma área em que eu quase respondia: “Ok, me possua agora.”. Com fortes chupões que ele deu, com certeza ficaria a marca, o barulho que aquilo me proporcionou, foi de prazer puro, e era a primeira vez que ele fazia isso em mim, chegou a arder um pouco. Gajeel lambeu meu pescoço como se quisesse amenizar o ardor, gemi perto de sua orelha e o senti se acomodar entre minhas pernas. Droga, aquela posição era comprometedora demais, demais!
Tive um pouco de medo quando senti seus dedos passarem da minha cintura por cima da blusa, para tocar minha pele por baixo dela, senti um choque. Quando eu ia pedir para pará-lo, ele começou a me fazer cócegas.
–– A-AH! –– gritei de susto. –– PARA, GAJEEL.
Comecei a rir desesperadamente, eu não era nada imune às cócegas, qualquer coisa menos cócegas, Lucy sempre ganhava uma disputa comigo por causa disso. Minhas risadas estavam altas, e Gajeel se divertia com aquilo.
Quando eu pensei em morrer, ouvimos a campainha tocar, e imediatamente saí debaixo de Gajeel, que me olhou assustado.
–– Vai lá atender a porta... –– disse enquanto ficava com o corpo virado pra mim, fiquei confusa.
–– Por que está de costas?
–– É que... eu quero arrumar o quarto... –– senti insegurança na sua voz.
–– Tem certeza? Você parece est...
–– Eu to excitado! –– falou com um tom alto, corei absurdamente e corri para abrir a porta.
Jesus, como senti vergonha, mas também fiquei um pouquinho curiosa, eu estava rindo tanto que nem percebi que meus movimentos bruscos o deixaram excitado. Depois que usei minha consciência é que pensei quem estaria na porta, fui mais rápido até lá e a abri.
Me deparei com duas pessoas, uma mulher alta e com o corpo muito bonito, os cabelos eram negros e brilhantes, junto dela havia uma criança muito fofa, eu não daria mais de 9 anos a ela, o garoto tinha os cabelos pretos e batiam nos ombro, as roupas eram pretas, por algum motivo me lembrei de Gajeel. Sorri aos dois, mas ainda estava corada com o que acabara de acontecer no quarto.
–– Aqui não é o apartamento de Gajeel? –– perguntou a mulher, parecia um pouco fria e estressada.
–– S-Sim é sim –– pensei rápido, mentir ou não? –– Eu vim para fazer uns trabalhos da escola.
–– Mamãe, eu quero ver o Gajeel-kun!
–– Calma, Rogue –– disse ela ao menino. –– Eu vim para deixá-lo com Rogue, eu já o avisei por mensagem.
–– Ah, ok, vou chamá-lo... –– quando pensei em ir até ele, o mesmo apareceu do meu lado, fiquei com mais vergonha.
–– Quem é que... –– Gajeel foi interrompido ao ver o menino, me perguntei quem era ele.
–– GAJEEL-KUN, QUE SAUDADES! –– disse o garoto indo abraçá-lo, e como ele era alto, Rogue só chegou até um pouco abaixo de seu quadril, tive vontade de rir com a cena.
–– Oi, pirralho –– respondeu, logo olhou a mulher. –– E aí, Minerva, vai ficar um pouco?
–– Não, só vim trazê-lo, Rogue não parava de me perturbar para vir aqui.
–– Ok, uma semana, não é?
–– Sim, e desculpe atrapalhar o trabalho de vocês. –– impressão minha ou ela estava sendo irônica. Só ali percebi que ela olhava para meu pescoço e meu cabelo, droga, eu estava com o pescoço totalmente ardido por causa do chupão, com certeza ela tinha visto, e meu cabelo devia estar um pouco bagunçado pelo travesseiro, corei e abaixei a cabeça.
–– Que trabalh-
–– É um prazer conhecê-los! –– interrompi Gajeel. –– Sou Levy, Levy McGarden.
–– Sou Minerva Orland Cheney, cunhada do Gajeel, ele não falou para você que eu traria seu sobrinho?
–– Não, não disse... –– olhei para Gajeel, o fuzilando.
–– Enfim, Rogue, se apresente direito!
–– Ah, eu sou Rogue Cheney, sobrinho do Gajeel! –– disse soltando Gajeel com um rosto bem feliz, parecia gostar dele.
–– Ok, ok, agora entrem logo. –– disse Gajeel.
–– Até semana que vem. –– respondeu Minerva sem mudar o olhar.
–– Até! –– respondemos, logo depois entramos no apartamento.
No momento eu só queria saber o porquê de Gajeel não me contar que seu sobrinho iria ficar uma semana no seu apartamento. Com Rogue lá, seria difícil ele não descobrir que eu morava com ele.
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