A Baixinha E O Metaleiro

16 Capítulo 14 –– O outro dia


Notas iniciais
Oi, meus lindos leitores ♥

Estou aqui com outro capítulo pra vocês, está meio monótono, mas prometo que o próximo vai dar umas reviravoltas. AHEAUEHAU

Cadê os leitores? Mais de 40 e nem 20 comentam, poxa. =/

Sem ter muita coisa pra falar, apenas digo; boa leitura!

Capítulo 14 –– O outro dia

Gajeel e eu, após toda aquela conversa relativamente boa, voltamos para nosso apartamento. A água da chuva que bateu em meus cabelos fez com que ele voltasse a sua forma original, mas como ambos estávamos encharcados da chuva, não dava para perceber muito. Minha cabeça rodava muito por conta do que Gajeel havia dito, nós éramos namorados daqui em diante? Será que aquilo foi apenas um pedido para que eu ficasse com ele algumas vezes? Foi daí que me lembrei da frase em que ele havia dito de que me gostava, corei enquanto andávamos pelo corredor de nossos quartos de mãos dadas, meu sonho era ouvir dele que me amava, mas não era possível, Gajeel amar alguém?

Tudo que eu queria era alguém que me amasse, era meu sonho, agora ouvir algo a mais dele seria complicado, e eu não sabia se tinha coragem de perguntar, não mesmo.

–– Está tudo bem? –– me perguntou enquanto parávamos em frente de nossos devidos quartos.

–– Sim... –– abaixei a cabeça e peguei minha chave. –– Boa noite.

–– Espera! –– segurou meu braço com rapidez, o fitei assustada.

–– O-O que foi?

–– Não quer entrar? –– disse ficando sem graça –– Podemos conversar um pouco mais...

–– M-Mas eu tenho que me secar e...

–– Eu posso de dar uma toalha!

–– Eu acho que tenho uma toalha aqui. –– ri brincando com ele.

–– Sei que tem –– sorriu. ––, mas preciso te falar algumas coisas, e acho que você também tem, não é?

–– Ah... –– corei. –– Então tá.

Gajeel abriu a porta de seu quarto e me deu espaço para entrar, fui com passos pequenos e lentos por conta do nervosismo, afinal, nós estávamos praticamente “namorando”, então não seria muito conveniente eu andar muito no seu apartamento, até porque Gajeel era um tanto pervertido a ponto de tentar outra coisa comigo, corei pensando.

–– Pode sentar, não mordo –– riu, logo repensou o que disse. –– Quer dizer, não agora.

–– Idiota –– corei mais, se é que poderia. –– Não vou me sentar no seu sofá toda molhada.

–– Não posso dizer nada, não é brincadeira –– riu um pouco mais. –– Vou buscar duas toalhas, espera um pouco.

–– Ok... –– disse ainda de pé.

Logo Lily apareceu pela sala um pouco sonolento, esbocei um sorriso e fui acariciá-lo, ele era muito fofo e parecia até gostar de mim, pois aceitava as carícias. Fiquei mexendo um pouco com ele até ouvir passos de Gajeel vindos do quarto. Ótimo, ele estava sem blusa, queria me matar? Acho que sim.

–– Nossa, é interessante ver o Lily deixar alguém tocar nele. –– disse jogando uma toalha em minha cabeça, o mesmo tinha uma em seu ombro.

–– E-Ele gosta de mim, deve ser porque eu sou uma pessoa bem mais legal que o dono –– ri tentando ficar normal diante daquela cena enxugando meus cabelos de leve ––, talvez ele precise de carinho, não?

–– Claro que ele gosta de mim, mas não é só ele que precisa de carinho. –– sorriu malicioso me prendendo pela cintura com sua toalha e me encarando, tentei não ficar tensa e o encarei, nossos corpos estavam colados até demais do aceitável, seu corpo era lindo...

–– Ah, é? –– o provoquei. –– Pois pra mim não tem carinho se não tiver sentimento –– corei falando isso e me livrei da toalha que me segurava.

–– Então está tudo bem, até porque eu já lhe disse o que sentia, certo? Posso repetir quando quiser.

–– E-Eu... –– Gajeel me calou com um beijo lento, retribuí.

Seu peitoral se chocava com o meu, me fazendo sentir inúmeros arrepios, seus dedos passeavam pela minha cintura e minha nuca. O beijo era tão constrangedor... Sua língua se esfregava na minha lentamente, me fazendo perder as estribeiras e o agarrar pelo pescoço pedindo mais, seus lábios passavam bem devagar pela extensão dos meus. Era impressão minha ou aquele simples beijo já me excitava? O empurrei sem forças e fôlego.

–– Te amo. –– sussurrou no meu ouvido enquanto deixava um beijo em meu pescoço, me arrepiei.

–– A-Ainda não disse se acredito...

–– Você me ama, não é? Eu lembro quando disse isso.

–– Não é hora para flash backs! –– corei –– Acho melhor eu ir, está muito tarde.

–– Mas já? Nem conversamos direito.

–– Teremos a vida inteira pra conversar, até depois... –– tentei sair, mas ele segurou minha mão.

–– Agora sou seu namorado, não esqueça.

–– Tenho que me acostumar com isso. –– sorri dando-lhe um rápido selinho e abrindo a porta com medo que ele me puxasse de novo.

* * *

Acordei cedo até demais, ainda era domingo e meu sono ainda não havia ido embora, quase não preguei os olhos pensando na madrugada anterior. Eram 7h, pensei em dormir mais, mas eu queria conversar com Lucy, vai saber o que ela pensava de mim depois que corri daquela festa...

Fiz minha higiene matinal e comi um café da manhã básico, pão e café com leite, peguei um pedaço de bolo também. Vesti um vestido branco de alcinha e uma sapatilha, liguei para Lucy e a esperei atender.

–– Alô? –– perguntou Lucy ofegante e sonolenta.

–– Lu-chan? Sou eu...

–– Levy-chan? Meu Deus, o Gajeel se declarou?

–– Como?

–– Espera... ele não se declarou?

–– N-Não é isso...

–– Então ele se declarou?

–– Calma, Lu-chan!

–– Oi, desculpa, diga.

–– Oe, você sabia que ele ia se declarar...?

Ouvi Lucy soltar um grito do outro lado da linha, até eu me assustei.

–– Eu sabia! Ele se declarou. –– disse e soltou uma risada depois.

–– Me responda, Lu-chan!

–– Bem, eu sabia sim, quando ele correu atrás de você eu o barrei, mas ele estava com tanta pressa que só me disse que ia correr atrás da garota que ele gostava, ui! –– corei absurdamente.

–– E-Ele disse isso? Meu Deus, isso quer dizer que as intenções dele são sérias?

–– Provavelmente, Natsu também escutou! –– sussurrou.

–– Por que está sussurrando?

–– É que... depois da festa eu fui com o Natsu pra casa dele...

–– Ah, já entendi. –– suspirei, era possível ele não ter acordado com aqueles gritos? Caramba.

–– Enfim, daqui a algum tempo você descobre realmente o que quero dizer...

–– C-Cale a boca, Lu-chan, você sabe muito bem que eu só vou fazer isso depois do casamento...

–– Me poupe, Levy-chan, eu até concordo de você não fazer isso agora, mas quem sabe daqui a alguns meses.

–– Não sou vidente, mas não pretendo!

–– Vocês estão namorando, certo?

–– É...

––O k, primeiramente, meus parabéns, mas não vou dizer nada em relação a sexo, você mesma vai descobrir, não pense que o Gajeel é um santo. –– riu.

–– Obrigada. E eu o conheço muito bem –– respirei pesado. ––, mas ele vai esperar, pelo menos espero que sim.

–– Beleza, até amanhã, Levy-chan.

–– Até, um beijo. –– e desliguei.

Suspirei, até Lucy sabia do que Gajeel iria dizer, pensei que eu deveria realmente ver que ele queria algo sério comigo. Não fui até a casa dele, parecer difícil talvez fosse a melhor solução para ele não se cansar de mim, até porque eu estava meio gripada por causa da chuva e espirrava muito.

Fiquei assistindo filmes de romance que aluguei em uma locadora próxima, eu deveria aprender um pouco mais sobre essas coisas, e quando o filme acabou fui preparar meu lanche, senti um pouco de falta do Gajeel e pensei no que ele estaria fazendo naquele momento. Depois de comer fui dormir um pouco para depois fazer algumas atividades da escola, era domingo, e domingo eu tirava para fazer as tarefas da semana.

* * *

Acordei depois de uma hora com a campainha tocando, corri até lá para atender. Sorri de orelha a orelha quando vi Gajeel, era estranho como eu ficava feliz apenas de vê-lo, isso era estar apaixonada? Se fosse, eu estava gostando.

–– Boa tarde, estava dormindo?

–– É, mas não me importo de ter acordado, foi até bom. –– sorri timidamente.

–– Passei pra avisar que vou ensaiar com a minha banda, o pessoal reclamou muito quando eu saí mais cedo da festa pra ir atrás de um certo alguém –– sorriu erguendo uma sobrancelha, arregalei os olhos. ––, daí a galera não tocou nada, nem eu me lembrei mais, quando fui dormir desliguei o celular.

–– M-M-Minha nossa, me desculpa, Gajeel, eu nem me lembrei que você ia tocar, por minha culpa e-eu saí correndo e... –– Gajeel não me deixou terminar e me beijou.

–– Pode parar de falar? Agora vou te beijar toda vez que estiver falando demais.

–– Mas fui eu...

–– E daí? Sem você por lá eu não gostaria de tocar. –– riu sensualmente, ruborizei.

–– Não tem perigo de o pessoal te tirar da banda, não é?

–– Que nada, muita gente já furou em algumas festas.

–– Menos mal...

–– Enfim, é só isso, amanhã na escola a gente se vê, vai querer ir comigo?

–– C-Com você?

–– Já esqueceu do nosso namoro?

–– Não –– corei. ––, mas não acho bom o pessoal da escola saber logo de cara.

–– Por que não? Tá com medo da opinião do pessoal?

–– Pode-se dizer que sim...

–– Deixa eles pensarem o que quiserem, o que importa é que a gente tá junto, não?

–– E a Cana? Ela é louca por você, talvez ela não saia do meu pé!

–– Não vou deixar ela fazer nada, mas se não quiser demonstrar muito, a gente vai pra escola em horários separados, ok? Eu não gosto de chegar muito cedo. –– riu.

–– Ok. –– sorri.

–– Já vou indo.

–– Até amanhã! –– acenei, mas fui puxada para outro beijo.

Aproveitei esse beijo para mostrar o que eu tinha aprendido nas dicas que vi em meu celular pela manhã, em nossos beijos ele sempre era mais ousado, então, tentei soltar mais minha língua e explorar sua boca. Gajeel se afastou surpreso.

–– Puxa, desde quando você beija assim?

–– Tenho minhas façanhas. –– brinquei, mas um tanto corada.

–– Quero ver mais disso outro dia. –– lambeu os lábios, senti meu corpo tremer.

–– T-Tchau. –– disse fechando a porta.

Logo que me despedi no Sr. Pervertido, fui fazer minhas atividades da escola e outras coisas para passar o tempo: ler.

Notas finais
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