A Baixinha E O Metaleiro
2 Capítulo 1 –– Aulas
Notas iniciais
Boa leitura ♥
Capítulo 1 –– Aulas
Eu e Lucy corremos até o andar de cima, pelo menos demoraria um tempo para que o Gajeel alcançasse a gente, mas acabei parando pelo cansaço.
–– Muito obrigada, Lu-chan... –– eu murmurei entre respirações rápidas.
–– O que eu posso fazer se você fica arranjando briga? Era só pra você vê-lo!
–– Ele quem começou... –– me dei por vencida, ela tinha razão.
–– Certo, agora teremos que encará-lo na sala de aula depois desse barraco.
–– Eu vou fazer que nem estou vendo...
–– Levy-chan me explica, por que você precisa ser assim? Não pode ser mais amigável ou fofa?
–– E-Está dizendo que eu sou... bruta?
–– Quase isso. –– e me encarou.
–– Eu não sou bruta... O-Olha minha roupa, é de uma garota fofa, não? –– referi-me a meu vestido azul com um laço na parte de cima.
–– Você tá estranha, de uma hora pra outra quer ser fofa? Ou quer dizer que você nunca me mostrou esse seu... lado? –– e se aproximou com desconfiança no olhar, gelei.
–– Eu não quero ser FOFA, mas para uma garota é normal, não? –– corei.
–– É... acho que sim –– e me olhou estranhamente ––, vamos logo pra sala.
–– OK. –– segui-a um tanto embaraçada.
Ao chegarmos à sala já havia algumas pessoas, Jet e Droy principalmente, correram até onde estavam batendo nas cadeiras, não consegui segurar uma risada, olhei para Lucy e a vi saindo de sala de fininho por conta do rosado que a chamava.
–– LEVY-CHAN! –– gritaram.
–– Oi. –– sorri.
–– Estavam falando que você enfrentou um cara novo que vai estudar na nossa sala e acabaram brigando, é verdade?
–– Vamos esquecer isso, certo? –– tentei não pensar nele, de alguma forma ele mexia com meus nervos –– Não quero que queiram brigar com ele também, por favor.
–– Não iremos, mas nós não estamos preocupados com isso... –– coraram, estranhei.
–– Então o que é? –– arqueei uma sobrancelha.
–– Ouvimos dizer que ele gamou em você, ele mesmo disse! –– resmungaram, irritados, corei um pouco.
–– C-C-Como é? Ele disse isso? Óbvio que é mentira, ele é louco, maluco, idiota! Tsc.
–– Por que ficou tão nervosa? –– não, não podia ser. Sim, era ele, o babaca.
–– Falando no idiota! –– disse.
–– Você não respondeu minha pergunta. –– ele riu, talvez porque eu tenha entrado em combustão máxima, e o pior, as pessoas da sala assistiam de longe.
–– Não estou nervosa, estou com ódio mesmo, e pode, por favor, parar de falar bobagens pela escola? Você acabou de chegar e já quer mandar? –– pedi singela.
–– Levy-chan, não se importe com ele! –– disse Jet.
–– Não se preocupem com ele, sei me defender.
–– Cadê aquela diabinha que acabei de enfrentar?
–– Não tem diabinha, só estou tentando falar calmamente com você.
–– Adoro garotas tsunderes. –– sorriu sensualmente.
–– Não sou tsundere, você que me deixou nervosa... Irritada, melhor dizendo!
–– Certo, certo, antes que isso acabe em outra discussão, podemos ser amigos? –– me estendeu a mão, estranhei, aquilo havia sido rápido demais.
Estendi minha mão até ele com desconfiança, olhei para seu rosto e logo mudei meu foco de visão por conta que ele olhava para mim e sorria, não consegui adivinhar se era um sorriso pervertido ou um sorriso sincero. No percurso ele puxou meu braço e me beijou rapidamente, levei um enorme susto com o ato, e claro, morri de vergonha, Jet e Droy pensaram em interromper, mas alguns garotos os seguraram.
–– O-O-O que pensa que está fazendo? –– gritei.
–– Não gostou? –– ele fez um rosto de criança triste.
–– Claro que não! Nem te conheço direito, garoto! –– passei a mão nos lábios com intuito de tirar o sabor de seus lábios dos meus.
–– Seu nome é Levy, certo?
–– Quem te disse? –– perguntei sem acreditar.
–– Dã, o pessoal da sala.
Eu estava tão incrédula do que tinha acabado de acontecer que nem tinha me tocado que o professor estava na sala de aula vendo tudo aquilo, apenas eu e Gajeel estávamos de pé, fiquei mais rubra e corri me sentar com a risada de todos.
O professor Gildarts foi até sua mesa com um rosto nada bom, e claro, por culpa daquele idiota, ele já se aparentava sentado com os braços na altura da cabeça, ele percebeu que eu o olhava sorriu para mim, virei o rosto.
–– Parece que nosso novo colega Gajeel estava com tanta vontade de estudar que nem me esperou te apresentar a sala, não é? –– perguntou Gildarts o encarando.
–– Pois é, a gente tem que ser rápido. –– sorriu.
–– Enfim, temos também outra colega nova que veio da mesma escola de Gajeel, Phantom. Deem as boas vindas à Juvia Lockser!
Ela era realmente bonita, parecia um pouco tímida e seus cabelos eram azuis com pequenas ondas nas pontas dos cabelos, era o contrário de Gajeel, pelo menos, mas por que estou pensando tanto nele? Esqueça-o!
Juvia não tirava seus olhos de Gray, um dos colegas da nossa classe que adorava ficar sem blusa nas aulas, ele já levou algumas suspensões por conta disso.
–– J-Juvia está encantada em conhecê-los. –– eu sabia que ela deveria ter algum problema por conhecer Gajeel, falava em terceira pessoa, mas parecia uma pessoa boa.
Ela saiu da frente da sala e se sentou ao lado de Gray dando uma pequena acenada, ele sorriu um pouco corado e olhou para frente, não sei não, mas acho que pintou um clima, Lucy entrou na classe um pouco atrasada.
–– Oe, entre logo Lucy, agora que todos se conhecem, vamos às aulas! –– disse o professor.
–– Aaaahh... –– resmungou a classe em coro.
Muito pelo contrário, eu adorava estudar, só que eu era péssima em cálculos, mas eu tirava de letra o português, redação, literatura e interpretações de texto, não era por menos que eu tirava as notas mais altas da sala nessas matérias, agora matemática, física e as demais, eram abaixo da média quase sempre.
Por minha sorte, Gajeel se sentava na fila oposta, encostada na parede assim como a minha, Lucy mandava mais mensagens para Natsu, ela se sentava atrás de mim, ou seja, me fazia de escudo para ela. Celulares obviamente eram proibidos em classe na hora da aula.
Gildarts dava sua aula de geografia e eu anotava tudo, e meu sensor percebeu que Gajeel não tirava os olhos de mim, eu não iria olhar, tinha certeza que isso que ele queria, para depois me fazer de idiota, já bastava aquele beijo, o meu PRIMEIRO beijo. Virei-me para Lucy e a vi rindo enquanto lia a mensagem.
–– A conversa tá boa? –– ri.
–– Ótima, leia! –– e me passou o celular pelo lado da parede, peguei-o curiosa.
E assim estava escrito:
–– Ei loirinha, ñ tá a fim de sair depois da aula? ♥
–– Awn, é claro q eu quero, aonde nós vamos? ;9
–– Pra minha casa, q tal?
–– Sua casa? O:
–– Bem, faz um tempo q quero te pedir uma coisa, mas tenho um pouco de vergonha. >.
–– Pode pedir...
–– No final da aula é melhor! Quero falar com as palavras da minha boca. c.c
–– Assim eu morro de curiosidade D=
–– Morre não, a gente se vê lá, minha loirinha.
–– Ok. Um beijo, meu rosado. ♥
–– Beijo na boca. *q*
Entreguei o celular pelo mesmo percurso com a boca no formato de “o”, ela deu umas risadas e guardou o celular. No momento que me virei, Gildart via tudo, corei da cor de um tomate, mais uma merda que aconteceu no mesmo dia.
–– Fazendo o quê? –– ele perguntou.
–– E-Eu perguntei as horas a ela! –– respondi rápido.
–– Precisa pegar o celular dela?
–– Ela estava com preguiça de falar... –– menti.
–– Vou deixar passar dessa vez, mas na próxima, vocês vão à rua, certo? –– ele riu sinicamente.
–– C-Certo.
Por um momento pensei que eu sairia de sala, isso nunca me aconteceu, parece que aquele ano seria uma droga.
Finalmente as duas aulas de geografia acabaram, ainda faltavam uma de gramática, duas de matemática e outra de inglês.
[...]
12h40min
E eu estava livre, pelo menos naquela segunda, terça seria outro dia de luta. Eu e Lucy saímos de sala falando asneira que qualquer garota faz.
–– ELE TE BEIJOU? –– gritou.
–– Oe, fala baixo!
–– Mas você já tinha beijado outra pessoa?
–– Não... –– corei.
–– Foi o seu primeiro? Não acredito! Então estão destinados, vocês dois têm que ficar juntos! –– brincou.
–– Muito obrigada pela dica, é de muito ajuda! –– suspirei –– E seu príncipe? Cadê?
–– Ele me mandou outra mensagem dizendo que vai estar na porta da escola, a gente se vê amanhã. –– me deu um abraço e saiu apressada.
Fiquei sozinha, olhei meu bolso do vestido e não encontrei meu celular, corri até a sala e o vi na mesa, fiquei aliviada, achei que estivesse perdido. Quando me virei, mais uma vez, Gajeel, com fones de ouvido, e mais um detalhe, estávamos sozinhos na sala.
–– Ora, cadê suas seguidoras? –– falei antes dele.
–– Não gostei de nenhuma delas, só de uma... –– e olhou meu corpo de cima para baixo.
–– Sério? Que bom pra você. –– fiquei um pouco sem jeito e tentei empurrá-lo.
–– Já vai? Quer que eu te leve pra casa? –– falou em meu ouvido, me arrepiei.
–– Não, obrigada. –– sorri.
–– Por que não está estressadinha? Gostei do seu jeitinho agora, gosto de garotas fofas.
–– Fofas? Você? E esse seu estilo aí?
–– São apenas minhas roupas, mas minha personalidade não é do mesmo modo. –– sorriu.
–– Eu devo estar pagando pelos meus pecados, será que você vai parar de me perseguir se eu disser que sou sua amiga? –– me rendi, era o único jeito, ou não...
–– Até que enfim você abaixou essa guarda, se bem que ficar mais baixa não dá pra você, certo? –– e riu.
–– Vai continuar? –– o olhei com uma cara assassina.
–– Não. Desculpe, então, amigos? –– e estendeu a mão, não me mexi.
–– Se pensa que eu vou cair de novo nisso está muito enganado.
–– Eu nem ia te beijar –– franziu o cenho ––, mas se você quisesse...
–– Somos amigos, certo? Agora podemos viver em paz.
–– Tsc, tanto faz. Você já sabe da festa que vai ter sábado na escola?
–– Não gosto de festas, detesto gente bêbada!
–– Pois eu aposto que aquela sua amiga vai. –– sorriu.
–– Como sabe?
–– Pergunte a ela amanhã. –– e saiu da sala.
E me deixou sozinha.
Gajeel parecia ser um cara mala, mas no fundo talvez ele fosse uma boa pessoa, mas para que eu tivesse certeza, eu ainda teria que saber um pouco mais da sua vida, mas quem sou eu para perguntar? Eu não iria abaixar totalmente minha guarda, eu não sabia do que ele era capaz.
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