A Baixinha E O Metaleiro

17 Capítulo 15 –– Mensagem ruim?


Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOI! *-*Voltamos com mais um capítulo, também querendo dar as boas vindas para as novas leitoras, mesmo sendo fantasmas, são leitoras. (comentem, please. Aehuahe).Esse capítulo ficou curtinho, pensei que ficaria maior, mas enfim. =/Boa leitura â¥

Capítulo 15 –– Mensagem ruim?

Uma semana se passou desde que eu e Gajeel começamos a namorar, foi muito difícil eu ter que aceitar o pessoal da escola ficar sabendo, até porque não fazia muito tempo que ele havia se mudado para a escola, então era óbvio que muita gente ia ficar falando muito. E foi assim que aconteceu, chegamos à escola no dia seguinte juntos no ônibus, Gajeel me perturbou até a alma para segurar minha mão, e como eu estava nervosa acabei segurando. Cana foi a primeira que percebeu a proeza e nos seguiu falando sozinha até a sala de aula, foi até engraçado.

Lucy conversou a sós com ele no intervalo, mas nenhum dos dois me contou o que era o assunto principal, fiquei com um pouco de receio. Natsu nos deu os parabéns algum tempo depois, Cana falava de nós pelas costas com as outras garotas bad-girls da escola, e óbvio que tinha que ter uma briga, correto? Sim, mas não foi comigo, e sim com a Lucy, ela se meteu na conversa das garotas e rolou a maior confusão, e só sossegou quando deu um tapa bem certeiro na cara de Cana, foi até bem feito, mas a professora Aries deu um bom corretivo nas duas.

O resto da escola ficou sabendo do nosso namoro e nem sequer interviu, o que me deixou bem tranquila, eu não queria confusão por minha parte. Quando fomos para casa alguns garotos como os integrantes da sua banda foram conversar conosco e fizeram umas brincadeiras totalmente constrangedoras como: “Cuidado para não engravidar do gostosão”, “Usem sempre camisinha”, ou “Vai ser difícil aguentar a pressão”, morri um pouco de vergonha, e me distanciei deles para conversar com minhas amigas antes de ir embora. Quando os garotos finalmente soltaram Gajeel fomos para casa, nos despedimos com um beijo demorado e entramos em nossos apartamentos.

* * *

Após o resto da semana rotineira, eu e Gajeel não tivemos tempo para sair para uma lanchonete ou afins, mas finalmente era sexta-feira, e eu estava em casa estudando um pouco quando recebi uma mensagem no celular, esbocei um sorriso quando vi que era de minha tia Loray, abri a mensagem excitada.

De: Titia Loray.

Olá querida, quanto tempo, não é? Você deve estar estranhando essa mensagem em um momento desses, mas é que aconteceu algo meio preocupante na empresa do Honnei, tem uma outra empresa rival nossa que está indo de bem a melhor, então estamos caindo. Infelizmente não poderei pagar alguns meses de seu apartamento por conta que precisamos economizar para se acontecer algum imprevisto. Fico realmente triste de ter que te dizer isso até porque você me ajudou muito para conquistar o Honnei, foi um amor complicado, mas estamos aqui. Enfim, eu queria pedir para que você morasse com a Lucy, que tal? Ela mora sozinha, não é? E eu sei que se ela não puder, você têm outras amigas, certo? Quando tudo voltar ao normal, te reenvio outra mensagem para te avisar. Te amo. ♥

Para: Minha Levy-chan.

Arregalei os olhos perplexa com a mensagem. Como aquela empresa de sapatos estava caindo? Tudo estava indo muito bem. Tudo bem, eu não iria de modo algum reclamar, até porque ela pagava meu apartamento em dia depois que saí de sua casa. Desde que eu tinha 10 anos e meus pais morreram, Loray me chamou para morar com ela, eu aceitei, pois não tinha onde ficar. Loray era vizinha de Honnei, um cara riquíssimo dono de várias empresas, tinha cabelos castanhos e brilhantes, um corpo lindo e muito desejado, ele era casado com outra mulher ambiciosa e ridiculamente idiota. Com o tempo, consegui juntar os dois com várias façanhas infantis, como trancá-los sozinhos, chamá-lo para comer conosco e várias outras coisas, e no final, os dois viram que eram apaixonados. Honnei se separou e casou-se com Loray, morei com eles por três anos e percebi que eu só atrapalhava. Fui morar neste apartamento que morei por quatro anos, sim, eu morei sozinha aos 13 anos.

Loray engravidou, mas perdeu o bebê dois meses depois, ela teve depressão, então nunca mais nos falamos, mas nem por isso ela deixou de pagar o apartamento e ser gentil. No momento eu pensava como iria pedir a Lucy para morar com ela, Natsu vivia por lá, e escutar os dois transando à noite não seria muito agradável.

Mandei outra mensagem para minha tia dizendo que estava tudo bem e que eu tinha alguém para morar, mas era apenas para não deixá-la se sentir culpada. Comecei a arrumar minhas coisas, bem triste por sinal, era melhor deixar logo o apartamento, daí me lembrei de Gajeel. Eu não sabia como ele iria reagir, mas fui até lá e toquei a campainha.

–– Levy? O que houve? –– perguntou preocupado olhando minha tristeza.

–– É que... –– suspirei. –– Eu vou me mudar...

–– Como é que é? –– perguntou alto e claro me puxando para dentro do apartamento.

–– Minha tia paga meu apartamento, nunca comentei com você, mas é, ela me mandou uma mensagem hoje avisando que vai parar de pagar por alguns meses, pois as coisas da empresa do meu tio estão ruins...

–– E você vai morar aonde? –– perguntou ainda com uma voz incrédula e meio irônica.

–– Talvez na casa da Lucy, mas...

–– QUÊ? A Lucy transa com o Natsu todo dia, quer fazer parte deles?

–– Não fala assim –– aumentei o tom de voz e franzi o cenho. –– É por isso mesmo que eu não quero ir.

–– Ok, arrume suas coisas e traga pra cá.

–– O que voc-

–– Não prefere morar comigo?

–– V-Vai ser estranho, idiota! –– corei.

Ok, aquele pedido tinha um pouco de malícia. Morar com o Gajeel? Como eu ia tomar banho tranquilamente sabendo que meu namorado pervertido está na mesma casa que eu? E dormir? Essa era uma parte crucial.

–– Estranho nada, não quero que vá para outra casa... –– corou de um jeito fofo.

–– Mas...

–– To te dando uma chance, se não quiser, não pedirei mais!

–– C-Calma, eu aceito por uns tempos, ok?

–– Uns tempos? É aqui pra sempre ou nada. –– sorriu.

–– Pra sempre? Deixa de ser idiota, só vou ficar provavelmente por uns dois ou três meses.

–– Ou não, você não sabia que empresas podem demorar a voltarem a ser populares?

–– O que entende sobre empresas?

–– Isso não vem ao caso, ok? Meu pai tem uma, mas primeiro traga logo suas tralhas.

–– Tralhas? –– bati em seu braço e logo o olhei com nojo, mas brincando. –– Eu que vou ter que conviver com um porco que nem você.

–– Um porco que você ama, correto? –– sorriu malicioso e puxou minha cintura, o empurrei rapidamente.

–– Vamos dar uma maneirada nos beijos, já que vou morar aqui, é bem mais perigoso.

–– Maneirar? Maneirar é o caralho, vem cá.

–– Não! –– gritei correndo dele, rindo a beça.

Depois de muita pegação, (sim) voltei para meu apartamento e peguei minhas coisas, Gajeel quis me ajudar, dizendo que eu era pequena demais para levar tudo, obviamente ele só queria que eu fosse mais rápida.

Chegamos ao apartamento, logo mudei minhas coisas para o quarto de hospedes. Depois disso ficamos conversando sobre coisas aleatórias na sala, claro que ele tentou me tocar de variadas formas, mas como eu estava um pouco nervosa, não deixei. À noite tomei um banho e fui dormir, nada de anormal havia acontecido, dei-lhe um beijo de boa noite de fomos para a cama, cada um na sua, a saber.

Na realidade, aquela mensagem que recebi não foi ruim como eu esperei que fosse...

... Tia, posso te agradecer só um pouquinho?

Notas finais
Reviews? â¥